O amor que sinto por você é sincero, meu amor! E confesso que não entendo o motivo de tanto ciúme. Eu só quero ser feliz do seu lado. É só isso que realmente interessa! Não tenho outros pensamentos ou ideias.
Confie em mim, porque uma vida de ciúme e desconfiança não será uma vida feliz e realizada. Por favor, viva na tranquilidade do dia a dia e pode ter certeza que estaremos unidos para sempre. Te amo, meu bem!
O gosto era de despedida. Fim de festa. No rádio a canção falava de algo parecido. Os olhos, vazios, grudados no espelho, mergulhando fundo no cinza, o cinza-vazio, o vazio da alma.
Era um vazio do tamanho da eternidade, do tamanho de Deus. Antes uma vida superficial, bem longe de todos aqueles planos, outrora tão nobres, hoje, chacota de oposição ferida. Lembra de outra canção: "era a oposição que nos atraía, eu tão socialista e você tão neoliberal".
Desencontro. Talvez o amor seja feito de desencontro em desencontro e a nossa tarefa seja sempre nos questionar, onde a busca termina e indo remendando os pedaços apanhados do chão. Na boca, o gosto rebatido da cerveja. Ressaca. Olhos de ressaca como diria Machado, ela tinha uns olhos de ressaca.
Quem sabe ela tivesse um nome. Agora é tarde. O agora sempre é tarde. O agora é o abismo entre o um e um. O desencontro. O perder-se de si e do outro, pra sempre. Pensa nas coisas que poderia ter dito.
Agora é tarde. Sempre. Sempre é tarde, ela sempre lhe escapa entre os dedos, quando sempre estava tão perto. O valor que damos as coisas negativas na relação é sempre maior do que o sentimento de amor, um dia ao desembarcarmos desta longa viagem que é viver no planeta terra, esse planeta escola, entenderemos melhor as coisas que vivenciamos, hoje nos resta agir e participar das aulas que a vida nos proporciona, em breve a felicidade nos alcançará, e nesta busca deixamos para trás todas as angustias e sofrimentos.
O amor é paciente, nada cobra tudo suporta o amor, é eterno!
Se perdão tenho mesmo que pedir. Pedirei unicamente a você.
Esse perdão tenho muito que sentir. Porque se trata do meu bem querer.
Peço perdão por ter lhe amado tanto.
E desse amor nunca a você falei.
Os amigos de tudo sabiam, contanto, que silêncio fizessem e com esse silêncio contei.
Nunca me atreveria a lhe expressar esse amor, de tão proibido que era. Mas agora já posso com singeleza falar dessa paixão que tanto me atormentou... Pudera!
Não se magoe comigo por isto, pois foi o pudor que me impediu de comentar algo com você nesse sentido e considere... Meu coração quase partiu!
Valeu a pena esperar mesmo assim, contudo, pois agora você é para sempre meu tudo.
Amor virtual!
Você entrou em mim devagar, a murmurar palavras que entraram em minha alma, me deixou apaixonada, morrendo de saudades. Ah, como queria arrancar você do meu peito, para não sentir esse desejo que me consome todos os dias.
Meu amor virtual, será que deixei um pouquinho de saudades?
Meu querido, como te desejo, queria colar no seu peito, beijar sua boca e murmurar no seu ouvido como o desejo! Mas apenas sonhos e ilusão, mesmo assim não quero te esquecer.
Uma sorveteria famosa sempre lotada nos dias de calor. Sorvete delicioso. Sabores variados. Clientela bem atendida. Homens, mulheres, crianças, todos fazem fila e aguardam pacientemente a sua vez. Tudo por um sorvete gostoso. Refrescante.
A menina sozinha, com o dinheiro na mão, também entrou na fila. Esperou, sem reclamar, mesmo quando uns garotos passaram à sua frente, sem cerimônia e sem polidez.
Quando chegou ao caixa, antes que pudesse falar qualquer coisa, o funcionário lhe ordenou que saísse e lesse o cartaz na porta. Ela baixou a cabeça, engoliu em seco e saiu. E leu o cartaz, bem grande, na porta de entrada: proibido entrar descalço!
Olhou para os seus pés descalços e sentiu as lágrimas chegarem aos olhos. O gosto do sorvete não comprado se diluindo na boca.
Ia se retirando, cabisbaixa, quando uma mão forte a tocou no ombro. Era um homem alto, grande. Para a menininha, ele parecia um gigante. Foi com ela até o meio-fio, sentou-se e tirou os seus sapatos número 44 e os colocou em frente a ela. Depois, a suspendeu e enfiou os pés dela nos seus sapatos. – Eu fico aqui, esperando. – disse ele. – Vá buscar o seu sorvete! Não tenho pressa.
Ela foi deslizando os pés, arrastando os sapatos, até o caixa. Comprou sua ficha e saiu, vitoriosa, com seu sorvete na mão.
Quando foi devolver os sapatos para aquele homem, de pés grandes, barriga grande, ela se deu conta de que se ele tinha pés enormes, muito maior ainda era o seu coração.
Amar ao próximo é fazer a alegria de alguém, por mais insignificante que ela possa parecer. É ter olhos de ver a necessidade embutida nos olhos tristes. É ter ouvidos de ouvir os soluços afogados na garganta e os pedidos jamais expressos.
Amar ao próximo é simplesmente ter a capacidade de olhar um pouco além de si mesmo.