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Sinto que em mim vive uma ferida que não cicatriza. Meu defeito está deitando tudo a perder em nosso casamento. Tenho o marido que sempre desejei ter, sinto um orgulho enorme em nossa família. De verdade, não entendo porque sinto tantos ciúmes. A gente erra, mas eu sei que levo longe demais minha desconfiança. Só peço seu perdão. E sua ajuda para me ajudar a sair dessa.

Talvez seja por possuir a união que sempre sonhei desde menina, talvez seja por ter um medo irracional que seu sentimento desvaneça, talvez seja por ser tão feliz e achar que não mereço. São tantas as possibilidades que nem sei sequer me organizar. Seja qual for a razão, eu sei que minha insegurança e meu ciúme não são mais sustentáveis. Eu tenho noção que meus ciúmes são muitos e de todos os tipos. Mas tenho consciência também que algum dia vou ter de mudar, senão corro o risco de perder tudo e todos. Mais uma vez – e desejo que seja a última, me desculpe.

Uma das músicas mais bonitas da MPB é aquela composta pelo Nelson Motta e cantada pelo Lulu Santos, que diz que na vida tudo passa, tudo sempre passará, como uma onda no mar. Linda. Mas é mentira.
A garota está sofrendo o diabo porque brigou com o namorado e a mãe consola com a frase de sempre: vai passar. O garoto levou bomba no vestibular e o melhor amigo diz: na próxima vez você passa. Analisando superficialmente, é verdade, todas as nossas dores, um dia, cessam. Para dar lugar a novas dores. Tudo passa? Nada passa!
É isso que ninguém tem coragem de nos dizer. A dor da perda, a dor de fracassar, a dor de não corresponder a uma expectativa, a dor de uma saudade, a dor de não saber como agir, de estar perdida, instável, de ter dúvidas na hora de fazer uma escolha, todas estas dores, que parecem pequenas para quem está de fora, nos acompanharão até o fim dos nossos dias. Elas não passam. Elas ficam. Elas aninham-se dentro da gente, o que não deve servir de motivo para pularmos de uma ponte. Mario Quintana escreveu que nós somos o que temos e o que sofremos. Sem dor, sem vida interior.
Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve para montar o quebra-cabeças da nossa vida, um quebra-cabeças de 100.000 peças.
Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, aquela festa para a qual você não foi convidada, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é.
Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de "passou". Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando menos você esperar, ela vai ser necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.

A saudade já está apertando meu peito! Somos a prova que afeto é mais importante que sangue, que verdade é mais forte que linhagem. Você é mais que mãe adotiva.

Você é meu mundo! Minha vontade de viver! Agora que você vai viajar, a distância vai morder meu coração, mas tenho certeza que o tempo vai passar rápido. Tenha uma boa viagem, mãe! Beijo.

Ainda dá tempo para muita coisa, para amar, sorrir e brincar. Para trabalhar, jogar conversa fora ou dar um passeio. O dia vai a meio, e ainda dá tempo para fazer o que der vontade ou houver necessidade.

Aproveite agora e faça! Desfrute de cada instante, viva o momento em que está, pois planejar o futuro é importante, mas muito mais é viver o presente. Boa tarde com alegria!

Muita gente acha que é difícil começar uma caminhada. Pessoalmente penso diferente.

Para mim, mas difícil que iniciar é continuar... De começos o mundo está cheio: os que começam um casamento, os que começam a abandonar um vício, os que iniciam o aprendizado de uma língua e por ai vai.

Ir em frente é mais complicado. Exige persistência e muita força de vontade.

Requer que nós olhemos para trás com sentimento de satisfação pela experiência adquirida e não com remorso ou sensação de arrependimento. Que nós tenhamos sonhos, mas que não vivamos de sonhos. Que choremos, mas não deixemos as lágrimas turvarem nossa visão.

Que escutemos os outros, mas que não desistamos de fazer o que julguemos certo, por causa deles.

Tudo isso de tão simples parece coisa de criança. E é mesmo!

Antes de aprendermos a andar precisamos: cair muitas vezes, nos machucar, chorar, ser motivo de riso, e nem por isso tudo desistimos ou deixamos de levantar.

Nisso temos muito que aprender com as crianças. Elas "sabem" que antes de dar os primeiros passos, é preciso ficar de pé, e antes disso é preciso engatinhar.

Que precisamos das pessoas para servir de apoio, mas, que elas não são bengalas e nós não somos aleijados. Se todas as pessoas soubessem disso teríamos bem menos fracassados no mundo.

Gente que poderia atingir grandes coisas, mas que desiste no meio do caminho.

Diante disso só temos a agradecer a predisposição para certos aprendizados na infância.

Se fosse o contrário, muita gente hoje estaria numa cadeira de rodas.

Marcos Lima e Ronaldo Oliveira