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Outras Mensagens

Fecho os olhos,
tapo a boca,
mais continuo a sentir.
O brilho das estrelas,
e o gosto do amor.
Tampo os ouvidos,
paro a respiração,
mais continuo a ouvir
os sussurros das noites
e a sentir o cheiro da
salvação.
Tento não lembrar
e o tempo parece esquecer.
As noites em claro,
só de pensar em você.

É madrugada há um silêncio no ar por um instante, o soluço parou a tristeza dormiu e o pranto cessou!
Na barra do novo dia brilha sorridente o sol da alegria.
O ventre da terra contraiu-se a natureza gemeu em santo parto reuniram-se todos os átomos da força energética da vida...
O Pai é o parteiro presente anjos e mulheres o auxiliam os guardas, homens armados cochilam frágeis e inofensivos.
Poderosos: sacerdotes, Herodes, Pilatos... Com o remorso do crime no estômago, sofrem pesadelos.
O túmulo rompeu-se e a pedra rolou!
Eis que de pé, vitorioso renasce Jesus!
Do infinito parto da Natureza e do Céu ressurge livre, vencedor o Filho Amado. Ontem matado e enterrado.
Termina, enfim, a teimosia cansativa entre o homem e seu criador alguns lençóis, placentas inúteis, restos da morte que agoniza faixas manchadas do pecado vencido.
Voam pelo ar, no chão em festa, feito jardim por onde passeia sorridente o jardineiro imortal.
Tudo é surpresa e espanto tudo é certeza e encanto.
Os convidados e seguidores cantam alvíssaras Maria, a mulher símbolo suspira aliviada e segura uma lágrima feliz terá corrido rápida fazendo ponto final, no seu papel genial por ela somos benditos também, quem não diria Amém?
Enquanto os filhos da morte envergonhados, insistem em combater de boca em boca, de casa em casa, de nação em nação corre veloz a notícia feliz: "Jesus ressuscitou!"
Quem crê, saia depressa, correndo atrás de Madalena, de Pedro, de João...
A vitória será sempre da vida! E cada esforço, cada luta, cada gota de sangue derramado pela justiça não terá sido em vão...
A última palavra será: ressurreição!

Tenho um instinto só meu. Gosto de viver assim, sem limites, fazendo a vida se moldar em mim. Brinco com o tempo, contrariando sua exatidão. Nada pode ser sério demais. Sigo os ponteiros do meu coração. Sou de um jeito exagerado, sou o espanto por não ter na fala a pausa precisa. Sou borboleta arisca, que arrisca, à espera da flor mais bela. Sou a cada minuto, a sugestão de um momento. Sou sentimento, apego, carinho, a falta. Por quanto tempo eu viver, seguirei achando que ainda não amei o suficiente. Sou só eu mesma a todo instante.

Patty Vicensotti

Somos filhos da terra cor de urucum.
Dos sons do igarapé e da força do jatobá.
Das águas do Araguaia, do Tapajós, do Iguaçu.
Somos filhos do sol de Kuaray, da lua de Jaci.
E da chuva que semeia o guaraná, a pitanga e o aipim.
Somos filhos dos mitos.
Do uirapuru e seu canto, do vento e do pranto.
Guerreiros, fortes, sábios.
Somos Ianomânis, Guaranis, Xavantes, Caiabis.
E o que somos nunca deixaremos de ser.
Uma homenagem para o dia 19 de abril o Dia do Índio.

A felicidade é um susto. Chega na calada da noite, na fala do dia, no improviso das horas. Chega sem chegar, insinua mais que propõe... Felicidade é animal arisco. Tem que ser admirada à distância porque não aceita a jaula que preparamos para ela. Vê-la solta e livre no campo, correndo com sua velocidade tão elegante é uma sublime forma de possuí-la.
Felicidade é chuva que cai na madrugada, quando dormimos. O que vemos é a terra agradecida, pronta para fecundar o que nela está sepultado, aguardando a hora da ressurreição.
Felicidade é coisa que não tem nome. É silêncio que perpassa os dias tornando-os mais belos e falantes. Felicidade é carinho de mãe em situação de desespero. É olhar de amigo em horas de abandono. É fala calmante em instantes de desconsolo.
Felicidade é palavra pouca que diz muito. É frase dita na hora certa e que vale por livros inteiros. Eu busco a frase de cada dia, o poema que me espera na esquina, o recado de Deus escrito na minha geladeira... Eu vivo assim... Sem doma, sem dona, sem porteiras, porque a felicidade é meu destino de honra, meu brasão e minha bandeira. Eu quero a felicidade de toda hora. Não quero o rancor, não quero o alarde dos artifícios das palavras comuns, nem tampouco o amor que deseja aprisionar meu sonho em suas gaiolas tão mesquinhas.
O que quero é o olhar de Jesus refletido no olhar de quem amo. Isso sim é felicidade sem medidas. O café quente na tarde fria, a conversa tão cheia de humor, o choro vez em quando.
Felicidades pequenas... O olhar da criança que me acompanha do colo da mãe, e que depois, à distância, sorri segura, porque sabe que eu não a levarei de seu lugar preferido.
A felicidade é coisa sem jeito, mas com ela eu me ajeito. Não forço para que seja como quero, apenas acolho sua chegada, quando menos espero. E então sorrio, como quem sabe, que quando ela chega, o melhor é não dispersar as forças... E aí sou feliz por inteiro na pequena parte que me cabe.
O que hoje você tem diante dos olhos? Merece um sorriso? Não pense duas vezes...