Ninguém poderá jamais amar outro alguém se primeiro não aprender a amar a si próprio. A opinião que os outros formaram sobre nós, não é mais do que a imagem que refletimos sobre eles, aquilo que nós pensamos sobre nós mesmos.
O primeiro e mais duradouro dos amores deve ser o amor de cada um por si próprio; então antes de mais nada, ame-se a si mesmo!
A solidão não é uma situação física A solidão é um estado interior A melhor companhia que temos somos nós mesmos
Ela que nos torna melhor, mais agradável ao mundo exterior Cultivando a você mesmo você estará cultivando seu meio Que se tornará um solo fértil as simpatias... as companhias
De onde brotarão além das companhias, amizades, amores e paixões Além de cultivar sua sociedade com sua presença, não somente com a fortuita caridade que não precisa ser apenas material a caridade se estende pelo vasto campo da bondade
A caridade pode estar num sorriso de cumplicidade Assim como num sorriso de aproximação ou de compaixão Ou num olhar de aprovação ou no estender de uma mão Ou ainda na lágrima enxugada em carícia benta
Enfim na dação material ou na doação espiritual É tão vasto o campo da bondade, não só na amplitude como também na fertilidade Pois nela brotará sempre árvores que lhe darão bons frutos Mais frutos ainda do que os frutos pela caridade ofertados Enfim é muito mais prazeroso dar do que receber
Pois ao dar seu interior vai se iluminar E nunca mais vais sentir solidão em seu coração.
AMIZADE
Diz uma lenda árabe, que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem discutiram, sendo um deles esbofeteado, ofendido e sem nada a dizer, escreveu na areia.
hoje meu melhor amigo me bateu no rosto.
Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram tomar banho, o que havia sido esbofeteado começou a se afogar, sendo salvo pelo amigo, ao se recuperar, pegou um estilete e gravou em uma pedra.
hoje meu melhor amigo salvou-me a vida.
Intrigado, o amigo perguntou:
-Por que depois que ti bati, você escreveu na areia, e agora escreveu na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
-Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregarão de apagar, mas quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória e do coração, onde vento nenhum do mundo, tem poder de apagar.
Um homem não conseguia encontrar a felicidade em lugar nenhum.
Um dia ele resolveu sair pelo mundo à procura da felicidade.
Fechou a porta da sua casa e partiu com a disposição de percorrer todos os caminhos da terra até encontrar o lugar de ser feliz.
Aonde chegava reunia um grupo a quem explicava os planos que tinha para ser feliz.
Afirmava que seus seguidores seriam felizes na posse de regiões gigantescas, onde haveria montes de ouro.
Mas o povo lamentava e ninguém o seguia.
No dia seguinte novamente partia.
Assim, foi percorrendo cidades e cidades, de país em país, anos a fio.
Mas um dia percebeu que estava ficando velho sem ter encontrado a felicidade.
Seus cabelos tingiam-se de branco, suas mãos estavam enrugadas, suas roupas esfarrapadas, os calçados aos pedaços.
Além disso, estava cansado de procurar a felicidade, tão inutilmente.
Enfim, depois de muito andar, parou em frente à uma casa antiga. As janelas de vidro estavam quebradas, o mato cobria o canteiro do jardim, a poeira invadia quartos e salas.
Ele olhou e pensou que ali, naquela casa desprezada e sem dono, ele construiria a sua felicidade: arrumaria o telhado, colocaria vidro nas janelas, pintaria as paredes, cuidaria do jardim. – Vou ser feliz aqui. Disse ele.
E o homem cansado foi andando até chegar a porta.
Quando entrou, ficou imóvel, perplexo!
Aquela era a sua própria casa, que ele abandonara há tantos anos à procura da felicidade.
Então ele compreendeu que de nada tinha adiantado dar a volta ao mundo, pois a felicidade estava dentro da própria casa, dentro dele... e ele não tinha percebido.
A admiração não vem do nada e nem desaparece sem motivos substanciais: se o amor deriva da admiração, o mesmo acontece com esse sentimento!
O medo que tantas pessoas têm de que seus amados se desinteressem delas é infundado: quando o amor acontece, só uma grave decepção o ameaça.
O medo de decepcionar o amado costuma ser exagerado, pois isso só acontece quando o que ama comete uma falta grave, uma efetiva deslealdade.
O verdadeiro amor, numa fase, é sentido como gerador de grande exigência de perfeição justamente pelo medo exagerado de decepcionar o amado.
Em virtude do caráter exigente do relacionamento amoroso de boa qualidade, muitos são os que fogem dele, buscando alianças mais confortáveis.
Aos poucos, os que se amam se acalmam e esse medo vai se atenuando: percebem que encantam seus parceiros por serem exatamente aquilo que são!
Júlio César