Pouco belo, de situação econômica e social mediana, mas muito presunçoso, julgava-se "pintado de ouro". Achava que todos deviam concordar consigo, embora pudesse discordar dos outros. E discordar era o que mais gostava, além da ironia e humilhação com os que lhe vinham. Tudo para demonstrar a superioridade que supunha ter.
Vestia-se imponentemente, exigia demais de si e dos demais, mas nunca conseguiu satisfazer-se ou ser feliz.
Discutia com a esposa, reprimia os filhos e maltratava os empregados. E isso mesmo fazia com os amigos e estranhos que encontrava. Acreditava que tudo sabia, e que a cultura era só o que precisava conquistar.
Preconceituoso, descriminava a tudo e todos que não lhe fossem semelhantes: de outras religiões, convicções políticas, raças ou posições sociais. Se um inculto, por exemplo, lhe dirigia a palavra simplesmente não respondia. Afinal, a educação para essas pessoas era dispensável.
A saúde era que não ia bem, com o estresse que impunha à sua vida, cigarros e preocupações vazias. Até um dia, quando voltava para casa à noite, sentir-se mal numa estrada deserta. Sua vista embaçada e a fraqueza repentina nas pernas acabaram o derrubando no chão.
Foi socorrido e levado a um bom hospital por um negro, analfabeto, ex-presidiário e pobre, que ainda lhe dedicou muitas orações, no culto africano que frequentava.
Ser mãe é ser capaz de mudar o mundo! O seu mundo; o mundo dos seus filhos! Ser mãe é fazer rir e é alegrar momentos cinzentos e repletos de vazio. Ser mãe é apoiar em todos os instantes, é falar verdade em qualquer ocasião.
E é fazer de toda ocasião uma ocasião inesquecível! Ser mãe é ser maior, é ser mais bela; é ser razão e é ser donzela. Ser mãe é ser mais forte. E é ser guerreira e batalhar por seus princípios e ideais e ser justa como mais ninguém.
Ser mãe é educar. É ensinar a linguagem do coração e fazer do amor a maior lição. Ser mãe é ser diferente; ser mãe é ser você!
O vento carregou-se, soprando os desejos mais lindos nesta tarde fazia. Na manga rosa, eu seivo o bom vinho da pureza da mulher...
Minha riqueza é meu coração. Pois semeio, pessoas especiais que fazem poetizar, enredos sentimentais de amor...
Menina-moça... Podemos falar com as mãos e passar todo o sentimento do romantismo pela fluidez de nossos dedos...
Depois de algum tempo você aprenderá a diferença, entre amar e ser amada.
Seja como for, acaricie seus sonhos, e viva intensamente a aurora de cada amanhecer...
A vida deve e pode ser uma alegria sem limites... Tu me sorris em tudo, misteriosa...
Dê uma olhada ao seu redor: E sinta a felicidade inundando a nossa alma de pressentimentos, nostalgias e inspirações... Sim, tens razão, tua seiva és delicada e aveludada... Soneto do guardião. Pétalas são jogadas no mar da paixão...
A vida é a luz da existência. Ela é fogo que arde a gente por dentro. E ela é saúde e ela é paz. E ela é encanto e é sempre descoberta. Não há outro caminho na vida senão viver de modo inteiro e completo porque essa é a única forma de desvendar a felicidade que anda aí aguardando nosso abraço, nosso beijo, nosso toque. O caminho da vida leva à gente ao encontro da felicidade. Tudo o resto são trilhos amontoados em dunas perdidas e cheias de silêncios.
A estrada da vida tem sentido único, não dá para voltar atrás nunca. Nem parar é possível. Essa estrada exige que a gente solte um sorriso sincero a cada pessoa que se cruza em nosso olhar. Viver é oferecer ao outro o melhor que a gente possui. É encontrar em cada pessoa o melhor que ela tem. Viver é ser feliz. Não há outro jeito. A vida da gente é uma estrela que sempre ilumina o chão calcado por todos. Só existe uma vida, a da felicidade. Seja feliz – essa é sua obrigação.
Juan ia sempre aos serviços dominicais de sua congregação. Mas começou a achar que o pastor dizia sempre as mesmas coisas, e parou de frequentar a igreja.
Dois meses depois, em uma fria noite de inverno, o pastor foi visitá-lo.
Deve ter vindo para tentar convencer-me a voltar pensou Juan consigo mesmo. Imaginou que não podia dizer a verdadeira razão: os sermões repetitivos. Precisava encontrar uma desculpa, e enquanto pensava, colocou duas cadeiras diante da lareira, e começou a falar sobre o tempo.
O pastor não disse nada. Juan, depois de tentar inutilmente puxar conversa por algum tempo, também calou-se. Os dois ficaram em silêncio, contemplando o fogo por quase meia-hora.
Foi então que o pastor levantou-se, e com a ajuda de um galho que ainda não tinha queimado, afastou uma brasa, colocando-a longe do fogo.
A brasa, como não tinha suficiente calor para continuar queimando, começou a apagar. Juan, mais que depressa, atirou-a de volta ao centro da lareira.
- Boa noite disse o pastor, levantando-se para sair.
- Boa noite e muito obrigado respondeu Juan. A brasa longe do fogo, por mais brilhante que seja, terminará extinguindo rapidamente.
O homem longe dos seus semelhantes, por mais inteligente que seja, não conseguirá conservar seu calor e sua chama. Voltarei à igreja no próximo domingo.