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Conta-se que em Monomotapa viviam dois amigos, dois grandes amigos, tais como é muito raro de se encontrar por este mundo a fora.
Numa noite, já bem tarde, aproveitando a ausência do Sol e todos dormiam, um deles acordou sobressaltado e acorreu à casa do outro. Acordou aos criados e ao amigo, que já estavam entregues a Morfeu, que reinava em seu palácio.
O amigo levantou-se de um salto, agarrou a espada, segurou a bolsa de moedas, apresentou-se a ele e disse: - Raras vezes te vi correr quando todos dormem.
Conheço-te como homem que emprega melhor as horas destinadas ao sono; se perdeste no jogo, aqui te entrego a minha bolsa; se foste agredido, aqui está a minha espada para te auxiliar. Vamos, estou pronto para te acompanhar.
Mas, o que te aconteceu, afinal? -Em primeiro lugar te agradeço o que me ofereces.
Não aconteceu nem uma coisa nem outra do que julgas, mas tive um sonho, no qual te vi muito triste e, por isso corri para aqui imediatamente.
Foi um maldito sonho a causa de tudo. -Qual dos dois era mais amigo?
Vale a pena propor este problema. Como é sublime um amigo verdadeiro!
Como é raro haver um que, ao perceber em nosso rosto uma simples expressão de tristeza, preocupe-se por nós e, que até um sonho o faça correr para o nosso lado.
É que uma pequena coisa, o que julgamos um nada até, desperta-nos receio, quando se trata da pessoa que amamos.

E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor pensar que a última vez que se encontraram se curtiram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

Rubem Braga - trecho do livro "A Traição das Elegantes"

Hoje você só tem uma escolha: ser feliz. Nada é mais importante que estar de bem com a vida, por isso lute por aquilo que preenche seu coração com todas as suas forças.

Chega de preocupações com coisas que não têm valor, ou de perder tempo com pessoas que não fazem nada por você. Aproveite o melhor de cada instante junto daqueles que merecem estar ao seu lado. Tenha um ótimo dia!

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a
fazer antes que o relógio marque meia noite. É
minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.


Posso reclamar porque está chovendo ou
agradecer às águas por lavarem a
poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou
me sentir encorajado para administrar minhas
finanças, evitando o
desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde
ou dar graças por estar vivo.


Posso me queixar dos meus pais por não terem
me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato
por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir
trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou
agradecer a Deus por ter um teto para morar.


Posso lamentar decepções com amigos ou me
entusiasmar com a possibilidade de fazer novas
amizades. Se as coisas não saíram como planejei
posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.


O dia está na minha frente esperando para ser o
que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que
pode dar forma.

Tudo depende só de mim.

Charles Chaplin

Uma nova igreja fora construída e as pessoas vinham de todas as partes para admirá-la. Passavam horas admirando a beleza da obra!
Lá em cima, no madeiramento do telhado, um pequeno prego à tudo assistia. E ouvia as pessoas elogiando todas as partes da encantadora estrutura – exceto o prego!
Sequer sabiam que estava lá, e ele ficou irritado e com ciúmes. - Se sou tão insignificante, ninguém sentirá minha falta!
Então o prego desistiu de sua vida, deixou de fazer pressão e foi deslizando até cair ao chão.
Naquela noite choveu e choveu muito. Logo, onde faltava um prego, o telhado começou a ceder, separando as telhas. A água escorreu pelas paredes e bonitos murais. O gesso começou a cair, o tapete estava manchado e a bíblia estava arruinada pela água.
Tudo isto porque um pequeno prego desistira de seu trabalho! E o prego? Ao segurar o madeiramento do telhado, era obscuro mas era útil. Agora, enterrado na lama, não só continuara obscuro, como também se tornara um completo inútil e acabou comido pela ferrugem!