Ainda não acredito que damos mais este passo, foi tudo tão lindo e emocionante que só tenho certeza que é verdade quando olho para meu anel de noivado!
Desde que você entrou na minha vida só me trouxe felicidade, mas tudo que aconteceu no nosso noivado superou todas as expectativas, foi melhor que qualquer coisa que poderia te imaginado.
Nosso compromisso que sempre foi levado com muita seriedade foi anunciado aos nossos familiares, firmando nosso pacto e selando publicamente nossa vontade de dar o segundo passo e chegar ao casamento.
Você é o meu amor para a vida toda e nunca poderia pensar em formar uma família com alguém que não fosse você. Não vejo a hora de unirmos nossas vidas completamente. Nosso noivado me deixou muito mais apaixonada e saiba que nunca esquecerei esse momento.
Amo você!
Em um ano muitas coisas acontecem, mas entre nós houve apenas amor. Amor sentido de uma forma intensa e vivido em todos os momentos das nossas vidas. Uma história que temos construído com todo o carinho e que nos tem unido cada vez mais.
Hoje fazemos um ano de namoro e apenas lhe quero dizer que o tempo voou. Foi maravilhoso ter conhecido você mais profundamente e ter aprendido também o verdadeiro significado do altruísmo e da cumplicidade.
Que mais anos se possam repetir comigo do seu lado!
Por você eu dançaria tango no teto, eu limparia os trilhos do metrô, eu iria apé do Rio a Salvador. Eu aceitaria a vida como ela é, viajaria a prazo pro inferno, eu tomaria banho gelado no inverno. Por você eu deixaria de beber. Por você eu ficaria rico num mês, eu dormiria de meia pra virar burguês. Eu mudaria até o meu nome, eu viveria em greve de fome, desejaria todo dia a mesma mulher. Por você conseguiria até ficar alegre, pintaria todo céu de vermelho, eu teria mais herdeiros que um coelho.
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida
só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos,
e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não contaram que estas
fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras
alternativas. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
O homem aproximou-se do espinheiro. Ergueu a mão para tocá-lo e um "ai!" de dor brotou de seus lábios.
Um rubi de sangue brilhou no seu dedo. O homem limpou o sangue e disse fitando o espinheiro: – Eu te perdoo!
Admirei e louvei dentro de mim aquele homem que possuía o doce dom de perdoar.
E aconteceu que veio outro homem. Parou junto ao espinheiro, ergueu a mão para tocá-lo, e o espinho o picou. Mas o homem limpou em silêncio a ferida, contemplou com amor o espinheiro, e não disse: – Eu te perdoo!
Tive, então, este pensamento: – O primeiro homem era um santo: sabia perdoar!
Este outro não sabe! Mas o meu Senhor, interrompendo a minha cisma, disse: – Quem não sabe é você! – Como, Senhor? Então o primeiro homem... – Sim, é um santo, porque perdoou quando foi preciso! – E o segundo? – É mais santo ainda, porque não tem necessidade de perdoar.
E como eu ficasse perplexo, com o olhar perdido na incompreensão e na dúvida, o Senhor me disse: – O espinheiro fere, porque é espinheiro. Ainda que ele quisesse jamais poderia perfumar.
O primeiro homem sentiu a dor da picada, e como não sabia nada, atribuiu a culpa ao espinheiro. Mas, como era puro de coração, perdoou.
O outro homem sentiu a mesma dor, mas como sabia que todo espinheiro fere, pois o espinheiro é assim, não se sentiu ofendido. E como nada tinha a perdoar, não perdoou.
Desde então sofro menos quando os espinhos me ferem. Dói-me na alma a ferida, mas minha alma sabe que não há ofensa. E como não há ofensa, não há perdão.
É assim que do meu peito brota um piedoso amor pelo espinho que não chegou a ser flor. Meu sofrimento se transforma em ternura porque já aprendi a não perdoar!