Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá...
Se você apenas sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas...
Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas...
Se você sorri
Com seu medo e tristeza
Sorriso e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir...
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir
Não amaremos talvez insuficientemente a vida? Já notou que só a morte desperta os nossos sentimentos? Como amamos os amigos que acabam de deixar-nos, não acha?! Como admiramos os nossos mestres que já não falam, com a boca cheia de terra! A homenagem surge, então, muito naturalmente, essa mesma homenagem que talvez eles tivessem esperado de nós, durante a vida inteira. Mas sabe porque nós somos sempre mais justos e mais generosos para com os mortos? A razão é simples! Para com eles, já não há deveres.
É assim o homem, tem duas faces. Não pode amar sem se amar. Observe os seus vizinhos, se por acaso acontece um falecimento no prédio. Dormiam na sua vida monótona e eis que, por exemplo, morre o porteiro. Despertam imediatamente, atarefam-se, enchem-se de compaixão.
É preciso que algo aconteça, eis a explicação da maior parte dos compromissos humanos. É preciso que algo aconteça, mesmo a servidão sem amor, mesmo a guerra ou a morte. Vivam, pois, os enterros!
Albert Camus
Hoje ela chegou na hora errada... Veio a galope numa ousadia sem fim... Por entre as bordas de minha memória... Escondia-se e também me confundia...
Oh senhora porque insiste... Assim comigo tão teimosa... Deixe-me só por hoje... Preciso agora respirar... E viajar na ilusão onde partiste...
Por hora agora confesso... Já não posso viver sem ti... Porque em você eu sei... Do tanto de amor que já vivi... Já perdi e já chorei...
E assim eu sei que só quem ama... Deixa a porta aberta... Pra você em hora errada visitar...
Mal consigo descrever o que sinto, é como se dentro de mim chovesse, trovejasse e tudo desmoronasse. Nunca senti tamanha dor. Me sinto desorientada, com medo de nunca conseguir recuperar. Nos últimos tempos vivo com um nó na garganta e um aperto no peito, às vezes até acho que vou morrer, que não vou conseguir ultrapassar esta tormenta em que minha vida se transformou.
Mas sei que não posso me entregar, sei que preciso levantar a cabeça e me recuperar, sei que ainda há muito caminho pela frente. A separação é ainda muito recente, o nosso amor que parecia ter sido encomendado pela eternidade, de repente acabou e agora só ficou o sofrimento. Ninguém merece passar por tanta dor.
Não há nada pior do que se sentir sem chão, sentir como se nada mais pudesse nos fazer sorrir, sentir que a capacidade de amar acabou. Mas sei que muitas pessoas já passaram por isso na vida. Eu não sou a primeira nem serei a última.
Só peço a Deus forças para superar essa dor que esse amor deixou no meu peito. O importante agora é pensar em mim, em me fortalecer, em recuperar a minha força pessoal e o meu sorriso. Chega de chorar e de sofrer!
Conserve o calor
de um amor já vivido
Calcule o tempo
que não foi perdido
Reserve uma parte
do que a vida ensina
Coloque no canto
de tua lembrança
Viva os momentos
em plena alegria
Solte do teu intimo
uma nova esperança!
Lúcia Biazetto