Todos nós buscamos, adquirir bens para motivar nossa felicidade. Até que em um determinado momento da vida, começamos por perceber que nós, é que fazemos as mudanças internas. Cristo, nosso mestre, há muito já nós convidava para uma mudança continua em busca de paz, harmonia, união e fraternidade. Está ai a chave para vivermos melhor. E nesta Páscoa, que bom seria se nos propuséssemos a todos os dias, mudarmos gradativamente procurando sentir o valor verdadeiro da vida, que se apresenta a todos nós. É tudo muito simples. Desejo que todos nós iniciemos nossa busca por este ideal, deixando que a Páscoa seja mais que o símbolo de um dia e se transforme numa forma de vida para toda humanidade.
Quando peço para você me ouvir e você começa a me dar conselhos, não está fazendo o que eu pedi. Quando peço para você me ouvir e você começa a me dizer por que eu não deveria me sentir assim, está ferindo meus sentimentos.
Quando peço para você me ouvir e você acha que precisa fazer alguma coisa para resolver o meu problema, você não me ajudou, por mais estranho que pareça.
Não fale nem faça – apenas ouça.
Conselhos são baratos. Com pouco dinheiro, você compra uma revista, um jornal ou um livro cheios de conselhos. E isso eu posso fazer por conta própria. Não sou incapaz.
Talvez me desanime e hesite com frequência, mas não sou incapaz. Quando você faz por mim alguma coisa que eu posso e preciso fazer por conta própria, você contribui para o meu medo e a minha insegurança.
Mas, quando você aceita como um fato natural que eu sinta o que sinto, por mais irracional que seja, aí eu não preciso me preocupar em convencer você e posso entender o que está por trás desse sentimento irracional.
E, quando isso estiver claro, as respostas serão óbvias e não precisarei de conselhos. Sentimentos irracionais fazem sentido quando entendemos o que está por trás deles.
Talvez seja por isso que rezar funciona às vezes para algumas pessoas – porque Deus é mudo e não dá conselhos, nem tenta consertar as coisas. Deus apenas ouve e deixa você descobrir as coisas por conta própria.
Então, por favor, apenas ouça, apenas ouça.
E se quiser falar, espere um pouco a sua vez - e eu ouvirei você.
Procure se encontrar! Não perca a oportunidade de se conhecer. Pergunte-se sobre os seus desejos, medite sobre as suas palavras, analise seus passos, veja onde andou, não tenha medo de se perguntar, a alma é o refúgio dos seus hábitos.
Não aceite nada menos do que ser feliz, mesmo que isso signifique, abrir mão de algumas coisas que outros possam achar espetacular. O que importa é a sua satisfação, ainda que caminhe sobre pedras, que pague promessa com os joelhos ensanguentados, se isso te move, se te toca, tudo vale a pena.
Mas não se deixe levar pela onda que parece mais forte, assim como no mar, firme os pés no chão, reaja contra pensamentos que não são seus, contra ideias que tentam colocar como verdades.
A verdade não é a resposta que buscamos, é por vezes, arma dolorosa que fere tanto quanto a mentira, por isso, busque apenas o conhecimento. Saber do que você precisa já pode te livrar de muita coisa ruim. E cuide dos seus atos, são eles que formam o que você está vivendo, e atraem semelhantes coisas para a sua eternidade.
Os sonhos e as emoções fortalecem a vida e dão sentido ao tempo vivido, justificam os erros e os acertos de uma existência. A cada dia abrem-se novas portas a nossa frente e não podemos ser meros espectadores deixando escapar a possibilidade de conseguirmos realizar nossos sonhos.
Como julgar o coração?
Como um simples músculo que controla a circulação ou um órgão que controla a emoção?
Como uma simples peça do quebra cabeça do amor ou um alvo fácil do punhal do amor?
Forte como cordas de violão ou incapaz de aguentar um arranhão?
Como uma fonte de ternura ou uma impenetrável armadura?
Como possuidor da avareza ou um templo da mais caridosa beleza?
Como um radar da paixão ou apenas mera compulsão?
Como um ditador de regras ou como uma venda que cega?
Como um bibelô ou um tesouro tentador?
E aqui retorno a questão;
quem será o cidadão;
que vai julgar com distinção;
Os fundamentos do coração?