Conheci um explorador do monte Kanchenjunga quando, juntos, dávamos uma entrevista para um programa da TV francesa. Ele comentou depois: Eu subi uma das montanhas mais altas da minha terra, e pude ver o mundo que a cercava.
Enquanto eu estive ali, eu enxerguei mais do que consigo dizer, e compreendi mais do que sou capaz de exprimir.
Se, entretanto, eu tivesse que definir melhor o que foram aqueles momentos no Kanchenjunga, eu diria: visto lá do alto, todas as coisas. rios, arvores, neve, erva. pareciam uma coisa só, e meu coração se encheu de alegria, porque eu era parte de tudo aquilo.
Quando entendi isso, mesmo sozinho no alto de uma montanha, entendi que estava junto de todas as coisas desta Terra.
Conta-se que Mendelsson visitando Friburgo, certa vez foi à catedral e ouviu a música do famoso órgão. Mais tarde ele foi à galeria onde estava o órgão e pediu permissão para tocar. O velho organista, a principio, recusou, mas finalmente resolveu ceder em face da insistência do compositor.
À medida que a bela música vibrava através do grande edifício, o velho organista, dominado pelo prazer, pôs as mãos nos ombros do compositor, exclamando: "Mas, afinal de contas, que é você? Qual é o seu nome?"
Mendelsson – foi a resposta.
Incrível! Quase que eu recuso a Mendelsson tocar este órgão!
Quão ignorantes somos quanto ao poder dos outros, e mesmo quanto ao poder que se acha escondido em nós! Moramos nas baixadas de uma existência monótona, prestando atenção apenas às coisas simples, quando podíamos subir "com asas como águias".
Deus, o Grande Músico, está pronto a tirar música Angélica de nossas almas. Basta que lhe demos oportunidade.
Quem está preparado para uma despedida eterna de um pessoa querida? Será que somos preparados para lidar com a morte de uma forma confortável? Certamente não é fácil absorver a ideia de que nunca mais iremos encontrar uma pessoa que nos desperta bons sentimentos, mas temos no luto pelo menos uma forma de tornar toda esta dor um pouco mais amena.
Cada um tem uma maneira específica de viver o luto, e o tempo dedicado a ele não necessariamente deve ser proporcional ao tamanho do sofrimento. O que realmente importa logo após o momento da perda, é extravasar da forma que lhe for mais conveniente todo sentimento negativo que estiver preso por dentro.
Seja qual for a crença ou a religião, o luto é um momento saudável, que não deve ser reprimido, muito menos ignorado. Viva o luto sem nenhum limite, elimine a tristeza gradativamente e conforte o seu coração de todo a dor que perturbar a sua mente.
Errei! Errei muito e sinto um arrependimento muito grande. Você não merecia passar por isto, minha filha, mas por vezes a vida nos guia para caminhos estranhos, para trajetos desconhecidos e escuros.
E eu falhei, me perdi na estrada! Preferia ter falhado com qualquer outra pessoa, mas foi com você – a pessoa que eu mais amo neste mundo. Preciso seu perdão! Por favor, me desculpa filha! Por favor.
Mariana, minha menina,
sei que és inteligente
e existem algumas coisas
enchendo a cabeça da gente!
Vou perguntar-te, menina,
e agora me responde:
As estrelas como brilham,
toda noite sem parar?
Onde se esconde o sol
depois de tudo iluminar?
Quando a gente vai dormir,
quem faz a gente sonhar?
A lua por que é redondinha e,
depois bem pequenininha,
parecendo uma unha do dedão
do nosso pé?
Quem fica por trás segurando
as nuvens pra não caírem
ou não andarem de ré?
E o céu, por que azul
e não verde ou cor-de-rosa?
Quem fez para a girafa
um pescoço tão comprido?
E na tromba do elefante,
não falta um colorido?
A dona porco-espinho como se arranja
quando arranja um namoradinho?
Onde mora o sabiá
que vive sempre a cantar?
Quem foi que o tucano pintou
e um bico tão amarelo deixou?
Sei que podes descobrir
muita coisa interessante
e ainda responder-me
tudo isso num instante!