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Numa casa havia duas cachorras. Uma falsa e mentirosa, a outra, sincera e de muito bom coração. Um dia a falsa foi pedir ajuda à amiga e companheira de moradia.
- Comadre, meus filhos estão para nascer. Será que você me cederia um cantinho da sua casa para que eu possa tê-los em segurança?
Comovida, a cachorra generosa permitiu que a outra se instalasse.
- Como minha casa não é grande, você fica sozinha com ela e eu me ajeito por aí até que seus filhos nasçam.
- Obrigada, minha amiga - agradeceu falsamente comovida a falsa.
A dona da casa dormiu três dias na rua. No quarto dia, ela voltou.
- Agora que seus filhos nasceram, eu quero minha casa de volta.
- Oh, mas veja como eles são bichinhos tão fraquinhos. Deixe-me ficar mais uma semana.
- Está bem, mas só mais uma semana.
Decorrido o prazo, lá veio outra desculpa esfarrapada:
- Meus filhos ainda estão muito pequenos, dê-me mais um mês. E cada vez que a cachorra boa voltava, a malandra pedia mais tempo até que um dia, quando voltou a pedir que devolvesse sua casa, deu de cara com sete cães enormes que lhe arreganharam os dentes. Eram os filhotes da cachorra má que já haviam crescido.
- Você quer sua casa? Pois venha tomá-la.
E pularam no pescoço da cachorra boa, sangrando-lhe até a morte.

MORAL DA HISTÓRIA
Expulsa o mal da tua casa e da tua vida antes que ele se fortaleça.

Nicéas Romeo Zanchett

Sempre me impressionou o volume de cartas e papéis colocados nos bolsos do paletó do Chico, que de tanta correspondência, sempre estiveram muito inchados.

Confesso não saber a quem pertence a frase seguinte, mas considero-a de uma rara felicidade:

- O bolso do paletó de Chico é a caixa postal de Deus.

Um sentimento tão profundo vem brotando em meu coração.
A cada instante, a cada momento sem você, me sinto vazia.
Você roubou um pedaço de mim.
Você me trouxe algo que iluminou meus dias, minhas tardes, minhas noites...
Meus pensamentos se concentram apenas em uma coisa: em você.
A cada palavra sua sinto meu coração saltitar.
Meus olhos se enchem de lágrimas de saudade.
Sonho todos os dias...
O dia que poderemos juntos caminhar pela areia da praia.
O dia em que juntos poderemos admirar o nascer e o pôr do sol.
O dia em que juntos veremos o cair da chuva e nela poder brincar.
O dia em que juntos poderemos adormecer e acordar lado a lado.
O dia em que juntos nos tornaremos um só...

Um amor vai curando o outro, até que a gente encontre um que não machuque, que não maltrate, e que não deixe o próximo existir.

No alto do Rio Negro, a beira de um de seus afluentes, o Rio Tiquiê, vive um grupo de índios Tucanos.
Por incrível que pareça, a maior parte dos adolescentes tem o pé direito levemente virado para fora.
Não sei se foi feita alguma pesquisa científica, algum estudo genético, mas a explicação que me deram foi bastante convincente.
Normalmente os índios tem vários filhos, e os maiores cuidam dos menores.
Desde pequenos os curumins carregam os menores, e a forma de carregar é colocar o pequeno junto ao corpo, mas de lado, acima da perna direita e isso faz com que ao andar precise entortar o pé para dar segurança.
Em uma tarde muito quente, um indiozinho bem magrinho carregava seu irmão, de volta para casa após o banho no rio. Era uma subida íngreme e teriam que caminhar por um bom trecho.
Foi perguntado ao menino que carregava seu irmão se ele não estava cansado, ao que ele respondeu.
IRMÃO NÃO PESA.