Um dos maiores males do ser humano é pensar que somos uns melhores que outros. Achar que por ter nascido em determinado lugar ou simplesmente não ter tido a felicidade de estudar, terá mais ou menos dignidade. O pior de tudo é pensar que muitas vezes um simples olhar, pode deixar claro o fato de julgar que o outro não tem nada para se orgulhar.
Reconhecer que cometemos erros, que possuímos fraquezas, medos e limitações deveria fazer parte do nosso instinto, ser totalmente intrínseco. Ter humildade, respeitar o diferente, chamado por muitos de virtude, era para ser como um reflexo, algo automático, que acontece até mesmo antes do pensamento.
É muito presunçoso achar que ser humilde é ter que se rebaixar, estar sempre submisso àquele que se sente superior. Tornamo-nos iguais a partir do momento que atestamos a nossa semelhança em sermos todos diferentes. A humildade deveria mesmo ser definida como qualquer pequeno ato de afeto com o diferente, seja ele alto, baixo, cachorro ou gato.
Boa viagem, meu filho! Aproveite todos os instantes para crescer ainda mais, para evoluir sem limite, para se tornar uma pessoa ainda mais relevante no mundo que também é seu. Mas volte.
Volte logo, porque as saudades já estão começando e você ainda nem partiu. Na verdade, a despedida sempre aguarda por um regresso rápido e carinhoso!
Quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessita de comida... Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água...
Quando tiver frio, dai-me alguém que necessite de calor... Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo...
Quando minha cruz parecer pesada, dai-me compartilhar a cruz do outro... Quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado...
Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos... Quando sofrer humilhação dai-me ocasião para elogiar alguém...
Quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo... Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha...
Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender... Quando pensar muito em mim, voltai minha atenção para outra pessoa...
Tornai-me digno, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje...
PAI!
Hoje, lembrei dos momentos juntos, dos momentos ausentes...
Das conversas ao vento...
Sinto tua falta...
Da tua voz...
Do teu sorriso franco...
Da tua mão segurando a minha...
Onde estas pai?
Em que estrela ou dimensão te encontras...
Quero revê-lo, toca-lo...
Repousar em teu colo...
Voltar a dizer baixinho só para o senhor...
TE AMO MEU PAI...
Quem eu sou? Não descreveria em mil páginas e nem em uma folha. Sou uma pessoa que um dia já amei e fui amada, já amei e não me amaram, não amei mas fui amada... Já fiz loucuras e me arrependi. Vivi momento feliz e alguns tristes, já desperdicei oportunidades de viver um grande amor. Conheci grandes amigos e péssimos colegas, já falei sem pensar e machuquei algumas pessoas, já me apaixonei apenas por um olhar, já ganhei grandes presentes de bons amigos e ganhei também inimizades por palavras mal ditas e historias não esclarecidas. Já menti por menti, já menti para proteger alguém. Escutei coisas que não devia e me magoaram por brincadeiras mal feitas. Sofri por uma pessoa que não me amou. Amizades que achei que fossem verdadeiras mas eram falsas... Resumo-me em poucas linhas pois se for falar de toda minha vida poderia escrever um livro...