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Durante seis anos, Siddhartha e os seus seguidores viveram em silêncio e nunca saíram da floresta.

Para beber, tinham a chuva, como comida, comiam um grão de arroz ou um caldo de musgo, ou as fezes de um pássaro que passasse. Estavam tentando dominar o sofrimento tornando as suas mentes tão fortes que se esquecessem dos seus corpos.

Então um dia, Siddhartha escutou um velho músico, num barco que passava, falando para o seu aluno...

"Se você apertar esta corda demais, ela arrebenta; e se a deixar solta demais, ela não toca."

De repente, Siddhartha percebeu que estas palavras simples continham uma grande verdade, e que durante todos estes anos ele tinha seguido o caminho errado.

Se apertar esta corda demais, ela arrebenta; e se a deixar solta demais, ela não toca.

Uma aldeã ofereceu a Siddhartha a sua taça de arroz.

E pela primeira vez em anos, ele provou uma alimentação apropriada.

Mas quando os ascetas viram o seu mestre banhar-se e comer como uma pessoa comum, sentiram-se traídos, como se Siddhartha tivesse desistido da grande procura pela iluminação.

(Siddhartha Gautama os chamou)

- Venham...
- e comam comigo.

Os ascetas responderam:

- Traíste os teus votos, Siddhartha. Desistiu da procura. Não podemos continuar a te seguir. Não podemos continuar a aprender com você.

Enquanto foram se retirando, Siddharta disse:

- Aprender é mudar.

- O caminho para a iluminação está no Caminho do Meio.

- É a linha entre todos os extremos opostos.

O Caminho do Meio foi a grande verdade que Buda descobriu, o caminho que ensinaria ao mundo.

Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida.
Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo.
O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.
A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.
Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente. Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.
A felicidade é amor, só isto. Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria. O amor não quer possuir. O amor quer somente amar.

Hoje estou triste, pois, infelizmente, às vezes é impossível impedir a tristeza de invadir nosso coração. Muitas vezes os sentimentos fogem do nosso controle e ganham vida própria.

É como quando nos apaixonamos, não conseguimos deter o amor por muito que queiramos. Mas o amor é quase sempre algo bom, positivo, e a tristeza algo negativo. Mas nem sempre.

Como tudo na vida, também a tristeza tem o lado bom e o mau, e às vezes estar triste pode nos ajudar a criar, pois sentimos mais necessidade de expressarmos nossos sentimentos através de alguma forma de arte. Assim, a tristeza pode trabalhar em favor da arte.

Mas, ainda assim, estar triste não é bom, eu sei, você sabe, mas eu também sei que ela não vai durar para sempre e talvez amanhã a alegria esteja de volta. Pois tenho muita coisa boa pela que agradecer e com que me alegrar, e acima de tudo, eu quero muito ser feliz!

Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios. (Salmos 90:12)
Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamento. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz. (Provérbios 3:1-2)
O Senhor te abençoe e te guarde. o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti. o Senhor levante sobre ti o seu rosto, e te dê a paz. (Números 6:24-26)
Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração. (Salmos 37:4)
Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera. (Efésios 3:20)

Ouvi uma história muito bonitinha outro dia, a respeito de uma menina que sonhou ganhar uma boneca nova no Natal.
Ela "namorou" a boneca muitas vezes na vitrine da loja e fez questão de mencionar seu desejo em frente de toda família pra ver se alguém se comovia. O Natal chegou e, para sua surpresa, a boneca veio muito bem embrulhada num pacote cheio de laços vermelhos e dourados. – Obrigada vovó, você é mesmo demais.
A festa foi se desenrolando, as horas passando até que a garotinha começou a ficar sonolenta. Ela juntou ao seu redor todos os presentes que havia ganhado, mas não conseguia se acomodar. Foi então que ela desapareceu da sala. A vovó saiu a sua procura e a encontrou em seu quarto, agarrada a sua velha bonequinha, com feições desmaiadas, pouco cabelo e sem um braço.
– Parece-me que você não gostou tanto assim de sua nova boneca! Veio dormir com sua boneca velha., perguntou a vovó da menina.
– Vovó, eu adorei a boneca nova, mas sabe, ela é tão linda que qualquer pessoa pode amá-la, esta aqui não tem ninguém para amá-la, senão eu., respondeu a menina.
Achei que esta história poderia nos ensinar alguma coisa sobre aceitação das limitações e dos defeitos – feiuras – dos outros. Uma amiga me deu um quadrinho que diz: "Amiga é alguém que sabe tudo sobre você e ainda gosta de você." É tão fácil amar o amável, o belo, o bondoso.
Quando você tiver dificuldade de aceitar e amar alguém lembre-se que Deus o aceita como você é e o ama "apesar de você".
Há alguém no seu dia-a-dia difícil de engolir? Pois decida a amá-lo. Amar é muito mais uma decisão do que uma emoção. Decida primeiro que a emoção virá depois.