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Eu não fui sempre assim sozinha havia perto de mim sempre muita gente.
A alegria era constante Necessária porque era um sonho itinerante aquela árvore colorida e brilhante.
O riso de crianças brincando felizes à espera de um papai noel completamente diferente.
Que não chegava na janela quieto pelo contrário, era barulhento a sua fantasia não convencia.
Ano após ano, a cena se repetia vida era o sentido que se tinha nas nossas noites de natal.
A peça fundamental dessa festa mãe nunca pensei que um dia ela não mais estaria.
E eu ficaria na janela, vendo lá fora o mundo como se não pudesse entrar por não querer ou não precisar.
Ah! Que belas noites de Natal eu sei que não verei jamais noites tão belas, noites iguais aquelas.

Difícil é amar uma pessoa e não ser correspondido, existem pessoas com as quais nos deparamos em nossas vidas, e passam imediatamente serem essenciais, únicas pelo seu jeito de ser, ou por um simples olhar que de alguma forma foi marcante.
Alguns chamam de amor platônico outros de bobagem, mais os sábios diriam que um amor incompreendido é elemento fundamental na vida de todo mundo, fundamental, por que a partir dessa entrega que damos para alguém, percebemos que algumas coisas temos que mudar.
Um amor em que se dá e não recebe não é mérito de um ou dois, depois de sofrer aprendemos o quanto erramos e de alguma forma algo muda, para alguns essa transformação é mais demorada.
Mas para todos a mudança é essencial, se transferirmos todo o sentimento de entrega para outra pessoa a felicidade será muito maior.
Desde que não cometamos os mesmos erros, isso se chama aprendizagem.
Viver um amor incompreendido sempre ficará em nossa mente, talvez seria bom, talvez ela ou ele me fizesse mais feliz.
O maior aprendizado de quem viveu um amor assim é que para ser feliz é preciso viver a ocasião, o momento "agora". Se algo é expectativa se é bom ou não é melhor escolher o certo.

O psiquiatra Paulo Rebelato, em entrevista para a revista gaúcha Red 32, disse que o máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver. Pode-se aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la. A liberdade é uma abstração.
Liberdade não é uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento para vestir. No entanto, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado no pescoço. Diga-me qual é a sua tribo e eu lhe direi qual é a sua clausura.
São cativeiros bem mais agradáveis do que o Carandiru: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luis Estevão, só que temos que advogar em causa própria e habeas corpus, nem pensar.
O casamento pode ser uma prisão. E a maternidade, a pena máxima. Um emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impede de chutar o balde e arriscar novos voos. O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia. Tudo que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza. Viver sem laços igualmente pode nos reter.
Uma vida mundana, sem dependentes para sustentar, o céu como limite: prisão também. Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho. Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão já é, em si, uma vitória. Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados. É uma opção consciente.
Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real, entre quatro paredes. Nosso crime é estar vivo e nossa sentença é branda, visto que outros, ao cometerem o mesmo crime que nós nascer foram trancafiados em lugares chamados analfabetismo, miséria e exclusão.
Brindemos: temos todos, cela especial.

Queria eu, ter a pureza de uma criança. Sorrir ao ganhar um presente sem se importar com o valor que foi gasto. Pegar o cobertor pela manhã e ir assistir o desenho favorito. Ir para a escola pensando em brincar. Chorar já com saudade da mãe ao vê-la se retirando para ir trabalhar. Gritar pelo nome do pai ao ter um pesadelo. Não se preocupar com os problemas do mundo, e sim com o horário do lanchinho da tarde.

Queria eu, ter a inocência de uma criança. Achar que sofrimento não existe, e que a palavra dor é só mais uma entre muitas outras. Acreditar que bicho papão só faz medo em desenhos, e que se por acaso ele surgisse embaixo da cama, o cobertor favorito me protegeria. Queria eu, ser feliz como uma criança. Se satisfazer com o abraço da mãe e a atenção do pai. Saltar de alegria ao saber que iria no parquinho. Rir até a barriga doer com as cócegas que a avó faz. Se aconchegar no colo da mãe enquanto a mesma conta a historinha preferida.

Queria eu, voltar a ser criança.

Laureane Antunes

Comemore a maravilha de ser você !
Dê uma festa.. é o seu aniversário...
Tire os seus sonhos de dentro do armário...
Repare como o tempo faz mágica...
Pense nos velhos tempos...
e vire uma página da vida...

Hoje é o seu dia, tome alegria...
Brinque à vontade, o que vale é felicidade...
E comemore a maravilha de ser alguém muito especial...
Comemore por ser uma pessoa única, maravilhosa, sem igual !

Tenha um Felicíssimo Aniversário !
Tudo de maravilhoso que há nessa vida !