Eu vou estar sempre do seu lado! Juntas vamos combater todos os monstros que possam surgir! Não vamos dar qualquer chance de vitória à dificuldade, aos problemas, à infelicidade, à tristeza.
E eu prometo, minha grande amiga, que você vai sair dessa. É que você é forte, tem um coração gigante e uma alma imensamente batalhadora e corajosa que não teme qualquer tempestade. Força, amiga! Estamos juntas!
Pai, que hoje eu possa saber fazer silêncio!
Que os maus pensamentos se calem e que os meus ouvidos sejam surdos para más palavras e maledicências.
Que os meus olhos possam apenas enxergar o Bem em todas as coisas por pior que elas pareçam.
Que o meu ego se emudeça e se afaste de julgamentos e condenações.
Que a minha alma se expanda e tenha compaixão por todos os seres vivos.
Que em meu silêncio eu veja que há tempo para fazer preces pelos que já se foram.
Que eu consiga perceber cada recado Teu através das Tuas criações.
Que eu compreenda que a Tua voz é a única que me sopra a Verdade nas 24 horas dos meus dias.
Que eu ouça em cada minúsculo ser a grandeza da Tua obra.
Que eu perceba nessa Grandeza o quanto és desprovido de orgulho.
Pai, que hoje eu possa saber fazer silêncio!
Que eu saiba calar na hora exata e nessa hora lembrar-me de observar que na música da Vida só prevalece a Tua arte...
... e que em meio a qualquer som Tu sempre soarás mais alto e jamais hás de calar-Te.
Havia numa aldeia um velho muito pobre que possuía um lindo cavalo branco. Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira. Os amigos disseram ao velho: Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado!
E o velho respondeu: Calma, não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira. O resto é julgamento de vocês. As pessoas riram do velho.
Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou. Ele tinha fugido para a floresta. Na volta, trouxe uma dúzia de cavalos selvagens com ele. As pessoas se reuniram de novo e disseram: Velho, você tinha razão. Não era mesmo uma desgraça, e sim uma benção.
E o velho disse: Vocês estão se precipitando de novo. Quem pode dizer se é uma benção ou não? Apenas digam que o cavalo está de volta...
O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as pernas.
As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar: E não é que você tinha razão, velho? Foi uma desgraça seu único filho perder o uso das duas pernas. E o velho disse:
Mas vocês estão obcecados por julgamentos, hein? Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma bênção...
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho. E os que foram para a guerra, morreram...
Quem é obcecado por julgar cai sempre na armadilha de basear seu julgamento em pequenos fragmentos de informação. E isso leva a conclusões precipitadas.
Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina, outro começa. Quando uma porta se fecha, outra se abre...
Às vezes enxergamos apenas a desgraça, e não vemos a benção que ela nos traz...
Muitas pessoas se comportam da forma que imaginam que agradará a todos. Esta metáfora nos fala da impossibilidade de realizar este objetivo e sobre a necessidade de confiarmos em nosso julgamento interno.
"Em pleno calor do dia um pai andava pelas poeirentas ruas de Keshan junto com seu filho e um jumento. O pai estava sentado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda.
- Pobre criança! - exclamou um passante. Suas perninhas curtas precisam esforçar-se para não ficar para trás do jumento. Como pode aquele homem ficar ali sentado tão calmamente sobre a montaria, ao ver que o menino está virando um farrapo de tanto correr.
O pai tomou a sério esta observação, desmontou do jumento na esquina seguinte e colocou o rapaz sobre a sela. Porém não passou muito tempo até que outro passante erguesse a voz para dizer: - Que desgraça! O pequeno fedelho lá vai sentado como um sultão, enquanto seu velho pai corre ao lado.
Esse comentário muito magoou o rapaz, e ele pediu ao pai que montasse também no burro, às suas costas. - Já se viu coisa como essa?, resmungou uma mulher usando véu. Tamanha crueldade para com os animais! O lombo do pobre jumento está vergado, e aquele velho que para nada serve e seu filho abancaram-se como seu o animal fosse um divã. Pobre criatura!
Os dois alvos dessa amarga crítica entreolharam-se e, sem dizer palavra, desmontaram. Entretanto mal tinham andado alguns passos quando outro estranho fez troça deles ao dizer: - Graças a Deus que eu não sou tão bobo assim! Por que vocês dois conduzem esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, se ele nem mesmo serve de montaria para um de vocês?
O pai colocou um punhado de palha na boca do jumento e pôs a mão sobre o ombro do filho. - Independente do que fazemos - disse, sempre há alguém que discorda de nossa ação. Acho que nós mesmos precisamos determinar o que é correto."
Não pretendo o mundo nem alcançar sonhos gigantes; seu amor eterno é tudo que desejo. Te amo, meu bem!