Era uma vez um jovem chamado Srona, de delicada saúde, e que nascera em uma rica família. Como, seriamente ansiasse obter a iluminação, tornou-se um discípulo do Buda. Com este propósito, dedicou-se e se esforçou tanto que seus pés chegaram a sangrar.
O Buda dele se compadeceu e lhe disse: - Srona, meu jovem, você já estudou harpa. Pois então deve saber que a harpa não produz música se suas cordas estiverem muito esticadas ou então frouxas demais. Ela produzirá música somente quando as cordas estiverem corretamente estiradas.
E o Buda continuou: - O treinamento para a iluminação é exatamente como o ajuste das cordas da harpa. Você não pode alcançar a iluminação se deixar as cordas de sua mente estiradas ou frouxas demais. Deve estar sempre atento e agir sabiamente.
Tirando grande proveito destas palavras, Srona alcançou aquilo que procurava.
Durante muitos anos vivi em um mundo de ilusões. Encarei a vida sem pensar no dia de amanhã e não escutei as pessoas que se preocupavam verdadeiramente comigo. Eu errei e perdi muito com algumas atitudes da minha parte e agora ainda pago o preço de decisões que jamais deveria ter tomado.
Errar faz parte do crescimento, é um processo que nos ensina a sermos pessoas melhores e temos de aceitar isso com naturalidade. Não tenho orgulho em tudo que fiz no passado, mas se existe algo que me dá ânimo, é a possibilidade de ter um caminho pela frente para poder voltar a fazer tudo de um modo diferente.
Parabéns, mãe! Feliz Dia da Mulher! Todos os dias da sua vida merecem ser celebrados, mas o de hoje tem um significado ainda mais forte. Você sempre foi meu exemplo, meu ícone, minha heroína. Você representa a verdade, a luta, a força e a beleza de todas as mulheres; de todas as pessoas!
Todo mundo deveria conhecer a felicidade de ter você como mãe. Todos seus ensinamentos, tudo o que você me ensinou é a base de quem sou hoje. Agradeço por todas as coisas que fez e continua fazendo.
Gostaria de ser como você - um exemplo a seguir. Acredito que se o mundo fosse governado por você as pessoas seriam mais felizes, mais bondosas e fariam da Terra um local mais especial. Hoje é dia de comemorar sua vida. Tenha um dia feliz, minha mãe! Agradeço por tudo.
Você não chegou até aqui por acaso. Cada escolha que você fez na vida lhe trouxe até aqui. Cada tropeço e cada acerto serviram de lição. Não valorize mais as suas fraquezas do que as suas forças. Tudo faz parte da sua vida e de quem você é. Se há algo que não gosta em sua vida, mude. A atitude deve partir de você, você comanda a sua vida.
Trabalhe duro, seja responsável com você e disciplinado, conte com a sorte, mas tenha confiança em você! Você é responsável pela sua vida e por cada decisão que toma. Pense nas consequências dos seus atos, mas não se cobre muito.
Confie nos seus instintos, deixe aflorar a sua sensibilidade e use a razão para aparar as arestas. Não tome decisões importantes baseando-se na opinião e conselhos dos outros, pois depois é você que irá conviver com as suas decisões.
E acima de tudo, pense positivo, exercite a sua autoconfiança. Se você não confiar em si mesmo, quem é que pode confiar?!
Deixem-me contar-lhes uma parábola.
Vocês conhecem aquelas casas de madeira, de tábuas largas, com fendas e gretas pelas quais costumam cair, debaixo do assoalho um espelhinho, um pente, uma moeda, um botão, uma miçanga, mil coisas assim, que ficam lá embaixo, na escuridão.
Os meninos antigos gostavam de deitar-se no chão e ficar olhando pelas gretas o velho porão escuro.
Quando um raio de sol penetra lá embaixo, brilham coisas esquecidas e perdidas, pequenas ninharias que se acumulam anos a fio.
Mas se um dia caísse uma joia, então dava-se a descida ao mundo maravilhoso do "debaixo do assoalho".
Os meninos entravam e era uma festa para os olhos e para o coração: centenas de coisinhas perdidas e reencontradas: – Aquela bolinha de vidro de cor. – Aquele alfinete dourado. – Oh!, aquela pedrinha que brilha!
Eram mil surpresas escondidas, acumuladas, perdidas anos a fio e que a casualidade de uma joia caída fizera redescobrir.
Pois bem amigos, a vida de família é como o fundo do assoalho, com mil pequenas alegrias e carinhos, com mil momentos de ternura, que vão caindo pelas gretas do tempo e do dia, e se vão esquecendo no fundo da vida.
A gente costuma perder esta beleza toda pelo cansaço, pelo hábito, onde as pequenas atenções, o dizer bom dia, boa noite, onde o carinho pelos pais, pelos irmãos, pelos filhos, tornam-se miçangas caídas nas gretas da vida...
Mas um dia como esse pode ser uma ocasião de choque, de lembranças mais vivas do que foram as coisas.
Talvez seja o dia de tirar as tábuas do assoalho, do redescobrir com alegria as pequenas coisas indispensáveis para o tempo de amor, da vida em família...