Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que pensa que tenho sentimento, memória, ideias? Muito bem, eu me calo. Você me vê entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Você entende que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento. Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição.
Voltaire
Se você voltar para junto de mim e esquecermos tudo que nos fez brigar, talvez ainda haja tempo para recomeçarmos nossa história de amor. Sinto que largamos cedo demais nossas mãos, pois ainda existem muitas coisas para conquistar. Volte para minha vida, pois no meu coração ainda nada mudou.
Desculpe se foi preciso você estar longe para perceber verdadeiramente a falta que me faz. Sua ausência fez despertar em mim uma vontade ainda maior de o ter nos meus braços. Se você voltar para mim, sei que temos tudo para sermos felizes.
A gente ouve falar desse tal amor desde criança: contos de fada, príncipes, sapos, novelas, desilusões, felizes para sempre... Aí a gente cresce um pouquinho, cai na adolescência e acha que ralar os joelhos é o mesmo que ter o coração irremediavelmente partido. Sim, porque na adolescência 99% de nós gosta de quem não gosta da gente. O tempo passa mais um pouquinho e aí você entende (ou pelo menos deveria entender) que o amor não tem nada a ver com sapo, cavalo branco ou perfeição. Porque o amor é grande demais para caber numa história com ponto final.
Nostalgia que me envolve, me leva e me afoga nas mais doces e lindas lembranças dos momentos bons que eu vivi ao seu lado.
Se eu pudesse escolher não pensar mais em você, não chorar de saudade dos seus mimos, não reler todos os históricos que me arrancam sorrisos, não acordar dos mais perfeitos sonhos onde posso te encontrar, não lembrar milimetricamente do seu sorriso, não ter que levar a vida sem você...
Se eu conseguisse parar de sonhar com você dizendo que me perdoa e que me dá mais uma chance, se eu conseguisse parar de me agarrar em expectativas sem fundamentos, se eu conseguisse passar uma hora que fosse do meu dia sem que você me viesse ao pensamento.
Tudo seria absurdamente mais fácil, mas eu não consigo controlar essas coisas, e eu tento, eu luto contra elas, eu nado contra a correnteza, todos os dias eu travo uma luta contra mim mesma, uma luta contra meu coração pra tentar pelo menos te deixar num cantinho esquecido dele, é irônico demais saber que a pessoa que mais me fortalecia, (e ainda fortalece quando me perco nas boas lembranças de nós dois) seja a minha maior fraqueza.
Será que eu realmente espero em vão?
Será que esse foi realmente o fim ?
São respostas que só nosso destino vai dar.
E se o destino for bom conosco que quando menos esperarmos ele nos una e nem a morte possa nos separar.
Eu ainda te amo!
Sarah Anastácio
Que a felicidade hoje o visite pela manhã, peça para ficar no seu coração o dia inteiro e, quem sabe, demonstre vontade de continuar como hóspede por mais algum tempo. Tudo pode acontecer, se você mantiver uma atitude positiva.
Abra as portas da sua vida e acredite que ela pode chegar a qualquer momento. Desejo-lhe um dia muito abençoado!