Hoje eu não sou uma, sou duas. No meu corpo batem dois corações e lateja um amor impossível de descrever, avassaladoramente intenso!
Hoje eu sou vida que gera vida, e em mim meu bebê se desenvolve, em meu ventre ele medra diariamente, e em meu coração se cimenta um amor que será eterno, incondicional. Meu filho, por você eu vivo, e por você espero ansiosa e feliz, neste sublime estado de vida. Eu te amo, meu filho, hoje e para sempre!
Só queria ter o seu abraço pra ver se eu disfarço essa falta de você. Poder tocar, sentir o gosto do seu lábio, entrar no compasso e o seu coração bater, olhar nos teus olhos e dizer: sem você não importa se é doce ou salgado, se tá quente ou gelado, se faz sol ou vai chover. Eu achei que tava certo, fui errado, era leve, tá pesado ficar longe de você. No escuro, fica claro, o sozinho, acompanhado, é só a gente ficar junto e não separado, eu só existo se for do seu lado.
Há longo, longo tempo, compareceram no Tribunal Divino dois homens recém-chegados da Terra. Um trazia o sinal da muleta em que se apoiara. Outro mostrava a marca da coroa que lhe havia adornado a cabeça.
Fariam prova de humildade para voltarem ao mundo ou seguirem além... Postos, um a um, na balança. O primeiro acusou enorme peso. Era ainda presa fácil de lutas inferiores, parecendo balão cativo.
O seguinte, no entanto, revelava grande leveza. Poderia viajar em demanda dos cimos. Inconformado, contudo, disse o primeiro: – Onde a justiça divina? Fui mendigo paupérrimo, enquanto ele...
E indicando o outro: – Enquanto ele era rei... Passei fome, ao passo que muita vez o vi no banquete lauto. Esmolava na rua, avistando-o na carruagem. Conheci a nudez, reparando-o sob o manto dourado, quando seguia em triunfo. Vivi entre os últimos, ao passo que ele sempre aparecia como o primeiro entre os primeiros.
O outro baixou a cabeça, humilhado, em silêncio.
Mas o amigo sereno, que representava o Senhor, falou persuasivo: – Viste-o na mesa farta, mas não lhe percebeste os sacrifícios ao comer por obrigação. Notaste-o de carro. entretanto, não lhe observaste o coração agoniado de dor, ante os problemas dos súditos a que devia assistência. Fitaste-o sob dourado manto, nos dias de júbilo popular. todavia, não lhe contemplaste as chagas de sofrimento moral, diante das questões insolúveis.
Conheceste-o entre os maiorais da Terra. entretanto, não sabes quantos punhais de hipocrisia e de ingratidão trazia cravados no peito, embora fosse obrigado a sorrir. Na situação de mendigo, não fostes lançado a semelhantes problemas da tentação. Diante do companheiro triste, o ex-monarca recebeu passaporte para a ascensão sublime.
Sozinho e em lágrimas, perguntou, então, o ex-mendigo: – E agora?
O ministro angélico abraço-o, sensibilizado, e informou: – Agora. Renascerás na Terra e serás também rei.
Que toda a beleza das flores, a doçura do mel, o brilho das estrelas, envolvam todas as mãe neste dia especial, e que continuem irradiando o amor e alegria que sempre oferecem a seus filhos, e que Deus abençoe todas vocês!
Gostaria de pedir-te desculpas. Sabes que eu não costumo ter esses ataques de ciúmes, mas ontem não consegui controlar-me. Eu sei que tu nunca me deste motivos para que eu desconfiasse de ti e eu continuo a não desconfiar, mas é que fiquei muito irritado com o cinismo daquele teu ex-namorado.
Puxa, o fulano é o maior descarado, ficou a olhar para mim, a soltar sorrisinhos cínicos e a fazer comentários (que eu não sei quais foram) para depois olhar novamente para mim ou para ti e voltar a sorrir com ar de gozo.
Olha, eu sei que exagerei e que a podíamos ter continuado na festa. Mas fiquei aborrecido com aquela atitude desrespeitosa. Pensando bem, o que aconteceu comigo não foi exatamente uma crise de ciúmes, mas uma manifestação a favor do respeito. Mas, como a coisa não ficou bem explicada, espero ter esclarecido melhor a situação e prometo ter mais paciência com as pessoas inconvenientes da próxima vez.
Beijos.