Me definir é muito difícil. Às vezes pareço comum, às vezes singular. Sou bem assim: metamorfose ambulante. Adolescente em crise. Crises. De tudo o que você imaginar. O que mais valorizo no mundo? Amigos. O melhor sentimento? Felicidade. O melhor verbo? Amar. Conheço uma parte de uma frase, não sei o autor, mas ela define bem quem sou: viver é tentar ser feliz. É o que faço: vivo. E sim, me considero uma pessoa feliz, apesar de tudo. Depois de uma queda? Levanto e sigo em frente. Já desisti de contar os mil e um foras que dou. Vivo em busca de muitas coisas, mas já possuo a principal delas: a alegria. Uma companhia? Livros. Algo que te alegra? De novo os preciosíssimos amigos.
Bom, termino as ridicularidades desta minha descrição breguíssima com uma pergunta minha, e uma resposta fantástica, que se encaixa perfeitamente no meu caso.
Quem sou eu?
"Eu sou uma pergunta"
Clarice Lispector
Lembra de quando a gente ficava falando de nosso casamento atingir a meta da boda das flores? Hoje é o dia! Parabéns, meu bem! Quatro anos de matrimônio. Mais de mil dias de felicidade.
Todo casamento passa por tempestades mais ou menos tumultuosas, e passa por dias de sol mais ou menos brilhantes. Todos os momentos de vida de nossa relação tem sido imensamente verdadeiros. Isso para mim é o fundamental, porque em qualquer união, a honestidade, a par com o respeito, são absolutamente imprescindíveis.
E a gente tem isso. Nosso casamento tem isso – franqueza.
Mal posso esperar pelas bodas de madeira. São já para o próximo ano.
Cada ano é uma conquista. Nunca pela dificuldade, sempre pelo amor.
Na verdade, nosso casamento é mais do que amor. É já resultado do amor! O que está sendo feito pela gente tem um valor inestimável. Criar uma família – como a gente tem feito, é uma tarefa ao nível dos amantes mais francos. É uma ambição sem limites.
O que a gente construiu nestes quatro anos é sinal de força. É sinal de união.
Vamos festejar.
As pessoas buscam o prazer intenso, total liberdade, que erroneamente chamam de "felicidade" e, para tanto, não aceitam limitações; mergulham de cabeça num subjetivismo exacerbado e acabam destruindo a célula máter da sociedade: a família.
Inclinado sobre a terra viu o Senhor que os vizinhos de uma aldeia iam em fila como apressadas formiguinhas até o Templo. Desceu e foi colocar-se à frente de todos e falou: - Parados! Nem todos me encontrareis aonde vais buscar-me.
- Senhor! Exclamou um aldeão. – Não entendo isso. Vamos à Tua casa.
- Não entendes, porque teus pobres não podem explicar. mas sofrem por causa da fome e sede, e junto a eles te aguardo.
- Também o dizes por mim? Perguntou uma mulher.
- Também por ti, que cada hora inventas um pretexto para abandonar o teu pequenino filho. É nele que me encontrarás.
- Verdade é. – Observou um homem: – Melhor seria em não privá-lo da ternura maternal.
- E melhor farias tu. – Disse o Senhor: – Se aprendesses a amar-me mostrando gratidão para com os teus pais velhinhos.
Ao escutá-lo, muitas daquelas formiguinhas se voltaram, decididos a cumprir seu dever e falaram ao Senhor, em sua própria casa e sentiram repletos de doçura o coração.
A inteligência superior, é o Deus maior que habita dentro de nós. Nossa consciência, um guia ao qual não conseguimos enganar, é a nossa dura realidade que só nos conhecemos...
Tarde de sol, lua cheia, gotículas de orvalho em pequenas pétalas de flor. É tamanha a perfeição da natureza, que para todo lugar que olho eu revejo o nosso amor.
O meu olhar, por você apaixonado, foca apenas nas coisas boas e bonitas da vida. Você desperta o que de melhor há em mim e me faz buscar um mundo de perfeições, porque você é perfeito.
O amor e a perfeição está nos olhos de quem vê, e você me faz ver assim as coisas. Sou feliz por ter você ao meu lado, sou feliz por ser a sua namorada, por receber de você toda essa leveza, esperança e felicidade.
Eu te amo, meu amor perfeito!