Não tive coragem de pedir perdão, Explicar minha razão Decifrar meu coração, Nada conseguir fazer, reagir reverter. Os olhos não falaram de sentimentos Obscuros, A língua não sussurrou os desejos escondidos, A voz não gritou a vontade escondida. De um grande amor, corri o risco de não conquistar nem um respeito de momentos vividos. Hoje pude enxergar meus erros Ainda não sei se terei tempo, Para dizer: Nada... É tudo que sou longe de ti.
Quando choro, Você vem me consolar...
Quando sorrio, Você vem compartilhar...
Quando pergunto, Vem me ajudar a responder...
Quando mereço, Faz por merecer...
Quando quero, Vem me ajudar...
Quando grito, Vem me acalmar...
Quando estou triste, Vem me alegrar...
Quando estou em prantos, Vem me enxugar...
Quando penso estar só, Vem sentar ao meu lado...
Quando faço besteira, Puxa minha orelha...
Quando imagino não mais amar, Vem me reconquistar um sorriso.
Porque não há coisa melhor no mundo, do que ter você ao meu lado para qualquer momento, para qualquer desabafo. Você é uma pessoa única, rara, e que desejo ao meu lado para todos os momentos, todos os minutos e até mesmo os segundos.
Com você eu sei que estarei segura e bem protegida; tenho você como meu anjo da guarda. Eu lhe digo com toda certeza, que não sei o que seria da minha vida sem você por perto. Eu te amo, amigo!
Eu era pequena ainda quando um novo bebê chegou à nossa casa. Certamente devia alegrar-me com o irmãozinho porém os cuidados e atenções com que nossos pais cercavam encheu-me de ciúmes e muitas vezes chorava ao pensar que tinha perdido o carinho antigo.
Vovô cultivava uma horta nos fundos de nossa casa. Em certo dia em que eu estava mais envenenado de ciúmes do que nunca, ele me chamou. Fui ver o que queria. Estava de cócoras junto a um canteiro onde semeara alface. As mudinhas, de um verde muito tenro, brilhavam à luz daquela manhã límpida e tranquila. Vovô, mergulhado no trabalho de separar, delicadamente, as mudinhas, não parecia ter percebido a minha emoção. Ele me disse:
– Preste atenção! Estou separando as mudinhas e, depois, irei plantá-las no lugar certo. Sabe, filho, o carinho é como a alface: precisa ser dividido para crescer melhor. Quando eu era da sua idade gostava muito de minha mãe. Fiquei rapaz e, um dia, conheci uma jovem, casei-me com ela e tivemos um filhinho.
Depois veio outro e outro. Mas, cada um que chegava não tirava nem um pouquinho do outro. O amor é uma coisa muito curiosa, quanto mais é dividido mais cresce e mais forte se torna. Seu pai e sua mãe estão ocupadíssimos com o bebê porque ele é pequenininho, frágil e desamparado. Mas pode crer que o amor que tinham por você ainda se tornou maior...
À medida em que eu via os pés de alface crescendo, belos e exuberantes, uma nova alegria nasceu em meu coraçãozinho ciumento. O carinho de papai e mamãe, dividido, crescia também, a cada dia, como aquela planta que tivera de ser dividida para que uma muda não sufocasse a outra.
Muitas vezes, depois disso, quando me perturbava o desejo de posse exclusiva, o canteiro de vovô parecia se retratar em minha mente, dando-me uma nova perspectiva de paz e serenidade.
Quanto mais dividido, mais forte e mais profundo se torna o amor. Nunca pude me esquecer disso...
Você, que me faz a cabeça
Você, que não sai dos meus pensamentos
Você, que nem toma conhecimentos desse amor desvairado que incendeia meu peito, pois vive em outra paixão e só essa lhe importa não é mesmo?
Você, que desejo beijar, afagar nos seus pensamentos, nos seus braços, mas que beija outros lábios, que afaga não a mim...
Você, que é meu sol, meu ar, minha noite, meu luar, meu tudo.
Você, que é esse cego que não percebe o quanto te adoro e te quero!
Por isso é que só penso em ti desse jeito.