A solidão buscada desperta em alguns a criatividade, o autoconhecimento, a paz sonhada; por outro lado é nos momentos de profunda solidão involuntária que experimentamos o vazio constante, a angústia marcante; a dependência afetiva e o afloramento do baixo instinto latente. Somos seres gregários, embora estejamos sempre sozinhos.
Mestre!
É assim que posso te chamar, pois você me ensinou tantas coisas, ajudou-me dar tantos passos.
Talvez você ache que apenas fez o básico, mas para mim você fez o essencial para que eu pudesse dar meus passos firmes.
Você me ensinou que cada pergunta pode ter mais de uma resposta, e que a resposta a escolher é aquela que mais nos faz bem.
Você foi mais que um professor, foi um amigo, foi meu guia... E sei que isso não é possível de se esquecer.
Te desejo...
Feliz Dia dos Professores!
Sim, eu sei. Palavras não voltam atrás depois de saírem de nossa boca. E, por vezes, elas provocam feridas que magoam o coração. Eu fui muito dura com você e disse coisas que não podia nem queria dizer, mas estou muito arrependida e disposta a tentar mudar meus defeitos. Vamos esquecer nossa briga e dar asas ao amor, porque é esse o sentimento que nos traz felicidade.
Com a vida apressada, angustiada, tão absorta em pensamentos pequenos, sem entender a dor disfarçada em mal humor, pouso os olhos no menino, ali, dormindo. No meio da rua, entre carros, passantes, cachorros e passarinhos destoantes, com as mãozinhas sobre a cama de papelão, agarradinho, inocente, no corpo do irmão.
A mãe sofrida, sentada no sujo chão, tentando esconder a vergonha e a fome, tendo à frente o pai, derrotado enquanto homem. A dor oprimida no peito, sem conseguir engolir, ver assim alguém tão só, uma família – flores do pó. Ah, a cruz! Preguem-me na cruz.
Quero morrer por eles, morrer por mim, inerte, covarde, torpe! Nada a fazer, senão sofrer? Não tem remédio, senão chorar? Menino dormindo, como o meu, como os nossos, sonha sonhos de criança, com luzes e festa, com brinquedos e paz, sorvete, banho, banheiro. Alegria o ano inteiro.
Perdeu o endereço do céu, mas espera Papai Noel. Aquele pai e aquela mãe, sem teto ou dignidade, não sabem da missa a metade. Não choram, apenas pedem, que a sorte mude e os ventos tragam a esperança e o sorriso do menino, que dorme ali no chão, tranquilo, ao relento, desprotegido.
A leoa de dentes arrancados, o guerreiro sem escudo, sem lança, sem conseguir defender sua criança, olhar vazio, de alma apagada, sem ter mais nada. Nada a oferecer, senão seu corpo. Nada a pedir, senão o pão. E eu, e você, o que fazemos?
Vamos embora, com a consciência confortada de que nada podemos fazer, por não termos o poder. Qual nada! Eu posso. Você pode. Mas é difícil, é cômodo. Você tem lar. Eu tenho pão. Eles é que não.
A primeira estrela aparecia no céu...
Era um dia de luar...
A saída do cartório estava cheia...
Todos olhavam os noivos com carinho...
Grãos de arroz voavam pelo ar...
Ele sussurrou no ouvido dela...
Eu te amo...
Você é isso...
É o meu amor...
Toda a recompensa de um amor sem fim...
De braços dados cruzaram os umbrais da porta...
Estavam casados...
Dali para frente...
A vida seria em comum...
Terminaram - se as buscas...
Enfim...
O amor estava ali...
Havia tomado conta dos corações dos depois...
O destino estava se cumprindo...
O carro estava na porta...
Depois das últimas despedidas...
A viagem se inicia...
Rumo a lua de mel...
A chegada num hotelzinho isolado...
Friozinho de montanha...
Dentro do chalé o casal se beija...
Sussurros...
Carinhos...
Beijos...
Gemidos...
O amor acontece...
O dia amanhece...
E eles nem percebem...