Sei que agora pode ser um pouco tarde para isso, mas, mesmo assim, peço-lhe desculpas.
Sinceramente, não sabia o que estava prestes a fazer, tudo aconteceu tão de repente e, também estava nervoso, sei que é difícil, mas tente me entender.
O sentimento que tenho por você ajudou muito a chegar neste ponto, infelizmente ou felizmente, acho que amo você mais do que imaginava, pois bastou algo tão insignificante para perder a cabeça e fazer o que fiz...
Perdoe-me, peço-lhe de coração, não sei como lidarei com tudo sem você por perto, não é uma questão de me acostumar com sua presença, mas de precisar dela para eu poder sentir a minha própria existência.
Não pense que estou completamente dependente de você, não é isso, só quero deixar claro que quero você por perto e que, ao estar, tudo parece ter um sentido especial, contudo, meu amor, às vezes é preciso errar algumas vezes para acertarmos mais pra frente, um relacionamento não é algo tão simples como muitos acham por aí, tem seus altos e baixos, o problema é quando os baixos são mais comuns do que os altos, ai as coisas verdadeiramente se complicam.
Me ajude dando uma segunda chance, mas entendendo os meus porquês, sei que errei e talvez erre outras vezes, somos humanos e isso faz parte de nossa natureza, como amar e querer alguém faz, pedir perdão pelos erros também deveria fazer, digo deveria por que não são todos que nos pedem desculpas, algumas pessoas se sentem grandes demais para isso, mas eu não...
É preciso ter humildade para assumir nossos erros e também de bondade para nos dar uma segunda chance de fazermos o certo.
Pense nisso.
O amor não se conjuga no passado, no presente e até mesmo no futuro, o amor constrói-se, o amor aparece de uma forma espontânea e por vezes arrebatadora que nos leva para um mundo totalmente diferente daquele onde vivíamos.
O amor é mesmo assim, imprevisível, doloroso ou até mesmo capaz de romper com tudo e dar assas para uma pessoa poder voar.
Sorte daquele que descobre o amor, ele não deve ser procurado como se de um tesouro se tratasse, ele não deve ser utilizado como um simples sentimento que se pega e deita fora, o amor é diferente, aparece e desaparece, constrói-se e reconstrói-se, vive-se e não se vive ou apenas sente-se ou não.
Nem todos têm a sorte de sentir amor, apenas sentem outros sentimentos e enganam o seu próprio coração ao inventar que algo que não passa de simples sentimentos são o verdadeiro amor.
O amor não é fácil de ser descrito, para mim, amor é uma coisa e para ti, amor pode ser entendido de outra forma completamente contrária e despertar em ti sentimentos muito diferentes dos meus.
Gosto de falar em amor, sei que com ele aparecem uma serie de sentimentos associados como saudade, dor, alegria, paixão e muitos mais que poderia levar aqui a enumerar.
O amor é mesmo assim um misto de emoções, uma mão cheia de tudo e ao mesmo tempo de nada, um chão onde se pode assentar os pés ou um mar onde temos de nadar e lutar para conseguirmos sobreviver ou até mesmo uma brisa forte que nos é capaz de pôr a voar.
O amor é, contudo, palco de muitas histórias, de muitas novelas, de muitos filmes, de muitos romances e de muitas tragédias. As pessoas adoram assistir a teatros que tenham como tema principal o amor. Quem não procura o amor? Quem não quer amar e ser amado?
Penso que o amor está mais vivo que nunca, que o amor é o sentimento mais forte e capaz de mover montes e montanhas para juntar duas pessoas que se amam. O amor é assim e o meu amor por ti não é diferente, arrebatador e forte, mas também inseguro e frágil...
Se se preocupar em visitar em um cemitério os restos de uma pessoa que significou algo para você, despreocupe-se, ela não estará lá.
Se veio até aqui com a intenção de visitar-me, desculpe por não me encontrar. Mesmo assim agradeço pela sua intenção.
Se ainda guarda em sua memória aqueles momentos alegres e bonitos que outrora desfrutamos juntos, peço, não chore, apenas lembre-se de nunca esquecê-los. São eles que nos unem e nos unirão sempre, apesar do tempo, através do amor...
Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem que acreditava em Deus, e sabia que Ele o protegeria. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.
Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada. Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da morte. Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço conseguiu construir uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.
Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda incendiada. Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:
"Deus! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha. Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?"
Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:
"Vamos rapaz?"
Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo:
"Vamos rapaz, nós viemos te buscar".
"Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?"
"Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante."
Os dois entraram no barco e assim o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus queridos.
Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.
Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo. Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vidas. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.