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O legado em vocês continua e
jamais irá parar pois quem
cuida só pode amar e na verdade
não tem
como
escapar.

Ensinamentos fogem do meu céu
e surgem na terra do seu chão, é
som em violão ou uma outra canção
que não
dorme
sozinha.

Metas escondidas ou sonhos de
camuflagem são as cores perdidas
caídas ou retidas na outra margem
não sobra
nada
mais.

Amores criados com medos vazios
e nos pés gelados educam-se os
filhos amados e até os enteados
mas não
quem
tem.

De uma mulher, que me faça sonhar
De uma mulher, que me faça delirar
De uma mulher, que saiba me amar

Agora,
não preciso mais procurar
Pois, certamente,
acabei de encontrar
Ela apareceu,
só para me conquistar
Ela apareceu,
só para eu me apaixonar
É linda como uma rosa
Que nasce num grande jardim
Que corpo, minha nossa!
Venha para mim!
###### é o nome dela
Ela sabe o que quer
É muito extrovertida
Já tem corpo de mulher
Vou me declarar
Abrirei meu coração
Que frio na barriga
Que incrível sensação!
- ###### você é linda!
- Você é minha luz!
- Você é minha vida!
- Sua beleza me seduz!
- Não te quero por um dia.
- Não te quero por um ano.
- Te quero por toda a vida.
- Te quero porque te amo.
- Preciso de você
- Aceite o meu amor
- Quer namorar comigo?
- Diga sim, por favor!
Se ela disser não
Não irei desistir
Tentarei eternamente
Até conseguir.

Alcançar o amor talvez exija mais renúncia do que alegria e felicidade.

Nem sei se a felicidade pessoal é compatível com o amor. Por que ligar felicidade ao amor? O amor é sério demais para almejar a felicidade.
A felicidade está sempre ligada a alguma forma de inconsequência.

A paixão sim faz a gente feliz. Só transar? Melhor ainda.
Assim como é preciso alguma crueldade para viver, assim como há sempre alguma agressão embrulhada em qualquer vitória, também a felicidade precisa de alguma inconsequência.

O amor por si, é repleta de "trágicos deveres".
Por isso o amor não está ligado à felicidade.
Os que assim a perseguem, deveriam desistir de amar.

O amor é um sentimento ligado à lucidez, à renúncia, à compreensões das contradições.

Amar é ser capaz de viver um sentimento que se misture fundo com a vida, se torne corriqueiro, mal percebido, sem grandeza, sem efeitos extraordinários, emoções particulares ou excitantes.

Aqui reside, pois, a complicações do amor.
Só se torna visível quando ameaçado acabar.
Só se o descobre quando se supõe nada mais sentir.
Está onde menos se espera.
É profundo, vital, doador, independente de exaltações. Flui imperceptível, aparece ao sumir.
Pessoas que separam, mesmo livres uma da outra, sentem um vazio, uma perda, um sentimento de possibilidade perdida.

É preciso muito viver, muito desiludir-se, muito sentir, muito experimentar, muito perder, muito renunciar, para encontrar o próprio amor, guardado não se sabe em que dobra da gente, e muitas vezes nunca descoberto.

Morrer sem descobrir o próprio amor escondido é frequente. E terrível.
O que estamos fazendo com o amor que está em nós e diariamente trocamos pelas emoções prazenteiras, pela felicidade inconsequente, pelas alegrias passageiras?
O que estamos fazendo? O que?

Sujos sentidos no escuro
Brisa leve
Rosto pálido
Um grito se escuta
Mas o mundo está só!

Na imensidão
O infinito parece te olhar
E o mar, que de longe se avista,
Bate ondas com o vento.

De repente,
Uma luz estranha aparece
Tudo paralisa
E os olhos congelam.

Nada faz sentido
Perante o juízo.
Um tremor começa a aparecer
E os olhos lacrimejantes
Parecem esperar uma resposta.

Resposta essa que decidirá
O que exatamente não foi descoberto:
Uns dizem ser o bem e o mal
Eu acredito que será o final
Mas o que podemos dizer sobre isso?

Os sonhos desapareceram
Palavras não são escutadas
Gestos não são vistos
O corpo vira apenas um detalhe
E o coração já não bate mais.

Penar em acordar?
Creio que não será possível.
O que sei ou o que penso saber,
É que não seremos nós a decidir
A vontade d'Ele é maior!

Somos loucos incompreendidos
À procura da salvação
E acabamos pedindo perdão,
Mas já é tarde de mais...
Preferimos acreditar que somos imortais
E que o mundo é nosso
E nos esquecemos do grande criador
Que nos deu o poder de achar
Ser o melhor.

Nos deu o poder da vida
e quem sabe também tirou.
Nos deu um castigo
Do qual não entendemos o que seja.

Apenas esperamos e vivemos
Da maneira que achamos ser certa.
Aguardando o momento
Em que poderemos dizer:
Estou Pronto!

E aí... Ah! Não tem como escapar.
É ela que vem chegando
Para nos dizer que chegou
A hora de ir embora.

E quando simplesmente
Dizemos adeus ao mundo,
Berros, suspiros, soluços,
E lágrimas...

E tudo se acaba, sem lógica
Só por acabar.
Isso é o que chamamos de
Morte!

A decepção faz parte da vida. Afirmo peremptoriamente que é necessário para o desenvolvimento humano. O desapontamento, na grande maioria das vezes é um impulso para a ação, fornece-nos motivação para crescer e ir ao encontro dos nossos objetivos. A decepção pode considerar-se sempre que identificamos um erro entre aquilo que desejamos alcançar ou que acontecesse e aquilo que realmente alcançamos ou que aconteceu. Sempre que identificamos esta discrepância, na grande maioria das vezes podemos ficar decepcionados, com os outros ou conosco mesmos.

Mas é exatamente essa discrepância que nos permite avançarmos, que nos permite nos questionarmos, que nos permite olhar a realidade de frente e progredirmos. A decepção é uma forma de frustração, e aprender a lidar com a frustração é uma habilidade necessária para conseguirmos lidar com as nossas emoções de forma funcional.

Miguel Lucas