Hoje, o dia é de oração! É tempo de encarar a realidade da vida, o ciclo do tempo e aceitar que quem parte, só perde o corpo.
São inúmeras lembranças, vozes e imagens infinitas que invadem o pensamento e fazem chorar o coração apertado de saudade. Mas sobra a paz, aquela paz que é tão urgente para quem vai e para quem fica tentando entender a lógica da vida. Até um dia!
Você não hesitou no momento da traição. Partiu em busca de uma aventura sem pensar que me poderia estar magoando. Não respeitou a promessa de lealdade que fez, nem mostrou consideração pelo nosso casamento.
Se era liberdade que queria, já poderia ter dito antes. Eu daria espaço para você satisfazer seus caprichos egoístas. Daria tempo para você ir em busca de uma nova paixão ardente, como se tivesse retornado à adolescência. Daria tudo isso para você, menos a garantia de que permaneceria do seu lado.
Você sabe como eu amo você, mas não posso continuar fazendo este papel, encarando toda esta situação com passividade. Não posso permitir que o meu coração seja humilhado e despedaçado desta forma. Durante dias, meses, ou até anos, talvez tenha sido ingênua e acreditado cegamente nas suas palavras de amor, mas agora é o momento de colocar um ponto fina em tudo isto. Você agora é livre para fazer da sua vida o que quiser.
Boa noite...
E toda noite antes de dormir eu penso em você. Penso em como seria bom ter você do meu lado, em como seria bom te fazer feliz. Mais penso também em como foi o seu dia, com quem você passou, com quem você deu risadas. Penso com quem você está sendo feliz, de quem você gosta, de quem pode estar nesse momento contigo no telefone. Penso em quem pode te fazer feliz, quem pode fazer o seu coração acelerar. E dói pensar nisso. De repente uma lágrima escorre pelo meu rosto, sinal de que isso dói mais em mim do que em você. Mais você não sabe disso e nunca saberá, do quanto eu te amo e do quanto eu sofro por não ter você.
Tudo está consumado e já vai passando...
é agora uma passagem branda,
pacífica e sem tumultos...
é uma travessia amena, serena e sem insultos,
para que nossas retinas registrem e guardem
apenas a doce lembrança de nossos iluminados
e risonhos vultos, na hora do nosso único
e supremo "culto"
... você nos meus braços - meu menino -
e eu nos teus braços - tua menina.
Ao longo dos meses fomos assolados
por tempestades revoltas, circunstâncias adversas...
fomos pegos de surpresa pelo vendaval
das nossas imperfeições e nosso amor,
qual pequena muda que lograra crescer
e ganhar altura, rendeu-se com espanto
à noite escura de nossas diferenças,
omissões, hostilidades confessas ou camufladas.
Eu sigo agora, carregando uma alma vazia.
Tu segues pleno de ti mesmo, alimentado
da adoração incomparável de poetisas solitárias,
teresas e marias tantas...
Eu sigo carregando um legado estranho,
que me chegou com todos os aparatos da tecnologia...
um cartão e um poema que eu não
inspirei e nem suscitei em ti...
um cartão de rara beleza, maquiado com destreza
por uma outra maria, onde se lê a apologia
do imenso amor que tão bem sabes cultivar... por ti !
Quem precisa de máscaras?
O palhaço que colore o rosto para poder fazer rir seu semelhante, por que se assim não fizesse, se não escondesse o rosto, não conseguiria, no seu íntimo, a alegria contagiante de ser ele mesmo. Nós assim agimos, quando a empreitada exige que utilizemos nosso ser verdadeiro, que sejamos transparentes, autênticos.
Colocamos nossas máscaras e qual "heróis", enfrentamos tudo e resolvemos as situações, protegidos pelo "papel" que representamos. Quando poderemos ser autênticos, transparentes, verdadeiros e "desmascarados"? Quando nos aceitarmos, quando nos enxergarmos como somos, no estágio em que estamos. Quando admitirmos a ideia de que ainda somos imperfeitos.
Quando exigirmos de nós mesmos a supremacia que não temos. Quando humildemente nos vermos como criaturas amadas, cujo compromisso é somente viver autenticamente suas experiências e voltar para "casa" mais maduros, enriquecidos, crescidos.
Nada do que hoje privilegiamos nos será cobrado, mas muito do que negligenciamos teremos que prestar contas.