Acordei com uma baita ressaca, e do lado da cama tinha um copo d'água e duas aspirinas.
Olhei em volta e vi minha roupa passada e pendurada.
O quarto estava em perfeita ordem.
Havia um bilhete de minha mulher:
Querido, deixei seu café pronto na cozinha. Fui ao super mercado. Beijos.
Desci e encontrei uma mesa cheia, café esperando por mim.
Perguntei à minha filha:
- O que aconteceu ontem?
Bem, pai, você chegou às 3 da madrugada, completamente bêbado, vomitou no tapete da sala, quebrou móveis, urinou na cristaleira antes de chegar no quarto.
- E por que está tudo arrumado, café preparado, roupa passada, aspirina para a ressaca e um bilhete amoroso da sua mãe?
- Bem, é que mamãe o arrastou até a cama e, quando ela estava tirando a sua calça, você gritou:
'Não faça isso moça, eu sou casado!'
Ressaca: 70 reais.
Móveis destruídos: 1.200 reais.
Café da manhã: 20 reais.
Dizer a frase certa no momento certo: Não tem preço!
Boa tarde, meu amor. O dia já vai pela metade e eu me lembrei de você. Na verdade, a nossa história já leva algum tempo, mas ainda temos muito para viver.
Você tem sido a luz que me ilumina e me guia nos momentos mais difíceis. É difícil imaginar como seria minha vida sem você do meu lado e hoje tudo o que quero é sentir o seu abraço.
Hoje certamente, tudo dará certo. O seu caminho será suavizado pela brisa do ar, que chegará até você de mansinho, trazendo com ela o aroma das flores, que darão colorido ao seu dia.
Tudo isso Deus coloca ao nosso alcance, para avaliarmos o magnífico presente de estarmos vivos e sobretudo podermos dizer.
Bom dia!
Que a cada dia, tudo tenha a força e a delicadeza de ser mais poesia. De ser mais encanto, em cada detalhe do caminho. Mais sonho, esperança num doce carinho. Mais certeza que apenas o amor pode ser ninho... Para acolher a verdadeira felicidade.
Um dia na igreja eu me sentei num banco e ouvi o pregador dizer: – Nós precisamos de alguém para dar algumas aulas. Quem assumirá essa tarefa?
Eu senti Deus ao meu lado, sussurrando: – Filho, essa é para você.
– Mas, Senhor, falar para tanta gente é uma coisa que não sei fazer! O Sr. Carlos seria o homem ideal para chamar. Não há o que ele não saiba fazer. Eu prefiro ficar aqui no banco assistindo às suas aulas.
Um outro dia, ouvindo o coral, eu sentado no banco, escutei o maestro dizer: – Nós precisamos de alguém para voz principal nos cânticos. Quem quer assumir essa tarefa?
Novamente eu ouvi a voz de Deus sussurrando: – Filho, essa é com você.
– Mas, Senhor, cantar diante de uma multidão é uma coisa que eu não posso fazer! Mas há o Jonas, que poderá fazer isso. É melhor eu ficar ouvindo as músicas aqui sentado no banco.
Uma outra vez, eu sentado no banco, ouvi o pregador dizer: – Eu preciso de alguém para atuar como anfitrião na entrada da Igreja. Quem aceita essa tarefa?
Mais uma vez ouvi a voz de Deus sussurrando: – Filho, é algo que você pode fazer!
– Senhor, ficar falando com estranhos é coisa que não consigo fazer! Mas há o Mário, Senhor: ele pode dar boas vindas às pessoas. Não é retraído como eu e fará isso muito bem. Eu preferiria que alguém viesse me cumprimentar aqui no banco.
Os anos se passaram e eu nunca mais ouvi aquela voz. Até que uma noite eu fechei os olhos e acordei numa praia do céu. Éramos quatro lá, encontrando a eternidade: Carlos, Jonas, Mário e eu.
Deus nos disse: – Eu preciso só de 3 de vocês para fazerem um trabalho para mim.
– Senhor, eu farei o trabalho. – eu clamei – Não há nada que eu não faria.
... Mas Deus me respondeu: – Obrigado, meu filho, mas sinto muito: no céu não há bancos.