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Meu amor,
É muito reconfortante ter você sempre por perto, e também é muito bom perceber que aquela sensação maravilhosa que experimentei ao lhe conhecer se renova a cada vez que vejo o teu rosto.
Você chega até mim com a suavidade e o frescor da brisa marinha, penetra-me o corpo e a alma com a delicadeza da clorofila, e permanece em mim com a persistência de uma fragrância francesa.
Eu amo você, e amo tanto que não seria capaz de viver sem você por um minuto. Sei que não lhe é possível imaginar a dor que me traz a possibilidade de ter, um dia, que enfrentar a sua ausência, pois sei que ao seu lado enfrentaria todos os desafios e perigos do mundo. Como sei que, longe do seu abraço e do olhar carinhoso que sempre me dedica, eu seria mais um ser humano vulgar e infeliz, caminhando perdido, como tantos, em meio às multidões.
Não dedicaria tanto amor e devoção a você, se não reconhecesse em sua alma algo de especial, nobre e encantador. Não sei exatamente como, mas sei que você me faz muito bem. Sei que toma conta de mim, que me alivia todas as dores com a eficiência de um bálsamo sagrado, que vela por meu sono e paz com a atenção permanente e própria dos anjos.
Por reconhecer em você tudo o que de melhor poderia esperar deste mundo, quero agradecer-lhe pelo tempo e amor que você me dedica, aproveitando para mandar-lhe o beijo mais sincero e apaixonado que possa existir.
Com carinho.

Querida sogra, lamento muito que esteja passando por este momento menos bom em sua vida, mas não tenho qualquer dúvida de que recuperará rápido e totalmente dessa doença que hoje atormenta sua paz.

Você é uma sogra carinhosa e amiga, e uma pessoa maravilhosa, e merece ser feliz hoje e sempre. De mim e de toda família receberá todo apoio e amor que precisa para superar este momento, mas é importante que você mantenha o otimismo e a esperança. Força, minha sogra, em todo instante lutaremos todos juntos com e por você!

Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que pensa que tenho sentimento, memória, ideias? Muito bem, eu me calo. Você me vê entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Você entende que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento. Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição.

Voltaire

Todos os defeitos merecem ser resolvidos. Todos – sem excepção. Mas existe um, talvez o mais mesquinho de todos, que nem deveria existir: o egoísmo.

Somos todos iguais. Dependemos todos do mesmo. Vivemos todos no mesmo espaço e caminhamos todos na mesma estrada. Compartilhar é o segredo para ser e fazer feliz.

Aquele que é egoísta, um dia vai precisar de algo e seria bom que alguém lhe desse, tal como agora alguém pode estar necessitando de alguma coisa que essa pessoa não está oferecendo. Egoísmo é crueldade!

Perto de Tóquio, vivia um grande Samurai. Já muito idoso, ele agora se dedicava a ensinar o Zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, apareceu por ali um jovem guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos. Era famoso por usar a técnica da provocação. Utilizando-se de suas habilidades para provocar, esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de inteligência e agilidade, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem jamais havia perdido uma luta.

Assim que soube da reputação do velho samurai, propôs-se a não sair dali sem antes derrotá-lo e aumentar sua fama. Todos os discípulos do samurai se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio.

Foram todos para a praça da pequena cidade e diante dos olhares espantados, o jovem guerreiro começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu sereno e impassível.

No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se. Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado calado tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:
- Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

O sábio ancião olhou calmamente para os alunos e, fixando o olhar num deles lhe perguntou:
- Se alguém chega até você com um presente e lhe oferece mas você não o aceita, com quem fica o presente?
- Com quem tentou entregá-lo, respondeu o discípulo.
- Pois bem, o mesmo vale para qualquer outro tipo de provocação e também para a inveja, a raiva, e os insultos, disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

Por essa razão, a sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, se você não o permitir.