Eu sei que daqui a 50 anos ainda iremos lembrar do aniversário uma da outra; que vamos recordar o primeiro menino que a outra beijou, vamos lembrar do primeiro amor, vamos lembrar daquilo que mais fez a outra sofrer. Vamos lembrar também dos castigos compartilhados, das broncas que as duas levamos juntas e dos medos que passamos.
Eu sei que não iremos esquecer dos porres que tomamos nem das trapalhadas que no outro dia, nos fizeram dar risadas por horas. Iremos recordar das festas, dos outros amigos e do tempo da escola. Lembraremos de quando uma chorou no ombro da outra desconsolada, onde as duas terminaram chorando por algo que nem era tão difícil de ser enfrentado.
Iremos ver as fotos de antes da felicidade estampada em nossos rostos e vamos sentir a saudade apertar o peito e se tornar pior ao sabermos que tudo aquilo não irá voltar mais. Prima, daqui a 50, 60, 70, 80, 100 anos, nem que não estejamos mais juntas, sei que nunca iremos esquecer uma da outra!
A volta já vem e eu vou também, mas se eu não ir só quero que me tire daqui a noite vem chegando, junto com ardor se existe um Senhor me tire do rancor.
A cabeça gira, mas o corpo também se não me tira não vejo meu bem por não te esqueço mas o amor e igual com a medida certo pro natal...
Se ele chegar o amor vem também se tenho você não chamo o mal de bem...
Jamais esquecerei você! E prometo esperar sua chegada. Não importa o tempo que vai demorar ou a saudade que já começa machucar. Você é a pessoa mais importante da minha vida, o homem que mais amo e com quem imagino o resto da minha vida!
É claro que estamos a passar dificuldades, porque não estamos juntos. Mas tenho certeza que você vai cumprir seu tempo e quando sair estará uma pessoa ainda mais forte! E eu estarei aqui à sua espera! Te amo, meu bem!
Não caminhes diante de mim
Posso não acompanhar-te;
Não caminhes atrás de mim
Posso não guiar-te;
Caminhes do meu lado e seja
Simplesmente MEU AMIGO!
Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:
"Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho...
E olha que escuridão há lá por fora!
Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando a treva e o frio de meu peito
Ao frio e à treva que há pelo caminho?!
Ouves? É o vento! É um temporal desfeito!
Não me arrojes à chuva e à tempestade!
Não me exiles do vale do teu leito!
Morrerei de aflição e de saudade...
Espera! até que o dia resplandeça,
Aquece-me com a tua mocidade!
Sobre o teu colo deixa-me a cabeça
Repousar, como há pouco repousava...
Espera um pouco! deixa que amanheça!"
E ela abria-me os braços. E eu ficava.
Olavo Bilac