As pessoas gastam uma vida inteira buscando pela felicidade; procurando pela paz. Elas perseguem sonhos fúteis, vícios, religiões e até mesmo outras pessoas, na esperança de preencherem o vazio que as atormenta. A ironia é que o único lugar onde elas precisavam procurar era sempre dentro de si mesmas.
Enquanto houver forças, a batalha não acaba. Enquanto o amor permanecer, o fim não vai chegar. Esta tem sido a realidade dos meus dias e um dos motivos de escrever para você as honestas palavras que se seguem.
Infelizmente, foi com nossa separação que entendi alguns erros que cometi, todos os momentos em que falhei. Foi com a inevitável distancia que se seguiu à nossa rutura que percebi como você me faz tanta falta. Agora, em jeito de súplica, me agarro à esperança de que não tenha sido um fim definitivo. Me deixo levar pelo desejo de voltar a ter você em meus braços.
Um sentimento forte, como aquele que nós nutríamos um pelo outro, não pode desaparecer em tão pouco tempo. As vivências de nós dois ficaram marcadas em nossa memória. E eu ainda sou tão apaixonado por você.
Há sonhos que temos por terminar e eu continuo te querendo do meu lado. Vamos dar uma nova chance a nós dois. Ainda há um caminho que nos pode levar à felicidade.
Pensar em você tem virado algo rotineiro, acordo pensando em ti e vou dormir do mesmo jeito.
Uns dizem que isso é obsessão, outros dizem que é uma fase e que daqui a pouco te esqueço.
Já eu digo que é amor, e amor não é uma fase. Amor não é algo que acaba, amor é algo que fica com a gente para sempre, em forma de felicidade ou tristeza, a gente nunca sabe, mas amor é arriscar...
E eu estou arriscando por você.
Hoje gritei aos céus de contentamento. Vencer uma nova etapa é um lindo sentimento. As dificuldades foram ultrapassadas com muita determinação e se agora sinto a alegria da vitória, lutar não foi em vão.
É de conquistas que a vida é feita e temos sempre de estar prontos para as que vêm a seguir. Mas por agora vou saborear meu triunfo e agradecer a todos os que para ele contribuíram.
Pudesse eu ser manhã, dessas manhãs primaveras
Invadiria seu quarto, ainda coberto de sono
Pra tomar em minhas mãos o seu fruto em abandono
E levá-lo a meus lábios... Ai! meu Deus, como o quisera!
E meus lábios entreabertos, mordiscariam seu pomo
E a língua doce e morna, ao pincelar sua haste,
Convidaria sedenta pra habitar o meu domo
E nele deixar seu mel... Ai! meu Deus, que isso me baste!
Mas seu fruto, meu amor, já na minha boca cresce
Minha língua se contorce a sugar todo o volume
Minha flor, bem orvalhada, suplica que se apresse
Desce no canto da boca, um fio de sumo doce
No quarto sumo e orvalho exalam cio-perfume
Flor e fruto se encontram... Ai! meu Deus... verdade fosse...