Adorei conhecer-te. Tu não podes acreditar o quanto eu fiquei feliz no dia em que os nossos amigos nos apresentaram. O fato de tu estares a namorar, em nenhum momento me preocupou.
Notei o teu entusiasmo no primeiro olá. Quando começamos a conversar, e a conversa se encaminhou para outro caminho, entendi que ao primeiro olhar houve aquela empatia e naquele momento já estávamos atraídos um pelo outro. Era visível o nosso envolvimento.
Gostei de ti logo que te vi e percebi que o meu interesse era correspondido. Quando tivemos oportunidade de ficar a sós, surgiu então a chance do beijo e aquele momento foi maravilhoso. O beijo consentido provocou uma reação instantânea, que deu início imediatamente a um romance.
Sei que não será uma paixão passageira, só pelo calor daquele primeiro encontro. Senti uma emoção forte, aquela que sentem as pessoas, ao perceber que vão se apaixonar. Não lido bem com palavras faladas, por isso resolvi apelar para esta carta e confessar a minha emoção.
Para mim foi amor que nasceu naquela festa de confraternização. E parece que vai durar mais do que o esperado. É muito bom estar a amar. Sinto esta sensação e adoro!
Um grande beijo.
É difícil suportar a dor da despedida, principalmente quando a partida é para nunca mais voltar.
Com o tempo, a gente se acostuma às ausências mais doídas. Com o tempo, a gente se acostuma com tudo nessa vida. Quem é importante, mesmo estando distante, continua sendo amado. O tempo tem esse poder de fazer parecer que aqueles que amamos ainda estão, como antes, ao nosso lado. Acaba o sofrimento, o coração se aquieta e a saudade só em alguns momentos nos atinge como uma flecha. Mas o tempo, também, pode ser ingrato e cruel, pode ir apagando da nossa mente os rostos que achar conveniente. Assim, se você ama alguém, realmente, mesmo estando distante, sempre se faça presente. Entenda que quando um rosto se apaga da nossa imaginação acaba se apagando também dentro do nosso coração.
Sinto uma profunda tristeza que me está apertando o peito, pois você foi muito mais que um sogro – foi um segundo pai para mim. A notícia de seu falecimento não pode ser indiferente para ninguém, pois você sempre demonstrou ser uma pessoa maravilhosa.
Nesta hora de despedida, quero dizer que foi um grande orgulho tê-lo conhecido. Descanse em paz!
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Morre lentamente...