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Um homem não conseguia encontrar a felicidade em lugar nenhum.
Um dia ele resolveu sair pelo mundo à procura da felicidade.
Fechou a porta da sua casa e partiu com a disposição de percorrer todos os caminhos da terra até encontrar o lugar de ser feliz.
Aonde chegava reunia um grupo a quem explicava os planos que tinha para ser feliz.
Afirmava que seus seguidores seriam felizes na posse de regiões gigantescas, onde haveria montes de ouro.
Mas o povo lamentava e ninguém o seguia.
No dia seguinte novamente partia.
Assim, foi percorrendo cidades e cidades, de país em país, anos a fio.
Mas um dia percebeu que estava ficando velho sem ter encontrado a felicidade.
Seus cabelos tingiam-se de branco, suas mãos estavam enrugadas, suas roupas esfarrapadas, os calçados aos pedaços.
Além disso, estava cansado de procurar a felicidade, tão inutilmente.
Enfim, depois de muito andar, parou em frente à uma casa antiga. As janelas de vidro estavam quebradas, o mato cobria o canteiro do jardim, a poeira invadia quartos e salas.
Ele olhou e pensou que ali, naquela casa desprezada e sem dono, ele construiria a sua felicidade: arrumaria o telhado, colocaria vidro nas janelas, pintaria as paredes, cuidaria do jardim. – Vou ser feliz aqui. Disse ele.
E o homem cansado foi andando até chegar a porta.
Quando entrou, ficou imóvel, perplexo!
Aquela era a sua própria casa, que ele abandonara há tantos anos à procura da felicidade.
Então ele compreendeu que de nada tinha adiantado dar a volta ao mundo, pois a felicidade estava dentro da própria casa, dentro dele... e ele não tinha percebido.

Nem sempre a vida nos mostra sua melhor cara, e em algum momento todos atravessamos dificuldades. Nesses instantes duvidamos de quase tudo, até mesmo de nós próprios. Mas a verdade é que é nesses momentos que devemos mostrar nossa fé, em nós mesmos e em Deus.

Será a fé e a esperança que nos manterão no caminho certo. Acreditar em nós nos dará força para continuar, e confiar em Deus nos dará a certeza que tudo ficará bem. Ele sabe recompensar quem é bom e luta honestamente, então não tema ou se desespere perante as tribulações.

Estes momentos existem para testar nossa resistência e nossa fé, e para que aprendamos e cresçamos. Tenha fé, otimismo e esperança, pois o dia de amanhã será melhor se você acreditar!

Um amigo meu chamado Paulo ganhou um automóvel de presente de seu irmão no Natal.
Na noite de Natal, quando Paulo saiu de seu escritório, um menino de rua estava em volta do reluzente carro novo, admirando-o.
-Este carro é seu, senhor? ele perguntou.
Paulo assentiu:
-Meu irmão me deu de Natal.
O garoto ficou boquiaberto.
-Quer dizer que foi um presente de seu irmão e não lhe custou nada? Nossa quem me dera... comentou o menino.
É claro que Paulo sabia o que ele ia desejar.
Ele ia desejar ter um irmão como aquele. Mas o que o garoto disse chocou Paulo tão completamente que o desarmou.
-Quem me dera (continuou o garoto) ser um irmão como esse.
Paulo olhou o garoto com espanto, e então, impulsivamente, acrescentou:
-Você gostaria de dar uma volta no meu automóvel?
-Eu adoraria!
Depois de uma voltinha, o garoto virou-se e, com os olhos brilhantes, disse:
-O senhor se importaria de passar em frente a minha casa?
Paulo deu um leve sorriso. Pensou que soubesse o que o menino queria.
Ele queria mostrar para os vizinhos que podia chegar em casa num carrão. Mas Paulo estava novamente enganado.
-Pode parar em frente daqueles dois degraus? perguntou o garoto.
Ele subiu correndo os degraus. Então, passados alguns instantes, Paulo ouviu-o retornar, mas ele não vinha depressa. Carregava seu irmãozinho paralítico.
Sentou-o no degrau e depois o abraçou e apontou para o carro.
-Aí está ele, amigão, exatamente como eu te contei. O irmão deu o carro a ele de presente de Natal e não lhe custou nem um centavo. E algum dia eu vou te dar um igualzinho... Então você poderá ver com seus próprios olhos todas as coisas bonitas sobre as quais eu venho tentando lhe mostrar...
Paulo saiu do carro e colocou o menino no banco da frente. O irmão mais velho, com os olhos ainda brilhando, entrou atrás dele e os três deram uma volta comemorativa.
Naquela noite, Paulo aprendeu que a felicidade maior sentimos quando a proporcionamos à alguém.

Se tudo na vida é relativo, relativa também é a ideia que cada um faz da felicidade.
Para uns, felicidade é dinheiro no bolso, cerveja na geladeira, roupa nova no armário.
Para outros a felicidade representa o sucesso, a carreira brilhante, o simples fato de se achar importante ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim.
Para outros tantos, ser feliz é conhecer o mundo, ter um conhecimento profundo das coisas da Terra e do ar.
Mas para mim, ser feliz é diferente.
Ser feliz é ser gente, é ter vida. Que como dizia o poeta: "É bonita, é bonita, é bonita..."
Felicidade é a família reunida, é viver sem chegada, sem partida. É sonhar, chorar... Sorrir.
Felicidade é viver cercado de amor. É plantar amizades, é o calor do abraço daquele amigo que mesmo distante, lembrou de dizer: "alô".
Ser feliz, é acordar às cinco da matina, depois de ter ido dormir às três da madrugada, com sono pra lá de cansado, só pra dar uma pontinha da cama, para o filho dormir.
Ser feliz é ver todo dia um sorriso de criança.
É música, dança, paz e o prazer de descobrir que a cada dia a vida inicia, novamente, a cada amanhecer.
Ser feliz é ter violetas na janela, é chá de maçã com canela, é pipoca na panela e um CD bem mela mela para esquentar o coração.
Ser feliz é curtir sol radiante, frio aconchegante, chuvinha ou temporal.
Ser feliz é enxergar o outro e sabe lá quantos outros cruzam nossa estrada.
Ser feliz é fazer da vida uma grande aventura, a maior loucura, um enorme prazer.

Dormia calma. O peito brandamente
Arfava como as auras entre flor;
Um riso de inocência meigamente
Brumava-lhe nos lábis de dulçor.

Os seios nus, de neve, tão somente
Velados pelo manto do pudor,
Pareciam dois pombos mansamente
Banhando-se num manso mar de amor.

O coração discreto não batia,
Temendo a virgem despertar; gemia
Ao doce impulso de emoções benditas...

Ela desperta! Num letal pavor
Maldiz da aurora o insolente alvor
Por ver-lhe as formas nuas tão bonitas.