Você é meu dois em um! Uma amiga tão maravilhosa que parece mais minha irmã, aliás, sinto que somos mais irmãs de que outra coisa. E isso me deixa feliz, alegre!
É que nem todas as pessoas têm o privilégio de conhecer a amizade do jeito que conhecemos: aquela relação pura, genuína, honesta e absolutamente cúmplice! Acredite que dava minha vida para salvar a sua! Adoro você por tudo aquilo que seu coração representa para o meu.
Há nesse mundo muita vaidade E eu só quero ser feliz... A felicidade de alguns Estão nas coisas materiais Uma casa, um apartamento, Um sítio, uma fazenda... Uma moto, um carro, um avião... Pessoas egoístas Que buscam seus próprios interesses Quanto mais se tem mais se quer E não olham A necessidade do seu próximo Que precisam de tão pouco E eu só quero ser feliz... Uns buscam a perfeição física Lipoaspiração, cirurgia plástica Botox, bronzeamento artificial E eu só quero ser feliz... A palavra amor ficou banal Todos dizem: eu te amo Mas sem nenhum sentimento O amor de muitos se esfriou Sobra mentira e falta à verdade E eu só quero ser feliz... Alguns precisam ter seu ego amaciado Se apreciado, elogiado, aplaudido Precisam receber a glória do homem Pura vaidade de alma E eu só quero ser feliz... O dinheiro se tornou o Deus de alguns A falsidade filosofia de muitos Sucesso a qualquer preço Não importa se para isso Tenham que pisar Ou passar por cima de alguém Um oprime o outro E um cativeiro se faz presente Na vida dos homens Cada um tentando fugir Da sua própria sorte Sem olhar pra dentro de si mesmo Só para seus objetivos: Dinheiro – fama – poder Nada disso é importante pra mim Pois eu só quero ser feliz...
Por vezes reclamo que você é chato e que não manda em minha vida apesar de ser mais velho, mas eu não o trocaria por nada deste mundo. Nossas pequenas brigas são na verdade coisas normais de quem tem muita convivência e quando você não está por perto sinto até um grande vazio.
Você me traz felicidade todos os dias e o que nos une jamais deixará de existir. Feliz Dia do Irmão!
Eu era pequena ainda quando um novo bebê chegou à nossa casa. Certamente devia alegrar-me com o irmãozinho porém os cuidados e atenções com que nossos pais cercavam encheu-me de ciúmes e muitas vezes chorava ao pensar que tinha perdido o carinho antigo.
Vovô cultivava uma horta nos fundos de nossa casa. Em certo dia em que eu estava mais envenenado de ciúmes do que nunca, ele me chamou. Fui ver o que queria. Estava de cócoras junto a um canteiro onde semeara alface. As mudinhas, de um verde muito tenro, brilhavam à luz daquela manhã límpida e tranquila. Vovô, mergulhado no trabalho de separar, delicadamente, as mudinhas, não parecia ter percebido a minha emoção. Ele me disse:
– Preste atenção! Estou separando as mudinhas e, depois, irei plantá-las no lugar certo. Sabe, filho, o carinho é como a alface: precisa ser dividido para crescer melhor. Quando eu era da sua idade gostava muito de minha mãe. Fiquei rapaz e, um dia, conheci uma jovem, casei-me com ela e tivemos um filhinho.
Depois veio outro e outro. Mas, cada um que chegava não tirava nem um pouquinho do outro. O amor é uma coisa muito curiosa, quanto mais é dividido mais cresce e mais forte se torna. Seu pai e sua mãe estão ocupadíssimos com o bebê porque ele é pequenininho, frágil e desamparado. Mas pode crer que o amor que tinham por você ainda se tornou maior...
À medida em que eu via os pés de alface crescendo, belos e exuberantes, uma nova alegria nasceu em meu coraçãozinho ciumento. O carinho de papai e mamãe, dividido, crescia também, a cada dia, como aquela planta que tivera de ser dividida para que uma muda não sufocasse a outra.
Muitas vezes, depois disso, quando me perturbava o desejo de posse exclusiva, o canteiro de vovô parecia se retratar em minha mente, dando-me uma nova perspectiva de paz e serenidade.
Quanto mais dividido, mais forte e mais profundo se torna o amor. Nunca pude me esquecer disso...
Quando uma mulher, de certa tribo da África, sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a canção da criança. Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção. Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe cantam sua canção.
Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta. Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".
"Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor.
Então lhe cantam a sua canção". "A tribo reconhece que a correção para as condutas antissociais não é o castigo. é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade. Quando reconhecemos nossa própria canção já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém." "Teus amigos conhecem a "tua canção" e a cantam quando a esqueces. Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais.
Eles recordam tua beleza quando te sentes feio. tua totalidade quando estás quebrado. tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.