O meu silêncio encontrou o seu e deixou de se sentir sozinho. Nossas palavras trocadas a todo o instante, ainda que silenciosas, quebraram o eco desse vazio que você veio preencher de lindos sentimentos.
Nosso namoro é virtual, mas não menos real, e o nosso amor o mais verdadeiro, o mais intenso! Meu coração sente como se todos os dias pudesse ver e tocar você, e nos meus sonhos eu espero ansiosamente por esse momento.
Você me completa, meu namorado. Presente ou não, você me faz companhia e vive em meu pensamento. Eu o amo, e com você sou feliz, não importa como!
Meus sonhos, minha ilusão e minha esperança se alimentam do seu amor, da felicidade que encontro na simples ideia da sua existência. Eu te amo, meu amor! Nosso relacionamento começou virtual, mas agora é o mais real de todos.
Toc, toc, toc...
Aqueles estampidos ecoavam por toda mata, como se fossem tiros de uma arma. O
machado rachava sua pele. Suas folhas tremiam, a cada pancada desferida contra seu
corpo.
Lentamente, feroz arma atinge sua alma. E ela, não mais podendo sustentar-se, cai
como um gigante. Deixa pequenos órfãos jogados pelo chão, tão pequenos e sozinhos
que o homem pisa-os sem dó ou piedade.
Eles são pequenos e fortes, sabem que sua vida não terminou. Aguardam, repousando
na terra, uma gota de água para que explodam em vida.
Natureza boa, perfeita, derrama lágrimas, num instante. Logo em seguida vem o sol
dar ânimo e coragem para aqueles pequeninos.
Começam a crescer, dar sombra, flores e frutos para homens e animais, nada pedindo
em troca.
São tão generosas, que até mesmo retiram as toxinas do ar, devolvendo-o puro e
fresco para todos.
E a vida continua... Elas são o que são. Fazem sua parte, sem querer nada em troca.
E o homem, injusto, só lhe dá uma coisa: toc, toc, toc...
Quando nosso namoro acabou, pensei que o amor também chegara ao final, mas estava enganada. Desde que seguimos caminhos separados que sofro como se o coração me tivesse sido arrancado do peito. Você está longe de mim, mas na verdade nunca esteve tão próximo. Você está em todo lado, nos meus sonhos, nos meus pesadelos, nos meus pensamentos, nas minhas lágrimas, nos meus sorrisos... Você está em todos os rostos que enxergo, e tudo porque ainda amo você e aos poucos sinto que enlouqueço!
Eu gostava tanto de você. Do seu jeito de falar manso. Da maneira como as palavras que saíam da sua boca dançavam alucinadas no meu ouvido. Da forma como as suas mãos sempre quentes tocavam o meu corpo. Do seu olhar que me arrepiava por dentro e por fora. E que fazia com que eu me sentisse a pessoa mais especial do universo inteirinho. Era isso: você fazia com que eu me sentisse diferente de todas as outras.
Sentir saudades do que não vivi, é viver com um "se" atravessado no peito! Mas a verdade, é que a vida é cheia de "ses". E cada "se" que encontramos, é uma estrada diferente que poderíamos escolher para construir o nosso caminho.
Cada escolha que fazemos é um passo que damos na vida, é um "se" que se torna um sim. Mas mesmo certo do caminho que percorri até aqui, quando olho para trás, vejo paisagens por onde não passei. E é nessas horas que me pergunto: será que esta foi a melhor escolha?
Começo a imaginar a minha vida toda diferente, e sinto saudades do que não vivi, das travessias que não fiz. Sinto a nostalgia do tempo que passou, e que não volta mais, e o peso de cada passo que dei.
Mas se sinto saudades do que não vivi, não é porque me arrependo das escolhas que fiz. E sim porque lamento que a vida seja feita de uma estrada de via única. Queria eu poder ir e voltar, quando bem entendesse!
O que me conforta é poder lembrar dos momentos felizes que vivi com alegria, e das dificuldades e tristezas com mais sabedoria. E das saudades que sinto do que não vivi, na minha cabeça transformo ficção. O "se" encravado no peito, liberto com a imaginação, sem arrependimento ou amargura.
Sentir saudades do que não vivemos, é o preço que pagamos por termos a liberdade de escolher o nosso próprio caminho. Mas em qualquer dos casos, viver é sentir saudades!