Solidão entraste em minha vida
Sem pedir licença me deixou assim
Porque?
O que fiz?
Mas estou salva
Alguém veio me tirar de suas garras
Impiedosa
Essa pessoa chamo de amigo
E é a ele que agradeço
Por tudo
Por sua amizade por meus sonhos
Sonhos que realizei
Pelo menos um momento.
Prefiro viver um minuto com você
Do que jamais ter te conhecido
Posso ter entrado em sua vida assim
Por acaso
Ou por outras coisas
Mas o que importa?
Somos amigos ou não?
Não sabes o significado que tens em minha vida.
Como posso dizer que
És meu amigo
Se que tudo o que escrevo não vale
Mais do que meu coração
Deixo uma lágrima escorrer
Para tentar decifrar o mistério da amizade.
Você meu amigo.
Agradeço por pequenas conversas
Mas que ajudam em minha vida
Você está longe, meu pai. Longe, mas perto do meu coração; no interior da minha cabeça. É você o foco do meu pensamento. E a saudade não para de crescer!
Tem momentos que preciso do seu abraço como de água para beber. É que você é o homem que mais admiro! Você é meu guerreiro, meu herói; meu rei, meu pai! Até breve!
Mais uma semana está começando, mais sete dias para vivermos e desfrutarmos ao máximo. Boa semana a todos vocês, queridos colegas de trabalho!
Espero que os dias que nos esperam tragam muitas alegrias e realizações, que o trabalho seja sempre feito com empenho e que o sucesso venha coroar todas as nossas tarefas.
Trabalhar e dividir a maior parte dos meus dias com vocês é um prazer, e assim espero que possamos continuar, triunfantes, amigos e companheiros durante muito tempo.
Ando com saudades de café com pão. De namorados dando beijinhos no portão. De pedir bênção a pai e mãe. (Deus te abençoe!) De ver um varal cheio de roupa, com cheiro apenas de sabão. De ver alguém sorrindo enquanto, lava a louça com bucha vegetal.
De sentir respeito pela polícia. De cantar o Hino Nacional, com mão no peito e lágrimas nos olhos. De acreditar que o Brasil ganhou a Copa do Mundo porque jogou direito. De saber que o Zezinho, filho do porteiro, não vai morrer de dengue. E que Maria feirante poderá ter um filho médico.
Saudades de homens que usavam apenas o assobio como galanteio. Fiu-fiu! Morro de saudades do tempo em que o presidente de uma nação era o mais respeitado cidadão do país. Que cadeia era lugar só de ladrão. Acho que andaram invertendo a situação. Ando com saudades de galinha de galinheiro. De macarrão feito em casa, com tempero sem agrotóxico. De só poder tomar guaraná em dia de festa. De homens de gravatas. De novela com final feliz. De pipoca doce de pipoqueiro.
De dar bom-dia à vizinha.
De ouvir alguém dizer obrigado ao motorista e ele frear devagarzinho, preocupado com o passageiro. Saudades de gritar que a porta está aberta para os que chegam. Saudades do tempo em que educação não era confundida com autenticidade.
Hoje, se fala o que quer em nome de uma "tal" verdade e pedir perdão virou raridade. Ando com saudades de ver no céu pipas não atingidas pelo efeito estufa. Saudades das chuvas sem acidez, que não causavam aridez. Saudades de poder viajar sem medo de homem-bomba.
De ser recebida com pompa em outra nação. Atualmente, reina a desconfiança no coração. Sinto muitas saudades do rubor das faces de minha mãe, quando se falava de sexo. Totalmente sem nexo Hoje, ele é tão banal que até eu banalizei.
Acho que a maior saudade que tenho é a saudade de tudo que acreditei. Para meus filhos não poderei deixar sequer a esperança. Hoje, já não se nasce criança!
Não, Marquito não sentia inveja dos meninos que tinham violões de verdade porque ele vivia sonhando que tinha um também. Ele fazia vibrar suas cordas invisíveis, com o rosto iluminado e os olhinhos brilhando de emoção. Havia quem achasse que Marquito era meio lelé-da-cuca.
Claro, era gente que não tinha imaginação suficiente para saber que "aquele" violão só podia ser visto (e ouvido) por outros sonhadores, como Marquito. Essas pessoas ignoravam também que ele não se conformava com a realidade que havia, vivendo a sonhar com a realidade que devia haver. Tendo seu violão imaginário como bandeira, Marquito via um mundo novo.
Um mundo em que as coisas são das pessoas que as entendem. E não só das pessoas que podem comprá-las. Ah, quanta gente tem um violão na sala de visitas servindo de enfeite, sem tocá-lo nunca! E lá ia Marquito dedilhando seu violão de sonho, tirando as músicas lindas que seu coração compunha. Depois, limpava-o cuidadosamente com uma flanela bem macia feita de nuvens. Ele o guardava com carinho numa capa cor de céu todo estrelado. Daí, ele pegava seu violão mais que exclusivo e o escondia debaixo da escada secreta que usava para subir ao seu paraíso particular.
As pessoas que não entendiam Marquito, tadinha delas, até pensavam em levá-lo a um psicólogo para saber se ele tinha alguma coisa. Como resposta, ouviam: "Não, ele não tem uma coisa, mas sonha com ela, e assim, faz de conta que a tem". Um dia, os que só sonhavam quando dormiam resolveram dar um violão de verdade para o menino que sonhava acordado. Ao recebê-lo, Marquito abraçou-se ao violão, comovido, e disse: "Obrigado. Agora tenho dois".