Que você tenha de tudo um pouco. sensibilidade, coragem, solidariedade, bondade, tranquilidade, alegria, humildade, amor próprio e principalmente:
Fé, para iluminar teu caminho, te guiar, te sustentar e sentir se seguro sempre.
Sinceridade, para que seja sempre verdadeiro, gostar de você e viver feliz e melhor.
Amizade, para descobrir que quem tem um amigo tem um tesouro raro, que nos permite nos doarmos e ter o amor sempre latente em nós.
Amor, para descobrir que existe um sol dentro de você. para sentir se feliz a cada amanhecer e saber que o AMOR é a razão maior da vida.
Mas se acaso não tiver um amor, que nunca deixe morrer em você a procura, o desejo de encontrá-lo e com ele encontrar a serenidade, a leveza da alma, a dedicação, a doação, a troca, a cumplicidade, a verdade, a amizade... Enfim a felicidade, afinal não nascemos para vivermos só.
Felicidade hoje e sempre!
Eu não esperava encontrar um segundo pai quando o meu casamento me juntou à sua família, mas o tempo foi ditando que você seria bem mais que um simples sogro. Hoje em dia, são raras as pessoas bondosas, generosas e justas, mas eu encontrei tudo isso em você e senti de perto todas essas qualidades.
Agradeço por ter aberto seus braços e ter feito da sua casa um lar onde também sou feliz. Todos os seus gestos e palavras estarão guardados no meu coração para sempre.
Empresto meus ouvidos para que ouça o seu. Aprendo a escutar meu silêncio.
Empresto meu olhar para que encontre o seu. Aprendo que somos tudo que olhamos.
Empresto minha voz para ouvir a sua. Aprendo como transmitir a minha.
Empresto minhas palavras que como sementes ficarão em seu inconsciente. Aprendo a espera que em algum momento florescerão.
Empresto meu tempo que andei mais. Aprendo que seu tempo é seu tempo.
Empresto práticas e métodos. Aprendo a fazer que não se apegue a eles.
Empresto meu silêncio para lhe escutar. Aprendo a arte de ensinar.
Empresto minha coragem para seus medos. Aprendo que você é a memória de minha coragem.
Empresto meu equilíbrio. Aprendo com você o ponto para não ficar no alto e nem no baixo.
Empresto meu não julgamento. Aprendo a plena atenção em não projetar.
Empresto minha capacidade de observar. Aprendo a disciplinar minhas dispersões.
Empresto minha consciência. Aprendo que você é a consciência.
Empresto minha criatividade. Aprendo que o artista é a obra, mesmo que sem sua presença.
Empresto minha motivação. Aprendo que não conduzimos ninguém além de onde estamos.
Empresto minha espiritualidade. Aprendo que deuses, santos, budas, anjos e você são da mesma fonte.
Empresto o meu amor e compaixão. Aprendo aceitar a sua gratidão.
Empresto minha alegria. Aprendo que somos capazes de sermos felizes sozinhos.
De eu ser em nós, o sagrado e o humano. De compartilhar a expansão de nossa consciência.
Pela comunhão com todos os seres. E que todos os seres sejam felizes...
Ao voltar de um exaustivo dia de caça, trazendo segura nos dentes uma pequena corça, a onça encontrou sua toca vazia. Imaginando que os filhotes estivessem nas imediações, pôs-se a procurá-los com diligência. Olhou e examinou cada canto, sem encontrá-los.
Preocupada com a demora que se tornava séria, desesperou-se e tomada de pânico esgoelou-se em urros que encheram de espanto toda a floresta. Uma anta decidiu indagar a respeito da ocorrência. Chegando junto da toca, viu a onça desatinada e então, jeitosamente, procurou saber dela sobre o que estava acontecendo.
– Devoraram-me os filhotes! – gemeu a onça. – Infames caçadores cometeram friamente o maior de todos os crimes: mataram os meus filhos...
A anta conciliadora, porém franca, não deixou que a oportunidade se passasse sem que ela dissesse à onça certas verdades que embora dolorosas, careciam ser ouvidas por ela naquele momento. Então falou-lhe:
– Mas senhora onça, se analisar bem o fato, há de convir que suas acusações não procedem. Perdoe-me a franqueza, nessa hora de desespero. Respeito a sua dor, mas devo dizer-lhe que fizeram uma vez aquilo que a senhora pratica todos os dias. Não pode negar que vive sempre a comer os filhotes dos outros, não é verdade? Ainda agora acabou de abater uma corçazinha...
Tomada de indignação, a onça arregalou os olhos como que espantada pela coragem e atrevimento da anta, falando com um ódio mortal: – Oh, estúpida criatura! É isso que você tem a dizer para consolar o meu coração ferido pela dor? Com que direito você se atreve em comparar os meus filhos com os filhotes dos outros? E como pode comparar o meu sofrimento e desolação ao dos demais? É preciso considerar primeiro a minha posição, em relação à dos outros animais, para depois pesar a situação...
Foi nesse momento que um velho macaco, que bem do alto do seu galho assistia ao diálogo, falou como quem está revestido de autoridade: – Amiga onça, é sempre assim: A dor alheia só atinge aos altruístas, mas jamais ao egoísta...
Certa ocasião em alto mar, no meio da tripulação de um navio existia um marujo que pelo fato de ser crente, novo convertido, era motivo de insultos e zombarias por parte dos seus colegas.
Num belo dia, o capitão do navio, reunindo os marinheiros no convés, pegou uma luneta e, de um lado para outro, começou a olhar no horizonte. Olhava, olhava até que os marinheiros, curiosos, quiseram saber do que se tratava. Aí o capitão, tirando os olhos da luneta, dirigiu-se ao marujo crente e lhe disse:
– Olhei por todos os lados. Olhei e cansei de olhar, mas não consegui ver a Deus.
Então o marujo, levantando-se, tomou a Bíblia, e abrindo-a no livro de Mateus, capítulo 5, versículo 8, leu esta joia rara do amado Mestre:
"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus".
Jamais aquele capitão poderia ver a Deus. Os males do seu pecado o deixaram em trevas, a ponto de não poder enxergar a Deus e adorá-lo em espírito e em verdade.
Tais pecados não só impedem que Deus nos ouça as orações e estenda-nos as mãos para nos abençoar, como também impedem nossa própria visão das coisas espirituais.
Não é de admirar que exista muita gente que, apalpando espiritualmente, vive totalmente cega.