Com o passar do tempo, acabamos por chegar a um momento em que já vivemos muitas coisas na vida. A experiência faz de nós outras pessoas, mas certos acontecimentos nos lembram como ainda temos muito para aprender. E a verdade é que quando recebi a notícia que teria um neto, foi como se os anos voltassem para trás, pois senti uma alegria que me devolveu vida, energia e uma vontade incrível de querer desfrutar de todos os acontecimentos que chegarão em breve.
Hoje sou uma avó mais realizada que nunca. Estou prestes a poder segurar o meu lindo neto nos braços e reviver a emoção de ver a família crescer. A ansiedade tem feito parte do meu dia a dia e estou contando os segundos para que esse milagre da vida aconteça. Que bênção é perceber que há sempre espaço para novas aprendizagens na nossa vida e lugar para novas pessoas no nosso coração!
Os amigos brigam, mas nunca se separam. Os amigos magoam, mas nunca fazem mal propositadamente. Os amigos podem ficar um tempo sem se falarem, mas logo procuram uma oportunidade de reconciliação.
A verdadeira amizade não faz com que tudo seja perfeito, mas também nunca esquece o que é mais importante. Respeito, compreensão e verdadeiro apego são os princípios essenciais para que ela seja eterna.
Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão
Dava pra ver o tempo ruir
Cadê você, que solidão
Esquecera de mim
Enfim
De tudo que há na terra
Não há nada em lugar nenhum
Que vá crescer sem você chegar
Longe de ti tudo parou
Ninguém sabe o que eu sofri
Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor
Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor
Só sei
Viver
Se for
Por você.
Num misto de ansiedade boa, de muita expectativa e um pouco de medo, seguro o ventre e nele sinto, pela primeira vez, a mágica da vida, do mundo, da criação. Num momento que é só meu e seu, você que ainda se aninha em mim, que ainda respira e se alimenta através de mim. Meu corpo se transforma com a sua vida, enquanto meu mundo se embeleza de amor e esperança.
Planejar, esperar, imaginar como será, nada se compara com a sensação de saber e sentir a leve pulsação do coraçãozinho do meu primeiro bebê dentro de mim. E escassas são as palavras, limitados demais os sentimentos para poder descrever tudo o que senti, tudo o que sinto, desde o dia em que descobri a maior e mais maravilhosa felicidade do meu mundo – ser mãe!
Conta-se que um velho circense, após ter sido despedido do circo ao qual dedicara toda a sua vida como malabarista, vagueou sem rumo, à procura de quem lhe desse emprego e abrigo.
Não era fácil, afinal não desenvolvera outras habilidades, não era mais jovem e tampouco sabia ler e escrever.
Após muitos meses perambulando e já doente, bateu à porta de um Mosteiro, encontrando a caridade dos monges que o recolheram e dele cuidaram até que sarasse.
Sua tarefa passou a ser cuidar do jardim, o que ele foi aprendendo com algum esforço. Todavia algo o incomodava. Ao observar a rotina dos religiosos, os cantos, as orações em Latim, sentia-se triste por não poder acompanhá-los.
Ele também queria orar e cantar hinos de louvor ao Deus da sua compreensão. Mas como? Não tinha as palavras certas, sentia-se rude e indigno de adentrar a Capela. Como poderia ele falar do seu amor por Jesus, cuja imagem se destacava majestosa ao fundo do Santuário?!
Certo dia, esperou que todos se recolhessem, tomou todos os seus aparatos circenses e acercou-se da linda imagem do Mestre na Capela.
Começou a fazer a única coisa na qual ele era exímio... à sua volta, arcos, bolas, pratos subiam e retornavam as suas mãos, em movimentos perfeitos.
Ele esperava o milagre de ver no semblante do Senhor, um leve sinal de que a sua prece – embora incomum – estava sendo recebida.
E foi persistindo nos seus malabarismos, como se executasse a mais linda canção de louvor, sem dar-se conta do tempo, nem do suor que já escorria abundante por todo o seu rosto.
Os monges, ao notarem os estranhos ruídos vindos da Capela, levantaram-se com cuidado, receando tratar-se de algum meliante.
Todavia, quando chegaram à porta, pararam estupefatos diante da cena que presenciaram.
É que neste exato momento O Senhor inclinava-se e, com o manto, enxugava o suor daquele homem simples que não sabia rezar, mas que não obstante, rezara com todas as forças do seu coração !