Mensagens de Morte

Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.
Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.
Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário mostrar que eles ficaram por anos em nossas agendas.
Há amores não realizados que deixaram olhares de meses e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.
Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.
Há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados das folhinhas.
Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembranças de horas.
Há eventos que marcaram e que duram para sempre, o nascimento do filho, a morte do pai, a viagem inesquecível, um sonho realizado.
Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra "eternidade". Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.
Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz eu estava na ocasião.
O relógio do coração – hoje eu descubro – bate noutra frequência daquele que carrego no pulso.
Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.
Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.
É olhar as rugas e não perceber a maturidade.
É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida.
Pense nisso. E consulte sempre o relógio do coração: Ele te mostrará o verdadeiro tempo do mundo.

Nostalgia que me envolve, me leva e me afoga nas mais doces e lindas lembranças dos momentos bons que eu vivi ao seu lado.
Se eu pudesse escolher não pensar mais em você, não chorar de saudade dos seus mimos, não reler todos os históricos que me arrancam sorrisos, não acordar dos mais perfeitos sonhos onde posso te encontrar, não lembrar milimetricamente do seu sorriso, não ter que levar a vida sem você...
Se eu conseguisse parar de sonhar com você dizendo que me perdoa e que me dá mais uma chance, se eu conseguisse parar de me agarrar em expectativas sem fundamentos, se eu conseguisse passar uma hora que fosse do meu dia sem que você me viesse ao pensamento.

Tudo seria absurdamente mais fácil, mas eu não consigo controlar essas coisas, e eu tento, eu luto contra elas, eu nado contra a correnteza, todos os dias eu travo uma luta contra mim mesma, uma luta contra meu coração pra tentar pelo menos te deixar num cantinho esquecido dele, é irônico demais saber que a pessoa que mais me fortalecia, (e ainda fortalece quando me perco nas boas lembranças de nós dois) seja a minha maior fraqueza.

Será que eu realmente espero em vão?
Será que esse foi realmente o fim ?

São respostas que só nosso destino vai dar.
E se o destino for bom conosco que quando menos esperarmos ele nos una e nem a morte possa nos separar.

Eu ainda te amo!

Sarah Anastácio

Foi tão rápido.
Me lembro dos dias em que brincávamos.
Dessa brincadeira elevou a um sentimento mais forte, que entrelaçou nossos corações, nossas vidas.
Peguei à tua mão, estava fria...
Te acariciei, mas sua pele estava sem aquele seu belo pigmento que me paralisavam o olhar, por haver tanta formosura.
Te beijei... Seus lábios não me corresponderam.
Estavam frios.

Sussurrei em seus ouvidos o que eu realmente sentia por você.
Mas... Você nem se quer se reagiu.
Entrelacei meus dedos nos teus; mas os teus não se envolviam com os meus.
Te abracei, e não senti o calor corporal vindo de você.

Senti uma sensação estranha.
Olhei para os teus lindos e perfeitos traços.
Coloquei minha mão em seu peito... E não senti o coração bater... Foi aí que percebi que os anjos a levaram, levaram para bem longe, onde não podia encontrá-la, mas que era bom.

A sua ausência foi por mim profundamente sentida... E aí percebi que já se fora meu amor...
Grande mortal... Que foras cair nos braços da morte apelando por socorro! Sendo vítima de um trágico fim causado pelo AMOR de homens que não tinham o amor por significado... Esses sim não são dignos de amar...

Ela se foi... Anjo se tornou.

Ela sorriu descontraída para um triste desconhecido que passava. O sorriso dela fez com que ele se sentisse muito melhor.
Ele lembrou-se de uma bondade passada de um amigo e lhe escreveu uma carta de agradecimento. O amigo ficou tão satisfeito com o agradecimento que deu uma grande gorjeta após o almoço.
A garçonete, surpreendida pelo tamanho da gorjeta, apostou tudo confiando em um pressentimento. No dia seguinte descobriu que ganhara e deu boa parte a um mendigo na rua.
O mendigo ficou agradecido. por dois dias não tinha o que comer. Depois que terminou seu jantar, ele foi para seu sujo e pequeno quarto nos fundos de uma casa (Não sabia que iria enfrentar a morte).
No caminho recolheu um filhote de cachorro que tremia de frio e o levou, nos braços, para casa e o cãozinho começou a se aquecer
O filhote de cachorro ficou muito agradecido por estar protegido do frio. Naquela noite a casa pegou fogo. O filhote de cachorro latiu dando o alarme. Latiu até que acordou a casa inteira e salvou todos.
Um dos meninos que se salvou cresceu, estudou e tornou-se presidente. Tudo isto por causa de um simples sorriso. E isso não custou nem um centavo.

Num dos momentos mais trágicos da crucificação, um dos ladrões percebe que o homem que morre ao seu lado é o Filho de Deus. "Senhor, lembra-Te de mim quando estiveres no Paraíso", diz o ladrão. "Em verdade, estarás hoje comigo no Paraíso", responde Jesus, transformando um bandido no primeiro santo da Igreja Católica: São Dimas.
Não sabemos por que razão Dimas foi condenado à morte. Na Bíblia, ele confessa a sua culpa, dizendo que foi crucificado pelos crimes que cometeu. Suponhamos que tenha feito algo de cruel, tenebroso o suficiente para terminar daquela maneira. mesmo assim, nos últimos minutos de sua existência, um ato de fé o redime e o glorifica.
Lembremos deste exemplo quando, por alguma razão, nos julgarmos incapazes de ter uma vida espiritual.

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio.

Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por um rádio e, ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha do EUA chegaram ao local. Teriam de agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e à perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como?

Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali tinha sangue para doar. Reuniram as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era uma menino chamado Heng. Ele foi preparado as pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia.

Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico perguntou-lhe se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a perguntar-lhe novamente, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando coisas e o rostinho do menino foi se aliviando...

Minutos depois ele estava novamente tranquilo. A enfermeira então explicou aos americanos:

- Ele pensou que iria morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e achava que ia ter que dar todo seu sangue para a menina não morrer.

O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, perguntou:

- Mas, se era assim porque você se ofereceu para doar sangue?

E o menino respondeu:

- Ela é minha amiga...

Havia, certa vez, um rei sábio e bom, que já se encontrava no fim de sua vida.
Certo dia, pressentindo a chegada da morte, chamou seu único filho, que o sucederia no trono, tirou do dedo um anel e deu-o a ele dizendo: – Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição. Quando estiveres vivendo situações extremas de glória ou de dor, tira-o e lê o que há nele.
E o rei morreu, e seu filho passou a reinar em seu lugar, sempre usando o anel que o pai lhe deixara. Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho, que acabaram culminando numa terrível guerra. O jovem rei, à frente do seu exército, partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, seus companheiros lutavam bravamente. Mortos, feridos, tristeza, dor... O rei lembra-se do anel, tira-o e lê a inscrição: ISTO TAMBÉM PASSARÁ.
E ele continua a luta. Perde batalhas, vence outras tantas, mas ao final, sai vitorioso. Retorna, então, ao seu reino e, coberto e glória, entra em triunfo na cidade. O povo o aclama. Neste momento ele se lembra do seu velho e sábio pai. Tira o anel e lê: ISTO TAMBÉM PASSARÁ.

Hoje o Sol não brilhou...
Os pássaros não cantaram...
Os risos se calaram...
E as lágrimas rolaram em meu rosto...
Meu coração sofre em silêncio...
Hoje eu queria que essa verdade, fosse mentira, que fosse um pesadelo e que ao acordar encontraria o meu mundo normal.
Queria ter tido mais tempo para demonstrar os meus sentimentos por você.
Essa dor mais uma vez bate a minha porta, e o pior é que tenho a certeza de que não será a última vez.
Tenho que aprender a aceitar a morte como um fator natural do ciclo da vida, assim sofrerei menos.
Assim como o Sol um dia volta a brilhar...
Os pássaros cantar...
E as flores a florir...
As minha lágrimas aos poucos cessam, a minha dor aos poucos se esvai e a minha alma se conforta.
Agora restam apenas lembranças.
Lembranças de um tempo bom que não volta mais.
Não volta, os risos trocados, os abraços apertados, as histórias antigas, as visitas das férias, os passeios de família...
Agora tudo o que sinto é saudade.
Jamais esquecerei cada momento que vivemos juntos.
Obrigada por ter sido o maior e melhor avô.

Rezar ou pedir por alguém a Deus, em vida ou após a morte deste, que sempre tenha se destacado por sua bondade e honradez, numa análise mais profunda, poderia até ser embaraçoso junto ao Pai, pois quem melhor que Ele para saber dos privilégios deste conseguido, e com louvor, numa vida inteira de retidão? Poderia soar como que achássemos não ser Ele, em sua infinita sabedoria, capaz de ter mais ciência que nós das intimidades na evolução desta alma provavelmente já iluminada.

Uma situação diferente porém poderá se observar no caso daquele provido de virtudes e em comunhão com Deus, ao rezar ou pedir por alguém em vida ou que se fora, após uma existência desregrada e de desrespeito com seus semelhantes, onde dele só poderia se esperar atos de egoísmo. Neste caso Deus, do alto de sua bondade, poderá levar em consideração tal pedido, pois fora este o desejo de alguém com créditos conseguidos ao longo de sua jornada nesta vida, mesmo porque este pedido fora feito por alguém em benefício de outro o que torna tal atitude mais valorosa.

É por este e outros motivos que devemos muito mais agradecer a Deus do que lembrarmos Dele apenas para pedir. Se Ele sabe muito mais que nós de nossa própria existência, porque forçarmos para termos um destino diferente daquele já por Ele traçado?

Se nosso desânimo momentâneo vier à tona, muitas vezes por mesquinharias não conseguidas em nossa ânsia de sempre mais querer, certamente é porque Ele em seu infinito discernimento sabe que aquele desejo sendo realizado, poderia nos trazer muito mais infelicidade do que suportaríamos ao vivenciá-lo.

Meus queridos amigos, é tempo de celebrar a vida, o amor e a esperança, pois chegamos a esta época maravilhosa que é a Páscoa! Ter amigos tão especiais como vocês é das maiores bênçãos que alguém pode desejar. É mais uma alegria para juntar à comemoração de uma data tão extraordinária quanto essa.

Nesta época celebramos a vitória do amor do nosso Salvador que se transformou em triunfo sobre a própria morte. E eu desejo que todos os sonhos de amor e paz triunfem sobre qualquer dificuldade.

Feliz Páscoa, meu queridos amigos! É tempo de renovação, de renascimento, e nesse espírito eu espero que suas vidas renasçam carregadas de doces surpresas, muito amor, muita paz, muita saúde e muita amizade!

A menina debruçada na janela, trazia nos olhos grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte do seu cão de estimação.
Com pesar, observava atenta o jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também.
O avô que observava a neta, aproximou-se, envolveu-a num abraço e falou-lhe com serenidade: Triste a cena, não é verdade?
A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância. No entanto, o avô, que sinceramente desejava confortá-la, chamou-lhe a atenção para outra realidade. Tomou-a pela mão e a conduziu até uma janela opostamente localizada na ampla sala.
Abriu as cortinas e permitiu que ela visse o imenso jardim florido à sua frente, e lhe perguntou carinhosamente: Está vendo aquele pé de rosas amarelas, bem ali à frente? Lembra que você me ajudou a plantá-lo? Foi num dia de sol como o de hoje, que nós dois o plantamos. Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos, e hoje... veja como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas...
A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso, mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre uma e outra, das tantas rosas de variados matizes, que enfeitavam o jardim.
O avô, satisfeito por tê-la ajudado a superar o momento de dor, falou-lhe com afeto: Veja, minha filha, a vida nos oferece sempre várias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza, sem que possamos alterar-lhe o quadro, voltemo-nos para outra, e certamente nos depararemos com uma paisagem diferente.

Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Havia, porém, um súdito que sempre o lembrava desta verdade. Em todas as situações dizia: "Meu Rei, não desanime, porque Deus é bom!"
Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com o seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súdito conseguiu matar o animal, mas não conseguiu evitar que o Rei perdesse o dedo mínimo da mão direita.
O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem reconhecer ter a vida salva pelos esforços do servo, perguntou-lhe: "E agora, o que me dizes? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria perdido o meu dedo!"
O servo respondeu: "Meu Rei, apesar de tudo quero dizer lhe que Deus é bom e é o bem!"
O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso, e na cela mais escura e mais fétida do calabouço.
Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu ele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para os seus deuses. Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício.
Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso: "Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso, falta-lhe um dedo!"
E o Rei foi libertado. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou o seu súdito e pediu que viesse à sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente, dizendo-lhe: "Meu caro, Deus foi realmente bom. Fica a saber que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas, ainda tenho no meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que tu ficasses preso da maneira como ficaste... Logo tu que tanto o defendeste?"
O servo sorriu e disse: "Meu Rei, que bom foi Deus! Se eu estivesse livre e contigo nesta caçada, certamente teria sido sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!"
Portanto, lembre-se sempre: TUDO O QUE DEUS FAZ É BOM!

Certa vez, um homem caminhava pela praia, numa noite de lua cheia... E pensava assim: se eu tivesse um carro novo, seria feliz. se eu tivesse uma casa grande, seria feliz. se eu tivesse um excelente trabalho, seria feliz. se eu tivesse uma parceira perfeita, seria feliz... Até que tropeçou num pequeno saco cheio de pedras.
Pegou no saco e começou a atirar as pedras, uma a uma, ao mar, cada vez que dizia: Seria feliz se tivesse...
Assim fez até que ficou com uma só pedra no saco e decidiu guardá-la. Ao chegar a casa, percebeu que aquela pedra, se tratava de um diamante muito valioso.
Quantos diamantes ele atirou ao mar sem parar para pensar?
São assim as pessoas...
Se olhassem ao redor, parando para observar, perceberiam quão afortunadas são.
Muito perto de ti está a tua felicidade.
Cada pedra deve ser observada...
Ela pode ser um diamante valioso!
Cada um dos nossos dias pode ser um diamante precioso e insubstituível.
Depende de cada um aproveitá-lo ou lançá-lo ao mar do esquecimento para nunca mais o recuperar.
TU, como tens atirado as tuas pedras?
Amigos, Família, Trabalho e até mesmo os teus sonhos.
A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.

A tinta mancha o papel,
fingindo ser escrita,
mas que não passa de
um borrão só!
A mão que me segura,
já secou muitas lágrimas
vindas do coração,
quem me dera ter
um pouquinho de dom
para escrever uma poesia!
Sozinha não sou nada,
sem a velha mão cansada,
se fosse então feliz seria
male mal escrevo cartas
de amor ultrapassado
de um casal de velhinhos
pela morte separados.
ela ainda me pega as poucas
pela tinta que carrego,
ele já há muito descansa
em paz, e é nas mãos
dela que me entrego!
me pega muito trêmula
sempre que esta a chorar
molha-me a escrita, que pena!
mais uma carta a estragar.
chama-o carinhosamente:
meu querido amor menino
fico feliz quando escreve.
porem, cartas sem destino!

Geralmente, em toda parte,
No ângulo mais sombrio
Dos recantos desprezados,
Vem a aranha e tece o fio.

Escura, silenciosa,
Atendendo ao próprio instinto,
Seja dia, seja noite,
Vai fazendo o labirinto.

Por manter o enorme enredo,
Insiste e nunca esmorece,
Condenar-se por si mesma
É seu único interesse.

Desdobrando movimentos
Nos impulsos insensatos,
Pratica perseguições,
Multiplica assassinatos.

Insetos despreocupados,
Na ilusão cariciosa,
Transformam-se em prisioneiros
Da pequena criminosa.

Satisfeita, a aranha escura.
Prossegue na horrenda lida,
Nos venenos que segrega
Traz a morte e suga a vida.

Mas um dia, o espanador,
Na luta material,
Vem e arranca essa infeliz
Das teias de horror do mal.

A aranha, porém, não cede,
Com teimosia e com arte,
Foge ao bem que se lhe fez,
E vai tecer noutra parte.

Quem medita na conduta
Dessa aranha renitente,
Encontra a cópia fiel
Da vida de muita gente.

A muitos presos do engano,
Deus envia a dor e as provas;
Mas, depois de liberdade,
Vão prender-se em redes novas.

Quando levamos um tombo, quando não conseguimos o que queremos, quando estamos doentes, tudo isso dói, mais não existe dor maior do que a dor da perda, mais não é a perda de bens materiais, é a perda de um ser, quando uma pessoa perde a casa é ruim, porém ela ainda tem a vida para poder lutar e reconquistar uma casa mil vezes melhor do que a casa antiga; quando se perde dinheiro ainda assim se tem a vida para poder trabalhar e reconquistar o que se perdeu; quando se perde uma bola ainda assim pode-se comprar outra; mas e quando se perde a VIDA?
É ruim perder coisas que conquistamos com o nosso esforço, mas nada é comprável a dor que se sente quando se perde alguém, quando essa pessoa morre, somente o que resta é o vazio, a tristeza, não existem telefones para amenizar a saudade, que bom seria se existissem telefones no céu! mas não existem...
A vida é curta, o tempo mais ainda, as pessoas vivem se queixando de tudo, se queixam das roupas que tem, se queixam do dinheiro que ganham, enfim, ACORDEM se gastassem o tempo que passam reclamando da vida, fazendo algo de produtivo suas vidas seriam bem melhores, deixem a pessoa que amam com uma palavra de carinho, vocês não sabem se poderão fazê-lo mais tarde.
A morte pode tirar as pessoas do nosso lado, mais não podem tirá-las do nosso coração, por isso ele sangra cada vez que perdemos alguém que amamos, mais ele se restaura pois sabe que a partir dali ele será o único lugar em que encontraremos nossos entes queridos cada vez que sentirmos a sua falta...
Para ligar para o céu, o único telefone é o joelho, somos atendidos por aquele que nos dera a VIDA, mas muitos fecham o coração e não escutam quem está do outro lado da " linha".

É tempo de Páscoa, momento de celebração da vida em família, mas também de reflexão e mudança. Páscoa é sinônimo de renascimento, de renovação, pelo que é o momento certo para refletir e fazer renascer sentimentos mais nobres.

O importante é que cada um cultive em si sentimentos bons, fraternais e altruístas. Dessa forma todos poderemos contribuir para um mundo melhor e mais justo.

A Páscoa é também uma data que simboliza o triunfo da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio. É a época ideal para refletir sobre o verdadeiro significado da vida, e sobre a importância do amor em todos os campos das nossas vidas.

A Páscoa é, assim, tempo de celebrar o amor e triunfo de Cristo, mas também de refletir, renovar e mudar para melhor, tal como Ele nos ensinou.

Quando eu era criança não entendia muito bem a Páscoa. Só adorava procurar os ovinhos de chocolate que o coelhinho escondia.
Mas, o que tem a ver coelho com ovos, seus símbolos, com a ressurreição de Jesus ou a fuga dos hebreus do Egito comandada por Moisés?
Agora sei qual a relação de tudo isto. Os ovos são o símbolo do nascimento.
Ali dentro, uma vida por vir ao mundo. É o eterno milagre da vida que renasce todos os dias. O coelho é o animal que se reproduz com uma velocidade estonteante, é uma ode à família, uma declaração de amor que a natureza faz todos dias.
Renascer é nascer, somos nós mesmos que renascemos nos nossos filhos, é a vida que se pereniza na prole. A fuga dos hebreus é o fim da escravidão de uma povo. A escravidão equivale à morte, escravizar equivale a tirar a vontade e a alma de alguém, equivale a tirar sua vida.
Se libertar da escravidão é viver de novo, é renascer, é estar sempre começando tudo de novo. Por fim, Jesus é a ressurreição. Quer prova mais clara do que digo? Este eterno milagre que nos encanta é o milagre da vida que a Páscoa nos relembra.
A Páscoa é a ressurreição das nossas almas. Este é o dia de renascer, começar tudo de novo. De nos libertamos do mal que corrompeu nossas almas e nos recobrirmos com o véu da pureza da alma que tivemos um dia.
Abandonar tudo o que é velho e antigo e olhar pra frente com coragem. Nos dedicarmos à vida como quem sorve o sumo de um fruto saboroso. Hoje é dia de renascer.
Feliz Páscoa para todos.

Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe pagava muitíssimo bem, uma família unida.
O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em algumas áreas.

Se o trabalho lhe consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se surgiam problemas, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas que ela amava eram sempre deixadas para depois.

Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito cara e raríssima, da qual havia apenas um exemplar em todo o mundo.

E disse a ela:
- Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina! Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, ás vezes conversar um pouquinho com ela, e ela te dará em troca esse perfume maravilhoso e essas lindas flores.

A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.

Ela chegava em casa, olhava a flor e ela ainda estava lá, não mostrava sinal de fraqueza ou morte, apenas estava lá, linda, perfumada. Então ela passava direto.

Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu. Ela chegou em casa e levou um susto!
Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas pétalas caídas e suas folhas amarelas.

A jovem chorou muito, e contou a seu pai o que havia acontecido.

Seu pai então respondeu:
- Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te dar outra flor, porque não existe outra igual a essa, ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que Deus te deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre florida, sempre perfumada, e se esqueceu de cuidar dela.

Eu te amo...
E te amarei durante todo minha vida;
Te amo nos seus gestos,
Te amo no seu sorriso,
Te amo na sua voz,
Te amo no que você é!
Te amarei em tudo...

No ar que respiramos,
No alvorecer da tarde,
No crepúsculo,
Na morte...

Te amo na chuva que cai,
No sol que queima...

Eu quero te amar.
Te amar nas minhas horas de tristezas,
Pois sua lembrança só me traz alegrias;
Te amar quando a alegria chegar,
Pois o amor é alegria
E sou feliz enquanto te amo...

Mesmo que o amor se torne extinto,
Faço questão de te amar;
Mesmo que a luz do mundo acabe,
Quero te iluminar com o meu amor;
E somente a vontade de Deus
Seria capaz de tirar todo esse amor
Que alimenta minha própria existência...

Você mora dentro de mim.
Te amo...

Quando a conheci tinha 16 anos, ela eu não sei.
Fomos apresentados numa festa por um cara que dizia ser meu amigo.
Foi amor á primeira vista, enlouqueci.
Nosso amor chegou a um certo ponto em que eu já não conseguia viver sem ela.
Mas era amor proibido, meus pais não aceitavam.
Fui repreendido na escola.
Passamos a nos encontrar ás escondidas.
Até que não deu mais.
Fiquei louco, precisava dela.
Eu a queria e não tinha e não podia permitir que me afastasse dela.
Eu a amava.
Por causa dela, bati o carro, quebrei tudo dentro de casa e quase matei minha irmã.
Estava louco.
Hoje tenho 19 anos e estou internado num hospital.
Sou inútil, vou morrer abandonado por ela, e pelos meus amigos.

Seu mome: COCAÍNA; Meu amor, minha vida e minha destruição.
Sei que devo tudo isso a ela, meu desespero e, por fim, minha MORTE...

E disse Deus à humanidade: olhe, eu fiz você para que sempre possa abrir uns olhos novos e rir diante da morte ou se voltar a mim, alvoroçada de medo ou de esperança, e sentir-me Papai, Mamãe, Ternura.
Eu fiz você criança para que brinque sempre com todo esse brinquedo do universo infinito.
Sem quebrá-lo, porém, e sem se machucar, minha pequena!
Sempre brincando juntos os irmãos e as irmãs, iguais no jogo!
Agora estamos em um novo milênio, para você brincar. Não vá crescer demais.
Não vá querer soltar-se de minha mão, pequena!
Não vá fazer da vida um banco, um mercado, um navio de guerra!
Venha, me olhe bem na face a face: não está vendo meus olhos em seus olhos?
Cada dia amanheço neste breve horizonte de seus dias, pequena. Cada noite aconchego sua lua espantada.
Sempre estou acolhendo seus tropeços, seus sonhos, seu amor, sua vida, que é minha pequena!