Não preciso dizer que meu amor por ti é maior que o céu ou mais profundo que os oceanos, ele simplesmente não pode ser medido!
Passo os dias olhando para um jardim que não é meu. Olho para a grama, sempre verde, mesmo quando as folhas vermelhas do outono começam a cair. Não importa as cores do jardim, a grama está verde. Na primavera, as flores enchem os olhos de quem passa de alegria, no verão a luz do sol deixa tudo mais claro e resplandecente e, mesmo no inverno, os dias gris não tomam conta de grama. Sempre que me sinto triste, vou até a janela e olho para aquele jardim. Indago-me se naquela casa não há tristeza. Será que não há um único dia em que não se esqueçam de regar a grama?
No jardim que não é meu, e onde a grama é sempre verde, há muitas borboletas. Elas estão sempre por lá. São de todas as cores, e às vezes fundem as suas asas com pétalas azuis das flores. Naquele jardim há também frutos, muitos frutos, verdes e maduros. Às vezes irrito-me porque alguns frutos caem das árvores, apodrecem e nunca são recolhidos. Mas depois, lembro-me dos pássaros bicando-os e vejo as cascas dos frutos desaparecem no solo.
Aquele jardim, tão vivo, não é meu. Naquele jardim há cor, há vida, há idas e vindas. E a grama é sempre verde. O meu jardim é um pequeno e inabitado jardim de inverno. Mas não cultivando a grama verde, nem as flores, nem as borboletas, à distância, assumo ser belo o canto dos pássaros.
De um modo didático podemos dizer que – em relação ao nosso comportamento ante os desafios da existência – há três tipos de pessoas na vida:
1. Aquelas que vivem, sendo levadas pelos acontecimentos da vida. 2. Aquelas que acompanham os acontecimentos, mas são levadas pela corrente da vida. 3. Aquelas que fazem os acontecimentos da vida, e demarcam os rumos que querem seguir...
Busquemos e lutemos por estar sempre no terceiro grupo: não se rebelando contra os fatos, todavia também não se conformando com eles. não menosprezando a sabedoria de ninguém, contudo não se acomodando nem deixando de buscar novos conhecimentos. não desanimando com os obstáculos, no entanto aprendendo com eles, fazendo deles plataforma para voos maiores.
Reflitamos acerca desses posicionamentos.
Locupletemos a vida, a cada dia, mais e mais de força, garra e esperança. Recordemos a famosa canção da década de sessenta, em que Geraldo Vandré nos exortava a meditar que "quem sabe, faz a hora, não espera acontecer".
Façamos acontecer fatos bons e grandes realizações por onde passarmos.
Muitos se queixam da vida, de tudo reclamando, e outros acabam até por desertar dela.
Mal sabem ou sabiam eles que a grande mágica de nossa jornada existencial está guardada na gaveta de nosso coração.
Nos conhecemos há uns meses na internet. Nós falávamos muito bem, mas não pensávamos que seria uma grande amizade. Ontem nós só falávamos um "oi, tudo bem?" Hoje nós falamos um "oi Amiga! Te adoro!".
Parece brincadeira, mas a nossa amizade é muito importante para mim. Parece que nós nos conhecemos há uns cinco anos. Quando eu não entro na internet, fico triste só de pensar que não irei falar com você.
Venho através dessa mensagem lhe dizer que você é como se fosse a minha melhor amiga. Te adoro muito! Nunca se esqueça de mim, pois aqui dentro do meu coração tem um espaço reservado para você.
"Amigo é coisa para se guardar a sete chaves", e você está guardada com oito chaves. Gosto muito de você. Te amo! Minha grande e eterna amiga virtual!
Fazem alguns anos. Alguns anos da minha vida eu entreguei a ti sem nenhum protesto, sem recusa; apenas me dei a ti sem hesitar. Mas hoje eu me devolvo a mim, meu bem, e volto exausta, fraca, porém melhor do que quando fui.
Os tempos são outros, os dias são outros. Eu sou outra. Passei por uma metamorfose em meio à agonia de te amar; cheguei a ti me arrastando e agora volto voando.
Não posso te esperar para sempre, nem posso mais escolher por você, por nós. Isso rouba minhas forças, meu bem. Meu cansaço chegou ao ápice. Não quero mais viver neste ciclo, nesta mesmice romantizada por um sentimento que já não mais existe.
Cansei de dar sangue e suor por algo que você só dá míseras migalhas. Você já não me satisfaz e a saudade do seu toque e das suas palavras me escapa. Esses anos me mostraram o quanto posso ser forte, corajosa e resistente a dores intensas.
Meus dias de solidão em espera deram a chance de conhecer-me melhor, e cá estou... Eu. As flores do meu jardim voltaram a florescer e não preciso mais beber da tua água para regá-las. Sinto que algo morre aqui dentro para que outro possa renascer.
Nossos caminhos se separam a partir daqui. Nossas mãos se soltam.
Adeus.