Eu tinha um medo mortal de não ser ninguém. De chegar sem ninguém me cumprimentar pelo caminho, de não notarem que eu mudei meu perfume, de não pedirem minha opinião, de começarem sem mim, de terminar sem ninguém.
O meu medo, mesmo mortal, não era o da morte, era o de não ser a mais ilustre dentre as comidas dos vermes. Eu quero que os vermes me guardem para comer no Natal ou quando chegar algum parente de longe que eles queiram impressionar.
Imagine quão desesperadora é a ideia do esquecimento para o homem moderno: já quase não nos sobram mais árvores nem tempo para escrever. Só nos resta então, ter filhos. Mas o amor aos meus filhos impediu-me de tê-los para viver as mesmas angústias que eu.
Eu desisti da vida muito jovem, quando ainda me sobravam vários dentes mas poucos motivos para sorrir. Agora, o arrependimento e o medo do esquecimento me perseguem e aqui me posto a escrever minhas memórias, por vezes trágicas, por vezes cômicas, mas quase sempre vis.
Arlindo da Souza e Cruz
Ninguém neste mundo é capaz de nos trazer paz. A paz deve ser cultivada dentro de nós mesmos. Aprender a relevar e a perdoar é uma das mais eficazes maneiras de ter paz. Quando relevamos, deixamos de criar problemas e passamos a valorizar o que realmente importa. Quando perdoamos, aos outros e a nós mesmos, conseguimos tirar o peso da raiva, da revolta e da angústia de nossos corações.
Outra virtude que devemos cultivar se quisermos paz de espírito é a paciência. A paciência nos mostra que é preciso aceitar situações e pessoas do jeito que elas são, e não do jeito que queremos que elas sejam. Quando somos pacientes, aprendemos a aceitar e a amar e isso nos leva à paz.
A paz é uma mudança de atitude que só você pode ter. Mude de atitude, ao invés do imediatismo, cultive a paciência. Ao invés do julgamento, semeie o entendimento e a compreensão. Não queira ter razão sempre, procure conversar e estar aberto para ouvir. Escutar o outro leva a um conhecimento maior do ser humano e consequentemente de nós mesmos. Quem se conhece melhor, se entende melhor, e quando nos entendemos melhor conseguimos buscar caminhos para uma vida mais feliz, uma vida em paz.
Desilusões, decepções, traições e arrependimento. Coisas que nos ferem e fazem-nos perder o gosto pela vida, nos faz perder o sorriso no rosto e o brilho no olhar. Nos faz desacreditar no amor que está dentro de nós e nos faz esquecer que existem pessoas incríveis.
E se apaixonar outra vez é difícil, pois desconfiamos de tudo. Mas aí surge essa tal pessoa fascinante, com um olhar doce, amoroso nos faz acreditar que o amor existe. Um apaixonante jeito de falar e tratar as pessoas, isso surge quando menos esperamos e nos faz de novo, outra vez amar.
Quando um amor nasce é precisa ter calma e acreditar que vai dar certo, agir com precipitação é errado, pois a naturalidade da timidez do início é o primeiro passo para um sentimento verdadeiro.
E quando menos esperamos surge o amor, um amor puro e quem sabe duradouro. Um amor que nunca imaginávamos e mudou tudo.
Minha querida, hoje sinto profunda gratidão por estarmos celebrando mais um ano da sua vida. Feliz aniversário, minha irmã!
Você é um orgulho para toda família e uma companhia muito especial. Tenho a sorte e o privilégio de chama-la de irmã e o conforto de saber que estará presente em minha vida para sempre.
Adoro você, minha querida, e desejo que tenha um dia maravilhoso, alegre, luminoso e sorridente, e que assim sejam sempre os dias da sua vida, que eu espero longa e muito feliz!
Ninguém precisa de riqueza, poder, fama, mocidade, inteligência, ou qualquer outra coisa para ser feliz. A felicidade não pode ser comprada.
Ela é fruto de nosso compromisso com a paz, a justiça, a alegria, o equilíbrio entre os seres do planeta, pois não é só a nossa felicidade que importa, mas a dos que virão depois de nós e de nossos filhos.
Ser feliz é isso: aproveitar intensamente este presente cotidiano – A VIDA – vivê-la plenamente e permitir que os outros também façam o mesmo.
Afinal, vivemos um dia de cada vez e quem deixa seu tempo presente preocupado com o que ainda não aconteceu ou angustiado pelo que já passou, perde a oportunidade de ser feliz AQUI E AGORA e, um dia, sem que se saiba quando, será tarde para voltar atrás.