Só sinto saudade
Abro os olhos e você não está...
Olho a linha do horizonte
Vejo e encontro você.
E o tempo não passa, ando e corro mas o verbo é estar
Guardo os sussurros que não esqueço, a estrada, o céu e o ar.
Sem você, não tem magia
Sem você, não há amor
Sem você, a poesia não tem valor
Tudo é dor...
O raio que cai, o vento que passa, é o amor...
Tudo é dor!
A estrela cadente, o sol que é poente trazem esperanças ao meu amor.
Com a vida apressada, angustiada, tão absorta em pensamentos pequenos, sem entender a dor disfarçada em mal humor, pouso os olhos no menino, ali, dormindo. No meio da rua, entre carros, passantes, cachorros e passarinhos destoantes, com as mãozinhas sobre a cama de papelão, agarradinho, inocente, no corpo do irmão.
A mãe sofrida, sentada no sujo chão, tentando esconder a vergonha e a fome, tendo à frente o pai, derrotado enquanto homem. A dor oprimida no peito, sem conseguir engolir, ver assim alguém tão só, uma família – flores do pó. Ah, a cruz! Preguem-me na cruz.
Quero morrer por eles, morrer por mim, inerte, covarde, torpe! Nada a fazer, senão sofrer? Não tem remédio, senão chorar? Menino dormindo, como o meu, como os nossos, sonha sonhos de criança, com luzes e festa, com brinquedos e paz, sorvete, banho, banheiro. Alegria o ano inteiro.
Perdeu o endereço do céu, mas espera Papai Noel. Aquele pai e aquela mãe, sem teto ou dignidade, não sabem da missa a metade. Não choram, apenas pedem, que a sorte mude e os ventos tragam a esperança e o sorriso do menino, que dorme ali no chão, tranquilo, ao relento, desprotegido.
A leoa de dentes arrancados, o guerreiro sem escudo, sem lança, sem conseguir defender sua criança, olhar vazio, de alma apagada, sem ter mais nada. Nada a oferecer, senão seu corpo. Nada a pedir, senão o pão. E eu, e você, o que fazemos?
Vamos embora, com a consciência confortada de que nada podemos fazer, por não termos o poder. Qual nada! Eu posso. Você pode. Mas é difícil, é cômodo. Você tem lar. Eu tenho pão. Eles é que não.
Procurei um amor, tanto Gritei seu nome ao vento
Procurei em tudo Virei do avesso o mundo
Quando cansada de procurar Sentei pra descansar
Num instante adormeci Em sonhos te vi
Quando acordei Com um anjo em minha frente, deparei
Ele me estendeu a mão Me abrigou em seu coração
Cuidou de mim E me mostrou o amor sem fim
O tempo se passou E a única coisa que mudou
É que o anjo que um dia eu vi Hoje é o homem da minha vida
Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
"Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!"
O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:
"Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."
Todo beijo de amor
É um pedaço do céu É o momento que o sonho é real
Eu queria provar O sabor desse mel Que as fadas sabem que não tem igual
A magia do amor Ninguém pode entender Nem os magos conseguiram decifrar
É uma linda canção Dentro do coração E é preciso ser poeta para explicar
E que eu posso fazer? Me encantei por você É mais forte que qualquer magia
Já não sei onde estou Se no mundo real ou da ilusão
Se um dia eu te beijar Eu vou me transformar Jamais serei igual No teu mundo real
As fadas são assim Jamais podem beijar Mas lá dentro de mim Não sei o que fazer Só penso em beijar você
Você me enfeitiçou Você me ensinou a mágica do amor.