Se eu fosse um poeta,
Um dia por certo escreveria,
Um verso de cada cor:
Seria negra a saudade,
Azul a felicidade,
e vermelha a minha dor.
E se ainda não bastasse,
E restasse alguma cor
Precisando de esplendor,
Seria verde a esperança
Deste alguém que não se cansa
De esperar por teu amor
De repente tudo parou O mundo se perdeu Um olhar Derreteu toda minha alma O único e mais intenso olhar Me fez viver de novo
Amar Como o passado se fez e se foi, Eu sinto de novo Um sentimento fervendo em mim, Me trazendo alucinações...
Ah, se eu pudesse tocá-lo como antes, Como meu...
O calor é restrito, Paixão proibida Que me faz louca, sua
Um beijo, despedida, Tudo a minha volta novamente faz sentido Mas dentro de mim tudo mudou
A esperança e toda a vontade Voltaram a me perturbar Mas o desejo, tão forte Esqueço a razão e me entrego, Ao Meu Grande Amor...
Como viver, se minha vida é você?
Como amar, se amar faz sofrer?
Como não chorar, se as lágrimas insistem em cair?
Como ser feliz, se a minha felicidade depende de você?
O que adianta ter tudo na vida e não ter você?
O que adianta cantar se você não vai ouvir minha canção?
O que adianta amar e não ser amada por você!
Rimar sem ar Viver sem Querer amar Quase me calar
Calar com calor Viver no amor Amores, sempre terei Com os quais, viverei
Quem sabe, viverei intensamente Viver assim, quase plenamente Quem sabe, exaustivamente Só tem que ser claramente
Sem nunca dizer não, vivo na paixão Quase sempre, magoei meu coração Quero agora, só felicidade Nem que seja somente igualdade
Quero falar em ar Fico sem respirar Quero viver no mar Quase me afogo só de pensar
Quero pensar em amor Mas meu peito se calou Quero falar em calar Isso eu sei falar.
Mas senti a sua falta. Falta de morar no abraço, da gente se perder no silêncio, da sua presença. Se me perguntassem em que lugar eu quero morar, eu com certeza diria que é dentro do teu abraço. Não existe lugar mais confortável, quente, cheiroso e acolhedor. E eu me sinto segura, em paz, protegida, sem medo. Deve ser por isso que gosto tanto de colocar a cabeça lá dentro e ficar bem quietinha. Dessa forma ninguém me acha, a não ser quem efetivamente precisa me encontrar. Mas essa pessoa, bem, ela nunca, nunca me perde.