De chorar... Não chore!
Pode me chamar que eu choro por você.
Quando você sentir vontade
De sorrir... Me avise!
Que eu venho para nós sorrirmos juntos.
Quando você sentir vontade
De amar... Me chame!
Que eu venho amar você.
Quando você sentir que
Está tudo acabado... Me chame!
Que eu venho lhe ajudar a reconstruir.
Quando você achar que o mundo
É pequeno para suas tristezas...
Me chame! Que o faço pequeno
Para tanta felicidade.
Quando você precisar de uma mão...
Me chame! Que a minha é sempre sua.
Quando você precisar de companhia
Naqueles dias tristes e nublados,
Ou nos dias ensolarados... Me chame!
Eu venho sim!
Quando você estiver precisando ouvir
Alguém dizer: Eu te amo! Me chame!
Eu digo a toda hora, pois meu amor por
Você é imenso.
E quando você não precisar mais de mim...
Me avise!
Que simplesmente vou embora
Pensando em você!
As pessoas gastam uma vida inteira buscando pela felicidade; procurando pela paz. Elas perseguem sonhos fúteis, vícios, religiões e até mesmo outras pessoas, na esperança de preencherem o vazio que as atormenta. A ironia é que o único lugar onde elas precisavam procurar era sempre dentro de si mesmas.
Não me sentia bem.
Estava como um bagaço, que depois de sugado é atirado ao chão.
Tinha perdido a vontade de sorrir, de viver, já nem cuidava mais de mim.
Durante muito tempo o meu céu ficou nublado, os dias eram cinzentos, as noites não tinham luar, as estrelas não brilhavam.
Mas, de repente...
Mergulhei em seu olhar, e neles vi o céu ficar azul, as noites voltaram a ter luar, as estrelas voltaram a brilhar, e o sorriso voltou aos meus lábios.
Obrigado por você existir! Obrigado também por ter me ajudado a superar, hoje, o abandono que vivi.
E se hoje eu voltei a ter razão para prosseguir, agradeço a ti!
Quando pequeno, papai lutava com alguma dificuldade para manter a família, pois éramos cinco filhos, todos pequenos.
Como estávamos sempre a desejar um carrinho, como os filhos dos vizinhos tinham, ele, economizando um pouco, comprou-nos um esclarecendo que pertenceria a todos.
Ficamos muito contentes mas, em breve, estávamos brigando, cada qual julgando ter primazia para usar o brinquedo.
Não podendo adquirir um carrinho para cada filho, certo dia, depois de uma das nossas muitas discussões, ele chamou-nos para conversar. – Vocês estão se desentendendo por causa do carrinho e isso não é bom. Mas há um meio de resolver o problema. Durante uma semana o carrinho vai pertencer apenas a um de vocês. Os demais se ocuparão dos trabalhos da casa, auxiliando sua mãe. Aquele que estiver com o carrinho poderá empregar o tempo do modo que quiser...
O plano não nos pareceu mau e, quando fizemos o sorteio para saber quem ficaria com o brinquedo em primeiro lugar, fui o contemplado. Fiquei muito satisfeito, mas nos dias que se seguiram percebi que brincar sem os companheiros era terrivelmente monótono. Trabalhando juntos, os meus irmãos pareciam mais contentes e felizes do que eu.
Confessei-lhes o que estava sentindo e decidimos conversar outra vez com papai. – E vocês, sentem-se satisfeitos trabalhando sem o Juca?
Meus irmãos responderam que não. Além do trabalho ter-se tornado mais árduo, eles sentiam falta da minha companhia.
– Então, disse meu pai depois de pensar um pouco, por que vocês não resolvem o caso da seguinte maneira: antes vocês realizam, juntos, as tarefas da casa. Com o tempo que restar, pois o trabalho ficará reduzido, poderão brincar à vontade com o carrinho. Que tal a ideia?
Achamos que a solução era ótima. Começamos a trabalhar juntos, auxiliando-nos uns aos outros e, depois de tudo terminado, corríamos para o carrinho, usando-o para brincadeiras em grupo. Acabaram-se as brigas e até hoje eu e meus irmãos mantemos vivo esse espírito de cooperação e camaradagem.
Não consigo imaginar as coisas de forma diferente. Não que eu não tenha tentado várias e várias vezes compreender o meu confuso coração.
Eu já desisti de tentar comandá-lo. Por mais que eu tente não consigo pensar nisso tudo sem envolver amor.
Isso tudo me dá medo e me encanta ao mesmo tempo. Quero que você entenda que nem sempre tudo o que eu sinto faz sentido pra mim também. Que o amor pode significar muito mais, mesmo que os sentimentos não se encaixem perfeitamente.
Quando não queremos falar sobre o que sentimos é o momento em que isso não sai da nossa cabeça, nem por um instante sequer. E isso nos atormenta, demais.