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Sinto tanto sua falta, meu pai! Dava tudo para ter seu abraço uma vez mais. Ninguém está preparado para a perda, mas confesso que nunca lidei da melhor forma com sua partida para o céu.

Você será sempre o melhor pai que algum filho pode ansiar, porque nunca me faltou seu carinho, suas palavras de conforto, seu amor, e acima de tudo seus ensinamentos. Devo tudo a você, meu pai tão adorado! Um dia vou voltar a encontrar você. Até breve!

A vida é mais que pequenos dramas.

Você tende a achar que
pequenos problemas
são uma catástrofe?
Que tudo de ruim só acontece a você?
Que o mundo está contra você?
Sinto lhe dizer, menina,
mas você está desperdiçando
energia à toa.
Leve a vida de maneira
mais suave,
dando aos problemas o tamanho
exato que eles têm.
Faça da vida um grande teatro,
que quando as luzes se apagam,
todos os atores saem de cena
e os conflitos ficam restritos ao pano de cena.
Assim, você será bem mais feliz!

Ana Maria Braga

A gente tem mania de procurar a felicidade nas grandes coisas, e esquece que ela está no pôr do sol de hoje à tarde, na gargalha da melhor amiga, na troca de olhares com desconhecidos, na música preferida tocada na rádio, em um simples SMS de bom dia... A felicidade se encontra ali, aqui, e em todo lugar, mas ultimamente nos tornamos tão cegos.

Desde pequenos ouvimos sempre aquele velho conselho para aprendermos com nossos erros não seria bem melhor se o errado, neste caso, fossem outros e não você? Ganhar mais experiência na vida com nossos erros provavelmente já deve ser intrínseco ao ser humano, mas não seria nada mal mudar um pouco a perspectiva desta forma antiga de aprendizado.

Certamente é bem mais fácil perceber as consequências de um erro quando somos nós que cometemos, mas também não é difícil imaginar como seria mesmo sem o vacilo acontecer. Se conseguíssemos abstrair alguma experiência de pelo menos um erro cometido por cada amigo que conhecemos, já nos proporcionava algum conhecimento para tentar não cometer os mesmos.

Vamos tentar focar nas lições dadas por tantas histórias que ouvimos todos os dias que não acabaram tão bem, para evitar sermos personagens principais de outras mais. Aprenda com os erros dos outros e não necessite ter os seus.

O psiquiatra Paulo Rebelato, em entrevista para a revista gaúcha Red 32, disse que o máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver. Pode-se aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la. A liberdade é uma abstração.
Liberdade não é uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento para vestir. No entanto, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado no pescoço. Diga-me qual é a sua tribo e eu lhe direi qual é a sua clausura.
São cativeiros bem mais agradáveis do que o Carandiru: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luis Estevão, só que temos que advogar em causa própria e habeas corpus, nem pensar.
O casamento pode ser uma prisão. E a maternidade, a pena máxima. Um emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impede de chutar o balde e arriscar novos voos. O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia. Tudo que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza. Viver sem laços igualmente pode nos reter.
Uma vida mundana, sem dependentes para sustentar, o céu como limite: prisão também. Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho. Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão já é, em si, uma vitória. Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados. É uma opção consciente.
Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real, entre quatro paredes. Nosso crime é estar vivo e nossa sentença é branda, visto que outros, ao cometerem o mesmo crime que nós nascer foram trancafiados em lugares chamados analfabetismo, miséria e exclusão.
Brindemos: temos todos, cela especial.