Você é a pessoa mais corajosa que conheço. É a irmã que sempre desejei ter em toda minha vida! É por isso que acredito que sua força e determinação vão jogar essa doença para longe. É que se existe justiça na vida, você vai ter de sair dessa em breve. Nada é mais forte que você, querida irmã. Nada nem ninguém!
Lembre que não existe vitória sem fé, nem futuro sem esperança. Agarre com força esse querer que seu íntimo tanto procura e levante a cabeça. Vá em frente! Aceite essa etapa em sua vida com revolta, com noção de injustiça e parta em busca de seu bem-estar.
Na verdade, você não está sozinha. Todos estão fazendo figa para que essa barreira seja destruída, para que esse obstáculo seja vencido. Além disso, meu pensamento está constantemente em você, meu amor. Toda minha energia está dando força para seu coração continuar acreditar. Tenho certeza que tudo vai ficar bem! Força!
- Por que há de você perder seu bom humor, torcendo seu cabelo nessa barafunda? – perguntou meu pai quando me encontrou chorando de raiva porque eu era muito menina e não tinha a habilidade necessária para fazer o penteado em moda nos meus tempos de colégio.
- É moda! – lamentei-me. Só o meu nunca fica direito!
Olhando-me gravemente, papai sugeriu:
- Divida o cabelo ao meio, penteie-o para trás e amarre-o com uma fita.
Atendi-o, embora desajeitadamente. Ele acrescentou:
- Agora use-o assim durante uma semana, e, se metade das meninas de sua classe não copiarem de você, dou-lhe cem reais.
Pensei comigo que ele era incrivelmente ingênuo. Cem reais, entretanto, era um bom dinheiro a que não podia resistir.
Tivesse eu chegado à aula vestida com a camisola de dormir, minha agonia não teria sido maior. Mas, quando a semana acabou, quase todas as meninas de minha classe estavam usando o cabelo separado pelo meio, atado atrás com uma fita!
Quando narrei o sucedido a meu pai, ele comentou:
- Nunca tenha medo de uma ideia própria e, se ela for certa, siga para diante, sem se importar com o que faça toda a gente.
E, embora tivesse ganho a aposta, deu-me os cem reais.
Papai nunca poderia imaginar o quanto essa lição, tão simples, reforçou a minha personalidade e auxiliou-me, principalmente em situações em que, como sempre acontece, a pressão dos grupos ameaça anular-nos e nos converter em simples robôs.
O que é a vida? Uma sucessão de dias feitos de sucessões de atitudes que tomamos. Resultado de uma aritmética que soma os nossos atos com o impacto que causamos a nossa volta, divide as responsabilidades que assumimos e multiplica pelo bem ou mal que fizemos, subtraindo aquilo que deixamos de fazer.
Nada é imposto, nada é adicionado sem a nossa permissão, que as vezes é dada pela omissão das nossas respostas.
Apanhamos uma vez e nos calamos, apanhamos de novo e nos calamos, na terceira vez já virou hábito e o nosso silêncio ou revolta é apenas a confirmação da nossa tolerância com o quem nos espanca.
A vida é ainda comparável a um carro, onde podemos assumir o volante e dirigir ou entregar a direção na mão de outras pessoas, e aceitar o caminho que elas resolverem seguir, mesmo que seja o oposto do que desejamos.Aceitamos calados, deprimidos, pois a nossa vontade nem sempre é levada em conta. É por isso que muitos reclamam demais da vida, falta coragem para assumir a direção.
A vida pede que cada um aceite a sua cota de responsabilidade e mesmo sem saber dirigir muito bem, que cada um pegue o seu volante e vá descobrir novos caminhos, cair em buracos, armadilhas na estrada e acabar descobrindo ao lado da pista de terra, há uma linda avenida pavimentada com capricho, onde você pode seguir seguro, com tranquilidade e até muito conforto.
A vida só pede uma decisão diária: você vai sentar e assumir o controle do seu carro", ou vai continuar pedindo que os outros dirijam para você? Não tenha medo de dirigir, ainda que você não saiba o caminho, existe e sempre existirá um Guia seguro que pode levar você de qualquer lugar para o destino desejado.
No nosso caso, a vida é o carro, o motorista é você, o caminho é o dia, o destino a Luz, e o guia, é claro, só pode ser Jesus.
Boa viagem!
Não sei o que aconteceu...com o homem triste que avia dentro..de mim...
Mais não importa muito...porque ele se foi e ficou algo melhor...
Ficou uma pessoa feliz, uma pessoa carinhosa, uma pessoa divertida...
E tudo tem sua explicação...e a minha eh simplesmente pelo fato...
De que DEUS olhou para mim e me disse Ame essa pessoa com todas suas forças...
De carinho ; atenção.fique sempre do lado dela...pois ela eh a única chave...
Que poderá abrir entrar e depois fechar seu coração para que somente ela..Você possa amar...e que você ame-a...
Como nunca amou ninguém e como nunca amara...
Um jornalista perseguia o escritor francês Albert Camus, pedindo que explicasse detalhadamente o seu trabalho. O autor de A peste se recusava: " Eu escrevo, e os outros julgam como entendem".
Mas o jornalista não sossegava. Certa tarde, conseguiu encontra-lo em um café de Paris.
"A crítica acha que o senhor nunca aborda um tema profundo" disse o jornalista. " Eu lhe perguntaria agora: se tivesse que escrever um livro sobre a sociedade, aceitaria o desafio?"
"Claro", respondeu Camus." O livro teria cem páginas. Noventa e nove seriam em branco, pois não há o que dizer. No final da centésima página, eu escreveria:
"o único dever do homem é amar".