Por favor, não se perca por quem não te reencontra, não se diminua por quem não te soma, por favor não se desgaste por tão pouco. Não dê amor para quem se quer sabe o que fazer com ele.
Minha querida e amada mãe, eu não lhe devo a vida, mas a verdade é que lhe devo muito mais. Você se tornou minha mãe muito depois de eu nascer e, ainda assim, eu tenho que fazer um esforço para lembrar isso. Pois quando penso em você, penso na minha mãe, não na mulher que me adotou.
Isso apenas acontece porque é assim que você me trata, como se de verdade fosse minha mãe de sangue. Você é maravilhosa, a melhor das mulheres, a mais extraordinária das mães!
Eu lhe agradeço por tudo, minha mãe, apesar de saber que você não faz ou fez nunca nada para ser louvada. Pelo contrário, tudo o que você faz é de coração e com verdadeiro sentimento.
Eu te amo, tanto, mamãe! Meu sangue pode não condizer com o seu, mas meu coração é totalmente seu!
Naquela comunidade de franciscanos, frei Teófilo era o responsável pela sopa dos pobres. Todos os dias de manhã, ia recolher verduras e legumes na horta, trazia ossos do açougueiro da vila (para aproveitar o tutano) e depois preparava uma substanciosa sopa num grande caldeirão de ferro. Enquanto a sopa cozia, aproveitava para fazer um exercício devocional individual.
Muitos anos continuou ele nesse serviço e nesta devoção. Um dia, embora de olhos fechados em prece, percebeu uma luminosidade incomum no ambiente. Abriu os olhos e viu, rodeada por intensa luz, a figura viva do Cristo à sua frente! Instintivamente Teófilo se prostrou. Seu coração batia descompassadamente, ameaçando romper-se de alegria!
Mas seu arrebatamento foi interrompido: a campainha da porta da rua soou estridentemente, eram os pobres! Teófilo titubeou: — Oh! Jesus! Como deixar esta revelação pela qual aspirei e esperei a vida inteira. E que direito têm os pobres de interromper este êxtase sublime?
Ergueu implorativo olhar, mas o Mestre apenas o observava, atentamente. A campainha tocou outra vez. Movido pelo dever, o frade suspirou, inclinou-se ante o Cristo e correu à cozinha. Tomou o caldeirão e a concha e dirigiu-se à porta. Os pobres já estavam nervosos. Teófilo os serviu pacientemente, mas ainda estava ansioso e emocionado.
Quando terminou sua tarefa, tornou à cozinha, deixou ali os apetrechos e olhou esperançoso para seu quarto: ainda estava esplendidamente iluminado!
Entrou: Cristo o esperava! Comovido e jubiloso ajoelhou-se e, então, o Mestre lhe disse: – Teófilo, Eu me teria ido... Se tivesses ficado...!
Não sei se você já parou e observou a diferença que existe entre uma borboleta e uma abelha. Na verdade há muitas diferenças, mas uma delas nós logo percebemos: a abelha voa reto, com um alvo certo. a borboleta voa sem direção.
A abelha sai de sua colmeia e vai direto às flores. Lá colhe os açúcares para produzir o mel e volta, em linha reta até sua colmeia.
Não perde tempo e não faz voltas, porque sabe para onde vai.
A borboleta não tem rumo certo. Ela voa, ora para a direita, ora para a esquerda. ora pra cima, ora pra baixo. Para e continua, vai e volta e às vezes até deixa guiar-se pelo vento. Parece sem direção, sem objetivo, sem saber o caminho para onde ir.
O que você acha? Será que uma pessoa pode viver sem rumo, sem alvo, sem saber para onde ir? Será que uma pessoa pode passar pela vida como uma borboleta ora pra cá, ora pra lá, ao sabor do vento? Sem um rumo e um caminho certo?
Você é um cristão abelha... Quando sabe para onde vai, conhece e pratica os ensinamentos da Palavra de Deus.
Você é um cristão borboleta... Quando em determinados momentos se interessa pelos caminhos de Deus, mas, porém, logo se esquece desses caminhos.
Sejamos, então, cristãos abelhas!
Em João 14. 6, Jesus diz que "Ele é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai senão através Dele".
Finalmente, descobri meu problema. E eu que achei que não havia razão, agora percebi qual é minha solução. Você por perto, segurando minha mão.
Pode me chamar de dependente, nunca me incomodei com a verdade. Acho na verdade, muito deprimente escondermos algo por medo da fragilidade.
É verdade, é a mais pura verdade. Sem você por perto as coisas são terríveis e eu quero paz para poder respirar melhor. Quero ter uma razão para seguir...
Então vem, esquece tudo que passou e vem ser minha manhã calma de domingo. Vem ser minha noite estrelada na enseada. Já está tarde demais para ficar andando por aí sozinho, sem nenhum destino sequer. Cansei de vagar em busca de seus vestígios. Deixa de se esconder e se mostre para mim de uma vez, eu preciso tanto.
Será que não notou que não consigo aguentar. É muita tensão, este peso não posso carregar. Eu não tenho forças para continuar, ou melhor, tenho razão alguma para melhorar, pois era nos teus olhos que me sentia aprovado. Era em seus lábios que me sentia saciado e agora que eles estão longe, a loucura toma todo meu interior. Seria isso aquele tal de puro amor?
Eu não sei, mas você poderia voltar para juntos tentarmos descobrir. Você acalma meu coração e me enche de razão e depois que você foi embora levou tudo, minha esperança e até mesmo meu chão.
Sei que não é pra tanto, você venceu e está sempre certa. Agora tenha consideração. Me perdoe, vem acalmar meu coração.