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Enfim, depois de tanto erro passado Tantas retaliações, tanto perigo Eis que ressurge noutro o velho amigo Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado Com olhos que contêm o olhar antigo Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano Sabendo se mover e comover E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica Que só se vai ao ver outro nascer E o espelho de minha alma multiplica..

Eu te amo, com a força dos temporais,
Com a fúria incontrolável dos vulcões.
Com a energia acumulada nos trovões
Desde longos tempos imemoriais.

Eu te amo, com a leveza dos cristais,
Com a textura das rosas em seus botões.
Com as notas delicadas das canções
Com as cores de mil roupas nos varais.

Eu te amo todas as horas do dia
E este amor ora leveza, ora tormenta,
Este amor que ora é prazer ora agonia

Pra meu barco é a segurança de um cais.
Muito embora ele saiba e se contenta
Que apenas é só mais um!... e nada mais!

Jenário de Fátima

João sempre foi um rapaz de muita fé. Nunca deixava de fazer suas orações. Tinha o seu anjo da guarda muito forte em seu coração. Antes de sair de casa, nunca esquecia de rezar, pedindo proteção ao seu anjo.
João levantou atrasado naquela manhã. Tomou seu café correndo, e foi na garagem pegar seu carro para ir trabalhar. João trabalhava numa cidade vizinha. Tinha que pegar uma rodovia.
Foi rezando pelo caminho, mesmo afobado com o atraso: Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a Ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém.
João estava a 20, 40, 60, 80, 100, 120, e, finalmente, a 140 quilômetros por hora quando aconteceu o acidente. Ao acordar, percebeu seu estado, suas roupas sujas...
João ouviu alguém dizer: Não se preocupe com isso João. Aqui ninguém repara... Quem é você? – perguntou João ao desconhecido de barbas brancas... – Sou São Pedro.
O quê? Quer dizer que eu morri? Que estou no céu? Mas, como pode ser isso? E o meu anjo da guarda? Como pode ter me abandonado? Pedi sua proteção ao sair de casa. Tenho certeza de que ele estava comigo! Cadê ele. Preciso ter uma conversa com ele.
Então, São Pedro o levou junto a uma legião de anjos e disse: – Pode perguntar ao seu anjo o que quiser. Qual deles é o seu? João foi passando um por um até chegar no menorzinho da turma, que o olhou com ternura. – É você o meu anjo da guarda? Não estavas comigo? Como explica isso?
O anjo, então lhe disse: – João, quando você estava a 20 por hora, eu estava contigo... A 40, eu estava contigo... A 60, eu estava contigo... A 80, meio temeroso, ainda estava contigo... Mas quando você chegou a 100, 120, 140, meu amigo, eu pulei fora...

Quando tudo parece caminhar errado, seja você o primeiro passo certo.
Se tudo parece escuro, se nada puder ser visto, acenda a primeira luz.
Traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada.
Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso, Não na forma de lábios ardentes, Mas na de um coração que compreenda, de braços que confortem.
Se a vida inteira for um imenso não, parta você na busca do primeiro sim, Ao qual tudo de positivo deverá seguir-se.
Quando ninguém souber coisa alguma, é você mesmo, Corrigindo-se a si mesmo.
Quando alguém estiver angustiado na procura, observe bem o que se passa.
Talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja.
Quando a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la.
Quando a flor estiver murcha, seja a primeira a separar o joio, a arrancar a praga, a afastar a pétala, a acariciar a flor.
Se sua porta estiver fechada, de você venha a primeira chave.
Se o vento sopra frio, que seu calor humano seja a primeira proteção e o primeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa, e não estiver assado, seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.
Não atire a primeira pedra em quem erra, de acusadores o mundo está cheio.
Nem, por outro lado, aplauda o erro.
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu, dê sua atenção primeiro para mostrar o caminho de volta, compreendendo que o perdão regenera, que é a compreensão edificada, que o possibilita, e que o entendimento reconstrói.
Toda escada tem um degrau, para baixo ou para o alto.
Toda estrada tem um primeiro passo, para frente ou para trás.
Toda vida tem um primeiro gosto de existência ou de morte.
Atire pois, você, com ternura e vontade de entender, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor...

Ele é alto e ela é baixinha. Ele tem aquele jeito durão e ela é toda meiguinha. Ele adora sair e ela prefere ficar em casa. Ele adora barulho e ela adora o silêncio. Mas mesmo com todas as diferenças, eles tem algo em comum: são completamente apaixonados um pelo outro!