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É estranho como o ciúme dá autorização às pessoas para agirem loucamente.
Parece que, quando atacadas por ciúme, dão-se o direito de fazer coisas que em outras situações não fariam.
Geralmente o ciumento é muito preguiçoso, pois ao invés de mudar, de se tornar uma pessoa mais atraente e
lutar
pela pessoa amada, normalmente prefere proibir o outro de fazer coisas que o ameacem.
É muito mais fácil proibir e se dizer ameaçado, com uma desculpa cômoda, do que fazer o que é preciso para
manter a chama da paixão acesa!
O mais difícil em uma situação de ciúme é sair dela sem passar pela indiferença e pelo distanciamento, mas
quando
conseguimos lidar de uma forma sadia com esse sentimento, é bonito ver como ele se desfaz e dá lugar a uma
experiência de amor e admiração pelo ser amado.
Existe um lado natural no ciúme, que é o desejo de manter o ser amado por perto, porque se sabe que ele é uma
pessoa especial; então o ciúme se torna um lembrete para se cuidar bem da relação e do outro.

Ser feliz é chegarmos ao fim do dia e, ainda que cansados, sentirmos que desfrutamos de bons momentos. Ser abençoado é perceber, antes de adormecermos, que temos os melhores amigos deste mundo do nosso lado. Por isso, desejo um bom sono e uma boa noite de descanso para vocês, meus queridos companheiros. Amanhã precisaremos dessa energia, para juntos sermos felizes.

Meu primo-irmão, agradeço por tudo! Essa é a designação certa, primo-irmão. Somos mais que primos, somos muito mais que amigos: somos irmãos!

Crescemos juntos e compartilhamos toda nossa vida sem medo, sem receio, com vontade. Sinto uma grande admiração por você, um orgulho que nunca vai terminar e que sempre cresce a cada dia que passa. Com muito carinho, um forte abraço!

Conta-se que um rico fazendeiro foi queixar-se ao padre da paróquia local, dizendo que as pessoas não o viam com bons olhos porque ele não ajudava as outras pessoas nem contribuía com as obras assistenciais da igreja e disse ao sacerdote: – Ora, todos sabem que quando eu morrer deixarei tudo o que tenho para a igreja e seus pobres.
O sacerdote, homem sábio, disse ao fazendeiro: – Vou lhe contar uma história. A história da vaca e do porco.
Fez uma pausa e continuou: – Um dia o porco foi reclamar com a vaca porque ninguém lhe dava valor. Todos o desprezavam. Afinal, disse o porco, eu doo tudo o que tenho aos homens. Eles consomem a minha carne, usam meus pelos para fazer pincéis, e aproveitam até meus ossos. Mesmo assim sou um animal desconsiderado. O mesmo não acontece com você, que dá apenas o leite e é reverenciada por todos, concluiu o pobre porco.
A vaca, que ouvia com atenção, falou: – Talvez seja porque eu doo um pouco de mim todos os dias, enquanto estou viva, e você só tem utilidade depois de morto.
O fazendeiro agradeceu ao padre pela lição e se retirou pensativo.
E você, em que tem contribuído com a sociedade da qual faz parte, enquanto está a caminho? Muitos pensam e agem como o fazendeiro. Pretendem dispor dos seus bens apenas depois da morte, quando não precisarão de mais nada. Outros pensam em doar um pouco do seu tempo ao próximo só depois que se aposentarem. No entanto, a necessidade não aguarda o tempo propício para visitar os desafortunados. A carência pede socorro agora, não mais tarde. A necessidade roga mãos caridosas hoje, não amanhã. A ignorância solicita esclarecimento imediato, não num futuro distante.
Existem tantas frentes de trabalho aguardando mãos dispostas a se movimentar em prol do semelhante, nos mais variados campos de ação. Basta boa vontade e disposição.

Quem vive para o que der e vier, sabe que semeando a boa semente, ainda que seja pela umidade das lágrimas, um dia verá nascerem as plantas.
Pode mesmo acontecer que os outros não valorizem o quanto custou esse trabalho.
Não faz mal: Você se comprometeu pelo ideal do bem.
Não importa também se, nesse esforço, tropeçou e caiu, pois é aos que tombam na luta que se costuma chamar de heróis.
Apenas o que se lhes pede é o testemunho da PERSEVERANÇA.