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Às vezes, penso e me pergunto:
Por que te amo?
E logo aparece a resposta:
Te amo pelo simples fato de você existir...
Te amo por você ter aparecido em minha vida...
Te amo por me compreender-me quando preciso...
Te amo, por com-partilhar comigo suas alegrias e tristezas...
Ao somar estes fatos chego a seguinte conclusão:
Te amo por que te amo...
''o amor não tem explicação, aparece do nada em seu coração''

Passei para desejar um feliz dia de quarta-feira e que hoje, assim como em todos os outros dias, abundem a alegria e a esperança. E mesmo nos piores momentos, não permita que o desânimo vença.

A vida nem sempre é como sonhamos, mas lutando podemos alcançar o que tanto desejamos. O importante é manter o positivismo, pois depende de você impedir que a negatividade do mundo afete seu espírito.

Prepare sua alma para tudo que há de ruim cultivando as energias positivas, o amor, a bondade e a generosidade. Se ainda não começou, comece hoje mesmo, pois tenho certeza que este é o dia perfeito.

Com a vida apressada, angustiada, tão absorta em pensamentos pequenos, sem entender a dor disfarçada em mal humor, pouso os olhos no menino, ali, dormindo. No meio da rua, entre carros, passantes, cachorros e passarinhos destoantes, com as mãozinhas sobre a cama de papelão, agarradinho, inocente, no corpo do irmão.
A mãe sofrida, sentada no sujo chão, tentando esconder a vergonha e a fome, tendo à frente o pai, derrotado enquanto homem. A dor oprimida no peito, sem conseguir engolir, ver assim alguém tão só, uma família – flores do pó. Ah, a cruz! Preguem-me na cruz.
Quero morrer por eles, morrer por mim, inerte, covarde, torpe! Nada a fazer, senão sofrer? Não tem remédio, senão chorar? Menino dormindo, como o meu, como os nossos, sonha sonhos de criança, com luzes e festa, com brinquedos e paz, sorvete, banho, banheiro. Alegria o ano inteiro.
Perdeu o endereço do céu, mas espera Papai Noel. Aquele pai e aquela mãe, sem teto ou dignidade, não sabem da missa a metade. Não choram, apenas pedem, que a sorte mude e os ventos tragam a esperança e o sorriso do menino, que dorme ali no chão, tranquilo, ao relento, desprotegido.
A leoa de dentes arrancados, o guerreiro sem escudo, sem lança, sem conseguir defender sua criança, olhar vazio, de alma apagada, sem ter mais nada. Nada a oferecer, senão seu corpo. Nada a pedir, senão o pão. E eu, e você, o que fazemos?
Vamos embora, com a consciência confortada de que nada podemos fazer, por não termos o poder. Qual nada! Eu posso. Você pode. Mas é difícil, é cômodo. Você tem lar. Eu tenho pão. Eles é que não.

Troque os lençóis, coloque aqueles mais bonitos e macios, deixe a cama arrumadinha, esperando. Borrife um pouco de perfume no seu quarto, olhe-se no espelho, de frente, de lado, de costas, de dentro e respire fundo. Acenda na sala um incenso com fósforo, porque tem cheiro de pólvora talvez um Poem, indiano, e espete a varetinha numa laranja madura.
Ponha aquela música de que você mais gosta. Uma vela comprida e azul no castiçal de bronze. Desligue o telefone e todas as campainhas que houver no teu mundo. Livre-se de tudo o que for supérfluo. Tome então um banho demorado, com teu sabonete preferido. Cante alto no banheiro. Quando terminar, passe as mãos pelo corpo, como fosse para tirar-lhe todas as gotas de água que houver, espécie pura de massagem carinhosa. Enxugue-se com a melhor toalha. Maquiagem leve, batom discreto, o melhor perfume, aquele que lhe traga as mais deliciosas lembranças.
A calcinha de algodão. Vista uma roupa linda, fresca, leve, macia. Prepare-se como se fosse a uma festa no teu corpo, uma festa onde a tua alma vai hoje ser rainha. Descalça, como deusa grega sorridente ao sair de um labirinto. Respire mais fundo. O vinho, que já fora escolhido com amor, deve agora ser aberto com mais amor ainda. Se possível, uma taça de cristal tcheco. Se não tiver, serve uma dessas francesas, grande. Ou um simples copo, transparente, bem lavado.
Sirva delicadamente. Sente-se. Levante o copo contra a luz. Sinta a temperatura do vinho, a sua cor, o seu cheiro. Esmague o vinho com a língua no céu da tua boca, como se esmagasse um cacho de uvas maduras num vinhedo do sul em dia de sol de primavera. E sinta o sabor. Nenhuma expectativa. Ninguém vai chegar. Você já cuidou para que ninguém chegue nos próximos dois mil anos.

Um dos discípulos de um mestre de artes marciais era muito dedicado. O melhor de todos em concentração, fundamentos, no uso da intuição. Era chegada a hora de obter a faixa preta. Ele se apresentou, teve bom desempenho em todos os testes, superou obstáculo e aguardou a palavra do mestre. Este, então, perguntou ao aluno: - Por que você acha que pode receber a faixa preta?
O aluno respondeu: - Mestre, cumpri todos os fundamentos, passei por todas as provas, me aprimorei, enfim, sou o melhor de todos. Por isso é justo que eu receba o reconhecimento da faixa preta.
O mestre voltou-se para o discípulo e afirmou: - Não, você não está pronto. Volte e recomece tudo de novo.
E assim foi por mais um ano. Ao final do período, a mesma pergunta do mestre, a mesma resposta do aluno e a mesma conclusão: - Você não está pronto. Volte e recomece.
O discípulo, revoltado, sentiu profundo ódio de seu mestre e orientador. Mas, com a fibra dos que transformam obstáculos em desafios a serem vencidos, o jovem retornou aos treinamentos por mais um ano. Finalmente reapresentou-se ao mestre dizendo estar pronto para receber a faixa preta. Mais uma vez o mestre perguntou: - Por que você está pronto agora?
E o discípulo respondeu: - Porque agora estou pronto para começar a aprender!
E recebeu a faixa preta. Enfim, na vida nada termina. A cada transformação porque passamos há uma nova conquista que nos credencia a continuar aprendendo com ela. Nada termina. Estamos sempre diante de um potencial com novo começo.