Senhor, Fazei de mim um instrumento da vossa comunicação
Onde tantos enviam bombas e destruição, Que eu leve a palavra de união!
Onde tantos procuram ser servidos, Que eu leve a alegria de servir!
Onde tantos fecham a mão para bater, Que eu abra meu coração para acolher!
Onde tantos adoram a máquina, Que eu saiba venerar o Homem!
Onde tantos endeusam a técnica, Que eu saiba humanizar a pessoa!
Onde a vida perdeu o sentido, Que eu leve o sentido de viver!
Onde tantos me pedem um peixe, Que eu saiba ensinar a pescar!
Onde tantos me pedem um pão, Que eu saiba ensinar a plantar!
Onde tantos estão sempre distantes, Que eu seja alguém sempre presente!
Onde tantos sofrem de solidão que faz morrer, Que eu seja o amigo que faz viver!
Onde tantos morrem na matéria que passa, Que eu viva no espírito que fica!
Onde tantos olham para a terra, Que eu saiba olhar para o céu!
É, não tem sido fácil...
Ficar tanto tempo longe de você.
A presença em meu coração
De lembranças tão fortes,
Simplesmente não permite que eu tenha paz.
Ter você comigo foi algo forte demais
E eu não consigo conformar-me com a tua falta.
Não quero pensar em causas,
Nos motivos que levaram você de mim
E muito menos no tempo em que estamos separados.
Pensar nisto, é talvez tentar medir
A dimensão de minha saudade e isto é impossível.
Você teve os seus motivos para ir e eu tive os meus para ficar.
Penso então que temos nossas razões
para estarmos longe um do outro.
Olha, tenho tentado contabilizar as perdas.
O que você tirou de mim e levou embora junto com você?
Qual a parte de mim, que você escolheu
Para machucar com a saudade?
Realmente não sei.
O tempo talvez responda, o tempo talvez cure,
O tempo talvez apague...
Tudo o que sei é que...
Sinto saudades de você...
Ser mãe é ser guerreira, é saber voar e rastejar se necessário. Ser mãe é conquistar mundos novos todos os dias para seus filhos. E é abrir janelas a cada porta que se fecha. Ser mãe é enriquecer a vida através da luz que lhe é inerente e é ser sangue e é ser pólvora. E é fazer do amor o país de seus rebentos. Ser mãe é alimentar as bocas da esperança. Ser mãe é ser paixão.
Você é tudo isso, minha mãe, meu amor.
Completar mais um ano de vida é sempre motivo de alegria. Pelo menos é assim que eu enxergo as coisas, pois apesar de tudo que possa ter acontecido na nossa vida, comemorar mais um aniversário significa que estamos vivos, e que ainda há esperança.
Eu tenho muito pelo que agradecer, pois graças a Deus tenho muitas coisas boas na vida. Mas hoje quero agradecer a vocês, amigos, pois são vocês que fazem a vida valer a pena, e que mais uma vez fizeram do meu aniversário o dia mais especial do ano!
Diante de tanta gente desesperada, alguns chorando, outros andando de um lado para o outro tentando encontrar alguém com vida ou um corpo entre tantos amontoados pelas ruas da cidade; Aqui e acolá gente esperando ouvir algum pedido de socorro vindo dos escombros causados pelo terremoto que acabou com os sonhos de uma população que hoje vive como verdadeiros trapos humanos sem lar, sem alimento, sem água e principalmente sem esperança.
Diante de tudo isso e aos olhares de pessoas completamente desorientadas, eis que surge do meio dos escombros, um soldado de boina azul trazendo e seus braços uma criança que, apesar de estar bastante machucada, ainda esboçava um leve sorriso.
Foi ai que alguém resolveu interrogá-lo:
- Como o senhor conseguiu resgatar essa criança sem ajuda de outra pessoa?
E o moço tentando se refazer do susto, respondeu:
-Eu ia passando por aqui quando notei que uma senhora vinha em minha direção querendo mostrar que logo a minha frente tinha alguém esperando por ajuda. Como demonstrava muita ansiedade, a mulher aproximou-se e pegando no meu braço, levou-me até o local. Ao ser tocado por ela, fiquei apreensivo ao perceber que sua mão estava completamente gelada. Deduzi que poderia ser devido ao seu atado emotivo. Lembrei ? me depois que durante o tempo em que ela esteve ao meu lado removendo escombros, não ouvi uma só palavra de seus lábios.
De repente o soldado fez uma breve pausa e como se quisesse que alguém confirmasse tudo o que ele estava falando, olhou para todos os lados e ao perceber que a mulher que lhe ajudará no resgate não estava mais ali, seu semblante se modificou por completo e meio atônito e sem encontrar uma explicação para o que estava ocorrendo o soldado de boina azul com a voz embargada explodiu:
- Gente! A mulher que me ajudou no regaste desta criança simplesmente era a mesma mulher a que protegia.
Ela morreu para salvar seu filho!
O soldado valente, abraçando fortemente a criança chorou de emoção.