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Eu sei que estamos longe um do outro, que a distância é um problema e que tudo fica mais difícil quando não nos vemos todos os dias. Eu sei! Mas sei também que não estou conseguindo viver direito, com a cabeça no local certo.

Meus pensamentos caem sobre você, meu coração grita seu nome e só imagino você do meu lado. Eu gosto de você de um jeito estranho, lindo, especial. Aceita namorar comigo?

E o meu amado o que diria se eu partisse?
O que diria se estes versos não ouvisse?
O que teria em suas mãos senão um corpo de sangrado cheio de carne, de suspiros, de delírio apaixonado?
Faltaria, porém, o recheio das ideias, a loucura e a razão, que transforma um encontro sem graça em tremenda paixão!
Mas não tema o meu querido que esse amor desapareça, por ele é amado ao mesmo tempo
por um corpo e uma cabeça.
O corpo ele pode beijar, cheirar, fazer do corpo mulher.
Mas a cabeça o possui, manipula, e faz dele o que quer!
Haja o que houver, do meu amor esse garoto foi o Rei.
Digam a ele que com corpo e cabeça eu sempre o amarei.
A marca dessa lágrima testemunha que eu o amei perdidamente.
Em suas mãos depositei a minha vida e me entreguei completamente.
Assinei com minhas lágrimas cada verso que lhe dei, como se fossem confetes de um carnaval que eu não brinquei.
Mas a cabeça apaixonada delirou foi farsante, vigarista, mascarada, foi amante, entregando-lhe outra amada, foi covarde que amando nunca amou!
Agradeço a você pelo amor que nunca te dei...

Um grupo de sábios reuniu-se num castelo para discutir a obra de Deus. queriam saber por que havia deixado para criar o homem no sexto dia.
Ele pensava em organizar bem o universo, de modo que pudéssemos ter todas as maravilhas a nossa disposição disse um.
Ele quis primeiro fazer alguns testes com animais, de modo a não cometer os mesmos erros conosco — argumentou outro.
Um sábio judeu apareceu para o encontro. O tema da discussão lhe foi comunicado: "Na sua opinião, por que Deus deixou para criar o homem no último dia?"
- Muito simples – comentou o sábio – Para que, quando fôssemos tocados pelo orgulho, pudéssemos refletir:
ATÉ MESMO UM SIMPLES MOSQUITO TEVE PRIORIDADE NO TRABALHO DIVINO.

Mãe
É mais que uma pessoa...
É uma existência beneficiadora.

Mãe é alguém capaz de libertar-se de si mesma, de abrir mão de suas posses... de sair do centro das cenas da vida... somente para dar lugar ao filho.

Mãe, um exemplo pessoal de renúncia... Pois sabe isso de experiência própria...

Mãe, um ser impossível de clonar... Pois tudo que a clonagem consegue é reproduzir suas faces e seus gestos de mulher.
Sua maneira genérica de existir...

Mãe não é copiativa... Pois não se clona amor...
Não se clona altruísmo, renúncia...
Não se clona esperança, alegria...
Não se clona valores éticos e espirituais, que fazem do homem um ser capaz de conhecer a verdade, amar a Deus e buscar a vida eterna.

O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você..." A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.
Não aprendi isso nos livros.

Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos.

No tempo de Freud as pessoas procuravam os terapeutas para se curarem da dor das repressões sexuais. Aprendi que hoje as pessoas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pedem para ser escutadas. Querem a cura para a dor da solidão.

Rubem Alves