Havia uma jovem mulher que tinha uma doença terminal e lhe foi previsto apenas mais três meses de vida. Desta forma, ela começou a colocar suas coisas "em ordem".
Passado algum tempo, ligou para um amigo e pediu que viesse à sua casa para discutirem determinados aspectos de seus últimos desejos.
Conversaram sobre vários pontos e ela lhe disse sobre todas as suas vontades relacionadas ao serviço funerário. Tudo estava em ordem e o amigo preparava-se para sair quando a mulher lembrou-se de algo muito importante para ela.
- Tem mais uma coisa! Disse excitada - Do que se trata? Perguntou o amigo.
- Isto é muito importante. – a mulher continuou - Eu quero ser enterrada com um garfo em minha mão direita. O amigo ficou olhando a mulher sem saber o que dizer. – Isto é uma surpresa para você, não é? A jovem mulher perguntou. - Bem, para ser honesto, estou confuso com este seu pedido. Respondeu o amigo.
A mulher então explicou.
- Quando eu era criança e visitava minha avó, quando no jantar os pratos começavam a ser recolhidos, minha vó inclinava-se em minha direção e cochichava em meu ouvido: "Mantenha o seu garfo". Era minha parte favorita porque eu sabia que algo melhor estava por vir... como o bolo de chocolate ou a torta de maçã. Algo sempre maravilhoso, e com substância!
- Assim, eu apenas quero que as pessoas me vejam lá no caixão com um garfo em minha mão e então perguntarão "para que é o garfo?". Então quero que lhes diga:
"ela mantém seu garfo porque o melhor está por vir".
A principal utilidade do avental de vovó era proteger o vestido embaixo, mas junto com isso, serviu como um pegador para retirar panelas quentes do forno. era ótimo para secar lágrimas das crianças, e em algumas ocasiões foi usado até mesmo para limpar orelhas sujas.
No galinheiro o avental foi usado para carregar ovos, pintos inquietos, e às vezes, para levar ovos que precisavam ficar aquecidos na chocadeira.
Quando estranhos apareciam, o velho avental era esconderijo perfeito para crianças tímidas. e quando o tempo estava frio, vovó o enrolava em seus braços. Aquele grande velho avental limpou muito suor da testa, que transpirava debruçado sobre o quente fogão à lenha. A lenha era trazida até a cozinha nesse avental.
Da horta carregou todo tipo de verdura. Depois servia para jogar as cascas no lixo. No pomar, foi usado para trazer as maçãs que tinham caído das árvores.
Quando inesperada visita surgia no alto da estrada, surpreendia quantos móveis aquele velho avental deixava sem poeira numa questão de segundos.
Quando o jantar estava pronto, vovó saia na varanda gritando e acenando com seu avental, e os homens sabiam que era hora de deixar o campo.
Levará um longo tempo até que alguém consiga inventar algo que substitua aquele antigo avental que serviu a tantos propósitos.
Esta leitura lhe trouxe recordações?
Neste momento da minha vida, eu pensei que já tinha sentido um pouco de tudo, que já tinha vivido muitas experiências e que não conheceria novas sensações.
Mas então chegou você, meu amado neto, e em mim despertou todo um mundo de novos e intensos sentimentos, e muito, muito amor! Seja bem-vindo, meu netinho!
Com que alegria todos os nossos corações receberam o seu; você veio iluminar as nossas vidas, especialmente a minha, que recebeu um novo alento. Obrigada por encher meu coração de felicidade e amor!
Eu não tenho muita coisa pra dizer
Eu não tenho o mundo pra te dar
Uma canção que faça a rima
Parecer melhor quando você está
Eu não sei porque a gente tem que entender
Se por acaso ninguém precisa explicar
Preciso de um verso apenas pra dizer que com você tudo muda
Dias de sol, só com você
Com direito a horas a mais
E rimas iguais como eu e você...
Dias de sol, só com você
Com direito a horas a mais
E rimas iguais como eu e você...
Me definir é muito difícil. Às vezes pareço comum, às vezes singular. Sou bem assim: metamorfose ambulante. Adolescente em crise. Crises. De tudo o que você imaginar. O que mais valorizo no mundo? Amigos. O melhor sentimento? Felicidade. O melhor verbo? Amar. Conheço uma parte de uma frase, não sei o autor, mas ela define bem quem sou: viver é tentar ser feliz. É o que faço: vivo. E sim, me considero uma pessoa feliz, apesar de tudo. Depois de uma queda? Levanto e sigo em frente. Já desisti de contar os mil e um foras que dou. Vivo em busca de muitas coisas, mas já possuo a principal delas: a alegria. Uma companhia? Livros. Algo que te alegra? De novo os preciosíssimos amigos.
Bom, termino as ridicularidades desta minha descrição breguíssima com uma pergunta minha, e uma resposta fantástica, que se encaixa perfeitamente no meu caso.
Quem sou eu?
"Eu sou uma pergunta"
Clarice Lispector