Quando a bênção bate à porta do teu coração, não tenhas dúvidas de que pediste por ela em algum momento da tua vida.
Por vezes o que desejamos parece nunca chegar, mas há que lembrar que nem sempre sabemos pedir.
Aprende a pedir por ti, por tua harmonia, por tua alegria.
Aprende a pedir o melhor caminho, aquele onde a grama cresce farta e verde, onde a luz ilumina e faz conhecer, onde o amor acontece, florescendo por si mesmo.
Não te abandones a uma vida vazia, sem propósito.
Pede amor, pede paciência e pede compreensão.
Para que a cada momento possas crescer porque amas, possas estar em paz porque sabes o momento da espera e possas caminhar seguro porque aprendeste a arte da compreensão.
Sê fiel a tua intuição, ao teu coração e caminha... Tudo vem a tempo àqueles que sabem pedir com amor e confiança
Oh! Pobre criança,
Que dormes ao relento
Entre bombardeios.
Não grites quando estiveres desesperada
Oh! Pobre criança!
Uma canção te mandarei
Para aquecer teu coração
Uma canção suave como tua face
Mas ao mesmo tempo melancólica
Como a tristeza que tens nos olhos...
Oh! Pobre criança,
Não percas a esperança,
Pois um dia irei te encontrar
E tu feliz vai cantar
Assim que a guerra acabar...
Que o seu acordar não seja apenas mais um. Que esta manhã não seja apenas o começo de um novo dia e que as coisas não se sucedam da mesma forma que têm acontecido durante os últimos tempos.
Hoje você terá a oportunidade de fazer tudo diferente, de tentar algo que nunca antes tentou e a possibilidade de quebrar com as rotinas cansativas. Tudo depende da forma como encarar os momentos que estão prestes a chegar. Tenha um ótimo dia!
Uma sorveteria famosa sempre lotada nos dias de calor. Sorvete delicioso. Sabores variados. Clientela bem atendida. Homens, mulheres, crianças, todos fazem fila e aguardam pacientemente a sua vez. Tudo por um sorvete gostoso. Refrescante.
A menina sozinha, com o dinheiro na mão, também entrou na fila. Esperou, sem reclamar, mesmo quando uns garotos passaram à sua frente, sem cerimônia e sem polidez.
Quando chegou ao caixa, antes que pudesse falar qualquer coisa, o funcionário lhe ordenou que saísse e lesse o cartaz na porta. Ela baixou a cabeça, engoliu em seco e saiu. E leu o cartaz, bem grande, na porta de entrada: proibido entrar descalço!
Olhou para os seus pés descalços e sentiu as lágrimas chegarem aos olhos. O gosto do sorvete não comprado se diluindo na boca.
Ia se retirando, cabisbaixa, quando uma mão forte a tocou no ombro. Era um homem alto, grande. Para a menininha, ele parecia um gigante. Foi com ela até o meio-fio, sentou-se e tirou os seus sapatos número 44 e os colocou em frente a ela. Depois, a suspendeu e enfiou os pés dela nos seus sapatos. – Eu fico aqui, esperando. – disse ele. – Vá buscar o seu sorvete! Não tenho pressa.
Ela foi deslizando os pés, arrastando os sapatos, até o caixa. Comprou sua ficha e saiu, vitoriosa, com seu sorvete na mão.
Quando foi devolver os sapatos para aquele homem, de pés grandes, barriga grande, ela se deu conta de que se ele tinha pés enormes, muito maior ainda era o seu coração.
Amar ao próximo é fazer a alegria de alguém, por mais insignificante que ela possa parecer. É ter olhos de ver a necessidade embutida nos olhos tristes. É ter ouvidos de ouvir os soluços afogados na garganta e os pedidos jamais expressos.
Amar ao próximo é simplesmente ter a capacidade de olhar um pouco além de si mesmo.
Para prender-me
a polícia
por a-tentar
- o pudico e ávido
público
termina por decifrar
a mensagem
dos órgãos de segurança
sexual
e mergulha
sob as cobertas
comigo.
Deliciosamente infratores
simultaneamente
gozamos
entre relinchos, unhadas,
beijos e coronhadas.