Ainda nos tempos de guerra, um antigo artesão, proprietário de uma loja de armarinhos, chorava desconsolado ao ver sua pequena lojinha em ruínas.
Uma velhinha, ao passar e vê-lo tão triste, comentou: – Observe, meu caro senhor, dentre as ruínas, as lãs, as linhas e agulhas estão intactas, com ela podemos fabricar vários agasalhos e gorros para os doentes do hospital.
Ele, sem saber direito o que fazer, ajudou a velhinha na coleta dos artefatos e partiu para um pequeno galpão abandonado, e lá, auxiliado por diversas pessoas confeccionou várias peças de lã.
Terminado o trabalho, sem ainda saber o por quê de seu destino, embrulhou tudo num grande saco, entrou no hospital a distribuir os agasalhos.
Os doentes sorriam de felicidade, pois o frio era intenso e o hospital não estava capacitado para acolher tantos enfermos, muitos estavam descalços, sem mesmo ter um cobertor.
Na distribuição das roupas, o velhinho se deparou com uma menina toda enfaixada, que ao observar aquele rosto sofrido, olhou-o alegremente, derramou algumas lágrimas pelas faixas e então falou: – Deus, quanta alegria!
O velhinho, ainda sem entender direito a reação da pequena mocinha, comentou: – Por que estás tão contente com uma simples meia para os pés? – Não são as meias, PAPAI, é a sua presença!
Daí o pobre velho assustado, comentou : – Papai? Como Papai... Minha filha estava na escola quando uma bomba explodiu, todos a julgavam morta!
– Mas eu sou a sua filha, milagrosamente consegui sobreviver, e apesar destas faixas em meu rosto, nunca me senti tão feliz ao saber que o meu grande pai, mesmo numa hora de muito sofrimento, aproveitou os restos de uma ruína e me agasalhou!
Deus criou o homem para o amor! Portanto, quando se sentir inútil, fracassado ou destruído, lembre-se que em meio às ruínas de sua vida, você poderá descobrir maneiras de criar alegrias, fazendo o seu próprio mundo, um mundo bem mais feliz !
Durante muito tempo fiz parte desta empresa que acabou por se tornar minha casa. É doloroso dizer adeus para colegas que são como família para mim, mas a vida é feita de constantes mudanças e, por vezes, não as podemos evitar.
Hoje saio de cabeça erguida e com uma forte sensação de dever cumprido. Dei tudo o que podia e sabia, conquistei muitos objetivos, mas o melhor de tudo é ir embora sabendo que levarei vocês no meu coração.
Durante toda a nossa vida somos cercados por poucos amigos verdadeiros. Alguns passam mais tempo ao nosso lado, outros menos, mas todos eles têm papéis igualmente importantes no nosso dia a dia.
Por mais que as circunstâncias da vida influencie bastante sobre os amigos que vão e os que ficam, sou muito feliz por ter você como uma verdadeira e eterna amiga! A vida já tentou nos separar fisicamente, mas a nossa amizade sempre foi mais forte e nunca permitiu que a distância nos afastasse completamente.
Cada conversa, encontro, conflito, conselho, risada, recado, enfim... tudo que já passei ao seu lado faz parte de todas as maravilhas da nossa amizade! Cada vez mais tenho a sensação de que estas maravilhas farão parte das nossas vidas para sempre e que todos os momentos que passei ao seu lado valeram a pena.
Ultimamente, tenho pensado, Quem estará lá para ocupar meu lugar
Quando eu for, você vai precisar de amor, para iluminar as sombras em seu rosto
Se uma grande onda caísse, e caísse sobre todos nós, então entre a areia e a pedra
Você poderia fazer isto do seu modo, se eu pudesse, então eu iria
Eu vou para onde você for, muito lá em cima ou lá em baixo. E talvez, eu vá encontrar
Um jeito de voltar algum dia, para te assistir, para te guiar, através da escuridão de seus dias...
Quando as palavras calam, os gestos falam.
Vivemos às vezes situações em que as palavras parecem desaparecer do nosso vocabulário. Elas ficam todas emboladas no nosso estômago, sobem até a garganta e não sabemos, não temos ideia de como colocá-las para fora.
São muitas vezes quando nossos amigos mais precisam de nós. E, justamente, é aí que encontramos essa barreira. Não sabemos o que dizer, não temos explicação aceitável para o sofrimento, temos medo de falar algo que não devemos e nos calamos.
Achamos com facilidade palavras, repetidas e gastas mesmo na maioria das vezes, para expressar nossa alegria, nosso desejo de felicidade ao outro e não nos importamos se alguém já disse ou não. Pegamos emprestadas essas frases corriqueiras e fazemos delas nossa mensagem. E nossos amigos recebem isso de coração aberto, sorriso estampado, porque eles fazem também uso disso. É de praxe, é normal, é gentil, é nobre. É milhões de vezes melhor que o esquecimento.
Nossa grande dificuldade é expressar em palavras de consolo quando nós mesmos temos um coração moído pela dor de ver o sofrimento do outro e termos a consciência de que nada podemos fazer!
Vai passar, sabemos disso, pois todas as dores passam, como passam as noites de lua e os dias de sol.
Nada é estável e constante.
E queríamos tanto encontrar as palavras exatas que amenizasse o sofrimento, que trouxesse consolo imediato, que anestesiasse ou curasse de vez! E lá, nesse exato instante, as palavras morrem.
Mas eis um segredo que só os anjos conhecem: os gestos falam!
Seja você o anjo calado que vai trazer um lenço e vai ficar do lado para o outro se sentir menos sozinho. Dar de si vale mais que todas as palavras do dicionário juntas. E nesses instantes, Deus se cala também. Ele se contenta, como nós, de olhar com ternura e Ele sente prazer em nós.