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Era um amor platônico. Um morava na lua, o outro em qualquer lugar do espaço que fosse distante o bastante para não poderem se tocar. Trocavam olhares apaixonados, tremiam ao som da voz do outro, suspiravam em sonhos acordados. Anos sonhando com aquele que seria o encontro de suas vidas, mas que jamais aconteceu. Talvez tenham se perdido entre uma história e outra, mas sempre voltam a se olhar, de longe e com o mesmo desejo de sempre, porque têm a mesma alma, só nasceram em lugares diferentes.

Sei que tu estás impossibilitado de me ver e ouvir, e estás a sofrer nesse isolamento, mas tenho que dizer-te que está muito difícil suportar esta situação.
Não tenhas dúvidas que essa tua ausência está me maltratando mais a mim do que a ti próprio e, por mais que tenhamos passado por momentos agradáveis e de fortes emoções juntos, preciso seguir com a minha vida, preciso voltar a pensar em mim e na minha felicidade.
Tu sabes que eu torço muito para que saias dessa situação e recuperes a tua vida e a alegria de viver. Confio na tua força de vontade e acredito na tua capacidade. Sei que tu vais sair dessa para melhor, muito melhor.
Não quero que tu te sintas responsável por mim. Sei também que tu encontrarás alguém muito legal que tornará a tua vida mais leve e agradável. Estou a torcer para que tu tenhas dias melhores e mais felizes, despeço-me aqui.
Um beijo e boa sorte.

Dizem que isto aconteceu em um mosteiro chinês muito tempo atrás.
Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:
– Mestre, por que devemos ler e decorar a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados a constantemente decorar de novo o que já esquecemos.
O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou ao discípulo:
– Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui.
O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu os cem degraus da escadaria do mosteiro até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir de volta. Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou até o mestre já não restava nada.
O mestre perguntou-lhe:
– Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:
– Aprendi que cesto de junco não segura água.
O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo de novo. Quando o discípulo voltou com o cesto vazio novamente, o mestre perguntou-lhe:
– Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?
O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:
– Que cesto furado não segura água.
O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa. Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente exausto de tanto descer e subir as escadarias. Porém, quando o mestre lhe perguntou de novo:
– Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:
– O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo.
O mestre, por fim, concluiu:
– Não importa que você não consiga decorar todas as passagens da Bíblia que você lê, o que importa, na verdade, é que no processo a sua mente e a sua vida ficam limpas diante de Deus.

Meu caminho se fez de passos, muitos deles foram firmes e fortes, porque eu queria chegar à frente daqueles que um dia me deixaram pra trás.
Outros foram passos leves, porque eu tinha medo de errar, de talvez me afundar na areia, meus passos falsos e mentirosos. Tive pressa, corri demais, cai muitos tombos, alguns deles nem me machucaram, outros deixaram grandes cicatrizes, mas de todos eles eu consegui levantar e continuei a caminhar.
De todos os passos que dei, nem todos foram infelizes, num deles eu tropecei... Tropecei numa menina que passava pelo meu caminho. Ela parecia séria, sempre de cara fechada. Aos poucos fui conhecendo ela melhor e me apegando. Ela tinha um sorriso singelo, amigo e que me tranquilizava.
Graças a essa menina, passei bons momentos e ri muito. Confesso que ela me dava medo, quando fazia cara de má, mas no fundo sempre foi um doce de pessoa... Hoje essa menina virou mulher, está fazendo 15 anos... Ela pode ter mudado, tanto por dentro quanto por fora, mas pra mim sempre vai ser a mesma menina que me fazia rir...
O tempo passou, a vida mudou, as folhas já caíram, as flores murcharam... Mas a gente continua feliz, sempre uma do lado da outra!
Adoro você! Entendo você! Confio em você! Preciso de você!
Parabéns pelos seus 15 anos! Desejo-lhe toda a felicidade do mundo!
Que Deus te abençoe!

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.

Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.

Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.

O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo. Nada aconteceu!

Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vidas. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.