Junte a força de uma montanha,
A majestade de uma árvore,
O calor de um sol de verão,
A calma de um mar tranquilo,
A generosidade da natureza,
Os confortáveis braços da noite,
A sabedoria das eras,
O poder do voo da águia,
A alegria de uma manhã de primavera,
A fé de uma semente que brota,
A paciência da eternidade,
E o centro da necessidade de uma família.
Mexa bem e,
Quando perceber que nada mais há para acrescentar,
A sua receita estará completada.
Olhe bem para esse delicioso alimento
E invente um nome para ele...
Que tal pai?
Saudade boa é pensar no passado sem tristeza ou pesar. É lembrar com alegria dos velhos tempos, dos dias felizes, da infância, dos antigos amigos e do cheiro de material escolar.
Saudade boa é lembrar da vida vivida e sorrir. É lembrar do perfume que usava a vó, do sabor da comida da mãe, e do desafio de aprender a nadar.
Saudade boa é aquela que não nos faz lamentar o tempo passado, mas sim nos faz olhar para trás com leveza, e viver o presente com a alegria e a sabedoria dos dias que já se foram.
Saudade boa é reviver um pedacinho da vida quando olhamos uma fotografia já amarelada, quando encontramos um antigo brinquedo esquecido num canto, ou tiramos uma roupa velha do fundo do baú.
Mas saudade boa mesmo, é aquela que a gente sabe que tem data e hora marcada para acabar. É a saudade que eu sinto de você, que eu sei que logo logo vai chegar!
Essa nossa vida é tão curta... O tempo em que ficamos neste mundo é tão breve...
Existem tantas coisas boas, úteis, concretas e que, principalmente, estão ao nosso alcance e as deixamos de lado. Não lhes damos a atenção necessária.
Talvez por não acreditarmos que os momentos e os detalhes são únicos.
Ou talvez por esquecermos que as oportunidades podem ser descartadas, mas dificilmente repetidas.
Vivemos nos queixando pelas grandes obras que não podemos realizar e deixamos de lado aquelas pequenas que nos são possíveis.
Vivemos desejando asas, enquanto nossos pés nos convidam à pisar firmes no chão.
Acreditamos que a nossa felicidade está naquilo que desejamos e deixamos de amar o que possuímos.
Nossa vida é breve e temos muita coisa útil à realizar.
De modo algum justifica-se nossa busca por satisfações efêmeras, enquanto nossa realização está justamente naquilo que já é nosso.
Devemos nos lembrar que passaremos por este caminho, este mundo, uma só vez. Precisamos, portanto, aproveitar esta oportunidade única, breve...
Eu vi você crescer e ainda me recordo das suas várias brincadeiras, querida sobrinha. Como o tempo passou e você se tornou em uma mulher adulta! Agora está dando esse passo importante do casamento e eu não poderia estar mais feliz com essa maravilhosa decisão.
Muitas felicidades para vocês! Provem do amor a cada dia e vivam uma linda união com muita cumplicidade.
Um amigo meu chamado Paulo ganhou um automóvel de presente de seu irmão no Natal.
Na noite de Natal, quando Paulo saiu de seu escritório, um menino de rua estava em volta do reluzente carro novo, admirando-o.
-Este carro é seu, senhor? ele perguntou.
Paulo assentiu:
-Meu irmão me deu de Natal.
O garoto ficou boquiaberto.
-Quer dizer que foi um presente de seu irmão e não lhe custou nada? Nossa quem me dera... comentou o menino.
É claro que Paulo sabia o que ele ia desejar.
Ele ia desejar ter um irmão como aquele. Mas o que o garoto disse chocou Paulo tão completamente que o desarmou.
-Quem me dera (continuou o garoto) ser um irmão como esse.
Paulo olhou o garoto com espanto, e então, impulsivamente, acrescentou:
-Você gostaria de dar uma volta no meu automóvel?
-Eu adoraria!
Depois de uma voltinha, o garoto virou-se e, com os olhos brilhantes, disse:
-O senhor se importaria de passar em frente a minha casa?
Paulo deu um leve sorriso. Pensou que soubesse o que o menino queria.
Ele queria mostrar para os vizinhos que podia chegar em casa num carrão. Mas Paulo estava novamente enganado.
-Pode parar em frente daqueles dois degraus? perguntou o garoto.
Ele subiu correndo os degraus. Então, passados alguns instantes, Paulo ouviu-o retornar, mas ele não vinha depressa. Carregava seu irmãozinho paralítico.
Sentou-o no degrau e depois o abraçou e apontou para o carro.
-Aí está ele, amigão, exatamente como eu te contei. O irmão deu o carro a ele de presente de Natal e não lhe custou nem um centavo. E algum dia eu vou te dar um igualzinho... Então você poderá ver com seus próprios olhos todas as coisas bonitas sobre as quais eu venho tentando lhe mostrar...
Paulo saiu do carro e colocou o menino no banco da frente. O irmão mais velho, com os olhos ainda brilhando, entrou atrás dele e os três deram uma volta comemorativa.
Naquela noite, Paulo aprendeu que a felicidade maior sentimos quando a proporcionamos à alguém.