Olhe o sapo:
pula aqui,
pula acolá.
Nos dois pés,
nas mãozinhas,
ou num pé só.
Coitadinho deste sapo
é tão feio de dar dó!
Salta longe,
pirueta,
dá um susto,
faz um nó.
Nesta lida,
engraçada,
o sapinho,
tão feinho,
conquistou-me
um sorrisinho...
amarelinho.
Mas, ó seu Sapo,
fique atento!
Se pular
perto da vovó,
tão medrosa,
coitadinha,
pode crer,
seu sapinho,
você vai virar pó.
Em uma semana tudo pode acontecer, mas não vale de nada ter elevadas expectativas, nem pessimismo em abundância. O essencial é lutarmos por aquilo que nos fará felizes e nunca desistirmos dessa batalha pelos nossos ideais.
Que essa persistência resulte em uma semana abençoada para todos vocês, meus amigos. Que o sabor da vitória seja sentido a cada dia!
A família de tartarugas decidiu sair para um piquenique, e por serem animais naturalmente lentos, levaram alguns dias para prepararem-se para seu passeio. Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado, e durante o segundo dia da viagem encontraram o lugar ideal!
Elas levaram algumas horas para limpar a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Quando elas estavam prontas pra comer, descobriram que tinham esquecido o sal. Poxa, todas concordaram que um piquenique sem sal seria um desastre, e após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida das tartarugas.
A pequena tartaruga lamentou, chorou, e esperneou, mas concordou em ir com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. A família concordou e a pequena tartaruga então saiu para buscar o sal.
Três dias se passaram e a pequena tartaruga ainda não havia retornado. Cinco dias... Seis dias... Então, no sétimo dia, a tartaruga mais velha, que já não aguentava de tanta fome, anunciou que ia comer, e começou a desembalar um sanduíche.
Quando ela deu a primeira "dentada" no sanduíche, a pequena tartaruga saiu detrás de uma árvore e gritou:
- Ahhãããããã! Eu tinha certeza que vocês não iam me esperar. Agora é que eu não vou mesmo buscar o sal!
Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranquila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranquilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.
Cora Coralina
Pressenti, como lhe disse, que nesta noite não iria dormir, passaria em claro. E foi o que realmente aconteceu. Os momentos que passamos ao telefone e, meditando sobre os vários assuntos que conversamos, descobri um outro lado que ainda não conhecia de você.
Vejo em você uma mulher forte, persistente e aguerrida, na busca do seu ideal na vida. Venceu os vários obstáculos que lhe apareceram na sua caminhada, desilusões, dissipadores e incompreensões. Incompreensões até mesmo de mim, que não soube conduzir o nosso relacionamento a um final feliz, embora a amasse e ainda continuar amando e recebendo de você todo o amor e dedicação, terminando, sem eu até hoje identificar o motivo que nos levou a isso, pois até agora não descobri.
Como disse no domingo para a nossa amiga, ficou um vácuo na minha memória e para mim, nós não terminamos, parecendo-me que você foi tirada de mim de repente, e quando me dei conta você não estava mais em minha companhia.
E hoje, mesmo sentindo a falta que você me faz, minha tristeza é pequena em comparação a alegria que tenho em ver você uma vencedora.
Nesses mais de vinte anos de nossa separação, percorremos estradas diferentes e hoje nos encontramos para relatarmos um ao outro nossas experiências de vida, e, sobretudo, para dizermos um ao outro que nunca fomos esquecidos.
Fico feliz em saber que existe ainda de um para o outro, tanto de mim como de você, um carinho muito grande que não acabou mesmo após tanto tempo distante.
Embora você diga que não acredita, posso lhe afirmar que meu amor por você permanece vivo.