Talvez eu quis demais. Escolhi você para ser tudo em minha vida e decidi que era em suas mãos que iria entregar meu coração. Mas logo percebi que tudo não passou de um sonho, um desejo que seria impossível de concretizar.
O coração fica destroçado quando se ama em vão. Ninguém gosta de se apaixonar por alguém que nos olha com indiferença. Só espero que o tempo cure as feridas que ficaram, pois não se esquece de um dia para o outro alguém que nos marcou profundamente.
Você é a música que não canso de ouvir. A melodia mais linda que toca meus ouvidos. O brilho do sol mais equânime para o meu dia. O filme perfeito para os domingos. O céu mais estrelado em meio a escuridão. É o despertar presenteado com um beijo, confirmando o belo dia que está por vir. O livro mais rápido que já li, por prender minha atenção. Você é a companhia mais perfeita. O turrão mais doce da minha vida. Você é aquele que não existe igual em nenhum outro lugar. O amor pra vida inteira. Aquele que habitará em meu ser por todos os meus dias.
Cada um de nós é ao mesmo tempo criador e criatura. Dependendo da ênfase que se dá a uma ou outra faceta, o resultado pode ser bem diferente Se a opção recair sobre o criador, a vida pode pode ganhar um novo propósito e consequentemente, novas cores.
Se a escolha recair sobre a criatura, corre-se o risco de ficar acorrentado pelo hábito, repetindo sempre as mesmas coisas e banalizando a existência. O ser humano é extremamente resistente a coisas novas. É como se o cérebro não tivesse sido desenhado para gostar de coisas novas.
A novidade faz com que o cérebro saia de sua zona de conforto. Por isso, assim que se aprende a fazer algo, a tendência é repetir sempre a mesma operação. E isso condena os seres humanos a ficarem escravos de suas memórias.
Um pequeno exemplo: o que lhe vem à cabeça quando se diz "casa"? Podem ter surgido várias imagens: a casa onde se passou a infância, a dos pais, a atual... Pois bem, se a gama de possibilidades é tão grande, porque fazer sempre do mesmo jeito?
Porque há um padrão mental adquirido. Prestigia-se mais a criatura do que o criador. A criatura deixa-se levar pelo fácil apelo da memória.
Isto acaba arrefecendo a razão de existir do ser humano (e aumenta a incidência de infartos às segundas-feiras de manhã). Morre-se porque se perde o propósito da vida, que é o real entendimento do mundo, que é ter oportunidade de mostrar os talentos únicos que temos.
Por isso, segue uma advertência: VOCÊ NÃO É O PENSAMENTO. VOCÊ É QUEM PENSA, É O ESPAÇO ENTRE OS PENSAMENTOS COM INFINITAS GAMAS DE PROBABILIDADES. E É ISTO QUE LHE DIFERENCIA DA PESSOA DO LADO. "SOMOS DO TAMANHO DOS NOSSOS SONHOS"
Os anos vão passando e a mala de nossa vida vai aumentando porque existem muitas cargas que recolhemos pelo caminho e não queremos abandoná-las. Às vezes chega num determinado ponto que começa a ficar insuportável carregarmos tantas coisas, a mala está pesando demais.
Podemos sim aliviar o peso, esvaziar a mala. Mas, o que tirar? Vamos inicialmente abrir a mala e tentar então colocar tudo para fora e ver o que tem dentro. À primeira vista, encontramos a fé, o amor e o perdão. Que bom, tem bastante e não pesa nada. Mas, por que esta angústia, este mal estar em muitos momentos?
Mas, vejam, também tem algo pesado, os nossos pecados não confessados e não perdoados. E como é difícil tirar estes pecados até certo ponto escondidos, e como eles pesam. Aí começa a aparecer mais coisas, a raiva, a incompreensão, o medo, o pessimismo, a inveja, a soberba, a ganância, a vaidade...
Nesse momento, o desânimo nos puxa pra dentro da mala. Mas o enviamos para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece então aquele sorriso escondido, que estava sufocado no fundo da sua bagagem. Aí colocamos as mãos dentro da mala de novo e mandamos embora a tristeza.
Tiremos a preocupação também. Entreguemos tudo nas mãos do Salvador Jesus.
Bem, a bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Tenhamos paciência e pensemos bem o que vamos colocar dentro. Não deixemos de revisar a mala a cada dia e que não nos falte a fé, a esperança e o amor.
Não sei porque repentinamente meu coração ficou mergulhado na sombra da tristeza... É talvez efeito da solidão, respondeu-me a voz da razão.
Eu já estive solitário, mas jamais triste como agora.
Olho a noite embalsamada de perfumes primaveris e fico sem compreender a razão do ser dessa melancolia.
Tudo é belo, o por do sol, depois o luar cor de prata, a noite transparente e azul...
Você está presente em tudo, no luar cintilante que hoje me parece tão triste...
No sussurro da brisa que toca levemente os meus cabelos com suas mãos de sonhos... Nas estrelas que piscam silenciosamente no céu...
Agora compreendo porque estou triste... Você está em toda parte, mas não está ao meu lado, apesar de estar dentro de mim...
Minha alma tem frio e meu coração pulsa fortemente inquieto... como se estivesse desfalecendo... apagando aos poucos, como todos os sóis de minhas tardes sem você...
Morrendo de mansinho... como o riacho que se vai... Ficando mudo... como a música que termina...
Mas, o sonho retorna como o som que recomeça... Como o novo sol, de um novo dia... A esperança volta... E com ela o desejo doido... de ver... de sentir você!