Pai é uma palavra que devemos chamar a quem cuida verdadeiramente de nós. E eu a aplico sem qualquer hesitação no seu caso. Apesar de ser meu pai adotivo, sinto um carinho indescritível e uma afeição muito grande por você.
Quero lhe agradecer por estar sempre por perto. Nunca vou conseguir compensar tudo o que já me deu ao longo destes anos. Você é o meu maior orgulho e é apenas do seu lado que sinto proteção.
Sou composta por urgências
minhas alegrias são intensas
minhas tristezas, absolutas.
Me entupo de ausências,
me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito,
eu só vivo nos extremos.
Eu caminho, desequilibrada,
em cima de uma linha tênue
entre a lucidez e a loucura.
De ter amigos eu gosto
porque preciso de ajuda pra sentir,
embora quem se relacione comigo
saiba que é por conta-própria e auto-risco.
O que tenho de mais obscuro,
é o que me ilumina.
E a minha lucidez é que é perigosa...
Se eu pudesse me resumir,
diria que sou irremediável!
Clarice Lispector
Senhor! Fazei de mim um instrumento da tua paz.
Onde houver ódio, faze que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvidas, que eu leve a fé. Onde houver erros, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre! Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado... Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a Vida Eterna.
Um menino entra na lojinha de animais e pergunta o preço dos filhotes à venda. – Entre 30 e 50 reais, respondeu o dono. O menino puxou uns trocados do bolso e disse: – Mas, eu só tenho 10 reais... Poderia ver os filhotes? O dono da loja sorriu e chamou a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando de forma visível. O menino apontou aquele cachorrinho e perguntou: – O que é que há com ele? O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril e andaria mancando para sempre. O menino se animou e disse com enorme alegria no olhar: – Esse é o cachorrinho que eu quero comprar! O dono da loja respondeu: – Não, você não vai querer comprar esse. Se quiser realmente ficar com ele, eu lhe dou de presente. O menino emudeceu e, com os olhos marejados de lágrimas, olhou firme para o dono da loja e falou: – Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 10 reais agora e 1 real por mês, até completar o preço total. Surpreso, o dono da loja contestou: – Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos. O menino ficou muito sério e levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar... Olhou bem para o dono da loja e respondeu: – Veja... Eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso. O dono da loja, assim como a gente, ficou mudo neste momento...
Quando aprendemos a trocar o ódio pelo o amor,
Quando aprendemos a trocar a angustia pela paz,
Quando aprendemos a trocar a hipocrisias pelas verdades,
Quando aprendemos a controla nossos sentimentos (Creio eu o mais difícil),
Estaremos pronto pra dizer eu sou livre.