Estas palavras de carinho, meu bem, são a prova de que até quando me vou deitar penso em você. Sentir sua presença na minha vida é algo muito maravilhoso e eu não trocaria isso por nada deste mundo.
Quero viver tudo o que nos une durante o dia e sonhar com você quando anoitecer. Seus braços serão para sempre o meu abrigo e o seu coração o lugar onde quero habitar.
Boa noite amor!
Sabes, durante esses últimos anos já troquei de carro várias vezes, comprei roupas e sapatos que já nem uso mais e mudei de opinião a respeito de muitos assuntos...
Mas, há algo que não se modificou: o meu respeito e apreço por um seleto grupo de pessoas, do qual tu fazes parte.
Na verdade, se eu analisar corretamente a minha forma de me relacionar contigo e, também, com essas outras pessoas, posso perceber que ela mudou, sim, pois hoje tais laços são mais sólidos e profundos do que eram antigamente. Hoje esta nossa união de espíritos é mais plena graças à depuração do tempo, mas isto só comprova que soubemos tratar bem das boas sementes.
Talvez seja a isto que se chame amizade, verdadeira amizade. Talvez seja exatamente isso que a maior parte da humanidade procura, muitas vezes sem sucesso...
Acho que tenho mais sorte que a maioria, pois por te conhecer, ter confiança em ti, por sentir-me bem e à vontade quando nos encontramos é que posso dizer, sem medo de errar, que tenho em ti um amigo. Espero, sinceramente, que sintas o mesmo em relação a mim.
Hei! Precisamos de nos encontrar para matar as saudades!
Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.
As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: "Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?". Os abutres bradaram: "Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez!". Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.
Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram muito a declarar: "Maluca! Está querendo se heroína!". Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: "Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem".
Augusto Cury
Se já não me ama, se já não me quer.
Se seu amor acabou e deu lugar a essa dor
que me trouxe a solidão, a saudade...
saudade daquele tempo que éramos um,
e que o amor reinava entre nós.
Se já não me ama, então não diga nada!
Uma sorveteria famosa sempre lotada nos dias de calor. Sorvete delicioso. Sabores variados. Clientela bem atendida. Homens, mulheres, crianças, todos fazem fila e aguardam pacientemente a sua vez. Tudo por um sorvete gostoso. Refrescante.
A menina sozinha, com o dinheiro na mão, também entrou na fila. Esperou, sem reclamar, mesmo quando uns garotos passaram à sua frente, sem cerimônia e sem polidez.
Quando chegou ao caixa, antes que pudesse falar qualquer coisa, o funcionário lhe ordenou que saísse e lesse o cartaz na porta. Ela baixou a cabeça, engoliu em seco e saiu. E leu o cartaz, bem grande, na porta de entrada: proibido entrar descalço!
Olhou para os seus pés descalços e sentiu as lágrimas chegarem aos olhos. O gosto do sorvete não comprado se diluindo na boca.
Ia se retirando, cabisbaixa, quando uma mão forte a tocou no ombro. Era um homem alto, grande. Para a menininha, ele parecia um gigante. Foi com ela até o meio-fio, sentou-se e tirou os seus sapatos número 44 e os colocou em frente a ela. Depois, a suspendeu e enfiou os pés dela nos seus sapatos. – Eu fico aqui, esperando. – disse ele. – Vá buscar o seu sorvete! Não tenho pressa.
Ela foi deslizando os pés, arrastando os sapatos, até o caixa. Comprou sua ficha e saiu, vitoriosa, com seu sorvete na mão.
Quando foi devolver os sapatos para aquele homem, de pés grandes, barriga grande, ela se deu conta de que se ele tinha pés enormes, muito maior ainda era o seu coração.
Amar ao próximo é fazer a alegria de alguém, por mais insignificante que ela possa parecer. É ter olhos de ver a necessidade embutida nos olhos tristes. É ter ouvidos de ouvir os soluços afogados na garganta e os pedidos jamais expressos.
Amar ao próximo é simplesmente ter a capacidade de olhar um pouco além de si mesmo.