Eu tinha dez anos quando encontrei, entre minhas colegas, a primeira amiga de verdade.
Nossa camaradagem tornou-se a coisa mais importante para mim. Entretanto, eu era de natureza exclusivista e me sentia violentamente enciumada sempre que ela manifestava interesse por alguma coisa que nada tivesse a ver comigo.
Mamãe compreendeu o que estava ocorrendo. Um dia ela chamou-me para ver uma ninhada de pintinhos que havia acabado de sair do ovo. Fiquei encantada. Eram umas coisinhas lindas, feitas de suave veludo cor de ouro.
Em meu entusiasmo, colhi um deles na mão. Mas apertei-o com tanta força, que por um pouco, não o sufoquei. Ele, naturalmente lutou para escapar até que, desvencilhando-se, correu para longe de mim.
Mamãe notou o meu desapontamento e disse:
— Pegue um outro, mas procure segurá-lo suavemente. Se você o prender com muita força, por instinto, ele vai querer fugir. Fiz uma segunda tentativa e o pintinho aninhou-se quietinho na palma de minha mão. Senti-me muito feliz e sorri para mamãe. Foi quando ela me disse:
— Sabe, meu bem, as pessoas, neste mundo, são como esses pintinhos. Quando agarramos com muita força aqueles que amamos, tentando aprisioná-los em nossa mão, eles, naturalmente, não se sentem bem. E lutam por readquirir a liberdade, como fez o primeiro pintinho que você pegou. Mas se os colocamos na palma da mão, sem fechar os dedos, de modo que sintam apenas o nosso calor, percebem logo que não desejamos aprisioná-los, pelo contrário, apenas aquecê-los com um pouco de nós mesmos, sem a pretensão de exigir-lhes nada.
Foi o que sucedeu com o segundo pintinho.
Aquilo me impressionou muito e guardei a lição. Não quero dizer que deixei de sentir ciúmes, pois isso faz parte da natureza humana. Todavia quando o exclusivismo fala mais alto em meu espírito, controlo-me mentalizando a figura daquele pintinho na palma da minha mão.
Foi assim que aprendi a manter junto de mim aqueles que, pensando seriamente, desejo que permaneçam perto do meu coração...
Meu amor, há muitos anos que juntos navegamos pelas águas do casamento. Nem sempre calmas, jamais demasiado turbulentas, através dessas águas sempre soubemos conduzir nosso barco com amor, companheirismo e a inestimável ajuda de Deus.
Hoje comemoramos mais um ano de união, e meu coração se divide entre a alegria desta data tão especial, e a gratidão ao Senhor por ter nos abençoado com esta linda família. E é agradecendo por todas as dádivas que apenas peço que Ele nos conceda mais anos de vida juntos, felizes e em paz.
Feliz aniversário de casamento! Amo muito você e nossa vida em conjunto.
Quem diria que uma simples amizade virtual iria virar tão importante para mim assim como a sua virou. Por mais que eu nunca tenha te visto, por mais que a gente nunca se encontre, pode ter certeza que você é, e sempre será uma amiga que levarei por toda a minha vida.
Aquela que eu jamais quero perder, uma amizade que vale muito mais do que ouro. É assim que você é para mim, como uma pérola, que eu mergulhei para encontrar, um tesouro que para sempre eu vou guardar. Pode ter certeza, que mesmo longe, eu vou estar contigo em todos os momentos da sua vida, sejam eles bons ou ruins, tô contigo e não abro mão jamais.
Eu gosto demais de você!
Por muitas que sejam as dificuldades e por maiores que sejam os desafios, não se intimide e acredite que estará à altura de os superar.
No seu coração há uma força capaz de ultrapassar o que às vezes parece impossível. Basta olhar sempre em frente, nunca abaixar os braços e encher seu coração com muita coragem e determinação.
Os últimos meses têm sido os melhores da minha vida. Você, meu amor, é um tesouro que passa o tempo encontrando forma de me fazer feliz, de me fazer sorrir como nunca!
Agora sinto que minha vida encontrou um caminho, um rumo. Ser amada é isso – é sentir que o conforto de outra pessoa nos comove o coração! Estamos ainda no início, mas nossa história será longa, muito longa! Amo você, meu amor!