Há mulheres de todos os gêneros: histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais.
Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta.
Mulheres de tudo quanto é jeito.
Mas, se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.
Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher!
Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também.
Mas, com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.
Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando para o escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apoia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.
Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.
Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.
Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.
Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.
Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.
Se por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem, talvez exista uma mulherzinha de nada.
Vírgula pode ser uma pausa... Ou não. Não, espere. Não espere...
Ela pode sumir com seu dinheiro. 23,4. 2,34.
Pode criar heróis... Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução. Vamos perder, nada foi resolvido. Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião. Não queremos saber. Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar. Não tenha clemência! Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
Agora, coloque uma vírgula na seguinte frase:
Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.
Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...
Sentimento inexplicável, indescritível e aterrador, pois só quem sofre pela dor da saudade sabe o sofrimento que ela traz...
A alma está carente, o coração machucado e os pensamentos perdidos, na ausência que você me traz, saiba que se eu pudesse...
Te mostraria que nem a quantidade de estrelas seria maior que meu amor por você, se eu pudesse...
Olharia no fundo de seus olhos e mostraria com o meu olhar o que nem mesmo todas as palavras poderiam lhe dizer sobre o que ainda sinto por você, ah... Se eu pudesse...
Talvez ainda poderia dizer com o meu sorriso a saudade que meus lábios sentem dos seus...
Mas isso tudo se eu pudesse...
Depende de você agora para diminuir essa distância entre nós dois...
Mas se você acha que tudo isso não vale a pena, eu entenderei, assim como entenderei que terei te esquecer, e, me acostumar com essa ferida que se abre a cada dia, a minha dor, a dor da saudade que sinto de você!
Quando você me olha sorrindo e sinto seus braços me envolvendo eu fico distante de tudo esperando o gesto do seu olhar me pedindo para a gente se amar.
E assim o sonho vira realidade. Paraíso da felicidade que traz esse amor pra dentro de mim e assim você me ama com esse jeito dengoso.
Então me entrego sem pensar no fim, pois o meu maior prazer é está em seus braços e me entregar e saciar esta sede de amor que sinto por ti.
Estela acordou-se ainda cedo,
pulou da cama sem medo
do frio que fazia lá fora.
Os pés miúdos, descalços,
folgados dos velhos sapatos,
correram o quintal sem demora.
Estela na horta adentrou,
abriu depressa o portão,
que rangeu sem má intenção.
O portão deu-lhe bom dia,
porém sua sintonia
denotou preocupação.
Estela olhou as verduras
com muito amor e doçura,
afagando-as com as mãos.
Julgou que a alface tão crespa,
mais ficara arrepiada,
temendo o voo das vespas.
Acenou para os legumes,
que, revelando ciúme,
cobravam sua atenção.
Preocupou-se com o tomate,
julgando que a face corada,
queimara-se na madrugada.
Achegou-se à berinjela,
que, roxa, pareceu a ela
ter a cor da aflição!
Jurou que um certo duende
houvesse pintado listrinhas
no corpo da abobrinha.
Isso assim era demais!
Voltou pra casa, correndo,
nem sequer olhou pra trás.
Na sala entrou, sem demora,
pedindo à mãe, nessa hora,
de presente uma porta.
E durante a madrugada,
pelos amigos da horta,
trocou o portão pela porta.