Saudades de quando caminhávamos nos jardins Saudades de quando os beijos eram mais doces Saudades de quando os risos não precisavam de motivos Saudades de quando o céu ainda era azul
Por que será que a saudade dói?
Por que será que a saudade machuca?
Por que será que a saudade marca?
Por que será que a saudade existe?
Não tenho todas as respostas Mas sei que a saudade significa uma coisa Um tempo, um momento, um instante, Um gesto, uma palavra, uma pessoa Que de repente, sem querer ou querendo Deixou no coração, uma vida
Deixou na vida, uma história
Deixou na história, uma felicidade
Saudades Do que ainda não vivi
Te encontra foi tão bom, te ouvir, brincar, conversa, olhar para você e encontra um sorriso tão bonito; mas de repente tudo fica esquecido entre nós, porque?
"aonde foi que eu errei", teu olhar me despreza, me joga fora, e agora?
o que fazer, depois que você entro no meu coração, o difícil vai ser tirar.
Aos sete anos de idade, eu desejava muito estudar violino e mamãe, com algum sacrifício, comprou o instrumento e contratou um professor para mim.
Após algumas semanas, vi que não conseguia executar nenhuma melodia e que tinha de fazer exercícios por horas intermináveis.
Então eu disse a minha mãe que havia desistido e ia abandonar o estudo.
Morávamos um pouco distante da cidade e foi enquanto caminhávamos – ela fora me buscar ao término de uma das aulas – que eu lhe expliquei o motivo do meu desânimo.
Por acaso passávamos pela casa de uma pessoa amiga que possuía um formoso pomar. – Veja, disse minha mãe, que frutas maravilhosas!
O espetáculo incendiou a minha imaginação infantil. Havia maçãs, peras, laranjas. Os galhos pendiam de tão carregados.
– Você gostaria de experimentar uma? Mamãe me perguntou.
– Oh! Gostaria sim. Aquela laranja grande e amarela como gema de ovo.
– Pois então pegue-a.
– Mas eu não posso, por causa da cerca. Além do mais, será que a dona do pomar vai permitir? – É mesmo. Você tem razão. Falaremos com ela.
Minha mãe chamou-a e ela consentiu, dizendo: – O portão do pomar fica ali adiante. É só vocês darem a volta.
Mamãe agradeceu e nós subimos até o pequeno portão, que ela abriu. Corri, colhi a laranja e voltei alegremente, com ela na mão. Então mamãe me disse:
– Está vendo? Para saborearmos os frutos apetecidos é necessário gastar algum tempo e caminhar, dar algumas voltas. Aquilo que realmente desejamos quase nunca está ao alcance de nossas mãos. Você vai ver que será assim durante toda a sua vida...
Imediatamente veio-me à cabeça a história do violino.
Voltei às aulas e aos exercícios, até que fui capaz de executar as minhas melodias prediletas.
E, ao longo de toda minha vida, guardei a lição de minha mãe quanto à necessidade de se empregar o tempo e dar as voltas precisas para alcançar os objetivos.
Prefira lutar com todas as suas forças e não olhar a meios na busca de seus sonhos, em vez de ficar parado esperando que as coisas lhe caiam do céu.
Pessoas sem atitude não lutam por aquilo que desejam, mas também dificilmente conquistarão alguma coisa. E mesmo que um dia conquistem, nunca conhecerão o verdadeiro significado da palavra mérito.
Olhe para o céu, meu amor, aos seus olhos estão expostas as mesmas que estrelas que agora eu vejo. Assim é o nosso amor, mesmo longe, mesmo sem nos podermos ver, o sentimento que contemplamos é igual e também ele brilha e encanta.
Boa noite, meu amor! Sonhe comigo, pois eu vou sonhar com você, e talvez assim acalmar um pouco destas terríveis saudades que eu sinto de você. Eu te amo!