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A caçulinha da família está fazendo aniversário. Parabéns, maninha! Só quando você chegou às nossas vidas eu percebi a falta que você estava fazendo. A vida, a família, tudo tem mais sentido desde que você chegou.

Gosto muito de você, mesmo quando é chata ou brigamos, e sei que nosso amor é eterno e indestrutível. É reconfortante ter uma irmã, especialmente por ser você, e não imagino a vida de outro jeito. Espero que seu dia seja muito divertido e seus desejos sejam cumpridos. Feliz aniversário!

À medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando...
Porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, coisas que você pensa que são importantes.
A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável.

Carregar tantas coisas, pesa demais... Então você pode escolher:
Ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude,
O que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.
Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem.
Ou pode aliviar o peso, esvaziar a mala.
Mas, o que tirar?
Você começa tirando tudo para fora.
Veja o que tem dentro:
Amor, amizade... Nossa!
Tem bastante. Curioso, não pesa nada.
Tem algo pesado. Você faz força para tirar...
Era a raiva - como ela pesa!

Aí você começa a tirar, tirar e aparecem a incompreensão, o medo, o pessimismo. Nesse momento, o desânimo quase te puxa pra dentro da mala. Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo aparece um sorriso, sufocado no fundo da bagagem. Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a felicidade.

Então você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora a tristeza.
Agora, você vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante.
Procure então o resto: a força, esperança, coragem, entusiasmo, equilíbrio, responsabilidade, tolerância e o bom e velho humor.

Tire a preocupação também. Deixe-a de lado, depois você pensa o que fazer com ela.
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo.

Mas, pense bem o que vai colocar lá dentro de novo, hein?
Agora é com você!

Amor da minha vida, queria que existissem palavras melhores, e se pudesse inventaria uma língua, para assim lhe poder dizer que amo você da forma mais original e especial que existe.

Depois cheguei à conclusão que talvez não seja necessário, pois o que importa mesmo é que eu amo você de verdade e para sempre. Ter você ao meu lado e fazer você feliz é tudo que preciso para ser feliz também.

Amo você, verdadeira e eternamente!

Saudade é sentir seu perfume na rua e correr a te procurar. É escutar nossas músicas fazendo força para não chorar. Lembrar dos momentos juntos e ressaltar a felicidade que você veio me proporcionar. E de como era bom estar ao seu lado vendo esse olhar, dizendo pra mim "vem me beijar"... Saudade é procurar nos jardins seu sorriso e não encontrar. É recostar na cama, à noite, e te imaginar. Lembrar da tua face e vibrar. Saudade, por fim, é parar para pensar no quanto quero te amar...

O homem aproximou-se do espinheiro. Ergueu a mão para tocá-lo e um "ai!" de dor brotou de seus lábios.
Um rubi de sangue brilhou no seu dedo. O homem limpou o sangue e disse fitando o espinheiro: – Eu te perdoo!
Admirei e louvei dentro de mim aquele homem que possuía o doce dom de perdoar.
E aconteceu que veio outro homem. Parou junto ao espinheiro, ergueu a mão para tocá-lo, e o espinho o picou. Mas o homem limpou em silêncio a ferida, contemplou com amor o espinheiro, e não disse: – Eu te perdoo!
Tive, então, este pensamento: – O primeiro homem era um santo: sabia perdoar!
Este outro não sabe! Mas o meu Senhor, interrompendo a minha cisma, disse: – Quem não sabe é você! – Como, Senhor? Então o primeiro homem... – Sim, é um santo, porque perdoou quando foi preciso! – E o segundo? – É mais santo ainda, porque não tem necessidade de perdoar.
E como eu ficasse perplexo, com o olhar perdido na incompreensão e na dúvida, o Senhor me disse: – O espinheiro fere, porque é espinheiro. Ainda que ele quisesse jamais poderia perfumar.
O primeiro homem sentiu a dor da picada, e como não sabia nada, atribuiu a culpa ao espinheiro. Mas, como era puro de coração, perdoou.
O outro homem sentiu a mesma dor, mas como sabia que todo espinheiro fere, pois o espinheiro é assim, não se sentiu ofendido. E como nada tinha a perdoar, não perdoou.
Desde então sofro menos quando os espinhos me ferem. Dói-me na alma a ferida, mas minha alma sabe que não há ofensa. E como não há ofensa, não há perdão.
É assim que do meu peito brota um piedoso amor pelo espinho que não chegou a ser flor. Meu sofrimento se transforma em ternura porque já aprendi a não perdoar!