Não deixe que seu coração estremeça, meu amor, e os receios ditem sua impulsividade. Não permita que palavras nos magoem e firam nossos pontos fracos, se não o queremos fazer. Os ciúmes que você sente me lisonjeiam, e provam seu sentimento, mas nem sempre há necessidade.
Sou sua, somente sua, desde que você me olhou e tocou meu coração ternamente. Somos parte um do outro e, por isso, nos perdemos em sonhos, nos entregamos à paixão. Para quê temer, se é do seu lado que eu quero estar? Porquê duvidar, se eu não quero outro caminho?
Acredite em minha lealdade e sinceridade. Quando prometo que te amo para sempre, é meu coração que está falando. Por isso, vamos viver um amor tranquilo. Sentir a brisa do mar enquanto ainda é dia. Um dia, quando formos bem mais velhos, veremos que o tempo passou e nada nos conseguiu separar.
O amor mora nos pequenos detalhes
Se revela nas mais sutis manifestações sinceras de cuidado...
E se fortalece com doses pequenas de admiração em longas taças de cristal.
Se renova com gotas de sabedoria e uma boa dose de ousadia
Ao som de uma música francesa.
Quando pequeno, papai lutava com alguma dificuldade para manter a família, pois éramos cinco filhos, todos pequenos.
Como estávamos sempre a desejar um carrinho, como os filhos dos vizinhos tinham, ele, economizando um pouco, comprou-nos um esclarecendo que pertenceria a todos.
Ficamos muito contentes mas, em breve, estávamos brigando, cada qual julgando ter primazia para usar o brinquedo.
Não podendo adquirir um carrinho para cada filho, certo dia, depois de uma das nossas muitas discussões, ele chamou-nos para conversar. – Vocês estão se desentendendo por causa do carrinho e isso não é bom. Mas há um meio de resolver o problema. Durante uma semana o carrinho vai pertencer apenas a um de vocês. Os demais se ocuparão dos trabalhos da casa, auxiliando sua mãe. Aquele que estiver com o carrinho poderá empregar o tempo do modo que quiser...
O plano não nos pareceu mau e, quando fizemos o sorteio para saber quem ficaria com o brinquedo em primeiro lugar, fui o contemplado. Fiquei muito satisfeito, mas nos dias que se seguiram percebi que brincar sem os companheiros era terrivelmente monótono. Trabalhando juntos, os meus irmãos pareciam mais contentes e felizes do que eu.
Confessei-lhes o que estava sentindo e decidimos conversar outra vez com papai. – E vocês, sentem-se satisfeitos trabalhando sem o Juca?
Meus irmãos responderam que não. Além do trabalho ter-se tornado mais árduo, eles sentiam falta da minha companhia.
– Então, disse meu pai depois de pensar um pouco, por que vocês não resolvem o caso da seguinte maneira: antes vocês realizam, juntos, as tarefas da casa. Com o tempo que restar, pois o trabalho ficará reduzido, poderão brincar à vontade com o carrinho. Que tal a ideia?
Achamos que a solução era ótima. Começamos a trabalhar juntos, auxiliando-nos uns aos outros e, depois de tudo terminado, corríamos para o carrinho, usando-o para brincadeiras em grupo. Acabaram-se as brigas e até hoje eu e meus irmãos mantemos vivo esse espírito de cooperação e camaradagem.
Num dia de grande emoção Que pedia o coração para te agradecer com uma sincera oração.
Ah! Se eu fosse um bom poeta, ou regesse uma grande orquestra te homenagearia com a mais bela poesia e uma radiosa harmonia!
E para você grande amigo das horas de alegria Em que eu mais queria, lá tu estavas na hora certa pronto a me amparar, e a minha cruz aliviar.
O amigo pontual, da hora especial sempre pronto a colaborar tornando seguro o meu caminhar!
Por todas as horas de felicidade Rogo a Deus que te abençoe!
Feliz aniversário!
Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.
Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.
Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário mostrar que eles ficaram por anos em nossas agendas.
Há amores não realizados que deixaram olhares de meses e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.
Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.
Há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados das folhinhas.
Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembranças de horas.
Há eventos que marcaram e que duram para sempre, o nascimento do filho, a morte do pai, a viagem inesquecível, um sonho realizado.
Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra "eternidade". Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.
Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz eu estava na ocasião.
O relógio do coração – hoje eu descubro – bate noutra frequência daquele que carrego no pulso.
Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.
Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.
É olhar as rugas e não perceber a maturidade.
É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida.
Pense nisso. E consulte sempre o relógio do coração: Ele te mostrará o verdadeiro tempo do mundo.