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Amigos, nos surpreendemos com momentos diferenciados de alegria ou dor, onde a solidariedade e a fraternidade afloram na maior parte das pessoas.
O bom exemplo no aspecto de alegria são as festas de fim de ano, com o clima agradável que se instala nas casas e em todos os ambientes em geral, algo no ar que nos sensibiliza, e fatos que em outras épocas passam desapercebidos, na época do Natal e fim de ano nos leva às lágrimas.
Como exemplo de consternação temos os momentos das tragédias coletivas, onde a coletividade se mobiliza, onde as lágrimas nos visitam os olhos como a indagar porque tantos irmãos nossos foram levados a tamanhos sofrimentos. Notemos que os chamamos de irmãos, sejam de que continente for, ideologias políticas diferentes, concepções religiosas bastante diferente das nossas...
Não nos surpreendamos, pois é natural que quando direcionamos pensamentos e sentimentos (mesmo pequena parcela) para um objetivo de fazer algo por alguém (diminuindo-lhe a dor), compreendemos mais as pessoas que nos cercam, doamos algo de nós mesmos para os semelhantes que também lutam pela vida.
Fazemos o que geralmente não fazemos em outras situações: olhar mais para outrem, notá-los, sentir que são pessoas como nós, com sonhos, temores, expectativas. Queremos abraçar, consolar, secar prantos.
Um dia aprenderemos a estender para todos os dias essa postura de alegria contagiante ou de solidariedade vibrante que nos toma nessas ocasiões.

Por tantos mares naveguei tantas tempestades enfrentei a tormentas, furacões, sobrevivi, na busca de um mar sereno para meu coração inquieto
Navegar,. por paixões muitas delas ilusões quantas vezes me enganei me confundi... também creio.. iludi
Fui seduzido, seduzi me deixei conduzir. também conduzi fui enganado, também enganei e poucas vezes me encontrei...
E a navegar continuei... nos mares dos sentimentos também nos do prazer e na maioria mais vazio, fiquei
Até que um dia sinais de terra firme, vi carinhos, ternuras... afetos, senti a praia das paixões a brisa marinha do desejo
O barulho do prazer... o delírio das aves a cantar as águas mansas da ternura tudo que sonhava, que quero

Te encontrei no tempo errado... Te busquei o tempo todo.
Te descobri no tempo certo! Te quero no tempo... agora.
Te perco por entre o tempo.
Te necessito o tempo inteiro, Me desespero Porque o tempo foi, A gente se perdeu, Não se encontrou...
E o tempo, O maior culpado de tudo Nos tirou do caminho E nos fez caminhar Vidas distantes, Na contra mão da vida...
E o tempo? Continua. Alheio a tudo isso...

Da sofreguidão à paixão
Da incerteza à cadência dos gestos
Do nervosismo ao encaixe das bocas
Dos olhos cerrados aos semicerrados
Do único desejo ao que não mais vejo
A certeza de uma coisa
Que reitero, sim
Inesquecíveis foram os momentos
Que passaram nesse ínterim
Do primeiro
Ao último beijo

Somos filhos da terra cor de urucum.
Dos sons do igarapé e da força do jatobá.
Das águas do Araguaia, do Tapajós, do Iguaçu.
Somos filhos do sol de Kuaray, da lua de Jaci.
E da chuva que semeia o guaraná, a pitanga e o aipim.
Somos filhos dos mitos.
Do uirapuru e seu canto, do vento e do pranto.
Guerreiros, fortes, sábios.
Somos Ianomânis, Guaranis, Xavantes, Caiabis.
E o que somos nunca deixaremos de ser.
Uma homenagem para o dia 19 de abril o Dia do Índio.