As mudanças quase nunca são fáceis. O primeiro passo para promover qualquer tipo de mudança em sua vida, é perceber e se conscientizar de que a mudança é realmente necessária e que a sua vida está sendo, em alguma medida, prejudicada.
E se mudar algo em nós mesmos, pior ainda é tentar mudar algo em outra pessoa. As mudanças devem partir de cada um. Não podemos exigir que ninguém mude por nossa causa, o máximo que podemos fazer é dizer aquilo que não gostamos no outro, e se esse outro entender que isso pode ser mudando em nome de algo maior, então não há problemas. Caso contrário, exigir que o outro mude por um capricho pessoal, é uma violência.
Nem sempre aquilo que nos incomoda nos outros é verdadeiramente um defeito. Muitas vezes, aquilo que chamamos de defeito é apenas algo que não nos agrada, e o que identificamos como qualidades é o que nos agrada. Por isso, cuidado com as críticas e exigências, é preciso respeitar a individualidade do outro. Querer mudar o outro é tentar moldá-lo de acordo com os nossas expectativas e padrões.
Sobrevivemos em um Brasil estático
Sobrevivemos em um Brasil estratificado
Sobrevivemos em um Brasil desigual
Minha profissão é agrimensurador
É sabido a dicotomia fundiária
Não sei quem mumificou a corrupção nesse país
A nossa história hieroglífica
Onde encontraremos a verdade
Invocasse-se horus, anubis, osíris, isi, set, rã,farró, nilo, athon
Quem diria a verdade?
Vivemos em uma diáspora eterna
Vivemos em um cisma
Somos dissidentes
Intifados
Nazistas
Comando vermelho
Quem roubou e furtou minha identidade?
Menina, mulher amante,
com seus olhos brilhantes,
quero ter você por um instante,
e beber teu prazer constante...
Beijar o teu corpo gostoso,
lamber seu pescoço,
e ser grudento aos poucos...
Se te quero tanto assim,
nesta ilusão tão ruim,
é porque para mim,
és um castigo sem fim...
Na minha serra querida,
tu és a minha guia,
te quero nua de dia,
nem que seja por fantasia...
Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Quantas vezes bloqueamos a espontaneidade das crianças, esquecendo-nos do quanto isso nos doeu na nossa infância... Quantas vezes exigimos mais maturidade dos adolescentes sem lembrarmos o que passamos quando nos exigiram isso...
Quantas vezes nos queixamos dos colegas de trabalho e não nos perguntamos se eles também têm queixas sobre nós... Quantas vezes nos irritamos nas ruas sem perceber que nossa irritação também causa mal aos outros...
Quantas vezes queremos implantar paz na família expressando-nos aos berros... Quantas vezes esperamos dos nossos parceiros o que não estamos dispostos a dar-lhes... Quantas vezes esperamos dos nossos filhos o que não demos aos nossos pais...
Quantas vezes esperamos dos nossos pais o que não damos aos nossos filhos... Quantas vezes perdemos a paciência com idosos, esquecendo que a velhice chega para todos...
Quantas vezes repelimos animais e nos comportamos como seres irracionais... Quantas vezes pedimos aos amigos coisas que não gostaríamos que eles nos pedissem...
Quantas vezes, na maior parte da vida, deixamos a vida passar sem senti-la no coração... Afinal, quantas vezes você já pensou em reverter tudo isso?
Uma sugestão: que tal hoje?