Pressenti, como lhe disse, que nesta noite não iria dormir, passaria em claro. E foi o que realmente aconteceu. Os momentos que passamos ao telefone e, meditando sobre os vários assuntos que conversamos, descobri um outro lado que ainda não conhecia de você.
Vejo em você uma mulher forte, persistente e aguerrida, na busca do seu ideal na vida. Venceu os vários obstáculos que lhe apareceram na sua caminhada, desilusões, dissipadores e incompreensões. Incompreensões até mesmo de mim, que não soube conduzir o nosso relacionamento a um final feliz, embora a amasse e ainda continuar amando e recebendo de você todo o amor e dedicação, terminando, sem eu até hoje identificar o motivo que nos levou a isso, pois até agora não descobri.
Como disse no domingo para a nossa amiga, ficou um vácuo na minha memória e para mim, nós não terminamos, parecendo-me que você foi tirada de mim de repente, e quando me dei conta você não estava mais em minha companhia.
E hoje, mesmo sentindo a falta que você me faz, minha tristeza é pequena em comparação a alegria que tenho em ver você uma vencedora.
Nesses mais de vinte anos de nossa separação, percorremos estradas diferentes e hoje nos encontramos para relatarmos um ao outro nossas experiências de vida, e, sobretudo, para dizermos um ao outro que nunca fomos esquecidos.
Fico feliz em saber que existe ainda de um para o outro, tanto de mim como de você, um carinho muito grande que não acabou mesmo após tanto tempo distante.
Embora você diga que não acredita, posso lhe afirmar que meu amor por você permanece vivo.
Um velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.
- "Ruim" disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
- "Beba um pouco dessa água". Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- "Qual é o gosto?"
- "Bom!" disse o rapaz.
- "Você sente gosto do sal?" perguntou o Mestre
- "Não" disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
- "A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende aonde a colocamos. Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo...Torne-se um lago!"
Precisa de uma mão inabalável para se sentir seguro? Tente a de Deus. Sua força nunca fraqueja.
Aprendemos a temperar nossas palavras com sal, e nos alimentar delas com frequência. Nossas opiniões mudam como na moda nas passarelas. Nossas convicções costumam mudar. É bom saber que as de Deus não mudam.
A visão dele de certo e errado sobre mim e você é a mesma que ele tinha com Adão e Eva. sua imagem pode mudar. Minhas convicções podem ser influenciadas, mas "a Escritura não pode ser anulada". E uma vez dito isso, uma vez que a verdade não pode fraquejar, a forma de lidar com as coisas de Deus nunca se altera. Ele sempre odiará o pecado e amará os pecadores, desprezará os orgulhosos e exaltará os humildes. Ele sempre irá condenar o malfeitor e confortará o deprimido. Ele nunca muda de direção no meio do caminho, pausa para calibrar os pneus, ou emenda a constituição celeste.
Deus será sempre o mesmo. Ninguém mais será. Seu namorado liga para você hoje e lhe despreza amanhã. As empresas dão aumento seguidos de demissões. Os amigos o aplaudem quando você dirige um clássico e o dispensam quando você dirige um carro velho. Deus não. Deus permanece o mesmo. Ele não muda como sombras inconstantes. Encontrar Deus de mau humor? Não vai acontecer. Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. Ele nunca está cabisbaixo ou azedo, amuado ou estressado. Sua força, sua verdade, seu hábito, seu amor nunca mudam. Ele é o mesmo, ontem, hoje e para sempre.
Quando minha avó morava em Stamps, Arkansas, ela tinha uma rotina muito particular quando as pessoas que ela conhecia como "os chorões" entravam na loja dela. Minha avó sempre perguntava ao cliente, - Como você está hoje, Thomas?
E a pessoa respondia, - Nada bem! É este calor infernal. Eu odeio isto. Está quase me matando.
Então minha avó ficava em pé, cruzava os braços e resmungava, - Uh – huh, uh – huh. E me dava uma piscada de olhos para ter certeza que eu tinha ouvido a lamentação.
Assim que o queixoso estivesse fora da loja, minha avó me chamava e então dizia a mesma coisa que já tinha dito pelo menos umas mil vezes, me parece. - Você ouviu como reclamam de tudo?
E eu acenava com a cabeça. E ela continuava, - Pessoas no mundo inteiro foram dormir ontem à noite, pobres e ricos, e brancos e pretos, mas eles nunca despertarão novamente. E essas pessoas dariam qualquer coisa, qualquer coisa mesmo por apenas cinco minutos neste calor que aquela pessoa tanto reclamou.
- Assim, vigie a si próprio quando reclamar. O que você deve fazer quando não gostar de alguma coisa é mudar esta coisa. Se você não puder mudar, mude a forma de ver e pensar sobre aquilo. E não reclame.
Diz-se que as pessoas têm poucos momentos de aprendizado durante suas vidas. E vovó me parece ter aproveitado todos os momentos que teve. Ela sempre completava com a frase: – Reclamar não só é vergonhoso e sem graça, mas pode ser perigoso. Isto pode alertar um bruto que uma vítima está por perto.
Que a felicidade não dependa do tempo,
nem da paisagem,
nem da sorte,
nem do dinheiro.
Que ela possa vir com toda
simplicidade, de dentro
para fora, de cada um para
todos.
Que as pessoas saibam falar,
calar, e acima de tudo ouvir.
Que tenham amor ou então
sintam falta de não tê-lo.
Que tenham ideal e medo de perdê-lo.
Que amem ao próximo e respeitem sua dor,
para que tenhamos certeza de que
Viver vale a pena!