Nenhuma mensagem foi encontrada :(

Outras Mensagens

Me pegou desprevenido esse seu jeito simples de ver as coisas. Nem eu, todo complicado, parecia ser um obstáculo pra você. Por várias vezes me peguei inseguro, pensando antes de falar e mesmo quando falava alguma besteira, onde qualquer ser ficaria indignado e me repreenderia, você dava risada, me desarmava e me deixava com cara de bobo, como se fosse tudo normal. Sua inocência me conquistou, me deixou com vontade de protegê-la de todos mal intencionados que existem por aí.

A viúva Dona Adélia Fora linda e muito rica, ajaezada de joias na fazenda de Benfica. Mas tudo via em mudanças, desde a morte do marido: Fazenda, granjas e terras, tudo ela havia perdido. Tinha dois filhos adultos, Liberato e Constantino. O primeiro – jogador. o segundo – libertino.
Gastavam dinheiro a rodos, sob avais e mais avais. Quando a viúva acordou, tinha assinado demais. Perdera fazenda e terras, as joias que possuía, todo o crédito bancário e a casa de moradia...
Os dois filhos lhe arranjaram duas estreitas salinhas onde moravam com ela um gato e duas galinhas. Comiam do que lhes dessem, por simpatia e bondade, as pessoas de visita, em nome da caridade.
Os filhos, porém, notaram que ela guardava, com gosto, um cofre, sob disfarce, num travesseiro bem posto. Certo dia, com malícia, perguntou-lhe o Liberato: -"Mãezinha, o que há no cofre, que recebe tanto trato?"
Ela apenas respondeu, mostrando certo cuidado: -"Neste cofre, tenho o resto do meu dinheiro guardado." Desde esse dia, a viúva teve os filhos ao redor. Ela, as galinhas e o gato comeram muito melhor.
Vários anos se passaram, com melhoria e regalo: os filhos olhando o cofre e ela, sempre a resguardá-lo. Em luminosa manhã, os moços, abrindo a porta, estremeceram de susto: Dona Adélia estava morta!
Guardaram o cofre, às pressas, trouxeram médico e gente... e, ao fim do dia, lhe deram funeral sóbrio e decente. Ambos, sozinhos, à noite, abriram o cofre, enfim... O cofre só tinha conchas e um bilhete escrito assim:
"Filhos do meu coração, meus filhos que tanto amei: Perdoem se nada tenho! Tudo o que eu tinha, eu lhes dei... Mas agora, se desejam ouro e mais ouro a rolar, aceitem o meu conselho: Cada um vá trabalhar!"

Já faz algum tempo que você se foi, meu irmão, mas no meu coração parece que foi apenas ontem. A dor parece não querer ceder, e a saudade apenas cresce e cresce e cresce.

Você partiu cedo demais, de repente, sem um último adeus, e por isso custa tanto aceitar sua ausência. Mas me confortam as memórias que guardo, e o amor por você que para sempre viverá em mim.

Foi um privilégio tê-lo como irmão, e amei cada segundo da nossa história. Passe o tempo que passar vou recordar você, com carinho, com amor e com saudade eterna.

Você partiu! Ficou um vazio em mim. Um coração sem cor, uma estrada sem rumo. Ninguém merece perder um pai. Ninguém. Eu também. Mas a vida nos deu essa prova de fogo eterna.

Mas tenho a esperança de encontrar você um dia para mais um abraço, para conversar mais um pouco sobre aquilo que ficou por falar! Até um dia, meu pai!

Aceite as decepções como ensinamentos que Deus nos proporciona para crescermos e aprendermos a viver.