Morri pela beleza, mas apenas estava
Acomodada em meu túmulo,
Alguém que morrera pela verdade,
Era depositado no carneiro próximo.
Perguntou-me baixinho o que me matara.
– A beleza, respondi.
– A mim, a verdade, – é a mesma coisa,
Somos irmãos.
E assim, como parentes que uma noite se encontram,
Conversamos de jazigo a jazigo
Até que o musgo alcançou os nossos lábios
E cobriu os nossos nomes.
Emily Dickinson
Nem o tempo, nem a distância, nem qualquer outro obstáculo podem acabar com uma verdadeira amizade. Feliz Dia do Amigo!
As afeições familiares, os laços consanguíneos, as simpatias naturais podem ser manifestações muitos santas da alma, quando a criatura as eleva no altar do sentimento superior, contudo, é razoável que o espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias.
O equilíbrio é a posição ideal.
Por demasia de cuidado, inúmeros pais prejudicam os filhos.
Por excesso de preocupações, muitos cônjuges descem às cavernas do desespero, defrontados pelos insaciáveis monstros do ciúme que lhes aniquilam a felicidade.
Em razão da invigilância, belas amizades terminam em abismo de sombra.
O apelo evangélico, por isto mesmo, reveste-se de imensa importância.
A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as almas.
O homem que se sente filho de Deus e sincero irmão das criaturas não é vítima dos fantasmas do despeito, da inveja, da ambição, da desconfiança. Os que se amam fraternalmente alegram-se com o júbilo dos companheiros; sentem-se felizes com a ventura que lhes visita os semelhantes.
Afeições violentas, comumente conhecidas na Terra, passam vulcânicas e inúteis.
Na teia das reencarnações, os títulos afetivos modificam-se constantemente. É que o amor fraternal, sublime e puro, representando o objetivo supremo do esforço de compreensão, é a luz imperecível que sobreviverá no caminho eterno.
"Permaneça o amor fraternal."
Paulo
Bíblia
Somos rápidos em ignorar os outros. Somos rápidos em reclamar quando os tempos são difíceis. Somos rápidos em nos queixar quando nada vai pelo caminho que nós queremos.
Somos rápidos em condenar uma pessoa que nos trata injustamente. Somos rápidos em gemer pelo preço da gasolina. Somos rápidos em resmungar quando a conexão cai. Somos lentos entretanto, para olhar além do limite da próprio irritação e problemas e ver que muitas pessoas pelo caminho são bênçãos em nossa vida.
Se você está tendo um mau dia e alguém lhe dá o seu sorriso, pegue esta benção. Seja digno dela. Aquele sorriso, naquele momento, é seu presente para você. Pegue-o graciosamente e diga "obrigado".
Se alguém tentar lhe alegrar quando você estiver perturbado, reconheça seu esforço. Você pode não querer ser alegrado. Pode querer permanecer zangado ou triste ou amargo ou miserável. É sua prerrogativa, mas ao menos ofereça-lhes um "Obrigado por tentar".
As pessoas nos dão pedaços e partes de si em incontáveis pequenas formas – um bom serviço num restaurante, um atendimento amigável num posto de gasolina, segurando uma porta para você quando seus braços estão cheios, dando-lhe o lugar na fila do supermercado quando percebem que você só comprou alguns poucos itens, dando-lhe um telefonema só pra ver como você está, parando para uma visita para ver se você precisa de algo, cuidando das crianças então você e seu cônjuge podem ter um jantar especial – a lista é interminável.
Pequenos gestos que nos dão significativas oportunidades de abandonar a nossa mentalidade do "eu, eu, eu" e focalizar em outra pessoa.
Não é necessário melhorar a aparência, adquirir muita cultura, aumentar o salto do sapato, levantar mais o nariz. Precisamos diminuir o barulho, caminhar mais devagar, prestar atenção a quem chega, abaixar a cabeça e colocar a humildade pra funcionar. Somos grandes, quando somos pequenos.