E um adolescente disse: "Fala-nos da amizade".
E ele respondeu, dizendo: "Vosso amigo, é a satisfação de vossas necessidades. Ele é o campo que semeias com carinho e ceifais com agradecimento. E vossa mesa e vossa lareira. Pois ides e ele com vossa fome e o procurais em busca da paz.
Quando vosso amigo manifesta seu pensamento, não temeis o "não" de vossa própria opinião, nem prendeis o sim. E quando ele se cala, vosso coração continua a ouvir o seu coração Porque na amizade, todos os desejos, ideais, esperanças, nascem e são partilhados sem palavras, numa alegria silenciosa.
Quando vos separeis de vosso amigo, não vos aflijais. Pois o que vós ameis nele pode tornar-se mais claro na sua ausência, como para o alpinista a montanha aparece mais clara, vista da planície.
E que não haja outra finalidade na amizade a não ser o amadurecimento do espírito. Pois o amor que procura outra coisa a não ser a revelação de seu próprio mistério não é o amor, mas uma rede armada, e somente o inaproveitável é nela apanhado.
E que o melhor de vós próprio seja para o vosso amigo. Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré, que conheça também o seu fluxo. Pois, que achais seja vosso amigo para que o procureis somente a fim de matar o tempo? Procurai-o sempre com horas para viver.
Pois o papel do amigo é o de encher vossa necessidade, e não vosso vazio. E na doçura da amizade, que haja risos e o partilhar dos prazeres. Pois no orvalho de pequenas coisas, o coração encontra sua manhã e se sente refrescado."
Hoje eu decidi
Vou deixar a saudade chegar
Vou deixar a saudade
me abraçar com seu manto
E se for preciso chorar, vou chorar
Quem sabe entre uma lágrima
e outra, o riso aparece?
Afinal, a mesma saudade
que machuca também acaricia
com suas lembranças
Hoje eu decidi
Não vou evitar a saudade
Vou aceitá-la de coração
e braços abertos
Vou cantar para ela
a nossa canção preferida
Vou recitar aquele poema de amor
que você um dia me dedicou
Quem sabe se eu abrir
as portas da minha casa e meu coração
A saudade me dê uma trégua
E se torne um aconchego
ao invés de um tormento
Quero fazer as pazes com a saudade
Preciso fazer as pazes com a saudade
Já que ela é minha companheira,
não posso mais evitá-la
Venha saudade
Encha minha casa tão vazia
Escute as minhas canções de amor
E meus poemas inacabados
Dancemos essa valsa solitária
E enquanto um novo amor não chega
Você será bem vinda
Quando olho nos seus olhos, meu amor, sinto o calor de mil sóis e a paz de uma brisa de verão brotarem do meu coração. Sinto que aconteça o que acontecer tudo irá ficar bem; que diante da luz dos seus olhos não existe mal que vença ou tristeza que eu não enfrente. E é pela luz dos seus olhos que toda manhã levantar da cama é o mais belo dos prazeres. Bom dia, meu amor! Eu te amo!
Eu não sou de demonstrar tristeza perante os outros, mas isso não significa que não a sinta no meu coração. Alguns sentimentos de mágoa são vividos em pleno silêncio e mais ninguém os pode entender.
Hoje vou abrir as janelas da casa e deixar o vento invadir minha alma. Tudo que eu preciso é de algo que me arranque da escuridão e me mostre uma luz capaz de me fazer novamente sonhar.
Um grupo de sábios judeus reuniu-se para tentar criar a menor Constituição do mundo. Se alguém fosse capaz de definir no espaço de tempo que um homem leva para equilibrar-se em um só pé – as leis que deviam reger o comportamento humano, este seria considerado o maior de todos os sábios.
-Deus pune os criminosos – disse um. Os outros argumentaram que isto não era uma lei, mas uma ameaça. a frase não foi aceita.
-Deus é amor comentou outro. De novo, os sábios não aceitaram a frase, dizendo que ela não explicava direito os deveres da humanidade. Neste momento, aproximou-se o rabino Hillel. E, colocando-se num só pé, disse:
-Não faça ao seu próximo aquilo que você detestaria que fizessem com você. esta é a Lei. Todo o resto é comentário jurídico. E o rabino Hillel foi considerado o maior sábio de seu tempo.