Você... Que Um Dia Teclou Comigo;
Você... Que Me Procurou, Esperou E Encontrou;
Você... Que Conseguiu Transmitir Carinho E Afeto Através De Uma Máquina;
Você... Que Não Me Conhecia, Mas Já Me Dedicava Uma Parte Do Seu Tempo;
Você... Que Me Ouve, Cuida E Cativa;
Você... Que Por Trás De Uma Gravata Com Linhas Douradas E Uma Imagem Séria,
Revela Uma Pessoa Incrivelmente Doce;
Você... Que Chegou Devagarinho, Com Esse Jeitinho Todo Especial De Ser;
Você... Que Me Faz Voltar A Olhar A Vida De Uma Forma Que Eu Já Não
Acreditava Ser Possível;
Você... Que Com Sua Sinceridade Me Fala A Verdade Em Frases Abertas;
Você... Que Eu Gostava E Nem Sabia Que Existia;
Você... Que Já Me Faz Falta.
Não diga tudo o que sabes
Não faças tudo o que podes
Não acredite em tudo que ouves
Não gaste tudo o que tens
Porque:
Quem diz tudo o que sabe,
Quem faz tudo o que pode,
Quem acredita em tudo o que ouve,
Quem gasta tudo o que tem;
Muitas vezes diz o que não convém,
Faz o que não deve,
Julga o que não vê,
Gasta o que não pode.
Provérbio árabe
Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.
Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro.
Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um.
Ficava imaginando mil coisas...
Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.
Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.
Sou viciado em sorrisos, não nego. Existem aqueles bobos e sem porquês. Existem aqueles de aparência só para não dar espaço pro dizer 'estou mal'. Existem aqueles espontâneos e sem fim. Existem aqueles que nos causam inveja. Existem alguns que até amedrontam de tanta perfeição. E existe o seu que é meu!
Papai tosse, dando aviso de si,
vem examinar as tramelas, uma a uma.
A cumeeira da casa é de peroba do campo,
posso dormir sossegada. Mamãe vem me cobrir,
tomo a bênção e fujo atrás dos homens,
me contendo por usura, fazendo render o bom.
Se me tocar, desencadeio as chusmas,
os peixinhos cardumes.
Os topázios me ardem onde mamãe sabe,
por isso ela me diz com ciúmes:
dorme logo, que é tarde.
Sim, mamãe, já vou:
passear na praça em ninguém me ralhar.
Adeus, que me cuido, vou campear nos becos,
moa de moços no bar, violão e olhos
difíceis de sair de mim.
Quando esta nossa cidade ressonar em neblina,
os moços marianos vão me esperar na matriz.
O céu é aqui, mamãe.
Que bom não ser livro inspirado
o catecismo da doutrina cristã,
posso adiar meus escrúpulos
e cavalgar no torpor
dos monsenhores podados.
Posso sofrer amanhã
a linda nódoa de vinho
das flores murchas no chão.
As fábricas têm os seus pátios,
os muros tem seu atrás.
No quartel são gentis comigo.
Não quero chá, minha mãe,
quero a mão do frei Crisóstomo
me ungindo com óleo santo.
Da vida quero a paixão.
E quero escravos, sou lassa.
Com amor de zanga e momo
quero minha cama de catre,
o santo anjo do Senhor,
meu zeloso guardador.
Mas descansa, que ele é eunuco, mamãe.