Minha querida avó, são tão grandes e diversos os sentimentos que carrego no coração por você que gostaria que existisse uma palavra que resumisse todos. Talvez amor seja o que mais se aproxima, amor com uma grande dose de gratidão.
Desde o início você esteve presente na minha vida. Quando precisei de uma mãe extra, você foi essa mãe; quando precisei de uma amiga, você foi essa amiga.
Quando precisei de carinho, consolo, de sabedoria foi em você que procurei e encontrei. E quando procurei simplesmente a minha doce vovó, você foi minha avozinha querida que me enchia de mimos.
Sinto muita gratidão por tudo, e apenas lamento que não existam palavras ou gestos capazes de a expressarem devidamente. Então, apenas me resta confiar que seu enorme coração consiga sentir todo amor e gratidão que lhe devoto.
Eu te amo, vovó do meu coração!
Dizem que esta história foi contada no dia da comemoração das bodas de ouro de um casal.
Cercada pelos filhos, netos e bisnetos, a esposa foi indagada sobre o segredo de um casamento longo e feliz. Com um olhar carinhoso em direção ao marido, ela respondeu: - No dia do casamento, resolvi fazer uma lista dos dez defeitos de meu marido, os quais, por amor a ele, eu deixaria de lado. Imaginei que poderia conviver com um mínimo de dez defeitos.
Uma convidada pediu-lhe para mencionar um dos defeitos que ela resolvera deixar de lado. O marido olhou para a esposa um pouco constrangido por ter suas falhas e pontos fracos revelados diante de um grupo de pessoas. No entanto, sua esposa respondeu delicadamente: - Para lhe dizer a verdade, querida, nunca me preocupei em fazer a tal lista. Todas as vezes que meu marido fazia alguma coisa que me deixava furiosa, eu simplesmente dizia a mim mesma: Para sorte dele, este é um dos dez!
Até mesmo os amigos e cônjuges mais dedicados passarão de vez em quando por tempestades em seus relacionamentos. Alguns problemas valem a pena ser mencionados para que tenham uma solução. Outros não valem a pena ser discutidos. Com o tempo, as questões de menor importância tendem a desaparecer com o vento, sem necessidade de passar por uma "ventania".
A arte de ser sábia é a arte de saber o que deixar de lado.
Um pescador dirigia-se para seu barco, após uma noite mal dormida, os peixes estavam cada vez mais escassos e ele temia logo não ter como sustentar a numerosa família.
Ia assim matutando entre um passo e outro, até parar admirado: em seu barco dormia a sono solto uma criança. Como fora parar aí ele não sabia, pensou em sacudi-la mas sua mão ficou solta no ar, as palavras lhe faltaram diante daquele semblante do qual se desprendia tanta inocência.
Sentou-se ao lado do barco enquanto mergulhava em suas próprias lembranças: um dia também fora criança, alegre, sonhadora apesar de todas as adversidades da vida, seus risos infantis, as molecagens com os colegas, ainda ecoavam em sua memória.
Bons tempos aqueles, mas a criança crescera e os sorrisos murcharam, os dias alegres se esconderam, não tinha mais tempo nem alegria nem mesmo para partilhar com os filhos. A molecada fora chegando um após outro, o pão ficando cada vez mais difícil, tentara ensinar-lhes o ofício mas, esquecera da alegria do coração. Hoje se dava conta do quanto perdera.
Neste momento o barco sacolejou, a criança saltou assustada, já ia escapar quando ele a deteve, o menino desculpou-se por ocupar o barco sem permissão, ele apenas sorriu meio sem jeito e foi soltando as palavras há muito atadas no coração:
– Hoje garoto me lembrei do que é ser criança, do que é ter a alegria solta no fundo do coração, hoje reaprendi a ser pai e vou levando comigo esta lição, vou partilhar com meus filhos além do pão de cada dia, o pão que alimenta a alma, o pão da palavra amiga, consoladora, pão que sai fresquinho do fundo do coração, pois, um pai que não sabe amar seus filhos de verdade pode dar-lhes tudo, mas este tudo de nada vale porque junto não está o coração.
A criança olhou-o sem nada entender, depois foi se afastando de mansinho deixando o pescador rodeado pelos filhos, que o cercavam de todos os lados numa festa só...
O que é o amor?
Eu não sei.
Tudo que sei é que experimentar o amor é uma das mais belas experiências da vida.
Para vivenciarmos o verdadeiro amor, quatro passos devem ser celebrados.
O primeiro passo é: esteja aqui e agora - porque o amor só é possível aqui e agora.
O segundo passo em direção ao amor é libertar-se dos sentimentos negativos, porque muitas pessoas amam, mas seu amor está contaminado por sentimentos como ciúme, possessividade, medo.
O terceiro: compartilhe. O amor é uma fragrância a ser compartilhada, irradiada. O amor não pode ser acumulado; ele só pode ser compartilhado.
E o quarto: seja um nada. Somente quando você está vazio de você, há o amor.
Quando você está cheio de ego não é possível amar.
O amor e o ego não podem existir juntos.
É impossível o amor e o ego estarem juntos.
Somente uma pessoa que aprendeu a amar é madura.
Uma pessoa madura não "cai de amor", ela se "eleva no amor".
E quando duas pessoas maduras estão se amando, um dos maiores paradoxos da vida acontece.
Elas estão juntas, são quase um, mas esta unidade não destrói a individualidade. Na verdade realça.
Duas pessoas maduras em verdadeiro amor ajudam-se mutuamente a se tornarem mais livres, mais plenas, mais completas.
Durante uma viagem há sempre um mundo novo para descobrir. É uma oportunidade única de vivermos algo que nunca tivemos possibilidades de viver, uma experiência que permite uma renovação interior e a busca até mesmo de respostas para questões que sempre tentamos entender.
Em breve será você a partir nessa aventura e eu desejo que ela possa corresponder às suas expectativas. Tenha uma boa viagem!