Desentendimentos acontecem seja com quem e onde for, até mesmo no seio de uma família. A nossa foi agora afetada por desacordo e desunião, e eu sinto saudades do tempo em que estávamos todos unidos e havia harmonia e paz entre nós.
Eu tenho confiança que tudo se resolverá e que voltaremos ao que éramos dantes. Mas até lá confesso que esta situação me causa tristeza e sofrimento. Por isso rezo para que todos se esforcem por unificar mais uma vez nossa maravilhosa família.
Um rico fazendeiro chamado Carl frequentemente cavalgava em torno de sua vasta propriedade, congratulando a si mesmo por sua grande riqueza.
Um dia, em uma destas cavalgadas, viu Hans, um velho arrendatário. Hans estava sentado sob uma árvore quando Carl passou. À inquisição de Carl, Hans respondeu, – Estou apenas agradecendo à Deus por meu alimento.
Carl protestou, – Se isto fosse tudo o que eu tivesse para comer, eu não me sentiria tão grato.
Hans respondeu, – Deus me deu tudo o que necessito, e sou grato por isso.
O velho e pobre fazendeiro ainda acrescentou, – É estranho você passar por mim exatamente hoje, porque eu tive um sonho na noite passada. Em meu sonho uma voz me disse que o homem mais rico do vale morrerá hoje à noite. Eu não sei bem o que significa, mas acho que eu tinha que lhe contar.
Carl gritou, – Sonhos são absurdos!
E num galope enfurecido, se afastou. Mas não conseguia esquecer-se das palavras de Hans: "o homem mais rico do vale morrerá hoje à noite".
Era, obviamente, o homem mais rico do vale, assim convocou seu médico até sua casa. Carl contou ao médico o que ouvira de Hans. Após um exame completo, o médico disse ao rico fazendeiro, – Carl, você está tão forte e saudável quanto um jovem cavalo. Não há como você morrer esta noite.
Por garantia, o médico ficou com Carl, e jogaram cartas durante a noite. Na manhã seguinte o médico se foi após Carl desculpar-se por lhe dar tanto trabalho apenas baseado em um sonho de um velho.
Por volta das nove horas da manhã, um mensageiro chegou à porta de Carl. – O que quer? Carl perguntou.
O mensageiro explicou, – É para trazer-lhe notícias sobre o velho Hans.
Ele morreu durante o sono nesta última noite.
Por todos os fantásticos momentos que juntos vivemos e pelas incríveis aventuras que ambos partilhamos, nossa despedida, que se avizinha, é uma notícia mais do que triste.
Você vai embora e deixará meu coração vazio. Ficarão as lembranças de suas palavras e gestos, mas, ainda assim, sentirei sua falta. Jamais vou esquecer você, querido amigo, para o resto da minha vida.
Vocês são tudo que preciso para ser feliz em minha vida! São meu exemplo de honra, de amo, de cuidado. Pais assim não existem como grão de areia; são raros.
Sinto uma grande alegria por poder dar minhas felicitações por suas bodas de ouro, por cinquenta anos de casamento. Foram fases de luta, de empenho, de suor, de nunca desistir e de união para construir o que de melhor existe no mundo: um lar com amor para vocês e seus filhos. Sejam felizes sempre!
O governador e sua comitiva estavam num trem, quando notaram, no mesmo vagão, um senhor mal vestido, com os olhos fechados. Alguém resolveu afastá-lo dali, mas o governador impediu; aquela criatura serviria para distraí-lo durante a viagem.
Provocaram o homem durante todo o trajeto, com gracejos e humilhações.
Quando chegaram à estação, porém, viram que muita gente viera receber o estranho: tratava-se de um dos mais conhecidos rabinos da América, e seus seguidores tinham ajudado a eleger o governador.
Imediatamente, este se deu conta do erro. Puxando-o para um canto, pediu:
Perdoa as nossas brincadeiras e abençoa-nos rabino.
Eu posso abençoa-lo, mas não posso perdoa-lo. Naquele trem, eu estava, sem querer, representando todos os homens humildes deste mundo. Para receber o perdão, percorra a terra inteira, e se ajoelhe diante de cada um deles.