De todos que me amaram
De todos que me abraçaram
Já não me lembro nem sei foram tantos os que me amaram
Foram tantos os que eu amei!
Mas tu que rude contraste...
Tu que jamais me amaste
Tu que jamais abracei
Só tu nesta alma ficas-te de todos os que eu amei!
Meu amor, como é bom sonhar contigo! É triste acordar, olhar para o lado, e não te ver. No sonho de hoje, tu apareces com uma toalha no teu corpo, saindo do banheiro e sorrindo para mim. Trocamos muitos beijos. As nossas bocas se buscavam com a volúpia mais ardente dos apaixonados.
Nessa hora eu acordei e não te vi, foi um desespero, até lágrima rolou no meu rosto, já que tudo era tão real. Mas no momento mágico, tu desapareceste e a tela do sonho para minha surpresa apagou.
Tenho sonhado muito contigo ultimamente. Não está bom esse tipo de vida que estamos levando. Os nossos encontros, geralmente realizados na frieza dos hotéis, com despedidas lacônicas, todo o fim de noite.
Está na hora de dar um jeito nas nossas vidas...
Precisamos viver mais soltos e naturalmente, a vida é curta e o nosso amor, nesse momento, é muito grande. Penso em desfrutar essa paixão com toda a intensidade, e quem sabe, ela possa evoluir para uma relação mais próxima e talvez mais duradoura.
O amor que sentimos um pelo outro parece ser grande o suficiente para nos dar coragem, aproximando-nos ainda mais. Sinto que podemos exibir essa paixão para todas as pessoas, sem constrangimento. É uma paixão forte, para ser vivida intensamente, pode até durar mais do que planejamos. Pensa nisso querida.
As perdas são partes da vida. As perdas são importantes porque para crescer temos de perder, abandonar, desistir.
A estrada de desenvolvimento humano é pavimentada com renuncia.
Durante toda a vida crescemos desistindo. Abrimos mão de alguns dos nossos mais profundos vínculos com pessoas muito queridas. Abrimos mão de alguns dos nossos mais profundos sonhos, relacionamentos, desejos, expectativas.
Temos de enfrentar o fato de que jamais seremos tudo que gostaríamos de ser. Que jamais teremos tudo que gostaríamos de ter.
Abrimos mão de algumas ilusões mais profundas sobre nós mesmos. Por mais inteligentes que sejamos, temos de perder.
Nós temos de concordar: perder é muito difícil e doloroso. Consideremos, entretanto, que só através das perdas nos tornamos seres humanos verdadeiros, plenamente desenvolvidos.
Na verdade, para compreendermos a vida, as nossas vidas, precisamos analisar como enfrentamos nossas perdas. As pessoas que somos e a vida que vivemos são determinadas pela maneira de enfrentamos nossas perdas.
Mas olhar para as perdas é ver como estão definitivamente ligadas ao crescimento, ao auspicioso Ganhar Perdendo, ao começo de uma vida com sabedoria.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara um omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.
Se entendêssemos assim, não haveria tantas pessoas sozinhas...
É com o coração aos pulos e cheio de uma alegria que não dá para exprimir por palavras, que hoje queremos anunciar que esperamos a chegada do nosso primeiro bebê! E não há no mundo pessoas com as quais desejaríamos mais compartilhar este mágico momento que com a nossa amada família.
Ainda vai demorar para conhecermos as feições daquele por quem esperamos ansiosamente. Mas seu coração pequenininho já bate, e sua existência desde o primeiro instante que é incondicionalmente amada por nós.
Mas também no seio da família onde tanto conforto sempre encontramos, gostaríamos que também ele encontre apoio, amor e proteção. Nossos corações exultam de felicidade, e esperamos que também os seus se alegrem com a chegada do nosso primeiro filho!