Quando estamos a sós, sinto música no ar
Parece que os Anjos cantam, os pássaros em suaves voos rasantes
Nos veem, começam a dançar...
Sinto tuas mãos seda, quem sabe veludo? Ousadas a me apalpar...
O céu silencia, quando, quimeras adolescentes
Corre! Se esconde, sobe árvores não te encontro
Sinto seu riso no ar...
Convido-te para socorrer-me pois logo o sol vai escurecer
Apenas ri... gosta de me provocar...
E na ânsia deste amor que me invade,
Me sufoca...
E, como uma queimada destruindo à mata
Me consome e eu atônito corro desesperado
Te grito... Explico o tempo que desperdiçamos para o amor
E de novo ri sarcasticamente, como criança diz: Vem me pegar?
E como um cão farejador procuro, te acho... te deito no mato e ficamos
Os dois em silêncio ouvindo a voz do vento, tão quietos como vigias
Noturnos ou pássaros na sombra, recolhidos ao mesmo galho, mas
Juntos no ninho, em paz procurando um caminho, cruzando outro caminho
Que se juntam no mesmo sentido, procurando um mesmo lugar...
Nossas mãos silenciam, não mais ousam, ficamos inertes...
nossos corações escuto!
Antes reprimidos, agora arquejantes, querendo saltar pela boca
Estamos um no outro, como se estivéssemos sozinhos...
Não sei se é sua calma,
se é seu corpo,
ou seu jeito,
se é a sua alma.
Não sei se é porque você é linda,
não sei se é pelo modo de você agir,
nem se é por causa das nossas conversas.
Mas saiba que eu te amo, saiba que eu sinto sua falta,
todo instante, até hoje, por toda a minha vida.
Saiba que eu te protegerei, estarei ali para o que precisar,
pois amar é isso, amar é dar a vida.
Querida sogra, tenho muito que agradecer a você, pois desde o primeiro dia em que nos cruzamos você sempre se mostrou carinhosa e me fez sentir bem-vinda à sua vida e família.
Ao final deste tempo compartilhado percebo que em você encontrei muito mais que uma sogra. Pois hoje a vejo como amiga, mãe, alguém em quem sei que posso confiar e me apoiar. Sinto um grande carinho por você, um carinho que apenas uma nora quase filha pode sentir por uma sogra quase mãe. Adoro você, minha sogra!
Mestre!
É assim que posso te chamar, pois você me ensinou tantas coisas, ajudou-me dar tantos passos.
Talvez você ache que apenas fez o básico, mas para mim você fez o essencial para que eu pudesse dar meus passos firmes.
Você me ensinou que cada pergunta pode ter mais de uma resposta, e que a resposta a escolher é aquela que mais nos faz bem.
Você foi mais que um professor, foi um amigo, foi meu guia... E sei que isso não é possível de se esquecer.
Te desejo...
Feliz Dia dos Professores!
- Mamãe, nem todas as crianças que morrem vão para o Céu. Outro dia vi levar para o cemitério um menino que tinha morrido. o seu pai e as duas irmãzinhas acompanhavam o caixão, e choravam tanto que fazia pena. Iam a chorar porque aquele menino tinha sido mau, não é verdade?
- Não. naturalmente foi sempre bom, e a sua alma, enquanto choravam seus pais e suas irmãs, já estava vivendo feliz no céu.
- A alma? Mamãe, não sei o que é. não compreendo bem.
- Maria, acabas de me dizer que tiveste pena de ver chorar as duas pequerruchas.
- Tive, sim, mamãe, tive muita pena.
- Ora bem, o que é que no teu corpo estava desconsolado e triste? Eram os braços?
- Não, mamãe.
- Eram as orelhas?
- Oh! não, mamãe. Era cá dentro.
- Esse lá dentro, Maria, é a tua alma que se alegra ou se entristece, que te repreende quando fazes o mal, e que está satisfeita quando praticas o bem.