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Acho que devo começar dando-lhe um pequeno pano de fundo. Eu era, na época deste relato, uma jovem e inexperiente mãe, com muito amor pelo meu pequeno Brian.
Vivíamos num povoado muito pequeno. Sabe, o tipo de povoado tão pequeno que todo o mundo conhece todo o mundo, e absolutamente todos conhecem os negócios de todos. Meu primo abriu uma pequena loja de roupas e me deu meu primeiro emprego. Eu abria a loja toda manhã, ficava ali o dia todo e fechava à noite.
Um dia, tive que levar Brian comigo porque minha mãe, que normalmente cuidava dele, naquele dia não podia tomar conta dele. Brian estava sentado no chão ao meu lado comendo biscoitos quando uma mulher de meia-idade – que eu nunca tinha visto antes – entrou na loja. Disse que não procurava por nada específico, apenas olhando.
Repentinamente, sem aviso, Brian engasgou violentamente. e posso lhe contar que ele estava realmente muito mau. Fiquei apavorada. Eu não sabia o que fazer. Aquele anjo de senhora pegou-o e "trabalhou" até que ele desengasgou. Ela então sorriu e me devolveu Brian, ele e eu chorando. Ela deixou a loja e nunca mais a vi.
Verifiquei em todo o povoado – que como mencionei antes, era o tipo de povoado pequeno onde todos se conhecem e todos sabem sobre a vida de todos – e ninguém na comunidade sabia de uma mulher com aquela descrição!
De alguma forma, seria o guardião de Brian?

No início de um novo projeto, tudo tem vigor e tudo nos entusiasma.
Inúmeras possibilidades se abrem diante de nós; nossa esperança alça voos e nossa energia e animação são ilimitadas.
Porém, conforme os problemas vão aparecendo, o entusiasmo inicial talvez comece a se desgastar. O futuro perde algumas das suas promessas e nossa vontade e determinação podem vacilar.
Parece muito mais fácil procurarmos formas de evitar o trabalho do que nos deixarmos inspirar pelos desafios que ele oferece.
Quando o trabalho nos faz exigências difíceis, nossa opção pode ser a de reter a nossa energia. Como não nos colocamos no trabalho, nossa energia se torna dispersa e confusa, e começamos a divagar, de um dia para o outro.
Vemo-nos buscando desculpas para não trabalhar de modo eficiente: não estamos nos sentindo bem ou precisamos de mais tempo. Assim que as distrações aparecem, logo recorremos a elas, fazendo pausas frequentes ou saindo para fazer coisas desnecessárias, talvez parando pelo caminho para conversar com um amigo.
No final do dia, foi muito pouco o que o nosso tempo rendeu.
No entanto, se encarássemos nosso trabalho de forma direta, talvez descobriríamos que ele é bem menos ameaçador do que tememos; perdemos, porém, a oportunidade de perceber isto, quando optamos por nos afastar.

Minha filha, parabéns pelo noivado! Tudo que mais desejo desde o seu nascimento é que se torne uma mulher feliz e realizada. Agora você deu mais um passo em direção a esse objetivo e meu coração pula de alegria com o seu.

Que Deus abençoe esta sua nova etapa com muita felicidade, amor e companheirismo. Que a harmonia e a paz reinem sempre na sua casa e na sua vida. Eu amo muito você, minha querida, e sempre vou estar aqui para o que precisar, quando precisar. Felicidades aos noivos!

Tentei, juro que tentei esquecer você
Esquecer nossa história, nossos
Momentos, mas foi impossível.
Você infiltrou-se em minha mente
Impregnou-se em meu sangue
Insinuou-se em minha alma
Introduziu-se lenta e profundamente
Em minha vida. Como esquecer você?
Seria tentar esquecer-me de mim
Mesma. Como tirar você do meu
Pensamento, se você é o meu próprio
Pensamento? Tentei esquecer você,
Juro que tentei! Tentei arrancar da
Minha pele, as marcas dos seus
Sentidos. Procurei exterminar da
Minha alma as últimas ilusões de ter
Você. Arrisquei a erradicar da minha
Mente seus textos, suas palavras.
Aventurei a livrar-me do feitiço que
Me dementava. Tudo inútil!
Em meus ouvidos, sua voz, seu
Sorriso, seu ai ai. Em minha boca,
Ainda o sabor da sua. Em meus olhos,
Os seus, seu corpo. Em minhas
Entranhas, você, todo em mim.
Como esquecer você? Como tirar
Você de mim? Como arrancar as
Lembranças? Me ajude, eu lhe peço!
Me ajude a esquecer você! Mas não
Dá para esquecer e sabe por quê?
Porque eu não desejo tirar você da
Minha memória! Porque eu não quero
Afastar ou perder as lembranças!
Porque se eu não posso, nem devo,
Ter a esperança de ter você.
Quero pelo menos sofrer, sentir dor, e
Cada vez mais lembrar de nossa
História, de nossos momentos, de você!

Quando decidimos agir, alguns excessos acontecem. Diz um velho ditado culinário: para fazer um omelete é preciso quebrar o ovo.
Quando decidimos agir, é natural que surjam conflitos inesperados. É natural que surjam feridas no decorrer destes conflitos. As feridas passam: permanecem apenas as cicatrizes.
Isto é uma benção. estas cicatrizes ficam conosco o resto da vida, e vão nos ajudar muito. Se em algum momento -por comodismo ou qualquer outra razão a vontade de voltar ao passado for grande, basta olhar parra elas.
As cicatrizes vão nos mostrar a marca das algemas, vão nos lembrar os horrores da prisão e continuaremos caminhando para frente.