Ser amigo é sentir o coração do outro
bater mesmo que o outro esteja distante.
Ser amigo é ter um par,
um parceiro, um confidente,
um ombro onde se possa chorar.
Ser amigo é esquecer distâncias,
é saber que mesmo a milhares de
quilômetros há alguém pensando em você.
Ser amigo é incutir no outro
a esperança, é relevar o erro,
é apontar o caminho certo, é aliviar a dor.
Ser amigo é um ofício difícil,
pois ninguém é perfeito.
Mas a amizade pressupõe amor.
Para ser amigo, é preciso amar.
E o amor é algo tão difuso, indefinido,
abstrato, que torna difícil definir
o que é a verdadeira amizade.
Eu continuo a mesma, apenas fiz novas escolhas, percorri novos caminhos e despertei (lá de dentro) outros risos em mim. Passei a me questionar menos e a me entender mais. E era justamente isso que eu estava precisando: me continuar.
São tantas horas,
Poucos segundos para se viver.
Muito sonho, muito desejo;
Pouca realidade, pouca dádiva.
O tempo passa, a idade voa,
A gente envelhece,
Às vezes esquece que foi criança
E que a vida pouco se aproveitou.
Esqueceu de ser jovem,
Sabendo que a idade voa.
Eles sabem:
Era uma vez uma adolescência.
Não sou Shakespeare, não entendo metáforas;
Não sou Einstein, não entendo de teoria da relatividade;
Não sou Da Vinci, não entendo de obras de artes;
Mas juntando todos esses gênios, ainda assim
seria incapaz de entender o seu coração
como eu entendo.
O amor antigo vive de si mesmo Não de cultivo alheio ou de presença. Nada exige nem pede. Nada espera, Mas do destino vão negar a sentença. O amor antigo tem raízes fundas, Feitas de sofrimento e beleza. Por aquelas mergulha no infinito, E por estas suplanta a natureza. Se em toda parte o tempo desmorona Aquilo que foi grande e deslumbrante, O antigo amor, porém, nunca fenece E a cada dia surge mais amante. Mais ardente, mas pobre de esperança. Mais triste? Não. Ele venceu a dor, E resplandece no seu canto obscuro, Tanto mais velho quanto mais amor.