Hoje todas as recordações estão mais vivas que nunca! Parece que as lembranças estão trazendo você de volta, querida mãe. E quem me dera que isso fosse possível.
Sabe, mãe, cada dia que passa a saudade cresce juntamente com a aceitação – e isso é positivo! Finalmente estou encarando a sua partida como algo natural; difícil, mas natural. Descanse em paz, minha mãe! Até um dia.
O valor da família é algo que aprendemos ainda no ventre de nossas mães. É lá que recebemos proteção, sentimos o poder do carinho maternal e vamos desenvolvendo uma sintonia perfeita com alguém que nos receberá de braços abertos no mundo em que é suposto vivermos.
Enquanto crescemos, é em nossos lares que vamos descobrindo as coisas mais importantes da vida. A educação que recebemos irá se refletir no nosso comportamento futuro, o amor daqueles que cuidam de nós será o refúgio em todos os momentos.
O tempo vai passar e seguiremos nossos caminhos, pois assim são as leis do comportamento humano. No entanto, a família nunca nos abandonará, apesar de nossos erros, fracassos, mesmo que por vezes queiramos voltar atrás. O valor de quem é sangue do nosso sangue é difícil de explicar, mas nós o sentiremos o tempo todo, nas coisas simples do dia a dia e nas questões essenciais da nossa existência.
Era uma vez dois exploradores que encontraram uma clareira na selva. Nela cresciam muitas flores de beleza sem par. Um dos exploradores diz: – Há sem dúvida um jardineiro que mantém este jardim. O outro não concorda: – Não há nenhum jardineiro.
Assim sendo, eles montam suas tendas e se põem a vigiar. Nenhum jardineiro é visto em nenhum momento. Será que se trata de um jardineiro invisível?
Os dois exploradores fazem então uma cerca de arame farpado e a eletrificam, guardando-a com sabujos... Mas nenhum grito sugere nunca que algum intruso tenha tentado entrar no jardim. Apesar disso, o primeiro explorador ainda não se convenceu:
– Mas existe um jardineiro invisível, intangível, insensível às descargas elétricas, um jardineiro que não tem cheiro nem faz barulho, um jardineiro que vem secretamente cuidar do jardim. No final, o céptico se desanima:
– Mas o que resta da sua primeira afirmação? E em que precisamente isso que você chama de jardineiro invisível, intangível, eternamente inapreensível, difere de um jardineiro imaginário ou até de um jardineiro absolutamente inexistente?
O primeiro explorador vai então colher uma flor e, sem nada dizer, a oferece com um sorriso ao céptico, que não se afasta um minuto da cerca:
– Por que este gesto de afeição? pergunta surpreso.
– Para lhe perguntar se você consegue ver a velha amizade que nos une há tantos anos. E o outro responde:
– Lógico que não!
-O essencial é invisível aos olhos (como dizia o Pequeno Príncipe). Só conseguimos ver bem com o coração! Será que não é isso o que acontece com aquele que com tanto amor cuida deste jardim?
Boa semana!
Que a semana comece bem pra todos nós.
Que as experiências nos alarguem por dentro...
E nos melhorem sempre.
E que haja alegria. E serenidade quando houver dor.
Porque isso tudo é só uma parte do processo.
Desse eterno processo. Não percam o foco, nem a esperança.
A meteorologia nem sempre está certa...
Marla de Queiroz
Precisamos de alguém que nos ouça, alguém que
com palavras e gestos nos faça sorrir, alguém
que olhe em nossos olhos e saiba o que estamos
sentindo..
Precisamos de alguém que possamos olhar em seus olhos e ter a certeza de sinceridade e carinho, precisamos de alguém que sem medo possamos chamar de amigo... Resumidamente preciso de você!