Mensagens de Desculpas

A noite parece mais longa... Algumas vezes te vejo on-line, mas não para mim. Palavras curtas, palavras que nem existem mais. Fiquei me perguntando, o que é uma amizade. Porque até mesmo num amor há que existir uma grande amizade, uma cumplicidade, segredos que são trocados, silêncios que são entendidos, mas se nada disso existe, não existiu também uma amizade verdadeira. Falsidades, enganos, mentiras não fazem parte desta trama.
Foram tantos os erros... Tanto meus quanto seus. Talvez mais meus, palavras que nunca deveriam ter sido ditas, agressivas, inúteis, sem sentido. Beijos, abraços que deveriam incomodar até, já que não sentidos.
Como é difícil se tentar dizer a alguém o que a gente sente. Porque uma amizade é conquistada no dia a dia, de minuto em minuto, e se isso não aconteceu, não devem também existir mágoas... Ninguém é capaz de agradar a todo mundo. Me perdoe por não ter sabido te agradar o bastante para que fosse meu amigo tanto quanto eu fui de você.
Na verdade, nada disso faz mais diferença, mas fica dentro da gente uma parte vazia, porque existe sempre a falta de alguém que tinha um significado especial e o coração da gente fica um pouco sufocado, e precisa respirar para continuar vivendo.
Eu brincava às vezes dizendo "Já tomei meu copinho de simancol". Bem... Tomei agora uma garrafa inteira e percebi, mesmo um pouco tarde, que numa amizade é preciso saber a hora de ir embora.
Se um dia, por qualquer motivo, não importa qual, você precisar de um ombro amigo, um carinho, uma palavra qualquer de apoio, eu vou estar aqui... Sempre...

Quatro meses meu amor...
Quatro meses se passaram e nada mudou seus pensamentos, sua forma de agir, seu jeito de ser, a nossa vida, nossa história ou nosso destino.
Quatro meses sem você, sem seu amor, sem seus carinhos, sem sua voz nos meus ouvidos e sem os meus filhos que tanto amo do meu lado.
Um tempo curto e comum para quem tem tudo isso ao seu dispor, mas uma eternidade para quem espera pelo perdão dos seus erros, e que não sabe se pode guardar na esperança e em Deus Pai Javé, a vitória por tanta luta, ou o momento de redenção e de unção divina para poder reconquistar seu amor, a reconciliação, restauração da nossa vida e edificação do nosso lar com a alegria e a felicidade, antes do amanhecer de um novo dia.
Meu amor.
Desculpe por estar lembrando esta data triste para você.
Eu não posso tapar o sol com a peneira e tão pouco esquecer um só minuto de quando éramos felizes dentro da nossa casa.
Se eu estou lembrando, é porque você e nossos filhos são de grande importância na minha vida e assim vão ser até o dia que for embora desse mundo.
Eu te amo de verdade e não quero te perder por nada nesta vida por causas das nossas brigas e conflitos. Enquanto não puder estar do seu lado e a distância, cuida dos nossos filhos, cuida do seu coração, dos seus pensamentos e desse amor que guarda a sete chaves em seu coração, e que diz que não sente mais por mim.
Dê a eles o amor, a compreensão e o carinho que eles tanto precisam para acreditar que tem a mim como espelho de um homem simples e humilde, mas com um coração enorme quando se fala de amor e família.

Fui, em pequena, uma menina muito estabanada. Num só dia, conseguia quebrar a tesoura de mamãe, arrancar os cabelos de minha boneca ao trepar em uma árvore com ela no colo, e, finalmente, quebrar um prato valioso, ao ajudar a enxugar a louça.
Depois de cada desses desastres, corria para minha mãe e dizia apressada:
– Desculpe, mamãe! E estava crente de que, pronunciando essa senha mágica, obtinha completa absolvição.
No dia seguinte a uma dessas estripulias, aconteceu-me derramar café na toalha da mesa.
– Desculpe, mamãe! disse eu logo.
Mas mamãe, sorrindo, tomou uma toalha e enrolou-a em minha cabeça, como um turbante. E pôs na minha mão uma varinha que, propositadamente, deixara por perto. E disse bem humorada:
– Você agora é um mágico, com uma varinha de condão. Diga as palavras mágicas: "Desculpe, mamãe!", dez vezes, sobre essa mancha de café.
Eu repeti as palavras enquanto o resto da família me olhava fingindo seriedade e segurando um acesso de riso.
Quando terminei, tomada de intensa curiosidade, perguntei a minha mãe: – E a mancha, desapareceu?
– Não! ela respondeu com naturalidade.
Caindo em mim, comentei chorando de decepção: – E não podia mesmo desaparecer, embora eu dissesse mil vezes "Desculpe!"
– Então, disse mamãe, isso significa que "Desculpe!" não é uma palavra mágica. Não é interessante? Um "Desculpe!" não pode fazer desaparecer, em dois minutos, uma mancha de café que a gente, com apenas dois segundos de atenção, pode evitar. Bem, você quer que eu encha sua xícara outra vez?
E minha mãe não precisou, nunca mais, repreender-me. Quantas vezes eu penso ter esquecido a lição, volta-me à lembrança aquele turbante de toalha e a varinha de condão improvisada.
Continue se divertindo... Sorria, você fica bem assim alegre... Transmite força e paz...

Um pequeno garoto, num acampamento de verão, recebeu um grande embrulho de biscoitos enviados por sua mãe pelo Correio. Comeu alguns, então colocou a sobra sob sua cama.
No dia seguinte, depois de almoço, ele foi comer algum biscoito, mas a caixa tinha desaparecido.
Naquela tarde, um monitor do acampamento, que tinha sido comunicado sobre o roubo, viu outro garoto sentado sob uma árvore comendo os biscoitos roubados. Retornou ao grupo e procurou pelo garoto cujos biscoitos tinham sido roubados.
E disse-lhe,
– Billy, eu sei quem roubou seus biscoitos. Você me ajuda a lhe ensinar uma lição?
Confuso, o garoto respondeu,
– Bem, sim, mas vocês não o punirão?
O monitor explicou,
– Não, isso o deixaria ressentido e com raiva. Quero que você ligue para sua mãe e peça que ela lhe envie outra caixa de biscoitos.
Billy fez o que o monitor pediu e dois dias depois recebeu outra caixa de deliciosos biscoitos caseiros. O monitor disse,
– Agora, o garoto que roubou seus biscoitos está sentado à margem do lago. Vá até lá e divida seus biscoitos com ele.
Billy protestou,
– Isto não está certo. Ele já roubou meus biscoitos.
– Eu sei, mas tente e veja o que acontece. Respondeu o monitor.
Cerca de meia hora mais tarde, o monitor viu os dois surgirem na colina, um com o braço às costas do outro. O garoto que tinha roubado os biscoitos tentava fazer Billy aceitar seu canivete como pagamento pelos biscoitos roubados e a vítima estava sinceramente recusando o presente de seu novo amigo, dizendo que alguns biscoitos não eram tão importantes assim.
Uma criança estará precisando de seu perdão hoje?
Ou talvez, você esteja precisando procurar o perdão de seus pais. Ou talvez seja a esposa ou irmã ou irmão ou vizinho que precisa perdoar ou ser perdoado?