Tem gente que viajou na sua saudade, só com um bilhete de ida, e não consegue voltar, imergir das próprias lembranças para a vida.
Parece que a saudade é uma vila distante, um país que não conseguimos alcançar, mas que insistimos em procurar...
E viajamos por esses caminhos quase sempre sombrios do reviver, do desejar o que já não é mais... o que já não existe...
Se você sente que o trem partiu e ficou na estação dos desejos, com a mala na mão e um gosto estranho na boca, um estranho sentimento de perda, acredite: está na hora de voltar, embarcar no trem da vida, que apita apenas uma vez a cada chegada, e o espera para novas viagens, com novas paisagens, novos sentimentos, e, quem sabe, um novo amor na vida que recomeça, que se refaz na estação do tempo, que te cobra apenas o desejo de ser feliz...
É mais um novo ano que inicia,
Renovam-se as esperanças,
Esquecendo as tristes lembranças.
Permanece o mesmo e único pedido,
Porque ainda não fui atendido.
Eu quero apenas ser feliz,
É o que eu sempre quis.
Mais uma vez, o mesmo pedido,
Um dia vai se realizar,
Um dia serei atendido.
Mais tarde em tua vida, um dia, hás de tentar, revolver da memória este tempo de agora...
Mas o mundo é uma praia, onde as ondas do mar apagam quase sempre as lembranças de outrora.
Hás de em vão, ao teu Deus, esse dom suplicar sem conseguires nunca o que a tua alma implora.
E que a vida é uma fonte, a correr sem parar e a seguir, sem voltar, por este mundo afora...
Não se vive outra vez...
O que chamas presente!
Há de ser amanhã, um romance apagado que em vão procurarás reler inutilmente...
O tempo, tudo vence...
Tudo ele consome...
E se um dia talvez, lembrares, teu passado, não mais hás de sequer reconhecer meu NOME!
Não sei... Se a vida é curta Ou longa demais pra nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia,
E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa, Verdadeira, pura... Enquanto durar
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O pássaro insistiu para que o voo entrasse. O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também. A toupeira achou que cavar buracos era fundamental. O coelho queria de qualquer jeito a corrida. E assim foi... Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todas as disciplinas. O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: – Voa, coelho! Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas. Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, nem cavar buracos. Moral da história: Todos nós somos diferentes. Cada um tem uma coisa de bom. Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco. Desta forma, acabaremos fazendo com que eles sofram, e no final, não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram em sua essência.