Na luz do teu olhar
Encontro a verdadeira razão
Da existência do amor
Que no meu coração vive a crescer.
Caminho no mundo a te buscar,
Mas a cada dia revivo a sensação
De não merecer o teu amor
Ou sequer a teu lado viver.
Queria poder aos ventos cantar
A mais bela e doce canção
Pra te dizer com muito amor:
-Não quero te perder
Queria ser o que respiras no ar
E penetrar em teu corpo, na intenção
De encontrar a razão do temor
Que te faz desprezar o meu querer.
Queria por fim te amar sem medo,
Sentir-me parte do teu coração,
embriagar-me no teu amor
E nunca mais chorar por não te ter.
Você será sempre a vovó do meu coração, a segunda mãe que sempre cuidou de mim. E eu tenho um orgulho gigante em fazer parte da sua família! Gostaria que você não tivesse partido, sabe?
Sinto falta do seu beijo, do seu olhar repleto de ternura. Sinto saudade até do vento no seu cabelo! Mas eu sei que nossa ligação é eterna. E só isso me deixa feliz! Até um dia, vovó!
Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.
Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga a distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.
Chico Xavier
Meu sonho nasceu da vontade de ser feliz e do desejo de te fazer, igualmente feliz.
Meu sonho era único, singelo, sem ambições.
Não desejei as estrelas, o sol, a lua, o mar, ou nada impossível.
Meu sonho era simples, mas tinha o valor de pedras raras.
Meu sonho era você.
Você, eu, uma casa, uma rede, um lugar! Qualquer lugar, qualquer rede!
Mas uma casa singular e única, construída em devaneios por nós dois.
Um sonho lindo, puro, cheio de magia e de encanto.
O sonho de ter você!
Ter você e alegrar os seus dias, embalar os seus mais secretos desejos, te fazer sorrir.
Eu tinha um sonho!
Um sonho lindo, um sonho puro, um sonho único! Um sonho que se foi.
Meu sonho era você. Sem você não há mais sonho!
Conta-se que em Monomotapa viviam dois amigos, dois grandes amigos, tais como é muito raro de se encontrar por este mundo a fora.
Numa noite, já bem tarde, aproveitando a ausência do Sol e todos dormiam, um deles acordou sobressaltado e acorreu à casa do outro. Acordou aos criados e ao amigo, que já estavam entregues a Morfeu, que reinava em seu palácio.
O amigo levantou-se de um salto, agarrou a espada, segurou a bolsa de moedas, apresentou-se a ele e disse: - Raras vezes te vi correr quando todos dormem.
Conheço-te como homem que emprega melhor as horas destinadas ao sono; se perdeste no jogo, aqui te entrego a minha bolsa; se foste agredido, aqui está a minha espada para te auxiliar. Vamos, estou pronto para te acompanhar.
Mas, o que te aconteceu, afinal? -Em primeiro lugar te agradeço o que me ofereces.
Não aconteceu nem uma coisa nem outra do que julgas, mas tive um sonho, no qual te vi muito triste e, por isso corri para aqui imediatamente.
Foi um maldito sonho a causa de tudo. -Qual dos dois era mais amigo?
Vale a pena propor este problema. Como é sublime um amigo verdadeiro!
Como é raro haver um que, ao perceber em nosso rosto uma simples expressão de tristeza, preocupe-se por nós e, que até um sonho o faça correr para o nosso lado.
É que uma pequena coisa, o que julgamos um nada até, desperta-nos receio, quando se trata da pessoa que amamos.