Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.
Foi em um simples papel que comecei a colocar os desabafos de meu coração
Palavras que respondiam os meus sentimentos, que denunciam minhas vontades.
Uma lágrima sem razão rolou dos meus olhos e caiu sobre a palavra amor
Ai percebi que: Os meus olhos choram por amor.
Lágrimas que nascem lá do coração, que a alma aprova, pois as lágrimas nos fortalecem.
Uma pessoa que não chora, tem mil motivos para chorar Segurar as lágrimas é o mesmo que pedir para parar o tempo.
O amor nos faz chorar, porque é o sentimento mais forte que existe na lei da vida.
Minha poesia ficou com uma marca, a marca de um amor expressado em uma Marca de Uma Lágrima.
Você é tão carinhoso
Suas palavras, seu olhar
Seus gestos
Tudo isso é carinho na forma mais pura
É tão aconchegante estar ao seu lado
Você me proporciona momentos de paz
Você me afaga com sua generosidade
Sinto-me amada e feliz
Não existe carinho mais bonito
Do que o seu sorriso largo e sincero
O seu abraço me protege e me conforta
Quando eu mais preciso
E tudo isso você me oferece sem cobranças
Sem pedir nada em troca
Você é pura generosidade
Para você amar é cuidar, é dar carinho
Como eu o admiro por tudo isso
Espero poder retribuir ao seu amor
E aos seus carinhos
Sei que muitas vezes não faço jus
A tudo que recebo
Mas sei também que o seu jeito contagiante
Me torna uma pessoa melhor
Uma pessoa mais generosa,
Carinhosa e amorosa
Sou grata por esta oportunidade que
Você me concede
Nesta vida não encontramos pessoas
Como você tão facilmente
Obrigada por estar presente na minha vida
E obrigada especialmente
Por todo amor e carinho!
Eu não tenho medo de voar. Eu tenho medo de estar fechada num lugar e de ter escolhido estar fechada nesse lugar. Tenho medo porque meus pés sentem o chão mas ele é falso. Meus pés sempre me obrigam a sentir a verdade e eu sou obrigada a dizer a eles que aquele chão não dura e nem é de terra. Tenho medo do absurdo que é sorrir e dizer "guaraná normal e sem gelo, grata" enquanto se quer dizer "que merda é essa de estar voando se não sou a porra dum passarinho?". Tenho medo porque quando acabar estarei em outro lugar. Agora, se eu pudesse escolher o maior de todos os medos, eu diria "a chance disso cair agora é muito pequena". Estou sobrevoando, sem inteligência, a água profunda que aprendi a chamar de casa mas também de intervalo. A verdadeira angústia de voar é estar acima da nossa vida. Voar é tornar nossa rotina banal. Estou voando há dias, de primeira classe, com vista para o desenho de um país que não sei o nome. Ao lado de uma pessoa que, até que enfim, não é mais uma barrinha de cereal.
Tati Bernardi
Envelheço quando me fecho para as novas ideias e me torno radical.
Envelheço quando o novo me assusta. E minha mente insiste em não aceitar.
Envelheço quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar.
Envelheço quando meu pensamento abandona sua casa. E retorna sem nada a acrescentar.
Envelheço quando muito me preocupo e depois me culpo porque não tinha tantos motivos para me preocupar.
Envelheço quando penso demasiadamente em mim mesmo e consequentemente me esqueço dos outros.
Envelheço quando penso em ousar e já antevejo o preço que terei que pagar pelo ato, mesmo que os fatos insistam em me contrariar.
Envelheço quando tenho a chance de amar e deixo o coração que se põe a pensar: Será que vale a pena correr o risco de me dar? Será que vai compensar?
Envelheço quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta da minha alma que se põe a lamentar.
Envelheço, enfim, quando paro de lutar!