Ainda vivemos numa cultura onde a importância do pai na vida de um filho, seja qual for o gênero, é menosprezada e diminuída, como se fosse menos essencial ou de menor valia. Esquecemos que já passou o tempo em que a mulher era obrigada a cuidar da família e do lar e para o homem era atribuído o sustento da família e tudo associado ao que estaria fora de casa, participando muito pouco da vida social dos filhos e consequentemente de todos os parentes.
Apesar da mulher ser biologicamente responsável por prover o primeiro alimento do filho, isto não deveria excluir a presença do pai nos momentos decisivos do filho. As leis trabalhistas não ajudam também pelo fato da sociedade ainda não estar convencida que o pai realmente precisa interagir mais na educação dos filhos.
O próprio pai muitas vezes, se dispensa dessa prioridade, achando mesmo que a mãe tem um entendimento já inerente e seu envolvimento só atrapalhará o processo, acreditando que nem é tão importante assim. Embora a mãe esteja associada à questão biológica do processo o pai não deveria nunca se excluir, muito menos pensar que tem menos valor na vida do filho.
Os pais precisam perceber que a educação deve ser vista como um crescimento conjunto da mesma forma que a criança foi concebida. Os filhos têm que receber carinho e afeto dos dois lados e também construir sua personalidade através da percepção de vida tanto do pai quanto da mãe, e esse desenvolvimento não deve acontecer com apenas uma influência e um espectador. Salvo casos excepcionais, se o pai permanecer como uma pessoa dispensável na vida do filho, o tempo só irá fortalecer essa ideia e é muito difícil reverter tudo isso.
O problema mais importante que os seres humanos devem resolver, diariamente, diz respeito às relações com as pessoas que vivem ao seu redor.
Trabalhem com vocês mesmos a fim de que possam desenvolver as qualidades psíquicas e morais que lhes permitirão entender e aceitar melhor os outros.
Isso é essencial: aprender a viver com os outros, e não apenas com a sua família, seus amigos, seus vizinhos, seus colegas de trabalho etc., mas também com todo tipo de pessoas diferentes de vocês, seja por idade, por formação, classe social, nacionalidade, raça.
Vocês devem se habituar muito cedo a todas as situações humanas, pois se não estiverem prontos, no dia em que forem obrigados a enfrentar essas situações, se mostrarão fechados, incompreensivos e, talvez mesmo sem querer, até maus.
Sim, o critério da evolução dos seres está na sua capacidade de encontrar os outros e entrar harmoniosamente em relação com eles.
O desânimo e a desistência são inimigos mortais do triunfo e do sucesso. No trabalho, assim como na vida, os desafios, as dificuldades, não devem e não podem ser encarados como obstáculos intransponíveis, mas sim como oportunidades de superação.
A persistência e a luta diária no trabalho são o caminho certo para a vitória, para o sucesso individual e coletivo. Na capacidade de superação de cada indivíduo está o segredo para o triunfo do conjunto no local de trabalho.
É fundamental manter o olhar focado nos objetivos e nunca duvidar da nossa própria força. Assim como nunca afrouxar na determinação para a bem-sucedida concretização desses objetivos, para a superação de todo e qualquer problema.
E a realização profissional está aí, na constância do nosso trabalho que levará à superação de qualquer desafio que se atravesse no nosso caminho!
Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio.
Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por um rádio e, ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha do EUA chegaram ao local. Teriam de agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e à perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como?
Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali tinha sangue para doar. Reuniram as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era uma menino chamado Heng. Ele foi preparado as pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia.
Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico perguntou-lhe se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a perguntar-lhe novamente, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando coisas e o rostinho do menino foi se aliviando...
Minutos depois ele estava novamente tranquilo. A enfermeira então explicou aos americanos:
- Ele pensou que iria morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e achava que ia ter que dar todo seu sangue para a menina não morrer.
O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, perguntou:
- Mas, se era assim porque você se ofereceu para doar sangue?
E o menino respondeu:
- Ela é minha amiga...
Um verdadeiro professor não é apenas aquele que ensina sobre determinado assunto. Ser professor é também ser um guia e um pai que está disponível para todas as dificuldades dos seus alunos.
Eu tive a sorte de encontrar um professor preocupado, atencioso e interessado em tocar o coração de cada pessoa a quem dá as suas aulas. Obrigado por ser como um pai e por tornar a aprendizagem em uma experiência magnífica!