Quero compreender
A força estranha
Que implode o meu peito
Desmoronado meu pobre coração.
Coração em
Caquinhos de pedras
Que rolam pela ribanceira
Em que me transformei.
Sou pó.
Sou só.
Olho de esguelha
Para não mostrar os sentimentos
Que me assaltam
Que preciso esconder.
Ninguém sabe que amo.
Nem a quem amo.
Que não sei dizer o amor.
Que não sei parar a lágrima
Quente que goteja
E que morre
Neste entristecer.
São versos sem destino,
Palavras que fluem
Jogadas ao vento,
Em busca de abrigo,
É o que resta!
Conceda-me essa dança?
Olhares apostos
Desejos aflorados
Aproximação iniciada
Timidez esquecida...
Conceda-me essa dança?
Coração acelerado
Indecisão momentânea
Charme inevitável
Sorriso que fala por si só...
conceda-me essa dança?
Olho no olho
Mão na cintura
Sussurrar no ouvido
Arrepio na nuca...
conceda-me essa dança?
Calor intenso
Silêncio total...
Finalmente, você concedeu...
E muitas outras coisas que não posso contar...
A amizade surge do mero companheirismo quando dois ou mais dos companheiros descobrem que têm em comum alguma percepção, interesse ou mesmo gostos que os demais não partilham e que, até aquele momento, cada um acreditava ser o seu tesouro ou fardo especial. A expressão típica de um começo de amizade seria algo como: "O quê? Você também? Pensei que eu fosse o único."
A pessoa que concorda conosco que alguma questão, pouco considerada por outros, tem grande valor, pode ser nosso amigo.
Ela não precisa concordar conosco quanto à resposta.
Esse é o motivo pelo qual aquelas criaturas patéticas que simplesmente "querem amigos" jamais descobrem algum. A própria condição de ter amigos é que deveríamos desejar algo além de amigos. Onde a resposta sincera à pergunta: "Você vê a mesma verdade?" fosse: "Não vejo nada e não me importo com a verdade; só quero um amigo", não pode surgir amizade - embora possa haver afeição. Não haveria um terreno comum para a amizade, e este precisa existir neste caso, mesmo que seja um entusiasmo por jogar dominó ou por ratinhos brancos. Os que nada têm, nada podem partilhar; os que não vão a lugar algum não podem ter companheiros de viagem.
Quando as duas pessoas que descobrem estar palmilhando a mesma estrada secreta são de sexos diferentes, a amizade que surge entre elas irá facilmente transformar-se - talvez depois da primeira meia hora - em amor eros.
C. S. Lewis
Diga-me onde foi que errei, eu que só amei você, eu que só o bem lhe fiz. Errei ao lhe dar carinho, errei ao acreditar em nós, errei ao lhe dar o meu amor? Errei ao abrir meu coração, errei ao demonstrar emoção?
Eu sei que amar não é uma obrigação. Não entendo por que me quer prender nesta relação, se não quer estar ao meu lado? Qual é a sua intenção, é apenas me magoar, me fazer sofrer? O que eu fiz para merecer?
Se não quer a felicidade que eu tenho para lhe dar e o bem que lhe quero fazer, por que não vai embora e liberta o meu coração?
Sei que vou sofrer, mas sei também que meu amor não foi em vão! Fui feliz com você, mas agora já não sei o que fazer... Seu silêncio me mata, e se você não disser nada, tomo eu uma decisão. Vou embora sem olhar para atrás, sabendo que meu único pecado foi amar você demais!
Boa noite...
Dorme, que a vida é nada!
Dorme, que tudo é vão!
Se alguém achou a estrada,
Achou-a em confusão,
Com a alma enganada.
Não há lugar nem dia
Para quem quer achar,
Nem paz nem alegria
Para quem, por amar,
Em quem ama confia.
Melhor entre onde os ramos
Tecem dóceis sem ser
Ficar como ficamos,
Sem pensar nem querer,
Dando o que nunca damos.
Fernando Pessoa