Sempre que minhas mãos percorrem a pele da barriga e acariciam a curva do meu ventre que carrega um tesouro precioso, eu entendo como sou uma mulher abençoada. É um presente divino ter um bebê que cresce em mim e sentir todos os movimentos que ele faz enquanto espera pela sua hora de conhecer a luz do mundo.
Vou guardar cada momento da gravidez e carregar para sempre no coração todos os lindos sentimentos que estou vivendo. Ser mãe é uma felicidade incomparável e descobrir da forma mais maravilhosa o que é um verdadeiro amor.
Hoje é segunda-feira e no lugar de ficarmos tristes ou reclamarmos, eu proponho que nos alegremos. O segredo para ser feliz está em aproveitar e agradecer por tudo que temos na vida, e aprendermos a enxergar o lado bom de tudo.
Assim, segunda-feira é dia de retorno ao trabalho, é o primeiro de muitos até ao final de semana. Mas é também um dia cheio de oportunidades pela frente. Este é o início de mais um ciclo, e estarmos aqui para vê-lo nascer é um ótimo sinal, pois significa que estamos vivos e sem nada pior que reclamar.
Bom dia de segunda-feira com alegria!
Ouvi dois amigos conversando e um deles se queixava da incompreensão das pessoas, das agressões verbais, dos desentendimentos. Isto o revoltava e ele dizia invejar a serenidade e o equilíbrio do interlocutor.
– Qual é o segredo? perguntou.
– Não existe segredo, mas somente paixão pela vida e esforços contínuos para aprender, respondeu o outro.
– Aprender o que?
– A aceitar as pessoas, mesmo que ela nos desapontem, quando não aceitam os ideais que escolhemos. Quando nos agridem e nos ferem com palavras e atitudes impensadas.
– Mas é muito difícil aceitar pessoas assim.
– É verdade. É difícil aceitá-las como elas são e não como gostaríamos que elas fossem. Mas qual é o nosso direito de mudá-las?
– E como você consegue?
– Estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a escutar, mas não apenas com os ouvidos, também com os olhos, com o coração, com a alma, com todos os sentidos. Muitas vezes as pessoas não falam com palavras, mas com a postura. Fique atento para os que falam com os ombros caídos, os olhos e as mãos irrequietas.
Assim como você pode ler as entrelinhas de um texto, pode ouvir coisas entre as frases de uma conversa corriqueira, banal, que somente o coração pode ouvir. Não raro, há angústia e desespero disfarçados, insegurança escondida em palavras ásperas, solidão fantasiada na tagarelice. Aos poucos estou aprendendo a amar, e amando estou aprendendo a perdoar. Perdoando, apago as mágoas e curo as feridas, sem deixar cicatrizes nos corações magoados e tristes. Aprendo com a vida o valor de cada vida e procuro entender os rejeitados, os incompreendidos. Nem sempre consigo, mas estou tentando.
Quanto a nós, vamos tentar construir a paz, sem desânimo, com muito amor, muito amor no coração.
Não me recordo o nome do seu proprietário, e nem sei se ainda existe. Mas perto da ilha da Conceição, e Cabo Frio, existe uma estranha construção chamada Casa da Flor.
Quem primeiro me levou lá foi o músico Roberto Menescal. Trata-se de uma casa e um jardim construído com cacos de ladrilhos e vidros coloridos centenas, milhares de pedaços de louça.
Cinquenta anos atrás sonhei com um anjo, que me pediu que fizesse uma casa com cacos – disse o dono, um humilde lavrador local. Resolvi seguir o que o anjo dizia, e nunca mais parei.
Fiquei muito impressionado com o que vi, e resolvi levar alguns amigos para visitar o lugar. Entre eles, estava um espanhol, que vive em Barcelona.
-Muito curioso disse o espanhol. O maior arquiteto catalão, Anton Gaudí tem um trabalho exatamente igual a este. A única diferença entre Gaudí e o lavrador é que as casas e jardins do primeiro são reconhecidas pelo mundo inteiro como uma das mais importantes revoluções da arquitetura.
-Bem, nem sempre o Brasil dá o valor merecido aos seus... O espanhol me interrompeu:-E sabe o que mais? Diz a lenda que Gaudí iniciou este tipo de construção porque um anjo o mandou fazer isso. Você sabe qual a razão que fez este lavrador construir este lugar?
-A mesma razão. Talvez o mesmo anjo respondi. Mas desta vez falando com alguém cujos conterrâneos eram capazes de respeitar o resultado do seu trabalho.
Quando vier me visitar Traga flores, Muitas delas...
Porém, não me traga apenas flores: Não se esqueça de juntar a elas A beleza do seu sorriso, A ternura do seu olhar, A força do seu abraço. O calor dos seus beijos...
Quando vier me visitar, Traga flores, Muitas delas... Mas não esqueça de tirar-lhes Os espinhos que machucam, As folhas envelhecidas, Os galhos secos, As dores embutidas...
Quando vier me visitar, Traga flores, Muitas delas... Perfumadas, coloridas, alegres: Todas parecidas com você!
Quando vier me visitar, Traga você por inteiro.. As flores? Nem sei se vai precisar!