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Conta-se que uma mulher vivia sozinha e muito se lamentava de solidão e nenhuma companhia.
Ninguém jamais aparecia em sua casa. Certa manhã, chovia muito, e alguém bateu à sua porta: era um pequeno homem, tremendo de frio, molhado da cabeça aos pés.
Vendo o visitante tão inesperado, imediatamente mandou que ele entrasse. Ali, com as vestes pingando, ele ouviu a mulher que por mais de uma hora lamentou sua solidão e falta de companhia.
Ela não lhe ofereceu roupas secas ou algo quente para se aquecer, tão envolvida que estava em suas próprias queixas. Ele não tirava os olhos dos seus lábios em movimento ansioso, contínuo e disparado.
Cessada a chuva, ele fez menção de sair da casa, no que a mulher se inquietou: - Espere! Nem sei seu nome! Você voltará? Ao que o homem reagiu, estendendo-lhe um papel totalmente seco, onde se lia:
Sou o Anjo Surdo. Só posso ouvir corações. Trago o remédio que cura a solidão, fazendo nascer amizades. Seu efeito não se manifesta naqueles que só falam de si e pensam apenas em si próprios.
Isto dito, desapareceu... e nunca mais alguém bateu naquela porta

Durante toda a história a morte sempre foi um dos assuntos mais questionados e até hoje certamente o mais especulado. São tantas perguntas sem respostas e tantas respostas duvidosas que no fim das contas, ainda permanece como algo que tem muito que ser explorado.

Há os que acreditam que simplesmente é o início de outra vida, ou ainda apenas uma breve partida. Tem aqueles que creem na morte como uma passagem para a eternidade.

Independentemente de religião, a morte deveria ser interpretada inversamente ao nascimento. Afinal, se há um começo, porque não haveria um fim? Mas o que virá após esse fim, eis o principal questionamento. A morte é mesmo só o começo do desconhecido, daquilo que ainda está de certa forma escondido.

A verdade mesmo é que podemos contar diversas histórias que supostamente simbolizam esse desfecho, mas o fato é que nunca realmente saberemos até o acontecimento do evento.

A esperança é o motor para a conquista de qualquer desafio na vida! É a isso que você tem de se agarrar neste momento difícil. É natural você cair de vez em quando, é compreensível você digerir mal a notícia dessa doença, mas não permita que ela vença.

É você quem tem de sair dessa pelo tapete vermelho iluminado pelas luzes da glória! Para isso acontecer, você tem de encontrar forças antes desconhecidas e juntar sua fé, porque aí você vai estar pronta para a luta! Eu tenho certeza que você vai sair dessa. Você merece! Você consegue!

Ao longo da vida é certo cometermos inúmeros erros, talvez faça parte do processo de crescimento, talvez seja necessário à própria evolução interior de cada um. Hoje eu posso com autoridade dizer que o maior erro que já cometi foi ter traído você, meu marido.

Foi um erro tremendo, um erro horrendo, e por ele eu estou pagando e me penitenciando diariamente. Mas me perdoe, por favor, me perdoe! Tente encontrar dentro do seu coração a grandeza do perdão, a vontade de não desistir de nós.

Eu amo você, apenas você, e minha vida sem você será igual ao mais desolador, tortuoso e amaldiçoado deserto. Me perdoa, meu marido! Eu sei quanto magoei você, mas me dê esta oportunidade e eu terei uma vida inteira para me redimir, para provar que mereço esta segunda chance e talvez recuperar sua total confiança.

Num mosteiro reinava o egoísmo. Os monges não eram amigos nem felizes.
O abade, muito preocupado com esta situação, interrogava-se acerca desta falta de vida santa. Não sabia que fazer para mudar a situação.
Um dia, decidiu ir pedir conselho a um santo homem, que lhe disse:
– Diga aos seus frades que um deles é Cristo disfarçado e ninguém sabe quem é.
Ao regressar ao mosteiro, o abade contou isto aos monges. E todos começaram a interrogar-se: Quem será Cristo disfarçado? Será o porteiro? O cozinheiro?
Como não sabiam qual deles era o Cristo disfarçado, começaram a tratar-se uns aos outros com o todo o respeito e amizade.
E foi assim que o ambiente do mosteiro mudou completamente.
Se cada um de nós tratasse os outros como trataria Cristo, as relações humanas seriam certamente muito diferentes e todos seríamos mais felizes.