Meu irmão e eu chegávamos sempre em casa com muita fome, ao regressar da escola.
Um dia, como eu pedisse de comer, minha mãe pôs-nos diante de meio bolo, na mesa da cozinha.
Colocando uma faca ao lado do bolo, disse: - Um de vocês vai cortar o bolo, mas o outro vai poder escolher, em primeiro lugar, o seu pedaço.
Meu irmão, querendo fazer-se de esperto, deitou logo mão da faca e ia, evidentemente, cortar o bolo em dois pedaços desiguais.
Mas, de repente, parou. Olhando primeiramente para nossa mãe e, depois, para mim, cortou o bolo exatamente no meio.
E esperou que eu me servisse. Qualquer pedaço que eu escolhesse daria no mesmo: nenhum de nós sairia prejudicado.
E comemos, alegremente, as porções idênticas.
Desde então, fosse o que fosse que houvesse a repartir – pão com manteiga, doces, pastéis, bolos ou balas – tudo era sempre dividido em partes iguais.
Isso nos ensinou um respeito, que nunca conheceu arrefecimento, para com os direitos daqueles com quem tínhamos que compartilhar alguma coisa.
Eu ouvi palavras ditas com carinho, de que na vida ninguém é feliz sozinho. E você é um alguém que sempre me fez bem.
Me protegeu e me tirou de todo perigo, e quando eu precisei você chorou comigo, valeu por você existir, é tão bom te ter aqui.
Eu rezo e peço pra Deus cuidar a sua vida abençoar, vou correr por você até o fim.
Me quis tirar do mau eu percebi, disse verdades que eu mereci, então pra sempre amigo sim, se Deus quiser.
Vou ter você guardado no meu coração, até nos seus conselhos de irmão, e é pra você que dedico essa canção.
Assim, eu sei que pra você também sou alguém que te faz tão bem, mais que amigo, irmão meu, valeu. Quando tudo se for eu vou estar lá com você, amigos até depois do fim, valeu amigo!
Eu te amo muito Amigo!
Mãe, você é a pessoa que um dia gostaria de ser. Faria qualquer coisa para ter ainda mais semelhanças com seu jeito maravilhoso de agir com todo mundo; com sua forma tão generosa de enxergar a vida.
Sempre me senti protegida do seu lado! Sempre achei que tudo seria possível se não acreditássemos. Sempre, porque você esteve do meu lado e transformou meu mundo em algo inesquecível! Te amo, mãe!
Agradeço pelo seu apoio, carinho e amor incondicionais, e por todos os sacrifícios que fez por mim. Amo você, minha mãe!
Não, Marquito não sentia inveja dos meninos que tinham violões de verdade porque ele vivia sonhando que tinha um também. Ele fazia vibrar suas cordas invisíveis, com o rosto iluminado e os olhinhos brilhando de emoção. Havia quem achasse que Marquito era meio lelé-da-cuca.
Claro, era gente que não tinha imaginação suficiente para saber que "aquele" violão só podia ser visto (e ouvido) por outros sonhadores, como Marquito. Essas pessoas ignoravam também que ele não se conformava com a realidade que havia, vivendo a sonhar com a realidade que devia haver. Tendo seu violão imaginário como bandeira, Marquito via um mundo novo.
Um mundo em que as coisas são das pessoas que as entendem. E não só das pessoas que podem comprá-las. Ah, quanta gente tem um violão na sala de visitas servindo de enfeite, sem tocá-lo nunca! E lá ia Marquito dedilhando seu violão de sonho, tirando as músicas lindas que seu coração compunha. Depois, limpava-o cuidadosamente com uma flanela bem macia feita de nuvens. Ele o guardava com carinho numa capa cor de céu todo estrelado. Daí, ele pegava seu violão mais que exclusivo e o escondia debaixo da escada secreta que usava para subir ao seu paraíso particular.
As pessoas que não entendiam Marquito, tadinha delas, até pensavam em levá-lo a um psicólogo para saber se ele tinha alguma coisa. Como resposta, ouviam: "Não, ele não tem uma coisa, mas sonha com ela, e assim, faz de conta que a tem". Um dia, os que só sonhavam quando dormiam resolveram dar um violão de verdade para o menino que sonhava acordado. Ao recebê-lo, Marquito abraçou-se ao violão, comovido, e disse: "Obrigado. Agora tenho dois".