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Hoje pensei em ti e cheguei à conclusão de que a tua amizade é, para mim, como se fosse o próprio pote de ouro no fim do arco-íris.
Ter o apoio e a confiança de alguém como tu é um privilégio, um bem que não pode ser desconsiderado em nenhum momento da vida.
Não há dinheiro no mundo capaz de proporcionar um bem maior do que a confiança e a lealdade de um ser humano tão especial como tu.
Assim, se a lenda de que há um pote de ouro no fim do arco-íris for verdadeira, eu devo confessar que cheguei ao fim do arco-íris no dia em que te conheci, pois a tua amizade chegou a mim como um prêmio.
Portanto, quero que saibas que eu gosto muito de ti e espero, sinceramente, que me tenhas sempre como a grande amiga que todo ser humano gostaria de ter.

Filha... Eu te amo antes e depois de
todos os acontecimentos, na
profunda imensidade do vazio, e a
cada lágrima dos meus pensamentos.

Eu te amo, em todos os ventos que
cantam, em todas as sombras que
choram, na extensão infinita do
tempo, até à região onde os silêncios
moram. Eu te amo, em todas as
transformações da vida, em todos os
caminhos do medo, na angústia da
verdade perdida, e na dor que se veste
em segredo.

Eu te amo, em tudo em que estás
presente, no olhar dos outros que
te alcançam, em tudo em que ainda
estás ausente. Eu te amo, desde a
criação das águas, desde a ideia do
fogo, e antes do primeiro riso e da
primeira mágoa.

Eu te amo perdidamente, desde a
grande nebulosa, até depois que o
universo cair sobre mim suavemente!

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.
Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.
Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.

Padre Fábio de Melo

Nunca tivemos um fim, nunca houve uma despedida. Só um silêncio, e um olhar. E é por isso que ainda machuca, por nunca ter ouvido um "adeus, acabou", por ainda achar que existe algum pingo de esperança num vaso cheio de ilusão.

Se é Natal...
Porque ficar triste?
Se deixe levar...
Pela magia que no ar existe!

Se o bom velhinho
Vem ou não vem
Só o fato de você existir
Já é um grande bem...

Seja alegre e não triste...
Pelo simples fato
De que "você existe"...

Rico, pobre, gordo, magro...
Baixo, alto, feio, bonito...
Escuta o que te digo...

Você é único...
E a certeza deve sempre ter
Jesus te dá a chance
A grande chance de viver...

Seu Natal não pode ser triste
Pela alegria de que "você existe"
Então não se sinta mal...
Se solte e... Feliz Natal!