Nosso amor é o mais puro que existe. É um sentimento eterno, incondicional! Eu adoro você, minha mãe! Você sempre me deu tudo, compartilhou princípios e uma educação nobre.
Sempre me ofereceu carinho e atenção, e em todos seus gestos revelou que é o amor que nos move; que é o amor que nos faz sentir a vida! Vou sempre amar você. Agradeço por todas as maravilhas que você me proporciona!
Ser jovem hoje em dia é muito diferente do que era ser jovem na época dos nossos pais e avós. O mundo mudou muito, e muitas coisas que existiam, hoje já não existem mais. O que era moda, hoje é démodé. O que era sucesso, hoje é um clássico.
O mundo hoje é mais rápido, é mais tecnológico, é todo digital, interconectando uma aldeia global. Já não sabemos da vida da vizinha batendo um papo na janela. Os jovens de hoje abrem o Windows e vão direto para as redes sociais. Até os cafés agora também são virtuais.
Ser jovem hoje em dia é mais moderno do que era anos atrás. Hoje em dia é normal ver moça com moça e rapaz com rapaz, mas bom mesmo seria se todos vivessem em paz, sem preconceito, discriminação e opressão. Vivemos o futuro, mas muitos jovens parecem viver como nos tempos dos nossos pais.
Apesar de muitas mudanças, há coisas na vida do jovem de hoje em dia que são como sempre foram e sempre serão. É na juventude que desbravamos o mundo, descobrimos quem somos e aprendemos com as experiências da vida, e vivemos aquilo que quando formos mais velhos vai ser a fonte da nossa sabedoria.
Podem mudar o mundo, surgir novas tecnologias, novos ídolos, novas modas, e um novo tudo, mas ser jovem vai ser sempre ser jovem, e as coisas que acontecem na juventude ficarão sempre marcadas pela vida inteira.
Quantas vezes pensamos que teremos o amanhã para fazer ou dizer aquilo que tanto queremos fazer ou dizer? Demasiadas! Eu sei disso, pois tanto ficou por fazer e dizer a você, meu amigo, e agora você partiu para sempre...
Hoje me despeço de você com o coração quebrado em infinitos pedaços e a terrível consciência de jamais lhe poder dizer o quanto o amava.
Hoje tudo dói, o corpo e o espírito, pois hoje respiro o ar da sua ausência... A sua eterna ausência. Meu amigo, meu bom amigo, adeus e até sempre!
Fui a festa do meu amigo. Muita bebida, a noite prometia. Saí travado! Indo pela rodovia, avistei uma blitz.
Comecei a rezar... Quando parei, quase atropelei o guarda, ele pediu para eu descer do carro. Ouvi o que qualquer bêbado teme:
– Teste do bafômetro!
Estou frito! Pensei. Quando os santos resolveram me atender. Um caminhão bate na outra pista e os guardas me dizem:
– Vá embora, vamos socorrer aquele acidente.
Eu mais que depressa entrei no carro e fui.
Feliz da vida. Cheguei em casa, guardei o carro e fui dormir.
No outro dia, minha filha me acorda perguntando:
– Pai, de quem é aquela viatura da polícia estacionada dentro da nossa garagem?
Eu tinha um medo mortal de não ser ninguém. De chegar sem ninguém me cumprimentar pelo caminho, de não notarem que eu mudei meu perfume, de não pedirem minha opinião, de começarem sem mim, de terminar sem ninguém.
O meu medo, mesmo mortal, não era o da morte, era o de não ser a mais ilustre dentre as comidas dos vermes. Eu quero que os vermes me guardem para comer no Natal ou quando chegar algum parente de longe que eles queiram impressionar.
Imagine quão desesperadora é a ideia do esquecimento para o homem moderno: já quase não nos sobram mais árvores nem tempo para escrever. Só nos resta então, ter filhos. Mas o amor aos meus filhos impediu-me de tê-los para viver as mesmas angústias que eu.
Eu desisti da vida muito jovem, quando ainda me sobravam vários dentes mas poucos motivos para sorrir. Agora, o arrependimento e o medo do esquecimento me perseguem e aqui me posto a escrever minhas memórias, por vezes trágicas, por vezes cômicas, mas quase sempre vis.
Arlindo da Souza e Cruz