Sabe... hoje em dia não me incomodo mais com alfinetadas, indiretas, grosserias, palavras distorcidas, invejas, e esse montão de sentimentos contrários ao que eu acredito...
Tudo isso é um grande aprendizado, me coloca pra frente, me faz melhor... Cada um tem o seu caminho... Cada um recebe de acordo com suas escolhas...
Não perco mais o meu tempo tentando fazer entender que não quero briga, que não quero problemas, pelo contrário, a vida é preciosa demais pra viver de picuinhas, de sentimentos baixos. Prefiro resolver, prefiro entender, prefiro colocar pra frente...
É realmente chato quando percebemos um mal, mas me alivia saber que este mal não está em mim; porque eu faço tudo pelo melhor, para o bem...
E me beija com calma e fundo, até minh'alma se sentir beijada. O meu amor tem um jeito manso que é só seu, que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos com tantos segredos lindos e indecentes. Depois brinca comigo, ri do meu umbigo e me crava os dentes. Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz. Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz.
Eu tinha um medo mortal de não ser ninguém. De chegar sem ninguém me cumprimentar pelo caminho, de não notarem que eu mudei meu perfume, de não pedirem minha opinião, de começarem sem mim, de terminar sem ninguém.
O meu medo, mesmo mortal, não era o da morte, era o de não ser a mais ilustre dentre as comidas dos vermes. Eu quero que os vermes me guardem para comer no Natal ou quando chegar algum parente de longe que eles queiram impressionar.
Imagine quão desesperadora é a ideia do esquecimento para o homem moderno: já quase não nos sobram mais árvores nem tempo para escrever. Só nos resta então, ter filhos. Mas o amor aos meus filhos impediu-me de tê-los para viver as mesmas angústias que eu.
Eu desisti da vida muito jovem, quando ainda me sobravam vários dentes mas poucos motivos para sorrir. Agora, o arrependimento e o medo do esquecimento me perseguem e aqui me posto a escrever minhas memórias, por vezes trágicas, por vezes cômicas, mas quase sempre vis.
Arlindo da Souza e Cruz
Em nossa infância de sonhos, com a magia do amor, é fada que mostra a vida sem os espinhos da dor.
E quando, na mocidade, trilhamos grandes desertos, é estrela de luz amiga guiando os passos incertos.
E no fim, desiludidos, sem esperança e ninguém, é saudade que nos lembra: fomos felizes também!
Você!
Desde que você partiu
Em mim um vazio se abriu
Quando você voltou
Na minha cabeça seu rosto ficou
Da última vez que me abraçou
Nunca mais me deixou
E o seu beijo que provei
Nunca mais me esquecerei
Quando você me trata bem
Me deixa viajando no além
Afinal,
De todos que foram
De todos que voltaram
De todos que me beijaram
De todos que me abraçaram
Você meu grande amor
Ficou na minha alma
Na minha vida
No meu coração
Pois sem você não haveria saudades
Não haveria perdão
E nem solidão
Por isso você ficou no meu coração
Deixando recordação.