Não vou dizer que preciso de você, porque infelizmente, não posso precisar. Não vou dizer que gosto de você, porque você não merece meu amor. Não vou dizer que não sofri, porque ao contrário de você, não tenho medo de ser feliz. Não vou dizer que o mundo é cruel, porque eu tenho certeza que para você ele será pior. Não vou dizer que achei normal, porque para mim sinceridade é fundamental. Não vou dizer que não chorei, embora você não mereça. Não vou dizer que sinto saudade, sentir saudade do que nunca foi meu, de fato, seria patético.
Nos meus cadernos de escola Na minha mesa e nas árvores Na areia e na neve Escrevo teu nome
Em cada página lida Em cada página em branco Pedra, sangue, papel ou cinza Escrevo teu nome
Nas imagens douradas Nas armaduras dos guerreiros Na coroa dos reis Escrevo teu nome
Na floresta e no deserto Nos ninhos e nas festas Nas lembranças da minha infância Escrevo teu nome
Nas maravilhas das noites No pão branco da alvorada Nas estações enlaçadas Escrevo teu nome
Nos meus retalhos de azul No charco que é sol mofado No lago que é lua viva Escrevo teu nome
Nos campos e no horizonte Nas asas dos passarinhos No moinho das sombras Escrevo teu nome
Em cada sopro de aurora Na água do mar em cada navio Na montanha desvairada Escrevo teu nome
Na espuma das nuvens No suor das tempestades Na chuva espessa e enfadonha Escrevo teu nome
Nas formas resplandecentes No carrilhão das cores Na simples verdade concreta Escrevo teu nome
Nos atalhos revelados Nos caminhos desdobrados Nas praças transbordantes Escrevo teu nome
Em cada luz que se acende Em cada luz que se apaga Nas minha coisas reunidas Escrevo teu nome
No pomo partido ao meio De meu espelho e meu quarto No meu leito concha vazia Escrevo teu nome
No meu cão faminto e meigo Nas suas orelhas atentas Na sua pata canhestra Escrevo teu nome
Na soleira da minha porta Nas coisas da minha casa Nas ondas do fogo sagrado Escrevo teu nome
Em toda carne possuída Na fronte de meus amigos Em cada mão estendida Escrevo teu nome
Na vidraça das surpresas Nos lábios esperançosos Muito acima do silêncio Escrevo teu nome
Nos meus refúgios destruídos Nos meus faróis destroçados Nas paredes do meu tédio Escrevo teu nome
Na ausência sem mais desejos Na solidão toda nua Em cada degrau da morte Escrevo teu nome
Na saúde que voltou No perigo que passou Na esperança sem saudade Escrevo teu nome
E ao poder de uma palavra Reconheço a minha vida Nasci para te conhecer E para te amar Liberdade
Uma tarde, certa mãe muito atarefada, ao promover uma limpeza geral na casa apelou para o filho de onze anos, pedindo-lhe ajuda nessa atividade. Coube-lhe, então, o dever de limpar os móveis, começando de cima para baixo, ainda com a responsabilidade de retirar todos os objetos acumulados sobre eles, para que melhor pudesse retirar toda a poeira ali amontoada desde a última faxina.
O garoto servindo-se de uma pequena escada de dois degraus, iniciou seu trabalho. Depois de algumas horas, estavam limpos os móveis das duas salas e dos quartos. Finalmente chegou àquele quarto onde eram colocados objetos mais antigos – alguns aproveitáveis e outros não. Havia realmente muito o que fazer ali.
Quando começou pôr abaixo tudo o que estava colocado em cima de uma velha prateleira, o garoto deparou-se com um volume grosso, já amarelecido, empoeirado e metido entre latas, ferramentas e tantas outras quinquilharias encostadas. Com o livro já nas mãos, o pequeno chamou a mãe e foi dizendo:
– Olha, mãe, achei essa coisa velha, empoeirada e até com cheiro de mofo. Veja só como está horrível... Posso jogar no lixo?
A mãe, que por um pouco havia deixado os seus próprios afazeres a fim de atender ao chamado do filho, vendo que aquilo que o garoto chamava de coisa era a Bíblia da família, disse-lhe em tom contrito: – Meu filho, tome cuidado com este livro porque ele é sagrado, é o livro de Deus! Imagine, atirar ao lixo este volume...
– Livro de Deus, mãe? Então, antes que as traças o destruam, o melhor é devolvê-lo ao Dono, pois aqui em casa nunca o usamos e quem sabe Deus encontre alguém interessado nele...
Obrigado, Senhor
Pela avó que ama,
Pela avó que canta,
Pela avó que ajuda,
Pela avó que socorre,
Pela avó que ensina,
Pela avó que ilumina
E pela avó que fala de amor,
Obrigado, Senhor!
Pela minha Avó.
Parabéns pelo seu dia vovó!
Amar pode ser uma forma de
ser feliz. Como definir o amor?
Não há definição! O amor não
se pode explicar, e sim viver.
Ah o amor! Como é difícil encontrar
alguém que ame de verdade!
Às vezes fico a imaginar que
realmente pessoas precisam
ser regadas pelas emoções e
sentimentos felizes! O amor é
essencial no coração de cada
pessoa. Quem ama sofre, mas ali
pode encontrar a felicidade de Amar!