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Todos sabemos identificar uma criança, e não apenas pelo tamanhinho, mas pelo brilho do seu olhar, pela ilusão e pureza que vivem em seu coração, características que alguns conseguem manter vivas através da idade. Então feliz dia das crianças, para as pequenas e para as grandes!

E que maravilha é nunca perder a vontade de sorrir, a ilusão de viver; que bom é sonhar, se deixar levar pela imaginação e nunca permitir que a vida nos roube a esperança e a sabedoria de viver o agora. Acordem a criança que um dia foram e continuam sendo, e sejam felizes!

De todos os amores por mim vividos até hoje,
O seu foi o mais intenso.
De toda a saudade,
A sua foi a mais forte.
De todos os beijos,
O seu foi o mais gostoso.
De todo calor,
O seu foi o mais ardente.
De todas as almas,
A sua foi a mais gêmea.
De toda ânsia de cometer loucuras,
A sua foi a que mais me atentou.
De todos os corpos,
O seu mais me instigou.
De todas as esperanças em amores depositadas,
O seu foi o que teve mais crédito.
De toda a vontade de ficar junto,
A vontade que me domina é a sua.
Por isso de todos os amores eternos por mim prometidos,
O seu será o único cumprido a risca.

As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer.
Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida.
Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa.
Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais.
As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora.

Ao voltar de um exaustivo dia de caça, trazendo segura nos dentes uma pequena corça, a onça encontrou sua toca vazia. Imaginando que os filhotes estivessem nas imediações, pôs-se a procurá-los com diligência. Olhou e examinou cada canto, sem encontrá-los.
Preocupada com a demora que se tornava séria, desesperou-se e tomada de pânico esgoelou-se em urros que encheram de espanto toda a floresta. Uma anta decidiu indagar a respeito da ocorrência. Chegando junto da toca, viu a onça desatinada e então, jeitosamente, procurou saber dela sobre o que estava acontecendo.
– Devoraram-me os filhotes! – gemeu a onça. – Infames caçadores cometeram friamente o maior de todos os crimes: mataram os meus filhos...
A anta conciliadora, porém franca, não deixou que a oportunidade se passasse sem que ela dissesse à onça certas verdades que embora dolorosas, careciam ser ouvidas por ela naquele momento. Então falou-lhe:
– Mas senhora onça, se analisar bem o fato, há de convir que suas acusações não procedem. Perdoe-me a franqueza, nessa hora de desespero. Respeito a sua dor, mas devo dizer-lhe que fizeram uma vez aquilo que a senhora pratica todos os dias. Não pode negar que vive sempre a comer os filhotes dos outros, não é verdade? Ainda agora acabou de abater uma corçazinha...
Tomada de indignação, a onça arregalou os olhos como que espantada pela coragem e atrevimento da anta, falando com um ódio mortal: – Oh, estúpida criatura! É isso que você tem a dizer para consolar o meu coração ferido pela dor? Com que direito você se atreve em comparar os meus filhos com os filhotes dos outros? E como pode comparar o meu sofrimento e desolação ao dos demais? É preciso considerar primeiro a minha posição, em relação à dos outros animais, para depois pesar a situação...
Foi nesse momento que um velho macaco, que bem do alto do seu galho assistia ao diálogo, falou como quem está revestido de autoridade: – Amiga onça, é sempre assim: A dor alheia só atinge aos altruístas, mas jamais ao egoísta...

Dizes que sou o futuro. Não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz. Não me induzas à guerra.
Dizes que sou a promessa do bem. Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus olhos. Não me abandones às trevas.
Não espero somente o teu pão. Dá-me luz e entendimento.
Não desejo tão só a festa do teu carinho. Suplico-te amor com que me eduques.
Não te rogo apenas brinquedos. Peço-te bons exemplos e boas palavras.
Não sou simples ornamento de teu carinho. Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.
Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão. Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo.
Corrija-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra... Ajude-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.