A cansada ex-professora se aproximou do balcão do supermercado. Sua perna esquerda doía e ela esperava ter tomado todos os comprimidos do dia: para pressão alta, tonteira e um grande número de outras enfermidades.
- Graças a Deus eu me aposentei há vários anos – ela pensou. – Não tenho energia para ensinar hoje em dia.
Imediatamente antes de se formar a fila para o balcão, ela viu um rapaz com quatro crianças e uma esposa, ou namorada, grávida. A professora não pôde deixar de notar a tatuagem em seu pescoço. - Ele esteve preso – pensou.
Continuou a observá-lo. Sua camiseta branca, cabelo raspado e calças largas levaram-na a conjeturar: - Ele é membro de uma gangue.
A professora tentou deixar o homem passar na sua frente. - Você pode ir primeiro – ofereceu.
- Não, a senhora primeiro – ele insistiu.
- Não, você está com mais gente – disse a professora.
- Devemos respeitar os mais velhos – defendeu-se o homem.
E, com isto, fez um gesto largo indicando o caminho para a mulher. Um breve sorriso brilhou em seus lábios enquanto ela mancou na frente dele. A professora que existia dentro dela não pôde desperdiçar o momento e, virando-se para ele, perguntou:
- Quem lhe ensinou boas maneiras?
- A senhora, Sra. Simpson, na terceira série.
Senhor,
fazer que calmamente
eu preencha meus dias,
tal como o mar lentamente
recobre toda a praia.
faze-me humilde
como mar quando silencioso e ameno
avança sem se fazer notar.
Dá-me a graça de esperar meu irmãos
medir meus passos pelo deles,
para com eles subir.
Concede-me a perseverança
triunfante das ondas.
fazer com que cada um de meus recursos
seja ocasião de subida.
Dá a meu rosto a claridade das águas límpidas,
a minha alma a brancura da espuma.
Ilumina minha vida com os raios de Teu Sol
fazem cantar o espelho das águas.
Mas, sobretudo, Senhor,
fazer que eu não guarde para mim
esta luz, e todos os que de mim
se aproximarem
voltem à casa ávidos de se banharem
na Tua graça eterna.
Que faço dos amores que aqui passaram?
Das cicatrizes impregnadas na lembrança?
Se neste coração apenas a dor deixaram, E sonhos que renascem cheios de esperança?
Adormeço agarrada na saudade, Querendo apenas sentir tua magia.
Na alma eu busco a liberdade, E nesta cama... Chorar de alegria!
A dor que me consome o peito De tanto sufocar os desejos Faz meus olhos chorar em teu leito,
Busco recordações dos momentos Em que você foi todo meu encanto.
Hoje? Somente o desencanto!
Este artigo foi redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo há uns tempos.
"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.
As Avós não tem nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas.
Nunca dizem 'Sai daqui!'. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma historia várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que tem sempre tempo.
Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão."
Faça um palco da tua vida... Monte um cenário das tuas lembranças e comesse a dançar no teu silêncio Continue dançando em cima das tuas lágrimas, até mesmo pelo amor que te fugiu... Dance sozinho aos passos dos teus dissabores Faça um gesto, invente um passo, conforme a música que se encontra dentro de você. Dance... Dance agora... Dance tua liberdade dentro da tua loucura... Dance tua vida... Sei que a cada dia tu podes inventar uma nova canção E a cada dia tu podes te levantar sozinho e dançar... Faz da tua vida uma dança sob as luzes imaginárias de brilho intenso... Com o mesmo brilho do sol que você pensa não existir!