Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Morre lentamente...
Encontros são emoções Motivos de celebrações São oportunidades não perdidas É a mágica de vidas vividas.
Pode ser o som de uma gargalhada Ou o choro de uma perda Também uma maneira de festejar De acolher, de receber, de doar.
O acaso favorece os encontros A sorte também entra no contexto São oportunidades a serem vividas Momentos a mão se perder.
É o mistério a ser desvendado É sentir o que é visível É o conhecer O falar e ouvir.
As trocas, o compartilhar Os segredos a se revelar É o olhar de outro ângulo É o sofrer, o se encontrar.
Também é a despedida O esperar pelo acaso E o olhar fica perdido E a esperança permanece.
Durante uma era glacial muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.
Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a unir-se e a ajuntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro e todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo, aquele inverno tenebroso.
Porém vida ingrata! os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam calor, aquele calor vital, questão de vida ou de morte. E afastaram-se feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se por não suportar por mais tempo os espinhos dos seus semelhantes.
Mas esta não foi a melhor solução. Afastados e separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a aproximar-se pouco a pouco, com jeito, com preocupação. De tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviverem sem mágoas, sem causar danos recíprocos. Assim resistiram à longa era glacial. E sobreviveram!
É preciso aprender a conviver. Isto é urgente!
A vida é a melhor escola! Aqueles porcos-espinhos aprenderam depressa, que, para sobreviverem, era preciso aprender a conviver.
Esta é a moral da história: Viver juntos não basta, é necessário aprender a conviver com o outro!
Salmo 42:11 "Porque você esta assim tão triste, ó minha alma? Porque esta assim tão perturbada dentro de mim? Ponha sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; Ele é o meu salvador e o meu Deus"
Lamentamos e choramos com vocês a perda de seus queridos jovens, que no vigor de sua juventude foram surpreendidos pela fatalidade do acidente ocorrido. Com certeza a dor esta grande e o desespero deseja controlar suas vidas, ora pelas perdas, ora pela indignação causada pela irresponsabilidade do estabelecimento que não ofereceu segurança aos seus queridos.
Como Igreja Metodista no Brasil e em Santa Maria, como escolas Metodistas, Instituto Metodista Centenário e Fames, nos unimos a vocês neste momento de dor e perdas. Não há palavras para expressar nosso desejo de consolo para vocês, por isto recorremos ao Deus e Pai, na pessoa de Jesus Cristo, pois Nele vocês podem encontrar consolo frente às tristezas que invadem seus corações e forças diante das fragilidades que se encontram em todos nós nesta hora.
Sejam fortes na força que está em Deus, sejam consolados pelo consolo que vem de Deus, dos amigos e de seus familiares, recebam todos a graça de Deus e nossa solidariedade.
Contem com a comunidade metodista que se coloca à disposição de vocês com tudo o que é e tem. Nossa solidariedade em Jesus nos permite sentir a dor que está em vocês.
Contem com nossas orações e apoio.
Salmo 30: 5 "O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo".
Fraternalmente em Jesus Cristo,
Bispo Adonias Pereira do Lago – Presidente do Colégio Episcopal
Bispos, Bispa, Pastores, Pastoras, Escolas Metodistas e Colégio Centenário.
Igreja Metodista
A vida requer cuidado.
Os amores também.
Flores e espinhos são belezas que se dão juntas.
Não queira uma só, elas não sabem viver sozinhas
Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com elas vão inúmeros espinhos.
Não se preocupe a beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos