Que o nosso 'para sempre' seja verdadeiro. Que os nossos planos se tornem realidade. Que todo o nosso amor só cresça. Que a felicidade transborde. Que as brigas nos fortaleçam. Que o ciúme não seja exagerado. Que não sejamos iguais e que sim nos completemos com nossas diferenças. Que continue, que seja eterno, e que dure.
Vivo de esperanças Sou assim marcada Pela incerteza e insegurança Tenho medo do dia seguinte E mais ainda da noite escura Sou de tristeza feita Tecida com fios de não sei Com pensamentos de talvez Vivo de vidas passadas Marcadas e sofridas Vivo de um coração Que já não e mais tão coração Vivo da solidão Da noite que me amedronta Da solidão que me atormenta Dos pesadelos que me sondam Dos sonhos que não realizei Vivo todos os dias com a incerteza De minha felicidade Se ela não e apenas sonho Se ela pode ser realidade.
A amizade vive de si mesmo, Não de milagres, vive de presença, Não de promessas, de dedicação Nada exige, se doa, completa...
A amizade tem raízes fundas, Feitas de alegria, sentimentos e delicadezas, Por ela mergulha-se no infinito, sem medo, Pois medo não é de sua natureza.
Se em alguma parte tudo desmorona, A amizade lá está sem nada impor. A verdadeira amizade, nunca se acaba, E a cada dia surge mais dedicação e força.
Lágrimas consoladas, na esperança, A amizade morre? Não... Ela resplandece e venceu a dor, Cultive a verdadeira amizade.
Se o povo for conduzido apenas por meio de leis
e decretos impessoais e se forem trazidos à ordem
apenas por meio de punições, ele apenas procurará
evitar a dor das punições, evitando a transgressão por
medo da dor.
Mas se ele for conduzido pela virtude e trazido à ordem
pelo exemplo e pelos ritos em comum, ele terá o sentimento
de pertencer a uma coletividade e o sentimento de vergonha
quando agir contrário a ela e, assim, bem se comportará de
livre e espontânea vontade.
Confúcio
Um príncipe chinês, orgulhava-se de sua coleção de porcelana, de rara quão antiga procedência, constituída por doze pratos assinalados por grande beleza artística e decorativa.
Certo dia, o seu zelador, em momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças. Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou à morte o dedicado servidor, que fora vítima de uma circunstância fortuita.
A notícia tomou conta do Império, e, ás vésperas da execução do desafortunado servidor, apresentou-se um sábio bastante idoso, que se comprometeu a devolver a ordem à coleção, se o servo fosse perdoado.
Emocionado, o príncipe reuniu sua corte e aceitou a oferenda do venerando ancião. Este solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de linho, bordada cuidadosamente, e os pedaços da preciosa porcelana fossem espalhados em volta do móvel.
Atendido na sua solicitação, o sábio acercou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore e arrebentando-as todas.
Ante o estupor que tomou conta do soberano e de sua corte, muito sereno, ele disse:
— Aí estão, senhor, todos iguais conforme prometi. Agora podeis mandar matar-me. Desde que essas porcelanas valem mais do que as vidas, e considerando-se que sou idoso e já vivi além do que deveria, sacrifico-me em benefício dos que irão morrer no futuro, quando cada uma dessas peças for quebrada. Assim, com a minha existência, pretendo salvar doze vidas, já que elas, diante desses objetos nada valem.
Passado o choque, o príncipe, comovido, libertou o velho e o servo, compreendendo que nada há mais precioso do que a vida e si mesma.