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O nosso amor nasceu para durar toda a vida, o nosso amor nasceu para a eternidade. Eu nunca fui de me apaixonar assim, de cair de amores e me entregar, mas com você foi paixão à primeira vista.

Nunca pensei ser capaz de amar assim, nunca imaginei ser capaz de me entregar assim. O meu coração é seu, cuida dele, cuida de mim! Você já é parte da minha vida, do meu corpo, da minha alma.

O meu amor por você passa pelas minhas veias, pulsa no meu coração, o meu amor é o que mantém a minha respiração. Eu sou feliz por amar e ter você, e quero viver o resto da vida nos teus braços.

Vamos viver o nosso amor sem medidas, sem reservas. Eu só lhe faço o bem e quero o nosso bem, porque você é o meu bem maior. Eu te amo para a vida toda e para além, meu amor!

Paixão e Amor, Amor e Paixão. Dois sentimentos tão diferentes, Unidos por diferentes desejos.
Amálgama perfeita de gracejos, Orquestrados por forças ardentes.
Não te iludas com a Paixão Confundindo-a com o Amor.
A primeira embriaga-te em emoção. A segunda fortalece-te em primor.
A emoção dum falso amor, Sendo instável, morre na saudade. O calor do verdadeiro amor, Sendo imortal, vive para eternidade.
Paixão e amor, Amor e Paixão. Uma união bela e necessária, Porém, sem o controle da alma, Perdem-se ambos na ilusão.
Quando amar alguém ame com sabedoria, Quando apaixonar apaixone-se com elegância, Pois deste equilíbrio saudável e perfeito, Jamais haverá discussões, Jamais haverá discrepâncias.
Paixão e amor, Amor e Paixão. Unidos para sempre em primorosa harmonia, Forma um só corpo, na mais perfeita anatomia, Que força alguma poderá destruir ou tocar, Nem o tempo poderá extinguir, Nem a dor poderá separar.
Paixão e amor, Amor e Paixão. Vividos e sentidos com sabedoria, Unem em si a razão e a emoção! E a paixão deixa de ser fantasia. E o amor passa a ser devoção!

Inicialmente eu gostaria de me identificar como um cliente seu, porém sou um ex-cliente.
Eu sou aquele que, quando ligou para sua empresa, encontrou a linha ocupada.
Eu sou aquele que, quando não encontrou a linha ocupada esperou muito tempo até que a telefonista estivesse disposta a me atender.
Eu sou aquele que apesar de estar com uns quilinhos a mais, não gostaria de ser chamado de fofinho por quem não me conhece.
Eu sou aquele que, pacientemente, explicou várias vezes o que queria, para pessoas que não sabiam nada sobre o assunto.
Eu sou aquele que, após muito sacrifício, conseguiu localizar a pessoa que me atenderia, e que me fez esperar só um minutinho o que ao telefone é uma eternidade.
Eu sou aquele que, tentou várias vezes e que, após ser colocado de lado, maltratado, menosprezado, foi obrigado a desistir.
E, principalmente, eu sou aquele, que agora se diverte, vendo você gastar muito dinheiro em rádio, TV, jornal e tudo mais pedindo para ligar para sua empresa.
Veja bem, eu só queria fechar um bom negócio. Por telefone.

Dois rapazes moravam na mesma fazenda quando o pai morreu.

O que era solteiro ficou morando na casa em que o pai morreu.

O casado morava na casa ao lado.

Eles tinham uma plantação imensa de arroz e um celeiro em comum, e combinaram de trabalhar juntos e dividir tudo.

Colheram dezenas de sacos de arroz, metade para um e metade para o outro, e assim fizeram dois celeiros.

Fizeram uma boa colheita, estavam com os depósitos cheios.

No final da tarde, o irmão solteiro começou a pensar que aquela divisão não estava certa.

Pensava: *“Eu sou solteiro e meu irmão é casado, tem mulher e filhos. Ele precisa de mais arroz que eu, pois sou sozinho.”*

À noite, ele se levantou, foi ao celeiro dele, pegou um saco de arroz, escondido, e colocou no celeiro do irmão.

O irmão acordou na manhã seguinte e começou a pensar:

*“Essa divisão não está justa, pois sou casado, tenho minha mulher e meus filhos. E eles vão crescer e poderão me ajudar. Mas meu irmão, coitado, ele é sozinho. E se ele não casar, não vai ter ninguém por ele. O certo é ele ganhar uma parte a mais que eu.”*

Levantou, foi ao seu celeiro, pegou um saco de arroz e colocou no celeiro do irmão.

E assim foram vivendo: a cada colheita, um levava uma parte a mais para o outro.

Só não entendiam como é que sempre ficava a mesma quantidade para cada um.

Uma bela noite, o relógio biológico se confundiu.

Horário de verão e os dois se levantaram na mesma hora e se encontram no meio do caminho.

Um olhou para o outro. Colocaram o arroz no chão, se abraçaram, e choraram.

A partir daquele dia, fizeram um único celeiro.

É preciso partilhar os dons, é preciso dinamizar.

Para quem pensa só em si resta somente a estagnação.

É preciso frutificar os dons.

Peça ao Senhor a graça de fazer a experiência do amor infinito, que divide, que cura e transforma sua história.

*Dá-me, Senhor, a graça de aprender partilhar.* Amém!

Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
...Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu...

...Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza...

...sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.

Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria.

Tati Bernardi