Nosso namoro terminou. Dele decidimos o final de forma repentina, e hoje eu tenho certeza que fizemos de forma irrefletida, de forma precipitada.
Dissemos adeus a um amor que eu sinto não ter acabado, pois em mim arde ainda vivo e intenso, me empurrando cada vez mais ao desespero da saudade daquele que agora chamo de ex-namorado, daquele que eu quero de volta aos meu braços: você!
Conta-se que um homem chamado Okiba teve que abandonar sua terra por motivos particulares, e, assim, peregrinou em regiões inóspitas e desérticas. Levava consigo um candeeiro para estudar a Escritura, e um galo que lhe servia de despertador. Para não andar sempre a pé, ia montado num burrinho.
Certa noite, chegando a uma pequena vila, procurou lugar para repousar, mas ninguém deu abrigo ao estranho. Desolado, Okiba foi dormir em baixo de uma frondosa árvore. Acendeu o candeeiro, fez suas preces e iniciou a ler a Escritura, mas um vento forte apagou o candeeiro.
Pacientemente disse: "Deus sabe o que faz!". E assim, procurou dormir. Durante a noite, um lobo devorou o galo e um leão o jumentinho. "Deus sabe o que faz", pensou Okiba.
Ao amanhecer, foi à aldeia para ver se arranjava alguma coisa para comer. Mas, que horror! Ali não havia ninguém, tudo saqueado, com corpos mutilados, estendidos em todas as partes.
Uma tribo inimiga assaltara durante a noite e exterminara a população da pequena vila! Então pensou Okiba: Se tivesse dormido na vila teria morrido com os outros. Se o candeeiro tivesse ficado aceso durante a noite, ter-me-iam achado. Se o galo tivesse cantado de madrugada ou o burro zurrado, como costumam fazer às madrugadas, os salteadores teriam me localizado e a esta hora estaria morto... Portanto: "Deus sabe o que faz!"
Na doença, na dificuldade, na alegria, nos contratempos do dia-a-dia, lembre-se: Deus sabe o que faz.
Lembre-se:
Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. (Romanos 8:28)
O que fazes com tuas mãos, pode produzir luzes de esperança ou sentenças crudelíssimas.
Quando o Senhor da vinha permitiu que o principio espiritual se aprimorasse até alcançar a condição de Espírito encarnante, e com isso aprimorando as sutilizas regidas pelo sistema nervoso central, permitiu-lhe ter nas mãos o instrumento das revelações das sábias verdades.
Desta maneira, podes através de tuas mãos, tornar-te carta viva do mais alto, reeducando-te e pacificando o coração de teus irmãos que pedem preces no além e daqueles que ora reencarnados necessitam de letras edificantes.
As mãos dos sábios e felizes diferenciam-se das mãos dos déspotas e tolos, por se negarem a compactuar com frases pervertidas, lições de comodismo, obras demoníacas, decretos autoritários, frases dementadas e literaturas de aspecto suicida.
O homem de bem, não apenas fala com sanidade, como escreve com peculiaridades, mesmo oscilante entre o nevoeiro intimo e as estrelas que o guiam, é capaz de em momentos próprios alçar voos intuitivos e trazer na escrita as mensagens medianímicas que consolam, os unguentos que amenizam dores, a sopa que acalma estômagos torturados, o passe reconfortante, os sinais aos surdos, o carinho aconchegante a orfandade.
Desta maneira, sê tu aquele que derrama a mancheias as palavras de vida eterna. Palavras escritas com fidelidade ao bem, edificando o próprio pensamento para que teu instrumento de ascensão (as mãos), não se torne charrua enferrujada ou veículo de tropeço a outrem.
Com tuas mãos, escreva a esperança, a iluminação... A vida. Escreva em teu livro da vida páginas que o tempo não destruirá em linhas que te farão liberto de erros passados.
Escrevo apenas para desabafar
Não sei o que anda acontecendo comigo
As vezes estou bem, outras vezes sinto
vontade de chorar.
A tristeza já invadiu
o meu coração,
que pede por socorro
e quer sair dessa solidão.
Estou parecendo uma adolescente,
que procura constantemente
uma fortaleza, para se abrigar
dessa mágoa que não quer passar.
Preciso de um amigo,
que me estenda a mão
para poder acalmar
esse meu pobre coração.
Foi há 1 ano que você partiu, mas em meu coração é como se tivesse sido ontem. As feridas de sua perda ainda me ardem muito, como se estivessem em carne viva. Não parece haver um remédio, um antídoto que me consiga consolar verdadeiramente. Nem o tempo, que afirmam curar tudo, tem servido para eu conseguir seguir em frente.
Ainda há uma revolta silenciosa em mim. Um sentimento de injustiça de quem foi profundamente lesado, de quem foi roubado sem ter oportunidade de se defender. A morte é o maior de nossos inimigos e nunca podemos prever sua chegada. Por onde ela passa, as flores murcham, o céu escurece e a esperança se corrói.
Só restam em mim lindas memórias de você. E se no mundo real não te posso encontrar mais, é nessas recordações que continuamos nos revendo e matando saudades. Por tudo o que significa para mim, você me faz falta, hoje e sempre. Jamais eu te esquecerei.