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Sabe calar à hora certa
Meu desabafo escuta

Fala a sábia palavra
Aquela que preciso ouvir

É o sepulcro onde deposito meus segredos

É a fonte
Onde reabasteço meu ego

Acolhe minhas mágoas
Me reanima

Ri comigo
O riso mais sem graça

Escancara a boca
Com a minha gargalhada

Vara comigo noites
As alegres noitadas

Chora comigo
A lágrima sentida

Nas noites mal dormidas
Companheiro de solidões

O próprio bolso abre, repartindo
Quando o meu está vazio

Amigos são tão poucos
Se restar apenas um
Que seja tão grande
Que me baste.

Hoje é domingo! É um dia de reunião, de família, de reflexão. É hora de colocar as diferenças de parte e aproveitar para descontrair, para conviver. E principalmente é hora de desfrutar do bem mais precioso que temos: a família!

Na verdade, a família deveria estar sempre na primeira posição, mas nem sempre é essa a prioridade infelizmente. Eu vou aproveitar todos os momentos deste domingo!

Alguém houve na Terra que nascido na palha não desesperou da pobreza a que o mundo lhe relegara a existência, transformando o berço apagado em poema inesquecível.
Assinalado por uma estrela em sua primeira hora humana, nunca se lembrou disso em meio das criaturas.
Com a sabedoria dos anjos, falava a linguagem dos homens, entretendo-se à beira de um lago em desconforto, com as criancinhas desamparadas.
Trazendo os tesouros da imortalidade no espírito, vivia sem disputar uma pedra onde repousar a cabeça e dispondo da autoridade maior escolhia servir, ao invés de mandar, levantando os doentes e amparando aos aflitos.
Em permanente contato com o Céu, ninguém lhe ouviu qualquer palavra em torno dessa prerrogativa e podendo deslumbrar o cérebro de seu tempo, preferia buscar o coração dos simples para esculpir na alma do povo as virtudes do amor no apoio recíproco.
Esquecido, não se descurava do dever de auxiliar sempre. insultado, perdoava. traído, socorria aos verdugos, soerguendo-lhes o espírito através da própria humildade.
Golpeado em suas esperanças mais belas, desculpava sem condições a quantos lhe feriam a alma Angélica.
Amparando sem paga, ninguém lhe escutou a mais leve queixa contra os beneficiários sem memória a lhe zurzirem a vida e o nome com as farpas da ingratidão.
Vendido por um dos companheiros que mais amava, recebeu-lhe, sereno, o beijo suspeitoso.
Encarcerado e sentenciado, à morte sem culpa, não recorreu à justiça por amor àqueles que lhe escarravam na face, deixando-se sacrificar com o silêncio da paz e o verbo do perdão.
E ainda mesmo depois do túmulo, ei-lo que volta à Terra estendendo as mãos aos amigos que o mal segregara na deserção, reunindo-os de novo em seus braços de luz.
Esse alguém era humilde. Esse alguém é Jesus.

Certo dia desses, um Fabricante de lápis conversava com os seus lápis, dizendo a cada um deles as seguintes palavras: Existem cinco coisas que você precisa saber, antes de eu lhe enviar para o mundo. Sempre se lembre delas e você se tornará o melhor lápis do universo.
Primeira: Você poderá fazer grandes coisas, mas só se você se permitir estar seguro na mão de alguém.
Segunda: Você experimentará um doloroso processo de ser afiado de vez em quando, mas isto é exigido se você quiser se tornar melhor do que você já é.
Terceira: Você tem a habilidade de corrigir qualquer mal entendido que você puder ocasionar.
Quarta: A parte mais importante que existe em você está do lado de dentro.
Quinta: Não importa a condição, você deve continuar a escrever. Você deve sempre deixar uma marca clara e legível, não importa o quão difícil seja a situação.
Todos os lápis entenderam, prometendo lembrar sempre das palavras de seu criador, e entraram na caixa, compreendendo o propósito do seu Fabricante.
Somos também como um lápis. Fomos criados com um propósito pelo nosso Criador. E então, será que compreendemos tudo isto a cada dia?
Diz Paulo em Romanos 8.28: Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Disse um poeta que a palavra amor é uma palavra vazia, à espera de ser preenchida por alguém. É verdade que a palavra amor só faz sentido em nossa vida quando alguém desperta em nós o sentimento. Mas o amor é um sentimento raro, com uma conjugação complexa.

Como todo verbo, o amor tem os seus tempos... passado, presente e futuro, e todas as suas condicionais. O amor é também composto, intransitivo e, às vezes, intransigente. O amor é uma palavra simples, mas com significados e sentidos muito complicados. É uma palavra curta, mas onde cabe muita coisa.

O amor é como o tempo, todos nós sabemos o que é, mas se nos pedirem para explicar não conseguimos.