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O professor, em curso de mestrado, propôs aos alunos: - Se fossem morar numa ilha deserta e pudessem levar apenas um livro, qual escolheriam?
Respostas variadas, segundo interesses, concepções e predileções individuais:
- Os Miseráveis, de Victor Hugo.
- O Emílio, de Rousseau.
- O Capital, de Marx.
- A Interpretação dos Sonhos, de Freud.
- A Origem das Espécies, de Darwin.
- As Flores do Mal, de Baudelaire.
- Os Diálogos, de Platão.
- O Príncipe, de Maquiavel.
- A Teoria da Relatividade, de Einstein.
O professor sorriu: - Não seria mais proveitoso um manual de sobrevivência?

Nas famosas fábricas de renda da Bélgica, há uma sala especialmente reservada onde se tecem os desenhos mais finos e delicados. É uma sala escura... A única luz que ali entra vem de uma janela pequenina e incide diretamente sobre o modelo da renda.
Na sala, há somente um artesão, que fica sentado exatamente onde a estreita faixa de luz ilumina as linhas com que trabalha.
- É assim que obtemos os nossos melhores produtos – disse-nos o guia.
- A renda será sempre mais delicada, na confecção e no desenho, se o artesão estiver no escuro e se apenas o material for iluminado – complementa.
Não se dará o mesmo com a nossa vida? Às vezes, tudo ao nosso redor está muito escuro e não podemos entender o que estamos fazendo. Não vemos o que está sendo produzido.
É muito comum não sermos capazes de descobrir nenhuma beleza ou nada de bom em nossa existência. Mas, se formos fiéis e não desanimarmos, um dia veremos que o mais fino e delicado trabalho de toda a nossa vida foi feito naqueles momentos de grande turbulência e nuvens negras...
Se você está em profunda escuridão, não tenha medo. Simplesmente prossiga com fé e amor, sem duvidar. Alguma coisa bela e boa virá de todo o seu sofrimento e lágrimas. As mais belas rendas de nossas vidas são tecidas nos momentos de dúvidas, fraquezas e escuridão!
Nunca duvide disso!

Passo os dias olhando para um jardim que não é meu. Olho para a grama, sempre verde, mesmo quando as folhas vermelhas do outono começam a cair. Não importa as cores do jardim, a grama está verde. Na primavera, as flores enchem os olhos de quem passa de alegria, no verão a luz do sol deixa tudo mais claro e resplandecente e, mesmo no inverno, os dias gris não tomam conta de grama. Sempre que me sinto triste, vou até a janela e olho para aquele jardim. Indago-me se naquela casa não há tristeza. Será que não há um único dia em que não se esqueçam de regar a grama?

No jardim que não é meu, e onde a grama é sempre verde, há muitas borboletas. Elas estão sempre por lá. São de todas as cores, e às vezes fundem as suas asas com pétalas azuis das flores. Naquele jardim há também frutos, muitos frutos, verdes e maduros. Às vezes irrito-me porque alguns frutos caem das árvores, apodrecem e nunca são recolhidos. Mas depois, lembro-me dos pássaros bicando-os e vejo as cascas dos frutos desaparecem no solo.

Aquele jardim, tão vivo, não é meu. Naquele jardim há cor, há vida, há idas e vindas. E a grama é sempre verde. O meu jardim é um pequeno e inabitado jardim de inverno. Mas não cultivando a grama verde, nem as flores, nem as borboletas, à distância, assumo ser belo o canto dos pássaros.

Felicitações, queridos pais! Essa união é orgulho em meu coração, é alegria constante. Casamento duradouro e feliz assim é exemplo para qualquer casal. São cinquenta anos.

Uma vida juntos um do outro, ultrapassando todos desafios propostos ao longo da vida e conquistando o amor todo o dia. Sinto saudade de estar com vocês, mas estou longe. Apesar da distância que nos separa, acreditem que estou sempre presente em pensamento. Feliz Bodas de Ouro!

A lágrima rolou em minha face.
Tão tristemente encontrou o chão.
Aquela lágrima foi o grito do coração.
Que foi sufocado pelo seu beijo.
Beijo de despedida que eu nunca queria dar.

Aquele foi nosso último momento.
O nosso último beijo.
O momento que me partiu
O momento que me fez sangrar internamente.
E você não viu.

Você não me viu caindo, você não me viu chorando.
Você só sentiu o nosso último beijo.
Você só enxergou o fim e deu as costas.
E esqueceu que eu ainda continuava lá.
Esperando você voltar e dizer que tudo foi um engano.

O último beijo.
Não é melhor e nem mais confortador que um simples adeus.
Que um abraço longo e apertado.
Não vai mudar a ideia que tudo acabou.
Não vai fazer o coração parar de enxergar o fim.
De sentir saudade.

"Não importa a maneira, o fim sempre nos machuca."