Bordo minha canção dia após dia, deixando-me inundar pelo sabor da tangerina, zil metal dos contos apaixonados, birô dos meus devaneios, poetando-te, te escrevendo em gotas de chuva, te tendo nas cores do arco-íris!
Ah! minha ciganinha, vamos ganhar o mundo, levando em nossos corações, o flamenco gostoso, a palavra sagrada ditada pelo baralho, a luz emanada na runa que escorre em tua alma paixão!
Na linha do horizonte, versejo-te ao som das castanholas, intuindo em ti o linguajar, o dançar e o frenesi, o brilho do teu olhar, cigana do meu lamentar!
Ao pôr do sol anuncio a opera dos andarilhos, o mosaico, o vitral vivo desenhando teu jeito de amar límpido, aromático, o beijo molhado nas preces deste poema rabiscado nas chamas da tua sedução!
Eu sempre tive esperança demais nas pessoas, principalmente em você. Mas já aprendi que nem todas as pessoas querem que você espere algo delas. Só não pense que por sua causa, um caso perdido, vou abalar minha fé naqueles que ainda tem algo de bom para me mostrar.
Você percebe que está parando de gostar de uma pessoa, quando seus pensamentos não são mais direcionados a ela a maior parte do seu dia. Quando ela esta distante e já não doí tanto. Quando você se acostuma com a ausência, a presença já não está fazendo tanta diferença.
Algumas coisas não foram feitas para co-existirem. Gatos com rabos longos e cadeiras de balanço? Má combinação. Touros em um armário de louça? Não é uma boa ideia. Bênçãos e amargura? Esta é a mistura que não combina com Deus. Talvez você já tenha experimentado? Gratidão não vem naturalmente. Auto-piedade vem. Dores de barriga vêm. Mas elas não formam uma boa combinação com a bondade que nos foi dada.
Eu fui a um banquete no qual um soldado foi contemplado com uma casa de presente. Ele quase caiu com tanta gratidão. Ele abraçou o guitarrista da banda, a mulher sentada na primeira fila. Ele agradeceu ao garçom, aos outros soldados. Ele agradeceu até a mim, eu que não fiz nada! Será que não deveríamos ser igualmente gratos?
João 14:16 diz que Jesus está construindo uma casa para nós. Nossa escritura como proprietários é tão certa quanto à do soldado! O coração grato vê cada dia como um presente.
Max Lucado
Te amar demais é calor no coração
É a calmaria após o furacão
Que passou sem que eu soubesse
Tomando conta dos meus pensamentos
Comandando minha vida integralmente
Fez seu abrigo dentro de mim
Para esconder-se dos fortes ventos
Iluminou com sua paixão a escuridão
Que ali se encontrava
Abriu um caminho com rosas vermelhas
Pintou um céu estrelado
Complacente com o luar poético
Lindo lago de água cristalina nasceu por lá
Fortaleceu as estruturas que eram tão frágeis
Para que estas tudo pudessem suportar
Habitou este templo por dias
Dentro dele ficaste protegido e aquecido
Te amar demais é pedir para não partir
É não ter medo de lhe dizer
Faça sua morada para sempre
Nessa maravilhosa casa
Que construirá dentro de mim.