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Nosso namoro terminou. Dele decidimos o final de forma repentina, e hoje eu tenho certeza que fizemos de forma irrefletida, de forma precipitada.

Dissemos adeus a um amor que eu sinto não ter acabado, pois em mim arde ainda vivo e intenso, me empurrando cada vez mais ao desespero da saudade daquele que agora chamo de ex-namorado, daquele que eu quero de volta aos meu braços: você!

Se a tristeza tomou conta de você no dia de hoje, silencie. Se pessoas falaram de ti e se te julgaram, silencie. Se a mágoa te faz chorar, silencie. Saiba que Deus tudo vê, nada escapa de seus olhos. Pois Ele conhece o coração dos maus e bons. Nada foge de seus olhos. Não queira revidar e nem discutir. Eu sei que dói, ainda mais quando são pessoas próximas de ti. Não julgue e que atire a primeira pedra quem nunca errou. Às vezes também falamos dos outros e também julgamos. Deus é misericordioso e nos perdoa. Então é hora de liberar o perdão. Logo o esquecimento chegará. Não pense que escrevo somente para você. Eu também preciso destas palavras para me confortar. Todos nós estamos sujeitos a julgamentos, pois também julgamos. Eu sei como dói, mas tudo tem o seu tempo. O meu eu sei que é calar e perdoar. O tempo se encarrega de colocar tudo no lugar. Às vezes nem é preciso uma fofoca. A gente sente no ar e no jeito que nos olham. E como sempre digo nada está oculto que não seja revelado. Na hora certa as coisas se esclarecem. Também sinto vontade de chorar e me isolar. Mas há um Deus que combate por nós. Ele é justo e tudo sabe de nós. Ele conhece nosso coração e somente Ele pode julgar. No mais perdoo aqueles que me feriram. Não é fácil, mas aprendi que primeiro vem à ação depois a reação. Primeiro o querer e depois Deus nos dá a graça do esquecimento. Tente, você vai se surpreender. Um abraço fraterno e fique em paz. Eu por aqui vou pedindo a Deus que abençoe aqueles que me magoaram. Logo essa dor vai passar e vou sorrir novamente.

Eu tenho mil e um motivos para agradecer a Deus, à vida e a você também. É difícil encontrar alguém com um coração puro e a disposição certa para lutar por uma amizade. Você tem sido tudo isso para mim e é um orgulho muito grande eu poder considerá-la minha amiga.

Obrigada por estar ao meu lado em todos os momentos e me apoiar quando me sinto sinto desamparada. Você estará para sempre no meu coração.

Eu pintarei para sempre o céu de azul, pintarei na minha vida um mar de rosas. Vou pintar o meu corpo em você. Eu vou desenhar os meus braços em torno do seu corpo.

Quero o teu beijo marcado para sempre em minha boca. Vou pintar a tua silhueta à luz do abajur. Eu vou pintar de cor de mel a luz da lua para banhar o teu corpo. Vou desenhar um vento suave para tocar a tua pele, e um brilho perfeito nos teus olhos.

Eu vou tatuar a felicidade na tua alma e sobrepor o meu coração ao teu. Vou desenhar asas em nós, para que possamos sobrevoar os sete mares. Pintarei o calor suave luz do sol a tocar os nossos corpos e a aquecer os nossos rostos. Eu quero pintar um mundo de delicadeza e perfeição para receber o nosso amor.

Você inspira a minha vida. Eu te amo, minha musa, minha namorada.

Era ano de 1494, a cidade era MILÃO, na ITÁLIA, Leonardo da Vinci deu uns passos para trás, contemplou o mural da Ultima Ceia que estava pintando, e suspirou.
Estava completo, com exceção das figuras de Cristo e de Judas. Onde encontrarei um semblante tão inocente e sublime que verdadeira-mente represente a Jesus? E onde encontrarei um rosto tão endurecido pelo pecado e engano, que possa representar a Judas Iscariotes? – refletiu ele.
Certa manhã, no coral de uma capelinha, Leonardo viu um jovem com um rosto tão inocente e sublime, que concluiu ter encontrado seu modelo para Jesus.
Durante vários dias o rapaz posou para o grande artista. Quando a figura de Jesus ficou concluída, o jovem olhou para a pintura. – Impressionante, não é? – disse o rapaz. – Como eu gostaria de ser mesmo semelhante a Ele! – Você pode – respondeu Leonardo – Simplesmente siga o seu exemplo.
Mas a obra de arte não estava concluída. Faltava ainda a figura de Judas. Leonardo caminhou pelas ruas da cidade à procura de uma face marcada pelas linhas da amargura e do remorso. Nenhum rosto era suficientemente depravado para servir de modelo a Judas.
Anos se passaram, e o mural continuava inacabado. Então, certa noite, no ano de 1498, Leonardo voltava para casa quando foi abordado por um pedinte.
Ao olhar para o rosto do homem maltrapilho, viu olhos inteligentes mas anuviados pelo remorso, e uma fronte marcada por anos de iniquidade. Acompanhe-me – disse Leonardo, com agitação. Vou dar-lhe alimento e cama por esta noite. Preciso pintar uma figura tendo-o como modelo. Pago bem.
Na manhã seguinte, o rude e maltrapilho mendigo sentou-se, enquanto Leonardo lhe pintava a face na forma de Judas. Terminado o trabalho, o mendigo contemplou a pintura pronta. Uma lágrima lhe rolou pelo rosto. Não me reconhece? – Chorou ele. – Sou a mesma pessoa que serviu de modelo para seu Cristo, anos atrás. Quem dera que eu tivesse seguido o seu conselho...