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Meu querido Papai Noel,
Já faz tanto tempo que eu não escrevo para o senhor, não é? Mas hoje, meu bom velhinho, resolvi resgatar aquela criança de brilho nos olhos e o coração cheio de esperanças que ainda vive dentro de mim. Não sou mais aquela criança e meus pedidos mudaram um pouco, mas com certeza o senhor poderá me atender.
Eu gostaria de uma pequena caixa vermelha. Isso mesmo vermelha. Que represente a vida.
Para que eu quero essa caixa? Eu explico:
Dentro dela vou guardar todo o amor que eu tenho para dar. Toda a esperança que vive dentro de mim. Toda a saúde que eu possa ter. Todo o carinho que eu tenho para distribuir.
Vou guardar também a compreensão, ela está tão rara hoje em dia. Guardarei também a solidariedade que é tão necessária. Guardarei todos os meus sonhos para que nenhum fuja entre os meus dedos. Nela vai caber também o meu sorriso para que eu possa ofertar aos amigos a quem tanto amo.
Vou guardar também todos os momentos felizes, pois não quero me esquecer de nenhum. A minha gargalhada infantil. A minha saudade, porque nela existe a prova do amor e de bons momentos. A confiança, pois sem ela não vivemos. A minha lealdade para que com ela possam contar. A felicidade para que eu possa compartilhar. O brilho do meu olhar.
Nela também guardarei os meus desejos mais secretos para que um dia eles possam se realizar. As lágrimas, pois elas também são de felicidade. Todos os aprendizados que a vida me fez passar para que eu seja uma pessoa cada vez melhor.
O senhor deve estar se perguntando onde vou guardar essa caixinha e eu lhe respondo:
Dentro do meu coração, pois de lá sei que ela jamais se perderá e para sempre vai ficar.
Meu bom velhinho faça que com a chegada do Natal, a criança que cada um tem dentro de si nasça novamente. Que o Menino Jesus nos abençoe e proteja.
A minha criança está viva e cheia de sonhos a espera do meu pequeno milagre de Natal.

Sentada em minha sala...
Perdida em meus pensamentos...
Para onde irão?
Para onde irei?

Solidão enorme me invade
Como sentir-se só quando a temos como nossa companheira?
Eterna companheira, vai mas sempre retorna,
E bate em nossas costas e nos diz:
- Pensou que te abandonaria?
Jamais...

Ela se mostra da maneira mais matreira,
Um icq vazio, uma tela em branco...
Um telefone que jamais toca...
Uma noite que não passa...
É essa minha amiga e companheira Solidão!

Um copo abandonado de cerveja,
sozinho num canto da mesa!
Solidão é abstêmia!
Tão sem gracinha ela...

Mas é companheira, isso é!
Está sempre disponível!
Ela abriu minha agenda em cima da escrivaninha:
Olha aí, vamos sair com esse povo?

Eu olho com carinho para ela e digo:
- Para quê, minha querida...
Só você vai se divertir,
Pois irá continuar lá, ao meu lado, firme!

Tanto faz lá, como aqui com você,
Minha amiga Solidão...
Melhor aqui...
Assim ao menos você, minha querida amiga,
Conversa comigo!

Tânia Lemke

O tempo passa... Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa do modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim!

Sem motivo nenhum assim, amo porque te amo, por amar, tua presença faz bem para mim. Amo sem motivos e por todos eles.
És como sorvete em dia de calor, lareira acesa quando faz frio.
Blusão macio quando me abraças, e poço de abandono quando te afastas.
Acordo pela manhã, só para te ver, durmo com o único objetivo, de contigo sonhar e te ter, do jeito que quero, todo meu.
Amo porque te amo, e tu nem sabes o quanto.
Te quero, porque quero, desejo tanto e tanto, teu sorriso, teu abraço, que quando tenho, não disfarço, o quanto te quero ter.
Declaro meu amor em brincadeiras, feito criança sapeca e arteira, para quem sabe um dia, tu perceberes como são verdadeiras.
Te quero porque te amo Te amo porque te quero

Uma mulher regava o jardim de sua casa e viu três velhos à sua frente. Não os conhecia e disse:
- Não creio conhecê-los, mas devem ter fome. Por favor, entrem em minha casa e comam algo.
Eles perguntaram:
- O homem da casa está?
- Não, respondeu ela.
- Então, não podemos entrar.
Ao entardecer, quando o marido chegou, ela contou o sucedido.
- Ora, diga-lhes para que entrem!
A mulher saiu e convidou os três.
- Não podemos entrar os três juntos, explicaram os velhinhos.
- Por quê?
Um dos homens apontou um dos companheiros e explicou:
- Seu nome é riqueza.
Logo indicou o outro:
- Seu nome é êxito e eu me chamo amor.
Agora, entre e decida com seu marido qual dos três será convidado.
A mulher entrou e contou ao marido sobre o que ouvira.
O homem ficou feliz:
- Que bom! E já que o assunto é assim, convidemos a riqueza! Que entre e encha nossa casa.
A mulher não concordou:
- Querido, por que não convidamos êxito?
A filha que estava escutando veio correndo:
- Não seria melhor convidar amor? Nossa casa ficaria, então, feliz...
- Sigamos o conselho de nossa filha, disse o marido à sua mulher. Vá lá fora e convide o amor a ser nosso hóspede.
A mulher saiu e perguntou:
- Qual de vocês é amor? Por favor, venha. Você é nosso convidado.
O amor avançou para dentro da casa e os outros dois o seguiram.
Surpreendida, a mulher perguntou:
- Convidei amor, por que o seguem? Também vão entrar?
Os velhos responderam juntos:
- Se tivesse convidado a riqueza, ou o êxito, os outros dois ficariam de fora. Mas, como o amor foi convidado, onde ele vai nós o seguimos.