Por vezes me tenho questiono porque motivo amo tanto você. A dor que seu jeito inflige me tem mantido presa a você. Sinto até que estou cativa da tristeza. Só que na balança, o amor que sinto por você pesa mais que minha angústia por ter um marido tão rebelde, e muitas vezes tão ruim. Esta será a última chance para você, meu bem. Será a última chance para nosso casamento.
Você é um sedutor inveterado. Talvez por isso me sinta sempre conquistada por seu feitiço. A questão é que você anda usando isso fora da porta de nossa casa. Você é tão mulherengo. Quero muito acreditar que a mudança será a palavra de ordem em sua vida daqui para a frente. Preciso que você me prove que não estou fazendo figura de parva, sabe? Dói muito amar alguém, partilhar a cama e as refeições com uma pessoa que está enganado a gente. Dói demais porque quando a gente acredita numa relação, num casamento, a insegurança e a dúvida são inimigas da prosperidade.
Ninguém ama tanto você como eu amo.
Não deite tudo a perder, por favor.
Quando estou com você, é como se tudo fosse completo, nosso beijo se encaixa em uma simetria perfeita, nossas mãos cabem perfeitamente dentro uma da outra, é como se fossemos feitos por encomenda um para o outro. Eu acho que nasci pra ser sua, e você pra ser meu, só espero que a vida e o tempo, não destruam o que está escrito no nosso destino.
No silêncio desta noite,
Posso ouvir seus passos
Ao caminho do meu quarto.
Entre cobertores e travesseiros
Eu te espero nesta noite fria de inverno.
Seus passos não silenciam
E os sonhos não me conduzem a adormecer.
Ligo o rádio
E como obra do destino,
É exatamente a nossa canção que
Está ao toque desta noite fria.
Abro a janela
E um vento frio invade meu quarto,
Imagino que seja o frio da saudade
Tentando congelar meu coração.
Não encontro estrelas,
Não vejo encanto.
Fecho a janela,
E volto pra cama.
Ouço ainda seus passos
Que não deixam de caminhar,
A canção que não deixa de tocar
E o frio que não deixa de cessar.
A porta não se abre
E esta noite fria vai passando,
Junto com ela vai meu sono.
Amanhece,
E o silêncio acorda comigo...
E descubro que os passos
Era a solidão me procurando,
E o frio era a saudade me maltratando..
Era ano de 1494, a cidade era MILÃO, na ITÁLIA, Leonardo da Vinci deu uns passos para trás, contemplou o mural da Ultima Ceia que estava pintando, e suspirou.
Estava completo, com exceção das figuras de Cristo e de Judas. Onde encontrarei um semblante tão inocente e sublime que verdadeira-mente represente a Jesus? E onde encontrarei um rosto tão endurecido pelo pecado e engano, que possa representar a Judas Iscariotes? – refletiu ele.
Certa manhã, no coral de uma capelinha, Leonardo viu um jovem com um rosto tão inocente e sublime, que concluiu ter encontrado seu modelo para Jesus.
Durante vários dias o rapaz posou para o grande artista. Quando a figura de Jesus ficou concluída, o jovem olhou para a pintura. – Impressionante, não é? – disse o rapaz. – Como eu gostaria de ser mesmo semelhante a Ele! – Você pode – respondeu Leonardo – Simplesmente siga o seu exemplo.
Mas a obra de arte não estava concluída. Faltava ainda a figura de Judas. Leonardo caminhou pelas ruas da cidade à procura de uma face marcada pelas linhas da amargura e do remorso. Nenhum rosto era suficientemente depravado para servir de modelo a Judas.
Anos se passaram, e o mural continuava inacabado. Então, certa noite, no ano de 1498, Leonardo voltava para casa quando foi abordado por um pedinte.
Ao olhar para o rosto do homem maltrapilho, viu olhos inteligentes mas anuviados pelo remorso, e uma fronte marcada por anos de iniquidade. Acompanhe-me – disse Leonardo, com agitação. Vou dar-lhe alimento e cama por esta noite. Preciso pintar uma figura tendo-o como modelo. Pago bem.
Na manhã seguinte, o rude e maltrapilho mendigo sentou-se, enquanto Leonardo lhe pintava a face na forma de Judas. Terminado o trabalho, o mendigo contemplou a pintura pronta. Uma lágrima lhe rolou pelo rosto. Não me reconhece? – Chorou ele. – Sou a mesma pessoa que serviu de modelo para seu Cristo, anos atrás. Quem dera que eu tivesse seguido o seu conselho...
Não é um adeus definitivo...
preciso de tempo
vou sair pelo mundo!
vou viajar, estudar.
vou curar as feridas da alma...
e também do coração...
Vou analisar o mundo, os astros..
Mas levo todos vocês em meu coração
Vou deixar a porta aberta para quem quiser
visitar-me e deixar o seu recado...
Onde quer que eu esteja
sempre que der eu passarei para lhe visitar
Sou errante... viajante do tempo
Eu sou como o vento
Apenas eu passo
Se sentires um leve aroma de jasmim...
Serei eu que estarei chegando
Pra matar minha saudade...
Dos amigos que aqui deixei!
Vou passar na Argentina
Vou dançar um tango de Gardel
Vou levar meu violão
Vou rimar meus versos
Vou ouvir meu coração
Vou apreciar a natureza
Vou observar o colorido das flores
Vou melhorar meu visual
Vou aos anjos agradecer...
Não é um adeus... Apenas uma partida
Na vida precisamos inovar novos caminhos...
E eu ainda sou um mero aprendiz...
Estou me despedindo do trabalho amigo, mas é porque
preciso de um tempo. Mas vou sentir saudades de todos.