Se pudesse ter a certeza, Que poderia arrancar meu coração, E ainda assim iria sobreviver, Assim eu o faria. E a ti entregaria sem medo, Em confiança de que iria protegê-lo, Tornando-o teu, Mantendo nosso segredo.
E neste ato de confiança, Demonstraria a esperança, De ter encontrado enfim, A outra parte do que faltava em mim.
Pois tenho por verdade, Tudo o que é dito, E mesmo que não digas nada, Entendo tua alma, Pois entendo meu espírito.
Pois talvez o que fosse um, Pode ter sido repartido, E o que falta de minha parte, Percebo estar contigo.
E ao acaso encontrei, Sem perceber o quanto havia procurado, Não conheço a mão que rege o destino, Mas reconheço que meu destino, Era ter lhe encontrado.
Do melhor que posso, A ti entrego meu coração, Ame-o, como a si mesmo, Pois através dele, Agora eu a protejo...
Se meu coração falasse Diria da ventura suprema de estar envolto em amor Se meu coração falasse Diria quanto dói à saudade de um ex-amor Se meu coração falasse Diria quanto pesa a angústia de uma injustiça
Se meu coração falasse Seria o melhor poeta Diria da beleza de uma rosa Da paz de um sorriso infantil Da graça de um beija flor
Se meu coração falasse Provavelmente seria um arauto da parceria Um profeta ensinando-nos o Paraíso Um seresteiro, um poeta, um trovador!
Se meu coração falasse Certamente cantaria doces canções exaltando os casais Conversaria em linguagem própria com os animais Diria versos às flores Faria dueto com as águas do rio a correr Diria carinhos ao Sol e às Três Marias Se precisasse da escrita para se comunicar Escreveria colorido Talvez em vermelho paixão Ou em prata que pegaria das noites de luar E quem disse que ele não arranjou um jeito de falar?
Diz amo você com meu olhar Entoa ternuras quando me ponho a cantar Reveste-me de verdade crua quando estou a poetar Pena que sua voz é baixinha E nem todos podem ouvi-lo! Só os amantes possuem o poder de escutar A doce e meiga voz do coração... Privilégio dos amantes, então...
Seja um pálio de luz desdobrado. Sob a larga amplidão destes céus Este canto rebel que o passado Vem remir dos mais torpes labéus! Seja um hino de glória que fale De esperança, de um novo porvir! Com visões de triunfos embale Quem por ele lutando surgir! Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós! Das lutas na tempestade Dá que ouçamos tua voz! Nós nem cremos que escravos outrora Tenha havido em tão nobre País... Hoje o rubro lampejo da aurora Acha irmãos, não tiranos hostis. Somos todos iguais! Ao futuro Saberemos, unidos, levar Nosso augusto estandarte que, puro, Brilha, avante, da Pátria no altar! Liberdade! Liberdade! Se é mister que de peitos valentes Haja sangue em nosso pendão, Sangue vivo do herói Tiradentes Batizou este audaz pavilhão! Mensageiros de paz, paz queremos, É de amor nossa força e poder Mas da guerra nos transes supremos Heis de ver-nos lutar e vencer! Liberdade! Liberdade! Do Ipiranga é preciso que o brado Seja um grito soberbo de fé! O Brasil já surgiu libertado, Sobre as púrpuras régias de pé. Eia, pois, brasileiros avante! Verdes louros colhamos louçãos! Seja o nosso País triunfante, Livre terra de livres irmãos! Liberdade! Liberdade!
Pensar em você é algo que preenche um grande e preciso espaço do meu tempo. Recordando os momentos que passamos todos os instantes de convivência, todo afeto, todas as carências e carinho repartido.
Lembrar de você é fácil, pois só tenho lembranças da felicidade que partilhamos e do quanto você significa para mim. Lembro-me de cada palavra, de cada gesto, das pequenas brigas, de todos os carinhos que sempre veem depois.
Essas recordações são mais especiais, pois ao recordá-las eu lembro tudo que você é. Seu olhar, seu sorriso, de como você fala com o coração e de tudo que é importante para nós.
Nesse carnaval entoo em surdina
breve texto esta canção
desenvolvendo a paisagem cristalina
tinta azul, papel na mão
espuma do ar mantida em vestes finas
toldo de amor que aparelha e envolve
e te molesta a alegria matutina
passando o pente no tema a minha senha
e ergues a tricotar a estrela fescenina
brincando de tua passarela
e sonhada é férrea a tua serpentina
borboleta de papel de seda
que me despeço de tua face de menina
teu aço besuntado de abelha.