Porquê tanto me fazes sofrer, se eu vivo só pra te fazer feliz...
Porquê tanto desconfias de mim, se minha vida gira em torno só de ti...
Porquê tanto raiva e rancor, se nossos corações estão cheios do mais puro
amor...
Porquê tantas palavras ruins saem da mesma boca que saem palavras tão
doces...
Porquê não olhas em meus olhos, se olhando nos meus olhos verá a pureza de
minha alma...
Porquê dizes que me ama tanto, mas dizes que conseguiria me esquecer...
Porquê, eu me pergunto. Mas as respostas não veem a mim...
Porquê?
Porquê palavras tão puras e verdadeiras se sincronizam nesse poema?
Porque?
Porque meu coração está transbordando de PORQUÊS?
Parece que foi ontem que aqui estivemos, nós todos que amamos você, para nos despedirmos e trazer você para sua última morada, onde esperava um anjo do Senhor para guiar você.
Neste dia de finados lembramos com amor e ainda muita dor, o dia da sua partida. O dia triste em que você nos deixou. A sua falta é ainda muito sentida por nós. As nossas vidas ainda estão sendo refeitas. Falta você na nossa mesa, falta a sua risada no fim das nossas piadas, falta a sua voz trazendo gargalhadas, falta o seu coração batendo quente perto de nós.
Passe o tempo que passar, a saudade que sentimos de você e o desejo de ter você por perto nunca vai passar. Você é parte presente das nossas histórias e nossas vidas. Mas não podemos nada contra a vontade Deus, não somos nada contra a vontade de Deus.
Por isso, cabe-nos apenas pedir conforto para nossos corações com a sua memória, paz e muita luz para guiar os nossos caminhos sem você. Que Deus nos abençoe e nos dê sabedoria para lidar com a sua dolorosa ausência. A você, peço que Deus dê a paz que você sempre trouxe para as nossas vidas.
Amém!
Passo os dias olhando para um jardim que não é meu. Olho para a grama, sempre verde, mesmo quando as folhas vermelhas do outono começam a cair. Não importa as cores do jardim, a grama está verde. Na primavera, as flores enchem os olhos de quem passa de alegria, no verão a luz do sol deixa tudo mais claro e resplandecente e, mesmo no inverno, os dias gris não tomam conta de grama. Sempre que me sinto triste, vou até a janela e olho para aquele jardim. Indago-me se naquela casa não há tristeza. Será que não há um único dia em que não se esqueçam de regar a grama?
No jardim que não é meu, e onde a grama é sempre verde, há muitas borboletas. Elas estão sempre por lá. São de todas as cores, e às vezes fundem as suas asas com pétalas azuis das flores. Naquele jardim há também frutos, muitos frutos, verdes e maduros. Às vezes irrito-me porque alguns frutos caem das árvores, apodrecem e nunca são recolhidos. Mas depois, lembro-me dos pássaros bicando-os e vejo as cascas dos frutos desaparecem no solo.
Aquele jardim, tão vivo, não é meu. Naquele jardim há cor, há vida, há idas e vindas. E a grama é sempre verde. O meu jardim é um pequeno e inabitado jardim de inverno. Mas não cultivando a grama verde, nem as flores, nem as borboletas, à distância, assumo ser belo o canto dos pássaros.
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe seja linda, ainda que triste. Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante. Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo. Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço, que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que penso e a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que me lembro ter dado na infância, porque metade de mim é a lembrança do que fui e a outra metade não sei. Que não seja preciso mais que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito e que o teu silêncio me fale cada vez mais porque metade de mim é abrigo mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer, porque metade de mim é plateia e a outra metade é a canção. E que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e a outra metade também.
Para o bem e para o mal, o maior e mais importante compromisso alguma vez assumido por você é o compromisso com sua vida e consigo mesmo.
Esse requer que você dê o seu melhor a cada instante, pois se você não o fizer, ninguém o fará por você. Se você não lutar pelos seus sonhos, pela sua vida, você será o principal prejudicado, então lute!
Jamais esmoreça na sua determinação, jamais deixe de dar o seu melhor, seja em que momento for, e a recompensa chegará!