Pensando mais intimamente, ninguém gosta de perder, seja uma competição, um amor ou até um lápis qualquer. Mas às vezes o velho ditado entra em ação e só começamos a dar valor àquilo que se perde. O problema é que não dá para voltar atrás e ter de volta o que já foi perdido, principalmente quando se trata de um ente querido. É preciso dar importância às pessoas a nossa volta enquanto ainda fazem parte das nossas vidas. O fato de a vida terminar a qualquer momento muitas vezes é completamente esquecido, passando a ser lembrado no dia do acontecido. É preciso ter sempre em mente que tudo que passa fica pra trás e nunca mais voltará da mesma forma, portanto aproveitar o presente da melhor maneira possível é a o melhor jeito de mais na frente não ficar arrependido. Se quiser abraçar, abrace. Se der vontade conversar, converse. Pois pode ser a última oportunidade viver algum sentimento e certamente não gostaria de mais tarde dá-lo como perdido.
Que uso uma mascara negra sobre o meu rosto.
Mascara que me queimou o rosto, e desbotou-me o olhar.
Que longa noite é está? Que me queimo aos vapores do vinho, nos braços de prostitutas.
Nesta noite profanei Deus ao acaso, e o diabo profanou ao esquecimento!
Que noite é está? Que a mocidade lançou-me entre as águas suja do passado.
Noite chuvosa, com cheiro do sangue!
Quem viu uma flor aberta? Mesmo abatida e sem cheiro.
Quem viu um rosto? A não ser de mascara.
Que noite é está? De orgia a porta aberta; de virgens e cidades velhas?
Onde eu tenho horror aos beijos.
Que noite é está? Que troquei o manto da infância, pela sombra das orgias, a água limpa, pela a nódoa do pecado.
Que noite é está? Que sou doido em loucos anos, noite em que sacudo minha espada em qualquer coração, e depois me escondo em mascara negra, suja de baba imunda.
Que noite é está? Que a meretriz vende seu corpo, onde satã pernoita, e eu não pago um centavo.
Que noite é está? Que desmaio na pratica de Sodoma e Gomorra.
A vida é uma estrada longa, talvez infinita, onde percorrem os guerreiros sobreviventes – nós! A cada novo passo que damos, vamos ganhando experiência, maturidade.
Vamos crescendo, evoluindo! Nada neste mundo é dado, tudo tem um preço a pagar, e só o tempo – a cada novo passo, vai ensinar isso para você, para cada um de nós. A vida é uma escola sem professor!
- Não consigo subir nesse morro – disse o menininho. – É impossível. O que vai me acontecer? Vou passar a vida inteira aqui no pé do morro. É terrível demais!
- Que pena! – disse a irmã. – Mas olhe, maninho! Descobri uma brincadeira ótima! Dê um passo e veja se consegue deixar uma pegada bem nítida na terra. Olhe só para a minha! Agora, veja se você consegue fazer uma tão boa assim!
O menininho deu um passo: - A minha está igual! - Você acha? – disse a irmã. – Olhe a minha, de novo, aqui! Eu faço mais forte que você, porque sou mais pesada e por isso a pegada fica mais funda.
Tente de novo.
- Agora a minha está tão funda quanto a sua! – gritou o menininho. – Olhe! Esta, esta e esta, estão mais fundas!
- É, está muito bom mesmo – disse a irmã –, mas agora é minha vez, deixe eu tentar de novo e vamos ver!
Eles continuaram, passo a passo, comparando as pegadas e rindo da nuvem de poeira cinzenta que lhes subia por entre os dedos descalços.
- Ei, – disse o menininho – nós estamos no alto do morro!
- Nossa! – disse a irmã. – Estamos mesmo...
E você, continua dando seus passos...?
Águas cristalinas
que murmuram,
que cantam,
que ressoam
dizendo:
Sejam felizes.
Águas cristalinas
que percorrem calmamente o seu leito
e vão abençoando
as plantas, os animais,
os seres humanos,
com as propriedades
reenergizantes
que são possuidoras.
Águas cristalinas
que banham as suas margens
com o líquido mais precioso
com que Deus nos presenteou.
E o murmúrio dessas águas
nos convida
a dominar nosso instintos,
a acalmar o nosso coração,
a repensar cada ação
que realizamos em nossa vida.
Águas cristalinas
que refrescam nossa face,
nosso corpo,
que lavam a nossa alma
com a paz que nos transmitem.
Águas cristalinas
que o homem,
em sua insensatez,
polui,
sem pensar que com seu mundo
está a acabar
Águas cristalinas
sigam seu percurso,
continuem,
com seu ressoar,
com seu marulhar,
sempre, sempre em frente.
E não permitam
que a mão,
que a ação do homem,
possa consigo
acabar.