Se eu pudesse escolher uma irmã legítima, não teria qualquer dúvida a quem escolheria, pois se não fosse você, não queria mais ninguém. Feliz aniversário, minha amiga, minha irmã de coração!
Adoro você, mas isso você já sabe. Quero que você seja sempre muito feliz, e isso você também já sabe. Você sabe tudo, pois ninguém melhor que você conhece minha alma, tudo o que eu sou, tudo o que eu desejo ser.
Estamos juntas não desde sempre, mas às vezes parece, e eu sei que será para sempre. Você é a irmã que eu não tive, e apesar de não termos compartilhado a infância, sei que compartilharemos a velhice.
Hoje celebraremos seu dia com tudo o que você merece, e toda a minha atenção, mimo e carinho serão apenas seus. Seja feliz, minha amiga, minha irmã, hoje e para sempre e comigo do seu lado!
Um barulho ressoa na noite. O pai vai ver a filha de seis aninhos. Abre a porta do quarto devagar e leva um susto. Nas paredes, pôsteres.
No chão, pares de tênis jogados, camisetas, jeans, revistas e CDs. No canto, um computador internetado num "teen chat". Sumiram as bolsinhas, as agendinhas, as bonequinhas, os albunzinhos de figurinhas.
Aproxima-se da cama. Outro susto. Dorme ali uma moça. Reconhece-a. É a Filha. A pele lisinha do rosto agora tem espinhas. As sobrancelhas, o nariz e os lábios estão delineados e fortes. O cabelinho fio reto transformou-se em um repique. O tórax, antes magricela, abriga agora um par de seios.
O pai desespera-se. O que está acontecendo? Acha que está louco. Abraça-a forte e começa a pensar. Por que não brincou mais com ela quando criança? Por que não a levou mais vezes ao parque, ao clube, ao cinema? Por que não lhe contou mais historinhas?
Por que não bebeu menos cerveja com os amigos e mais guaraná com ela? Por que não lhe dedicou mais tempo nas tarefas ? Por que trabalhou tanto e a viu tão pouco?
O pai sai chorando. Do pranto passa aos gritos. A mãe, com muito custo, o acorda. Atônito, ele corre para o quarto da Filha.
Desta vez não há pôsteres, nem tênis, nem jeans, nem revistas, nem CDs. Estão lá as bonequinhas, os albunzinhos e as agendinhas. Está lá a filha de seis aninhos.
Abraça-a forte e suspira aliviado, enquanto refaz a agenda da sua vida. Ainda há tempo...
Feliz Ano Novo! Abra os braços para o novo ano que vai chegar, com a certeza de que a felicidade irá dominar! Acredite!
Queria parar na sua frente, nua. Despida do orgulho que me impede de falar... Fazer você notar que eu já sou tão sua, assim mesmo sem ser. Mas eu sei que reciprocidade não se pede, e nem se conquista. Ela simplesmente acontece, 'porque sim'. E porque eu sei que você me pediria respostas que nem eu sei quais são. Porque você é menino demais pra entender a minha loucura, atender às minhas urgências e ter paciência com os meus excessos. Porque não faz sentido, mas eu sinto. E já enviei tantos sinais...
Tenho vontade de te ligar e dizer que você é idiota por não enxergar o óbvio, e que preciso te esquecer, mas tenho medo de ouvir que 'tanto faz'... Querer é pra tocar, paixão é pra abraçar, tesão é pra matar. Sentir é sobre viver e não sobre explicar. Mas eu queria tanto que você soubesse que é em você que eu penso quando escrevo sobre o amor...
Um presente perfeito acabou de chegar à nossa vida e queremos muito lhe dar as boas vindas, recebendo esta dádiva de Deus com amor.
O bebê que carregamos nos braços é a razão pela qual viveremos, de hoje em diante. Estamos orgulhosos e com uma grande vontade de lhe ensinar tudo que sabemos. Filho, que você seja verdadeiramente feliz!