Um dia uma professora escreveu assim no quadro:
9x1 = 07
9x2 = 18
9x3 = 27
9x4 = 36
9x5 = 45
9x6 = 54
9x7 = 63
9x8 = 72
9x9 = 81
9x10=90
Na sala não faltou piadas porque ela tinha errado o
*9x1= 7*, sendo que a resposta certa é número 9...
Todo mundo riu dela. Ela então esperou todo mundo se calar, e somente depois disse:
É assim que você é visto no mundo.
Errei de propósito pra mostrar a vocês como o mundo se comporta diante de algum erro seu.
NINGUÉM te elogiou por ter acertado nove vezes, NINGUÉM te viu acertando e te deu os parabéns, mas TODO MUNDO te ridicularizou, blasfemou, humilhou e zombou porque você errou apenas UMA RESPOSTA.
Assim é a vida:
Devemos aprender a valorizar as pessoas pelos acertos.
Há pessoas que acertam muito mais do que erram, e acabam sendo julgadas por apenas UM erro, e não são valorizadas pelos outros NOVE acertos.
Isso serve pra todos nós.
Mais elogios e menos críticas.
Mais amor e carinho e menos ódio e crueldade.
Não é possível ser feliz com o negativismo do ciúme do seu lado. Nosso casamento não vai aguentar toda vida assim. É muita desconfiança, meu amor! Você não tem motivo para tantos pontos de interrogação.
Basta! Se liga, por favor. Mas se liga rapidamente. Não é ultimato, mas se você não der uma chance para vivermos em harmonia eu prometo que vou repensar no que pretendo para o resto da minha vida.
É que todos merecemos ser felizes. Todos! E você não está permitindo que sejamos felizes, que vivamos em paz, em tranquilidade. Seja feliz! Descanse e deixe o amor crescer!
De dentro de uma semente rasgou, certo dia, uma planta. Ainda era muito cedo para brotar, mas era melhor o frio externo do que suportar a casca que lhe sufocava. O vento lhe queimava a pele, e a sol forte quase não a deixava respirar. A terra onde nasceu era seca, e as pedras impediam que criasse raízes. Mas as raízes insistiam em crescer, e apodreciam porque no solo não conseguia se fixar.
Suas folhas pequeninas não sobreviviam muito além de alguns dias, logo secavam e caiam por terra. E a planta se deixou levar ao vento, na esperança de encontrar solo fértil. Areias quentes, alagados, solo infestado de raízes velhas. Em algum lugar precisava encontrar terra, onde pudesse florescer, mas na terra não houve um só canto onde pudesse fixar suas raízes, e numa estranha mutação a planta aprendeu a se nutrir do vento. E se acostumou a ver suas folhas caírem por terra, e frutos nunca ter.
Por muito tempo viajou por mundos ignotos e conheceu seus costumes. Por muitos mundos ela passou sem ser notada. Por outros deixou suas folhas secas nutrindo a terra. Seu sonho era ser como as outras plantas, criar raízes, florescer, frutificar. Um dia um jardineiro a recolheu num vaso, e ali regou suas raízes, e ela cresceu e floresceu, sentia-se viva e feliz. E por uma vez sentiu o calor da terra. Sentiu suas raízes crescerem, sentiu pela primeira vez sua natureza de planta
Todo o seu ser lhe foi grato, como se na vida toda estivesse esperando por este momento. O jardineiro lhe deu o precioso momento de ser e a planta nunca esquecerá do jardineiro. Porque mesmo por pouco tempo, a lembrança de ser planta, de ser cuidada e de ter raízes na terra ficará para sempre. E agora ameaça o vento a lhe arrancar do vaso numa noite dessas. E de novo lhe levar pelo ar para estranhas terras. E novamente ela terá que aprender a se nutrir do ar. Mas por onde for ela levará a lembrança de que um dia foi planta e teve terra e a imagem do jardineiro a regar seu vaso.
O professor lutava na escola com um grande problema. Os alunos começaram a ler muitas histórias de homens maus, de roubos e de crimes e passaram a viver em plena insubordinação.
Queriam imitar aventureiros e malfeitores e, em razão disso, na escola e em casa apresentavam péssimo comportamento. Alguns pronunciavam palavrões, julgando-se bem-educados, e outros se entregavam a brinquedos de mau gosto, acreditando que assim mostravam superioridade e inteligência.
Esqueciam-se dos bons livros. Zombavam dos bons conselhos.
O professor, em vista disso, certo dia reuniu todas as classes para a merenda costumeira, apresentando-se uma surpresa esquisita. Os pratos estavam cheios de coisas impróprias, tais como pães envolvidos em lama, doces com batatas podres, pedaços de maçãs com tomates deteriorados e geleias misturadas com fel e pimenta.
Os meninos revoltados gritavam contra o que viam, mas o velho educador pediu silêncio e, tomando a palavra, disse-lhes:
- Meus filhos, se não podemos dispensar o alimento puro a benefício do corpo, precisamos também de alimento sadio para a nossa alma. O pão garante a nossa energia física, mas a leitura é a fonte de nossa vida espiritual. Os maus livros, as reportagens infelizes, as difamações e as aventuras criminosas representam substâncias apodrecidas que nós absorvemos, envenenando a vida mental e prejudicando-nos a conduta. Se gostamos das refeições saborosas que auxiliam a conservação de nossa saúde, procuremos também as páginas que cooperam na defesa de nossa harmonia interior, a fim de nunca fugirmos ao correto procedimento.
Com essa preleção, a hora da merenda foi encerrada. Os alunos retiraram-se cabisbaixos. E, pouco a pouco, a vida dos meninos foi sendo retificada, modificando-se para melhor.
Eu sei que daqui a 50 anos ainda iremos lembrar do aniversário uma da outra; que vamos recordar o primeiro menino que a outra beijou, vamos lembrar do primeiro amor, vamos lembrar daquilo que mais fez a outra sofrer. Vamos lembrar também dos castigos compartilhados, das broncas que as duas levamos juntas e dos medos que passamos.
Eu sei que não iremos esquecer dos porres que tomamos nem das trapalhadas que no outro dia, nos fizeram dar risadas por horas. Iremos recordar das festas, dos outros amigos e do tempo da escola. Lembraremos de quando uma chorou no ombro da outra desconsolada, onde as duas terminaram chorando por algo que nem era tão difícil de ser enfrentado.
Iremos ver as fotos de antes da felicidade estampada em nossos rostos e vamos sentir a saudade apertar o peito e se tornar pior ao sabermos que tudo aquilo não irá voltar mais. Prima, daqui a 50, 60, 70, 80, 100 anos, nem que não estejamos mais juntas, sei que nunca iremos esquecer uma da outra!