Ainda sinto suas carícias
E sua respiração em minha pele.
Não há o que me faça esquecer de seu sorriso
E continuo amando você hoje mais que ontem
sonhando com ver você novamente.
Cada dia que passa mais me mata sua ausência; e eu perco a fé.
Queria poder esquecer de você
E te remover pra sempre de mim,
Dizer-te na cara que não me faz falta para poder viver.
Queria te apagar de meu coração, remover de minha boca seu doce sabor.
Não sentir saudade ao chegar à noite e sem repreensão resignar-me a seu adeus.
Mas quando eu acredito que eu já te esqueci
Descubro que eu ainda te amo.
Sei que sou culpado de minha sorte
e que meu sofrimento não lhe fará regressar
e outra vez acreditar em mim.
Te fiz chorar e me arrependo,
Amor, quanto eu sinto por isso;
Se não a vir novamente, não sobreviverei.
- Qual a mais forte das armas,
A mais firme, a mais certeira?
A lança, a espada, a clavina,
Ou a funda aventureira?
A pistola? O bacamarte?
A espingarda, ou a flecha?
O canhão que em praça forte
Faz em dez minutos brecha?
- Qual a mais firme das armas?
- O terçado, a fisga, o chuço,
O dardo, a maça, o virote?
A faca, o florete, o laço,
O punhal, ou o chifarote?...
A mais tremenda das armas,
pior que a durindana,
Atendei, meus bons amigos...
se apelida: - a língua humana!
Eu sou quem sou porque você é quem é para mim. E o que você é é algo indescritível, amiga! Hoje o dia meu: é meu aniversário, mas sinto que você faz parte; que só junto de você tudo ganha valor. E é isso que quero agradecer!
Sinto uma gratidão gigante por todas as coisas maravilhosas que você me ofereceu e por todos os momentos em que poderia ter sentido solidão, mas só conheci a sua cumplicidade. Adoro você, amiga!
Seja um pálio de luz desdobrado. Sob a larga amplidão destes céus Este canto rebel que o passado Vem remir dos mais torpes labéus! Seja um hino de glória que fale De esperança, de um novo porvir! Com visões de triunfos embale Quem por ele lutando surgir! Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós! Das lutas na tempestade Dá que ouçamos tua voz! Nós nem cremos que escravos outrora Tenha havido em tão nobre País... Hoje o rubro lampejo da aurora Acha irmãos, não tiranos hostis. Somos todos iguais! Ao futuro Saberemos, unidos, levar Nosso augusto estandarte que, puro, Brilha, avante, da Pátria no altar! Liberdade! Liberdade! Se é mister que de peitos valentes Haja sangue em nosso pendão, Sangue vivo do herói Tiradentes Batizou este audaz pavilhão! Mensageiros de paz, paz queremos, É de amor nossa força e poder Mas da guerra nos transes supremos Heis de ver-nos lutar e vencer! Liberdade! Liberdade! Do Ipiranga é preciso que o brado Seja um grito soberbo de fé! O Brasil já surgiu libertado, Sobre as púrpuras régias de pé. Eia, pois, brasileiros avante! Verdes louros colhamos louçãos! Seja o nosso País triunfante, Livre terra de livres irmãos! Liberdade! Liberdade!
Um dia na igreja eu me sentei num banco e ouvi o pregador dizer: – Nós precisamos de alguém para dar algumas aulas. Quem assumirá essa tarefa?
Eu senti Deus ao meu lado, sussurrando: – Filho, essa é para você.
– Mas, Senhor, falar para tanta gente é uma coisa que não sei fazer! O Sr. Carlos seria o homem ideal para chamar. Não há o que ele não saiba fazer. Eu prefiro ficar aqui no banco assistindo às suas aulas.
Um outro dia, ouvindo o coral, eu sentado no banco, escutei o maestro dizer: – Nós precisamos de alguém para voz principal nos cânticos. Quem quer assumir essa tarefa?
Novamente eu ouvi a voz de Deus sussurrando: – Filho, essa é com você.
– Mas, Senhor, cantar diante de uma multidão é uma coisa que eu não posso fazer! Mas há o Jonas, que poderá fazer isso. É melhor eu ficar ouvindo as músicas aqui sentado no banco.
Uma outra vez, eu sentado no banco, ouvi o pregador dizer: – Eu preciso de alguém para atuar como anfitrião na entrada da Igreja. Quem aceita essa tarefa?
Mais uma vez ouvi a voz de Deus sussurrando: – Filho, é algo que você pode fazer!
– Senhor, ficar falando com estranhos é coisa que não consigo fazer! Mas há o Mário, Senhor: ele pode dar boas vindas às pessoas. Não é retraído como eu e fará isso muito bem. Eu preferiria que alguém viesse me cumprimentar aqui no banco.
Os anos se passaram e eu nunca mais ouvi aquela voz. Até que uma noite eu fechei os olhos e acordei numa praia do céu. Éramos quatro lá, encontrando a eternidade: Carlos, Jonas, Mário e eu.
Deus nos disse: – Eu preciso só de 3 de vocês para fazerem um trabalho para mim.
– Senhor, eu farei o trabalho. – eu clamei – Não há nada que eu não faria.
... Mas Deus me respondeu: – Obrigado, meu filho, mas sinto muito: no céu não há bancos.