Por muito que às vezes pareça demasiado longa e difícil, a vida é, na verdade, preciosa e curta demais. Minha amiga, por muito que agora as palavras lhe pareçam transmitir ideias vazias, acredite em mim, tudo passa. Não existe dificuldade que para sempre dure.
Quando, mesmo contra a maré, continuamos remando rumo aos nossos objetivos, acabaremos por os alcançar, custe o que custar.
Amiga, o poder de acabar com a tristeza vive em você, na sua persistência, na sua força, no seu lindo sorriso. Força!
Até breve, meu amigo! É assim que quero encarar essa sua viagem. Quero ter a consciência que vai passar rápido, que você vai estar feliz e que tudo vai correr da melhor forma.
Essa sua ida para o exterior vai enriquecer muito você, vai abrir seus horizontes, sabe? Na verdade, só encontro coisa positiva nessa sua opção. Estou torcendo para que a saudade seja leve, tranquila e para que você volte logo! Boa viagem, meu bom amigo! Abraço.
Minha querida e amada mãe,
Sei que não fui o filho que deveria ter sido ao ter magoado você com o que fiz. Me sinto um pouco envergonhado até porque uma mãe merece todo o respeito pelo que sempre dá pelos seus filhos.
Quero pedir desculpas e provar como você é uma pessoa importante para mim. Eu sou imperfeito e muitas vezes vou falhar, mas meu amor por você, nunca irá acabar.
Por todo o tempo que vivemos, Por todas as promessas que fizemos é difícil dizer que tudo foi em vão... Todo este tempo apos termos acabado o meu coração chama por ti e a cada passo que dou vejo-te junto de mim és uma ilusão na minha realidade, por favor... Volta para mim não digas que foi de vez o fim Estou arrependida por tudo o que fiz... Por tudo o que poderia ter feito, se não fosse o verdadeiro medo que sempre tive... Aprendi muito durante este tempo, que agora a palavra medo já não faz parte do meu dicionário... Mas enfim, será que a palavra amo te ainda faz parte do teu? Por mais que eu tente lhe dizer o quanto eu sinto por você como é possível não saberes que eu te quero? O Titanic afundou-se... Mas mostra-me que apesar de vivermos um romance idêntico a esse, O nosso amor nunca afundará...
Uma sorveteria famosa sempre lotada nos dias de calor. Sorvete delicioso. Sabores variados. Clientela bem atendida. Homens, mulheres, crianças, todos fazem fila e aguardam pacientemente a sua vez. Tudo por um sorvete gostoso. Refrescante.
A menina sozinha, com o dinheiro na mão, também entrou na fila. Esperou, sem reclamar, mesmo quando uns garotos passaram à sua frente, sem cerimônia e sem polidez.
Quando chegou ao caixa, antes que pudesse falar qualquer coisa, o funcionário lhe ordenou que saísse e lesse o cartaz na porta. Ela baixou a cabeça, engoliu em seco e saiu. E leu o cartaz, bem grande, na porta de entrada: proibido entrar descalço!
Olhou para os seus pés descalços e sentiu as lágrimas chegarem aos olhos. O gosto do sorvete não comprado se diluindo na boca.
Ia se retirando, cabisbaixa, quando uma mão forte a tocou no ombro. Era um homem alto, grande. Para a menininha, ele parecia um gigante. Foi com ela até o meio-fio, sentou-se e tirou os seus sapatos número 44 e os colocou em frente a ela. Depois, a suspendeu e enfiou os pés dela nos seus sapatos. – Eu fico aqui, esperando. – disse ele. – Vá buscar o seu sorvete! Não tenho pressa.
Ela foi deslizando os pés, arrastando os sapatos, até o caixa. Comprou sua ficha e saiu, vitoriosa, com seu sorvete na mão.
Quando foi devolver os sapatos para aquele homem, de pés grandes, barriga grande, ela se deu conta de que se ele tinha pés enormes, muito maior ainda era o seu coração.
Amar ao próximo é fazer a alegria de alguém, por mais insignificante que ela possa parecer. É ter olhos de ver a necessidade embutida nos olhos tristes. É ter ouvidos de ouvir os soluços afogados na garganta e os pedidos jamais expressos.
Amar ao próximo é simplesmente ter a capacidade de olhar um pouco além de si mesmo.