Sim você tem razão... sou uma sentimental com um duro coração, que usou a rebeldia para descobrir o que é a vida por de trás das cortinas, que já tentou se esconder inúmeras vezes atrás de escudos de isopores que se despedaçaram, que sempre esperou o melhor das pessoas mais descobriu que as pessoas não são tão boas quanto parecem, mas e daí?
Eu também não sou um poço de bondade, a diferença é que estou esforçando para deixar fluir de dentro de mim mais o bem do que o mal, mais é impossível não escapar um grãozinho de maldade, afinal descobri que sou dependente como qualquer pessoa, dependo de comida para sobreviver, água para saciar minha sede, de música para aliviar meu coração, palavras amigas, sou carente de família, amigos, carinho, amor, risos, liberdade, as vezes sou mal agradecida eu sei, mal humorada também sei, duras nas palavras eu sei, eu aprendi reconhecer...
Sou igualzinho à você...
Afinal todos nos precisamos de Deus.
Nenhum amor pode ser chamado de impossível, pois tudo pode acontecer quando estamos dispostos a lutar por esse sentimento que transcende nossa alma.
Impossível é apenas quando abaixamos os braços ou desistimos de o querer na nossa vida. Até lá, ele pode quebrar barreiras e vencer qualquer obstáculo. Basta acreditarmos, por mais remotas que sejam as possibilidades.
Um homem estava viajando com seu jipe pelo deserto, até que seu jipe quebrou. Então, desesperado, o homem começou a caminhar. Caminhou durante horas e horas até o anoitecer.
A noite no deserto é muito fria e o homem, já exausto, não tinha mais esperanças. Então ele começou a pensar que se não morresse de frio naquela noite, certamente no dia seguinte, com o sol ardente e o calor escasso, morreria de sede.
O homem adormeceu e quando amanheceu, não estava morto. Completamente sem esperanças, abriu os olhos e viu que estava bem perto de um oásis, com pessoas e um imenso lago.
Moral da história:
Há sempre um oásis perto de nós, basta abrirmos nossos olhos e procurarmos que o acharemos.
Eu bem que podia ter tentado te impressionar. Dizer que sou uma pessoa bem agradável, amorosa, gentil, bonita e fina. Também podia te contar todas as coisas legais e incríveis que faço diariamente. E podia relatar todas as "bondades" que fiz ao longo dos meus trinta e um anos. Podia, mas não fiz. Eu sou essa mesmo: sem máscara, sem arma, sem retoque, sem nada. Tenho incontáveis defeitos, mas me ofereço inteira: com minhas partes estragadas e boas. Se quiser vem logo pra cá.
É hipocrisia dizer que aniversário significa maturidade; que o aprendizado é ligado somente aos erros cometidos; que errar é crescer.
Se todos crescêssemos e aprendêssemos com o que fizemos de errado haveria muitos sábios por aí.
O verdadeiro aprendizado é ligado à reflexão daquilo que foi ou não vivido.
Aprendi que quem tem amor tem tudo; seja familiar, namorado, amigos. O amor é o que move a vida e nos faz querer sermos melhor.
Aprendi que ser tachado de bonzinho nem sempre é ruim.
Aprendi que ser CDF é ótimo. Eles são os que se dão melhor na vida.
Aprendi que ler é enriquecimento a nossa vida, de tal maneira que ninguém consegue tirar
E que receber dinheiro por ser inteligente é a forma mais admirável de ficar rico.
Aprendi que traição e falta de lealdade são uma das maiores crueldades que se podem cometer ao coração de alguém.
Aprendi que a gente se sente muito mal quando nos julgam por certas atitudes; e quem dirá quando o fizemos a alguém.
E que olhar torto para alguém não nos faz melhor.
Aprendi que existem algumas coisas que não deveriam se guardar no coração, mas são grandes responsáveis pela nossa mutante ideologia.
Aprendi que correr atrás do que se quer é preciso sempre; ninguém o faz se não nós mesmos.
Aprendi que quem desrespeita idosos são pessoas frias.
E que os pais são as pessoas as quais a gente sonha ser igual.
Aprendi que sorrir e ser educado são a alegria do dia de alguém, sobretudo da própria realização pessoal.
Aprendi que somos eternos errantes. Estamos em incessante crescimento; e só não cresce quem tem a cabeça tão pequena a ponto de achar que o amadurecimento vem junto com os anos.
Ana Paula Zandoná