Desde pequenos nos ensinam a dar e receber,
amar e não esperar ser amado,
compreender sem esperar ser compreendido...
Isso é tão bonito.
Mas quando a noite cai,
olhamos para os céus,
olhos, mente e coração,
descobrimos que somos humanos.
A noite as dores se acentuam,
com o cair do luar descubro quem eu sou,
um ser humano,
não um ser supremo.
Sou apenas mais um,
uma pessoa que também precisa receber,
para dar é preciso receber,
para amar é preciso ser amado.
Dar e receber.
Porque dar sem receber é impossível...
desculpe-me,
infelizmente também sou humano assim como você.
Não há limites para quem dá tudo o que tem e é isso que define um verdadeiro profissional. Você vai agora em uma viagem de trabalho e eu sinto um grande orgulho em ver sua luta pelo sucesso.
Que tudo possa correr bem e você desfrute dessa experiência. Desejo que regresse mais feliz ainda e com o sentimento de que esse viagem foi bem sucedida.
Um homem resolveu visitar um ermitão que vivia perto do mosteiro de Sceta. - Qual o primeiro passo daquele que pretende seguir o caminho espiritual? – perguntou.
O ermitão levou-o até um poço e pediu que olhasse seu reflexo na água. O homem obedeceu, mas o ermitão começou jogar pequenas pedras, fazendo com que a superfície se movesse. - Não poderei ver direito o meu rosto enquanto o senhor jogar pedras.
- Assim como é impossível ver seu rosto em águas turbulentas, também é impossível buscar Deus se a mente estiver ansiosa com a busca – disse o monge – Não faça perguntas, siga adiante com fé. Este será sempre o primeiro e o mais importante de todos os passos.
Eu sei como é se segurar e deixar para chorar só quando ligar o chuveiro, assim ninguém percebe.
Eu sei como é refletir sobre a vida antes de dormir e se certificar de que ninguém está ouvindo para começar a soluçar.
Eu sei como é sofrer tão dolorosamente que as vezes você precisa fingir que vai ao banheiro, ou beber água, apenas para lavar o rosto e se recompor.
Eu sei como é ter os olhos úmidos e aquele medo de que não seja forte o suficiente para segurar as lágrimas quando está em público.
Eu sei como é sentir aquele nó enorme na garganta, que te sufoca, até que você cede e chora.
Eu sei como é sentar na cama, pegar o travesseiro e chorar tanto, mas tanto, que se surpreende com o rio que terá que esconder da sua família.
Acredite, eu sei como é tudo isso.
Geralmente, em toda parte,
No ângulo mais sombrio
Dos recantos desprezados,
Vem a aranha e tece o fio.
Escura, silenciosa,
Atendendo ao próprio instinto,
Seja dia, seja noite,
Vai fazendo o labirinto.
Por manter o enorme enredo,
Insiste e nunca esmorece,
Condenar-se por si mesma
É seu único interesse.
Desdobrando movimentos
Nos impulsos insensatos,
Pratica perseguições,
Multiplica assassinatos.
Insetos despreocupados,
Na ilusão cariciosa,
Transformam-se em prisioneiros
Da pequena criminosa.
Satisfeita, a aranha escura.
Prossegue na horrenda lida,
Nos venenos que segrega
Traz a morte e suga a vida.
Mas um dia, o espanador,
Na luta material,
Vem e arranca essa infeliz
Das teias de horror do mal.
A aranha, porém, não cede,
Com teimosia e com arte,
Foge ao bem que se lhe fez,
E vai tecer noutra parte.
Quem medita na conduta
Dessa aranha renitente,
Encontra a cópia fiel
Da vida de muita gente.
A muitos presos do engano,
Deus envia a dor e as provas;
Mas, depois de liberdade,
Vão prender-se em redes novas.