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Gosto de você. Mesmo nos momentos em que sou exigente e que fico descontente sem ter razão, mas é que este coração age de maneira engraçada.
Umas vezes se alegrando por tudo, outras vezes se entristecendo por nada, mas é assim que sei te amar.
Em cada momento te querendo. Sendo feliz. Às vezes sofrendo neste insensato amor que me leva às alturas.
No paraíso, às vezes, penso estar. Mas este amor também tem o triste poder de por quase nada. No mesmo instante em que estou feliz, me fazer sofrer.
Mas é com este amor que te amo. Um amor que se alegra com pequenas coisas. E faz de coisas ainda menores um fim de mundo. É este o amor que te dedico, um amor que me faz feliz. A pessoa mais feliz na face da terra.

Eu não escolhi que você entrasse em minha vida e despertasse amor em meu coração. Eu nem esperava que você chegasse, mas a paixão falou mais alto e fomos levados por ela.

Sei que nem tudo correu bem e, por isso, agora estamos separados. Mas por toda a nossa história, por tudo o que provocou a nossa união, nós merecemos uma segunda oportunidade.

Vamos esquecer o que dissemos e fizemos antes e tentar de novo a nossa felicidade!

Numa sala de aula, havia várias crianças. Quando uma delas perguntou à professora:

- Professora, o que é o amor?

A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor. As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:

- Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.

A primeira criança disse:

- Eu trouxe esta flor, não é linda?

A segunda criança falou:

- Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.

A terceira criança completou: Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?

E assim as crianças foram se colocando.

Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou:

- Meu bem, por que você nada trouxe?

E a criança timidamente respondeu:

- Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?

A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera que só podemos trazer o amor no coração".

Houve uma reunião em uma marcenaria, onde as ferramentas se juntaram para acertar suas diferenças. O martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes o notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia barulho demais e além disso passava o tempo todo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.

A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito. Nesse momento entrou o marceneiro, juntou todos e iniciou o seu trabalho.

Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu em um fino móvel. Quando a marcenaria ficou novamente sem ninguém, a assembleia recomeçou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:

- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos e concentremo-nos em nossos pontos fortes.

Então a assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas e o metro era preciso e exato. Então se sentiram como uma equipe capaz de produzir belos móveis da mais alta qualidade e uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalhar juntos.

O mesmo ocorre com os seres humanos. Basta observar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação fica tensa e negativa. Ao contrário, quando se buscam com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades, isso é para os sábios!

Estela acordou-se ainda cedo,
pulou da cama sem medo
do frio que fazia lá fora.

Os pés miúdos, descalços,
folgados dos velhos sapatos,
correram o quintal sem demora.

Estela na horta adentrou,
abriu depressa o portão,
que rangeu sem má intenção.

O portão deu-lhe bom dia,
porém sua sintonia
denotou preocupação.

Estela olhou as verduras
com muito amor e doçura,
afagando-as com as mãos.

Julgou que a alface tão crespa,
mais ficara arrepiada,
temendo o voo das vespas.

Acenou para os legumes,
que, revelando ciúme,
cobravam sua atenção.

Preocupou-se com o tomate,
julgando que a face corada,
queimara-se na madrugada.

Achegou-se à berinjela,
que, roxa, pareceu a ela
ter a cor da aflição!

Jurou que um certo duende
houvesse pintado listrinhas
no corpo da abobrinha.

Isso assim era demais!
Voltou pra casa, correndo,
nem sequer olhou pra trás.

Na sala entrou, sem demora,
pedindo à mãe, nessa hora,
de presente uma porta.

E durante a madrugada,
pelos amigos da horta,
trocou o portão pela porta.