Os anos vão passando e a mala de nossa vida vai aumentando porque existem muitas cargas que recolhemos pelo caminho e não queremos abandoná-las. Às vezes chega num determinado ponto que começa a ficar insuportável carregarmos tantas coisas, a mala está pesando demais.
Podemos sim aliviar o peso, esvaziar a mala. Mas, o que tirar? Vamos inicialmente abrir a mala e tentar então colocar tudo para fora e ver o que tem dentro. À primeira vista, encontramos a fé, o amor e o perdão. Que bom, tem bastante e não pesa nada. Mas, por que esta angústia, este mal estar em muitos momentos?
Mas, vejam, também tem algo pesado, os nossos pecados não confessados e não perdoados. E como é difícil tirar estes pecados até certo ponto escondidos, e como eles pesam. Aí começa a aparecer mais coisas, a raiva, a incompreensão, o medo, o pessimismo, a inveja, a soberba, a ganância, a vaidade...
Nesse momento, o desânimo nos puxa pra dentro da mala. Mas o enviamos para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece então aquele sorriso escondido, que estava sufocado no fundo da sua bagagem. Aí colocamos as mãos dentro da mala de novo e mandamos embora a tristeza.
Tiremos a preocupação também. Entreguemos tudo nas mãos do Salvador Jesus.
Bem, a bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Tenhamos paciência e pensemos bem o que vamos colocar dentro. Não deixemos de revisar a mala a cada dia e que não nos falte a fé, a esperança e o amor.
Já passaram cinquenta anos, meu amor! Acho incrível ainda hoje sentir que existe amor entre nós. Nossa história dava um livro – seria o romance mais romântico de sempre, porque sempre respeitamos a voz de nossos corações.
E nunca tivemos embaraço ou vergonha em demonstrar o quanto nosso sentimento é forte. Tem sido maravilhoso passar minha vida do seu lado, meu bem! Feliz Bodas de Ouro. Te amo!
Partir em busca da felicidade é como começar uma longa viagem para encontrar um valioso tesouro. Só que não existe um mapa que nos explica onde ela está. A resposta deve ser procurada dentro de cada um de nós e o importante é desfrutarmos do caminho até lá chegarmos.
Por isso, esteja atento a tudo o que o rodeia e veja como seu coração reage às diversas situações da vida. Um dia você sentirá que algo o está atraindo e quando menos esperar já será feliz do seu jeito.
Um anjo estava passeando por um jardim quando ouviu uma bela moça, sentada à beira de um lago soluçando. Aproximou-se e perguntou:
– Por quê estás assim tão triste?
– Não sei dizer ao certo. Apenas estou triste – respondeu com os olhos cheios de melancolia.
O anjo então, olhou em sua volta e novamente perguntou: – Por acaso podes ouvir como cantam bonito esses pequenos pássaros nas árvores? – Sim – ela respondeu.
– Podes sentir o aroma das flores? – Sim. Posso sentir o perfume suave que exalam.
– Poderias andar ou correr por estes vales verdejantes se desejasses? – Sim! – novamente ela respondeu.
– Olhe a sua volta. O que vês? – Tudo! – ela respondeu, agora com uma fisionomia nova na face.
– Experimente então fechar os olhos e sentir a natureza que a envolve. Procure ver as flores através do olfato, sentir a relva através do toque do vento em sua pele. Procure correr na sua imaginação por estes campos e vales e imagine se tudo isso ou algum desses poderes lhe fosse negado...
A moça abriu os olhos novamente e entristeceu. Olhou então para si mesma e viu que era perfeita e tinha todas as ferramentas que Deus lhe deu para buscar preencher o vazio de sua vida e ser feliz. Só então se deu conta de que aquela pessoa que conversara com ela não estava mais ali.
Procurou entre árvores e arbustos e não mais conseguia ver a voz que com ela falara tão docemente. Fechou os olhos novamente e procurou relembrar tudo o que ouvira.
No final, a mesma voz voltou e lhe sussurrou no ouvido: – Tu és perfeita e não podes ser triste. Como podes sentir tristeza alguém que consegue conversar com os anjos?
Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse: -Sócrates, sabe o que eu acabei de ouvir a cerca daquele teu amigo? -Espera um minuto – respondeu Sócrates – Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo". -Filtro Triplo?
-Sim – continuou Sócrates – Antes que me fales do meu amigo talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar aquilo que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo. E continuou: - O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro? - Não – disse o homem – o que acontece é que eu ouvi dizer que... - Então – diz Sócrates – não sabes se é verdade. - Passemos ao segundo filtro, que é BONDADE... O que me vais dizer sobre o meu amigo é BOM?
- Não, muito pelo contrário... - Então – continuou Sócrates – Queres dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro. - O último filtro é UTILIDADE... - O que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim? - Não, acho que não...
- Bem – concluiu Sócrates – se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, para quê dizer-me? Usemos o Triplo Filtro na nossa vida diária, cada vez que formos falar sobre alguém.