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Desejo que nesta Páscoa todos estejam unidos em oração para que o amor, a esperança e a alegria invada nossos corações.

Em primeiro lugar, desculpas, mil desculpas! Eu sei que errei
e que a situação desagradável e desconfortável que enfrento
(ou enfrentamos...) foi provocada por mim mesmo.
Por isso é que começo com um pedido de desculpas que
vai se repetir, com certeza, quando nos encontrarmos
pessoalmente outra vez, o que eu espero que aconteça em breve.
Assim, admitindo e assumindo o erro, tenho esperança de que você vai
reconsiderar. Tenho a profunda esperança de que você não vai ficar
insensível a este meu pedido de reconciliação, pois que você é muito importante para mim e sei
que posso ser muito importante para você. Mais do que importante, você é a
pessoa que eu amo e quero ter comigo para sempre.
Mais uma vez apelo para o seu perdão e imploro
por um, dois, milhões de beijos seus!

Minha querida nora, hoje reconheço como fui uma sogra chata e ciumenta quando conheci você. Mas você sempre se mostrou paciente e carinhosa, e por isso, e porque é uma pessoa maravilhosa, me apaixonei por você.

Nem sempre é fácil admitir que sentimos ciúmes de alguém, muito menos uma mãe de um filho. Mas confesso que no início senti um pouco, talvez porque meu filho ama tanto você, tive medo que ele se esquecesse de mim. E por isso lhe peço perdão!

Mas meu filho tem um coração gigante onde cabemos as duas. Além que tem muito bom gosto também, pois você é linda por fora e por dentro, e sinto muito orgulho de ser sua sogra, amiga e mãe emprestada!

A Natureza privilegiou os homens e ardilosamente tiranizou as mulheres. O sublime ato do parto, após meses de gestação, é marcado pela dor, em seguida vêm os cuidados especiais, a proteção; a eterna preocupação e assim surge o mais perfeito e deslumbrante amor, e, então, as mulheres acreditam que, aquela doce criaturinha, seja apenas sua e de mais ninguém.
Puro engano!
Tudo ocorre em prol da continuidade da espécie.

E de repente, num dia qualquer, acordamos e percebemos que já podemos lidar com aquilo que julgávamos maior que nós mesmos. Não foram os abismos que diminuíram, mas nós que crescemos.