Por circunstâncias que fogem ao meu controle (mas que, de qualquer forma, não posso negar, eu procurei-as) estou a ser transferida para um outro sector da empresa.
Se por um lado isso me deixa muito feliz, pois é uma possibilidade de expansão à qual não posso fugir, por outro fico muito triste por abandonar a vossa convivência e, também, por deixar de contar com a colaboração de todos vós, que sempre me apoiaram em todas as tarefas e dificuldades, além de me terem ensinado muito.
A amizade é algo muito raro hoje em dia. Não a amizade em si, mas o exercício diário da amizade, a expressão da amizade. Estar junto de vocês foi sempre muito agradável e compensador e, espero que a minha presença junto de vocês tenha sido igualmente um fator positivo para todos.
Meus amigos queridos: este período de afastamento não vai significar o fim de coisa alguma, não vai ser suficiente para que eu esqueça o carinho com que sempre fui tratada por todos e, da mesma forma, o carinho que sempre dediquei a cada um de vocês.
Peço-lhes que me tenham sempre como uma amiga verdadeira e que evoluam sempre, que sejam também transferidos para melhores postos e lugares, mas não esquecendo (nunca!), que o que vale é o que está dentro de nós. principalmente o respeito ao próximo e do próximo. Se além do respeito houver também amor e carinho, melhor ainda.
É isto o que eu sinto em relação a vocês... Sentirei saudades, mas estarei sempre em contacto.
Uma nova manhã traz um ânimo rejuvenescido, uma luz renovada e planos nunca antes delineados. Mas no meu pensamento está a mesma pessoa de sempre, aquela que dá absoluto sentido à minha vida: você.
Por mais que o tempo passe e as circunstâncias se alterem, há sentimentos fortes que permanecem imutáveis em nossos corações. Consegue adivinhar ao que me refiro? Bom dia, meu amor!
Meu marido, é com muita alegria que hoje, nesta data tão especial, eu digo a você, que é o mais carinhoso, companheiro e maravilhoso dos homens, parabéns pelas nossas Bodas de Prata!
E são feitas da prata mais preciosa, mais rica que o ouro, que o mais raro dos diamantes, pois são a prata destes vinte e cinco extraordinários anos que vivi ao seu lado, esses que são os melhores anos da minha vida.
São a prata de muitos e bons anos, de ainda mais companheirismo, amizade, de tantos beijos, abraços, olhares de ternura e segredos compartilhados.
São a prata de algumas brigas, de batalhas travadas e vencidas em conjunto. São uma prata de valor incalculável, de felicidades tantas e tão grandes, de sonhos sonhados e sonhos realizados.
E passados esses vinte cinco anos eu sei, e assim espero, que outros tantos virão, e depois mais, e mais... Parabéns, meu marido! Eu te amo, hoje como há vinte cinco anos!
Você sabia que uma ostra que não foi ferida não produz pérolas?
As pérolas são uma ferida curada.
Pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola é formada.
Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada:
a.. Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo? b.. Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? c.. Suas ideias já foram rejeitadas?
Então produza uma pérola... cubra suas mágoas e as rejeições sofridas com camadas e camadas de amor.
Lembre-se apenas de que uma ostra que não foi ferida, não produz pérolas, pois uma pérola é uma ferida cicatrizada.
Papai tosse, dando aviso de si,
vem examinar as tramelas, uma a uma.
A cumeeira da casa é de peroba do campo,
posso dormir sossegada. Mamãe vem me cobrir,
tomo a bênção e fujo atrás dos homens,
me contendo por usura, fazendo render o bom.
Se me tocar, desencadeio as chusmas,
os peixinhos cardumes.
Os topázios me ardem onde mamãe sabe,
por isso ela me diz com ciúmes:
dorme logo, que é tarde.
Sim, mamãe, já vou:
passear na praça em ninguém me ralhar.
Adeus, que me cuido, vou campear nos becos,
moa de moços no bar, violão e olhos
difíceis de sair de mim.
Quando esta nossa cidade ressonar em neblina,
os moços marianos vão me esperar na matriz.
O céu é aqui, mamãe.
Que bom não ser livro inspirado
o catecismo da doutrina cristã,
posso adiar meus escrúpulos
e cavalgar no torpor
dos monsenhores podados.
Posso sofrer amanhã
a linda nódoa de vinho
das flores murchas no chão.
As fábricas têm os seus pátios,
os muros tem seu atrás.
No quartel são gentis comigo.
Não quero chá, minha mãe,
quero a mão do frei Crisóstomo
me ungindo com óleo santo.
Da vida quero a paixão.
E quero escravos, sou lassa.
Com amor de zanga e momo
quero minha cama de catre,
o santo anjo do Senhor,
meu zeloso guardador.
Mas descansa, que ele é eunuco, mamãe.