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Boa Noite...

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distração animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero.
Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.

Alberto Caeiro

Minha adorada irmã, feliz aniversário! Hoje eu quero felicitar você e lhe desejar um dia maravilhoso, mas também lhe agradecer por tudo.

Porque em você sempre encontrei todo apoio que em tantas situações eu precisei; porque em você eu tenho uma das minhas melhores amigas; porque em você eu tenho uma certeza de companheirismo, cumplicidade e amor incondicional.

Querida irmã, muitos veem os irmãos apenas como meros conhecidos, mas eu tenho a sorte de ter na minha irmã uma verdadeira amiga. Me sinto muito abençoada, pois Deus foi muito generoso comigo.

Obrigada minha irmã, minha amiga, por ser tão maravilhosa e preencher minha vida com tanta alegria. Meus parabéns, muitas e muitas felicidades, hoje e sempre! Eu te amo!

Sois belas, mas vazias.
Não se pode morrer por vós.
Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco.
Ela sozinha é porém mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei.
Foi a ela que pus a redoma.
Foi a ela que abriguei com o para-vento.
Foi dela que eu matei as larvas.
Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes.

Peço a Deus que abençoe com grande poder a sua vida e da sua família nesta sexta-feira.

Certa vez um cão estava quase morto de sede, parado junto à água. Toda vez que ele olhava o seu reflexo na água, ficava assustado e recuava, porque pensava ser outro cão.
Finalmente, era tamanha a sua sede, que abandonou o medo e se atirou para dentro da água. Com isto, o reflexo desapareceu.
O cão descobriu que o obstáculo – que era ele próprio – a barreira entre ele e o que buscava, havia desaparecido.
Nós estamos parados no meio do nosso próprio caminho. E, a menos que compreendamos isso, nada será possível em direção ao nosso crescimento.
Se a barreira fosse alguma outra pessoa, poderíamos nos desviar, mas nós somos a barreira. Nós não podemos nos desviar – quem vai desviar-se de quem? Nossa barreira somos nós e nos seguirá como uma sombra.
Esse é o ponto onde nós estamos – juntos da água, quase mortos de sede, mas alguma coisa nos impede, porque nós não estamos saltando para dentro. Alguma coisa nos segura. O que é?
É uma espécie de medo, porque a margem é conhecida, é familiar e pular no rio é ir em direção ao desconhecido. O medo sempre diz: "agarre-se àquilo que é familiar, ao que é conhecido".
E as nossas misérias, nossas tristezas, nossas depressões, nossas angústias, nossos complexos, nos são familiares, são habituais.
Nós vivemos com eles por tanto tempo e nos agarramos a eles como se fosse um tesouro. O que nós temos conseguido com isso? Será que não podemos renunciar às nossas misérias? Já não estivemos o bastante com elas? Será que já não nos mutilaram demais? O que nós estamos esperando?
Esse é o caso de todos nós. Ninguém nos está impedindo. Apenas o próprio reflexo entre nós e o nosso destino, entre nós como 1 semente e nós como 1 flor. Não há ninguém nos impedindo, criando qualquer obstáculo.
Portanto, não continuemos a jogar a responsabilidade nos outros. Essa é uma forma de nos consolar. Deixemos de nos consolar, deixemos de ter autopiedade. Fiquemos atentos. Abramos os olhos. Vejamos o que está acontecendo com nossa vida.
"Escolhamos certo e decidamos dar o salto."