A gente ouve falar desse tal amor desde criança: contos de fada, príncipes, sapos, novelas, desilusões, felizes para sempre... Aí a gente cresce um pouquinho, cai na adolescência e acha que ralar os joelhos é o mesmo que ter o coração irremediavelmente partido. Sim, porque na adolescência 99% de nós gosta de quem não gosta da gente. O tempo passa mais um pouquinho e aí você entende (ou pelo menos deveria entender) que o amor não tem nada a ver com sapo, cavalo branco ou perfeição. Porque o amor é grande demais para caber numa história com ponto final.
Veja só, marquei contigo um encontro e agora estou a pensar se estou preparado, ou não, para te ver. Sei que de minha parte a emoção será tamanha, que talvez não possa me conter. Sei também que o lugar em que marcamos não me permite que eu extravase como eu gostaria esse momento. Afinal, são muitos anos de distância desde o último dia que contigo estive, quando ainda vivíamos um amor intenso e, como já te disse, terminou e eu não me lembre de que forma foi e nem o porque.
Cada um de nós tomou novo cominho e hoje, estamos como que impedidos de agirmos com mais liberdade, tu em relação a mim e eu em relação a ti. Acredito que vai ser um pouco complicado esse nosso encontro, pois, gostaria de te dizer tantas coisas, sei que a vontade de te abraçar vai ser grande, talvez até eu sinta vontade nesse momento de chorar, mas devido ao lugar em que o marcamos e o tempo diminuto que teremos para ficarmos juntos devido aos nossos compromissos nesse dia, tudo isso vou ter que represar.
Como julgo que tu estás mais preparada do que eu para este momento, gostaria que me dissesses de que forma aches que eu deva proceder, pois como te disse no início, está difícil e muito complicado para mim contigo me reencontrar.
Tu és a joia valiosa que perdi, levei muito tempo a procurar e hoje encontrei de posse de outro dono, que soube melhor do que eu de ti cuidar.
Só sei que ainda te amo e que todo esse tempo distante esse amor não se deixou apagar.
Agora pela manhã, me deu uma vontade de abrir a janela e gritar bem alto: Bom Dia meu Amor!
Mas me contive, pois senão a vizinhança ia pensar que estou maluca. Por isso meu querido, sinta-se homenageado com esse dia cheio de luz.
Que o nosso rei, o sol, aqueça ainda mais esse grandioso coração que você tem.
Meu amor, um bom dia.
Eu estou aqui nesse momento iniciando a minha jornada com o pensamento em você. Que o nosso amor, seja sempre sincero.
Esse amor que é o ar puro que eu respiro todas as manhãs.
Um beijo gostoso com muito carinho.
A inquietude pode ter origem nas mais diversas causas... Posso estar inquieta por te querer juntinho a mim, Posso estar inquieta pelo simples fato de querer carinhos... Posso estar inquieta por querer conversar, por querer ser notada!
A inquietude pode ser apenas uma demonstração de que algo está faltando, de que algo não está preenchido, de que algo precisa ser revisto, reavaliado, ou simplesmente, completado...
Estou inquieta por que te quero sempre mais e mais... Estou inquieta por que sinto vontade de teus toques, de tua atenção, de teus carinhos, de teus segredos...
Estar inquieta faz parte de mim!
Procura-se criança desaparecida!!!
Criança que foi vista, pela última vez, dentro de nós mesmos, há muitos anos.
Ela pulava, ria e ficava feliz com brinquedos velhos.
Chupava chupeta, pulava amarelinha, jogava pião, brincava na chuva, corria nas calçadas, subia nas árvores. Vibrava quando ganhava brinquedos novos.
Dava vida a latinhas, tampinhas, soldadinhos de chumbo, bonecas.
Brincava de médico, era enfermeira ou paciente.
Jogava botão.
Colecionava pedrinhas, figurinhas, devorava ovos de páscoa. Ah, escrevia cartinhas pra Papai Noel.
Soltava balões e brincava de "passa anel".
Batia palmas no circo, adorava zoológico, brincava de roda, ficava feliz quando se empanturrava de sorvete.
Ela se emocionava ao ouvir histórias contadas pela mãe ou quando lia aqueles livrinhos de pano que a madrinha lhe dava.
Fazia beicinho quando a professora a colocava de castigo, mas era feliz com seus amigos, sua pureza sua inocência.
Onde ela está? Para onde foi?
Quem a vir, venha nos falar.
Ainda é tempo de fazermos com que ela reviva, retomando um pouco a alegria da infância e deixando a alma dar gargalhadas.
Pois, afinal, "ainda que as uvas se transformem em passas, o coração é sempre uma criança disposta a pular corda".
Para não deixar morrer essa criança que todos temos dentro de nós, deixe-a sair, sonhar, empinar papagaios porque isso é uma das poucas coisas que não custam nada.