Aqui estou, novamente sem você ao meu lado. Aqui estou, pensando em você. Aqui estou, sonhando com você. Aqui estou, pensando no que eu fiz para ter perdido novamente você. Aqui estou, sem razão para viver. Aqui estou sem você!
Amor que fizemos ontem
Ontem fizemos amor, sem dúvida alguma, foi amor destes que pode mudar o destino, que se escreve em poemas e enlouquece os homens.
Não consigo descrever o sabor de seus beijos, ou a textura de sua pele, mas ainda vejo o suor gotejado em meu peito, minhas mãos enroscarem seus cabelos, a penugem de sua nuca arrepiar de prazer e seu olhar massacrar as minhas forças.
Ouvi sua voz sussurrada pedindo amor dos meus lábios e eu não hesitei um segundo se quer, senti meu corpo tremer, arder de calor e deixar o espírito escapar.
Por um momento pensei que estávamos dominados rendendo nossa alma ao prazer, senti meu coração fundir-se com o seu e acreditei chegar ao limite da satisfação absoluta.
Foi você, foi você meu amor, foi o amor que fizemos ontem. O seu carinho, sua paixão foi ao delírio e você estava ao meu lado, guiando-me, amando-me e deixando amar...
Depois que você entrou na minha vida tudo mudou, agora você é tudo que eu preciso, você é a razão pela qual eu estou disposta a enfrentar qualquer coisa. Você é o motivo dos meus melhores sorrisos, com você tudo é tão certo, já estava escrito, nós nos pertencemos.
A menina debruçada na janela, trazia nos olhos grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte do seu cão de estimação.
Com pesar, observava atenta o jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também.
O avô que observava a neta, aproximou-se, envolveu-a num abraço e falou-lhe com serenidade: Triste a cena, não é verdade?
A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância. No entanto, o avô, que sinceramente desejava confortá-la, chamou-lhe a atenção para outra realidade. Tomou-a pela mão e a conduziu até uma janela opostamente localizada na ampla sala.
Abriu as cortinas e permitiu que ela visse o imenso jardim florido à sua frente, e lhe perguntou carinhosamente: Está vendo aquele pé de rosas amarelas, bem ali à frente? Lembra que você me ajudou a plantá-lo? Foi num dia de sol como o de hoje, que nós dois o plantamos. Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos, e hoje... veja como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas...
A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso, mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre uma e outra, das tantas rosas de variados matizes, que enfeitavam o jardim.
O avô, satisfeito por tê-la ajudado a superar o momento de dor, falou-lhe com afeto: Veja, minha filha, a vida nos oferece sempre várias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza, sem que possamos alterar-lhe o quadro, voltemo-nos para outra, e certamente nos depararemos com uma paisagem diferente.
Desde o momento em que nos conhecemos, senti que comecei a fazer parte da família. Nada aconteceu por acaso, mas sim porque você é uma pessoa amiga e gentil e me quis receber de braços abertos.
Só posso agradecer por tudo o que você fez por mim desde o início. Agradecer por demonstrar muita preocupação e estar sempre disposto para ajudar no que for necessário.
Obrigada, de todo o coração!