Quando é que se reconhece a grandeza do ser humano? Não é quando ele dá esmola para o menino de rua, quando pára o carro em frente à faixa de pedestre ou quando oferece carona num dia de chuva.
Essas atitudes reforçam para nós mesmos a ideia de que, sim, somos gente fina. Mas é fácil ser gente fina reproduzindo atitudes padrão. Difícil é ser grande diante do assombro, diante do inesperado, diante do desconhecido.
Acho que entre todos os grandes gestos, o perdão é o maior deles. Em primeiro lugar, o perdão é fruto do erro de alguém, e quanto maior este erro, maior a grandeza de quem, atingido, se dispõe a passar por cima da própria dor e levar a vida adiante. E o perdão torna-se ainda mais digno porque ninguém se prepara para perdoar.
É mentira quando alguém diz: eu perdoo tudo. Este tudo não pode ser mensurado previamente Não se sabe de antemão o tamanho do golpe. Não se pode prever nossa reação diante do difícil reconhecimento de que alguém falhou conosco. É fácil desculpar um atraso, um esbarrão, um esquecimento, mas o tamanho do perdão é proporcional ao tamanho do erro: estes são exemplos de perdões fáceis, corriqueiros. Difícil é perdoar o trágico.
O Papa João Paulo II perdoou o turco que lhe deu um tiro anos atrás. O Papa é o representante maior de Deus na terra, não se espera dele outra atitude, ainda que tenha surpreendido muita gente. Mais surpresos ficamos com aqueles que não vestem nenhum tipo de batina e também perdoam os que tiraram a vida de seus irmãos, filhos, pais. Eles não aceitam, mas compreendem. Compreendem a miséria humana, compreendem as atitudes impensadas.
São considerados perdedores por causa disso. E nós, ganhamos o quê não compreendendo? – O perdão é prova de entendimento absoluto, principalmente de si mesmo. Não perdoar é isolar o outro, perdoar é entrar no jogo com ele, participar do problema, e não julgá-lo como se estivéssemos imunes à mesma fraqueza. O perdão é o gesto mais elevado que há. Tão elevado que poucos chegam lá.
Richard estava em seu primeiro ano de motorista, o que deixava Jerry, seu pai, bastante preocupado. O medo de um acidente somente aumentava sua ansiedade.
Um dia, Richard disse a seu pai que sairia para um passeio. - Dirija com cuidado! Jerry avisou.
Richard virou para seu pai com um olhar desgostoso e perguntou, - Porque você sempre diz a mesma coisa?
- Digo o que?
- Vá com cuidado. É como se você não confiasse em mim na direção!
- Não é isso, filho, – Jerry explicou – é apenas a minha maneira de dizer: eu amo você.
- Bem, pai, se você quer dizer que me ama, diga isso! Richard respondeu. - Mas... – Jerry hesitou – o que seus amigos pensarão disto? Se eu disser que amo você, você pode ficar embaraçado.
- Nesse caso, pai, quando você estiver dizendo adeus, apenas ponha sua mão perto de seu coração, e eu farei o mesmo. Richard ofereceu. - De acordo. Jerry disse, terminando a conversa.
Alguns dias mais tarde, Richard estava pronto para sair outra vez, desta vez com um amigo. - Posso pegar as chaves, pai? Perguntou.
- Sim. Onde vão?
- Até a cidade.
Jerry lançou-lhe as chaves. - Richard, divirta-se. Disse, colocando sua mão perto do coração. Richard fez o mesmo. - Obrigado, pai. Jerry, então, deu uma piscada.
Richard voltou até seu pai e sussurrou, - Piscadas não faziam parte do acordo.
Jerry ficou ligeiramente embaraçado. Richard dirigiu-se para a porta. - Aprovado, pai, tchau. Disse e, antes de fechar a porta, olhou para trás e piscou.
Obrigado não é bem a palavra que eu queria lhe dizer.
Eu queria poder encontrar outra forma de lhe falar
o quanto você foi e é importante para mim
e um simples Obrigado não possibilitaria isso.
Um dia eu vi a tristeza chegar de mansinho,
o vento bater na janela, a chuva cair no telhado...
e eu tive medo!
Parecia que tudo a minha volta estava errado,
que o mundo estava virado,
eu não tinha mais aquela alegria de viver,
que geralmente percebemos nos olhos das crianças.
Então, eu te encontrei...
e foi tão estranho porque você sempre esteve ali...
mas só então eu te senti e melhorei.
O sorriso aos poucos foi ficando nos meus lábios,
cada vez que eu te tinha do meu lado.
Hoje eu sei que não importa o tamanho da tragédia,
se você tem um amigo.
E amigo não é só aquele que mora na outra casa,
que você conheceu no trabalho, na escola.
Amigo também é aquele que você tanto ama,
seu namorado ou namorada,
sua mãe, seu pai, avô...
Amigo, pra mim, é você!
Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram.
O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênue nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita.
A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água.
Tudo isto se revelava nada pacífico. Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparar que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho. Paz perfeita.
Qual pensas que foi a pintura ganhadora? O rei escolheu a segunda. Sabes por quê?
"Porque" explicou o rei: "paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor."
"Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração." "Este é o verdadeiro significado da paz"
O primeiro grupo enxerga a segunda-feira como o dia do desânimo, de começar de novo ou recomeçar, dia de angústia causada pela distância do próximo fim de semana, dia de lembranças do fim de semana que passou, dia em que o sol ou a chuva não faz diferença, pois já está determinado que o dia de hoje será ruim, aconteça o que acontecer.
O segundo grupo vê na segunda-feira uma nova oportunidade de aprender, ensinar, compartilhar, amar, vibrar, chorar, romper obstáculos, alcançar metas, dividir sonhos, expressar sua alegria ou sua tristeza, fazer o que é certo, cometer a loucura de ser parceiro de Deus na construção de cada momento, de viver a vida com paixão e fazer deste dia o melhor de sua vida.
Cada momento desta segunda-feira pode ser especial. Independe do que aconteça, você tem nas mãos a possibilidade de emprestar significado à vida e construir o momento. Se for bom ou ruim o balanço no final do dia mostrará o extrato de suas decisões frente a cada momento.
Acredite. Depende muito de você. Seja feliz nesta segunda-feira.