Ultrapassamos a barreira dos mil dias de casamento. E hoje celebramos nossas bodas de trigo! Parabéns por três anos de amor!
A felicidade que um matrimônio traz é proporcional à da dificuldade. Mas é isso que se pretende para crescer, para melhorar, para construir uma família repleta de força e união.
Juntos, temos o mundo e o que mais quisermos à nossa disposição. E que o amor nunca desvaneça, porque só ele é capaz de nos tornar melhores a cada novo dia.
Como se fosse no primeiro mês, aquela intensidade volta, o frio no estômago volta, a incerteza volta, a ansiedade volta, a vontade de estar junto volta.
Como no quarto mês, a preocupação volta, o querer cuidar volta, a vontade do abraço demorado volta.
Como no sexto mês a dúvida volta, a vontade permanece, o querer fazer melhor volta.
Como depois de um ano, a vontade de seguir em frente volta, o fio quase invisível de esperança volta, a saudade do começo volta.
Como no último mês, o medo volta, a falta de direção volta, a incapacidade de raciocinar volta.
Como no primeiro mês, o amor volta. Porque no fim sempre lembramos do começo.
Escuta, alma querida! Você que reclama tanto, da solidão e do abandono em que se encontra, vem partilhar esse amor que em ti transborda, com os menos afortunados que imploram, um pedaço de pão, uma palavra que conforta. O que te parece pouco, é para muitos o excesso, pedaço de esperança, sonho distante de quem nada tem, de quem pede tão pouco...
Vê o menino aflito? Chora porque a mãe ficou em casa doente, sofre com a fome que não tem hora, chora porque não lhe damos atenção, fruto do mundo que nos cobra tanto, e que devolve desilusão.
Escuta, alma querida! Você que sonha com o que não consegue atingir, bote os pés no chão, olhe para o mundo, veja a imensidão dos céus, o mar de azul profundo, o sol no alvorecer, a grandeza das montanhas e a força dos ventos, creia, tudo isso, do chão ao firmamento, foi feito para você, para o seu crescer.
Escuta então, alma querida! Deus lhe deu a vida como prova de confiança, entregou-lhe o necessário, para tudo realizar, e se você se dedica ao bem e deseja dias felizes, aprende a não reclamar, aprende a compartilhar, e se ainda te restarem dúvidas ou medo, saiba que em tudo há ensinamento, mesmo na dor, porque acima de tudo, Deus te ama, porque Deus é amor.
Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo?
O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta. E você? Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê? Por quem?
Seu coração vai aguentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...
Três homens, sendo um ingrato, um conformado e um generoso, foram visitados, no mesmo instante e local, por um Gênio saído da Lâmpada.
Diante do inusitado, um deles falou: – Gênio, que nos trazes?
– Rosas! – disse o Gênio.
E abrindo seu manto mágico, dele retirou três lindos buquês de rosas, que ofereceu aos visitados, entregando um para cada.
Antes de partir, olhou-os fixamente e, percebendo algum desapontamento por conta da simplicidade de sua oferta, justificou-se:
– Rosas... porque elas são joias de Deus: deixam a vida mais rica e bela!
Os homens se entreolharam surpresos e, após se despedirem, cada um seguiu seu destino, dando finalidade diferente ao presente recebido.
O ingrato, maldizendo sua falta de sorte por haver encontrado um Gênio e dele recebido apenas flores, jogou-as num rio próximo.
O conformado, embora entristecido pela singeleza do presente, levou-as para casa, depositando-as num jarro.
O generoso, feliz pela oportunidade que tinha em mãos, decidiu repartir seu presente com os outros. Foi visto pela cidade distribuindo rosas, de porta em porta, com um detalhe: quanto mais rosas ofertava, mais seu buquê crescia em tamanho, beleza e perfume. Ao final, retornou para casa com uma carruagem repleta de rosas.
No dia seguinte, no mesmo local e instante, os três homens se reencontraram e, de súbito, ressurgiu o Gênio da véspera. – Gênio, que desejas? – disse um deles.
– Que as vossas rosas se transformem em joias! – disse o Gênio.
Desta forma, o homem generoso encontrou em casa uma carruagem repleta de joias, extraordinariamente belas, tornando-se rico comerciante.
O homem conformado, retornando imediatamente para seu lar, encontrou, pendurado sobre o jarro onde depositara as rosas, um lindo e valioso colar de pérolas. Resignou-se em ofertá-lo para sua esposa.
O homem ingrato, dirigiu-se ao lugar onde jogara o buquê de rosas, viu, refletindo sobre as águas, um brilho intenso, próprio de joias valiosas, que sumiu de seus olhos quando se atirou ao rio no propósito de alcançá-las.