É sempre muito bom ter-te por perto e desfrutar da tua companhia e lealdade, pois é fundamental ter a amizade e o carinho de alguém para que possamos partilhar as nossas alegrias e angústias, e falar dos nossos problemas sem receios ou reservas.
Mas, o melhor de conhecer alguém como tu é não sentir-se obrigado a nada, é poder estar contigo a assistir TV sem mesmo dizer uma palavra, sem sentir tédio ou vontade de estar sozinho(a), mas sentir falta da tua companhia nos momentos em que estás longe, a cuidar da tua vida enquanto eu cuido da minha.
Ser amigo é saber aproveitar o que de melhor o outro tem para oferecer-nos, é reconhecer os seus defeitos mas sabê-los suportáveis e, por outro lado, ser amigo é oferecer as nossas virtudes com toda a generosidade do mundo e viver sem máscaras ou dissimulações, de uma maneira autêntica, sem tentar esconder ou escamotear os nossos pequenos vícios, manias ou idiossincrasias.
Há muito tempo que penso em escrever-te alguma coisa a falar do sentido da amizade, essa coisa que nos envolve de maneira tão natural que nem nos preocupamos muito em perceber, ao certo, o que ela significa.
Talvez eu não consiga expressar ao certo esse tal significado, mas é bom saber que existe alguém a torcer por nós, a apoiar-nos, mesmo que nalguns momentos não concorde plenamente com o que estamos a pensar ou fazer e que, então, nessas tais circunstâncias, não hesita em expressar o seu ponto de vista, apenas com o intuito de iluminar um pouco mais o nosso caminho.
E é assim que faz o verdadeiro amigo, com liberdade e segurança, pois tem a certeza de que uma opinião divergente não será capaz de alterar um sentimento profundo de confiança recíproca e sincera.
Recentemente, eu visitei a casa de minha infância. Com quase 70 anos, a casa tinha problemas que exigiam que muitas das paredes interiores fossem derrubadas para fazer reparos. Olhando para aquela casa que já tinha sido tão bonita, hoje cheia de entulho de construção e grandes buracos nas paredes e pisos, fiquei imaginando:
- Quem iria querer uma propriedade com aparência tão feia?
A nova compradora chegou e começou a nos mostrar todas as coisas que ela planejava fazer em nossa velha casa. Pelo fato de ela restaurar casas como profissão, o que nos pareciam problemas caros eram simples reparos para ela.
Além disso, como a casa viria a ser o seu lar, tinha-se tornado um projeto especial para ela – ao qual dedicaria todo o seu carinho e conhecimento. O que enxergávamos como um fardo, ela recebia como uma aventura e um desafio.
Ao refletir sobre isso, comecei a fazer um paralelo espiritual. Nossas vidas podem estar em mau estado, mas Deus, o especialista em restaurações, o Empreiteiro, trabalha pacientemente para nos restaurar para o serviço e honra no Reino.
Talvez pensemos que nunca poderemos ser recuperados enquanto, o tempo todo, Deus está apenas esperando pelo convite para nos restaurar, curar e abençoar.
Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.
Ele disse: - A batalha é entre os dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego. - O outro é bom. É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: - Qual lobo vence?
O velho índio respondeu: - Aquele que você alimenta!
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
O gari representa faxineiros e serventes...
Em seu lugar, as máquinas não têm a eficiência.
Se não feita pelo gari, a limpeza parece ausente.
O trabalho simples, requer ordem e paciência.
Repare no gari: – Parece um ser "imantado".
Apesar do mérito de seu serviço, é mal remunerado.
Sendo irrisório o seu ganho, sobrevive mal alimentado.
Mas com todas as dificuldades, o gari é educado...
É uma educação vinda de berço e da sua criação.
Com pouco estudo, o gari se sujeita à humilhação!
No Brasil, o salário mínimo é sinônimo de fome. Que não sustenta a família e nem a um só homem!
Mais que um mero político, o gari merece respeito. Para ele, ser honesto e trabalhar correto é normal.
Numa sociedade, os que assim procedem são aceitos.
Pena não haver ganho digno ao trabalhador braçal. E, com todos os problemas, o gari leva à alegria geral!