Neste momento da minha vida, eu pensei que já tinha sentido um pouco de tudo, que já tinha vivido muitas experiências e que não conheceria novas sensações.
Mas então chegou você, meu amado neto, e em mim despertou todo um mundo de novos e intensos sentimentos, e muito, muito amor! Seja bem-vindo, meu netinho!
Com que alegria todos os nossos corações receberam o seu; você veio iluminar as nossas vidas, especialmente a minha, que recebeu um novo alento. Obrigada por encher meu coração de felicidade e amor!
Diante de seu olhar. Belo como uma safira, admirei o brilho com que me refletia nele... Emanando forças que jamais esquecerei. Provocando arrepios na minha pele.
Seu olhar... Ah! Seu olhar. O profundo azul por ele exalado sustenta meu olhar no seu e falam por nós, revelam por nós sentimentos inesperados.
O tênue fio de luz a nós unir, anônimo, magnético, imantando nossos corpos, prendendo nossos sentidos.
Ah, seu olhar... Foi ele que me arrebatou, esse olhar mágico, esse olhar bandido!
No dia 9 de Agosto de 1988 faleceu o comediante mexicano Ramón Valdéz, o Seu Madruga do seriado "Chaves". Nascido em setembro de 23, Ramón atuou em filmes e novelas, onde se destacam as produções cinematográficas "Calabacitas tiernas" e "Fuerte, audaz y valiente" e a tele-novela "Lupita" e teve seu próprio circo. Também participou do programa de Carlos Villagrán na Venezuela e de "Chapolin", onde viveu diversos vilões, como o Racha-Cuca, Pistoleiro Veloz, Tripa Seca e o herói americano Super Sam.
Porém, nenhum personagem fez tanto sucesso como Seu Madruga, o mais carismático de toda a turma do Chaves. Ramón Valdéz brilhou em cena, nos episódios, as tramas sempre giravam em torno de seu personagem. Seu Madruga fez de tudo na série: foi cabeleireiro, treinador de futebol americano, carpinteiro, pugilista, entre outras profissões. A cada cena, uma dose de humor e sensibilidade que só os grandes artistas possuem.
Infelizmente, Ramón Valdéz fumava demais. O câncer no estômago acabou atingindo o pulmão e só foi descoberto quando não tinha mais saída. Internado num hospital da capital mexicana, Ramón foi operado no cóccix e faleceu devido a uma parada cardíaca. Mesmo passados tantos anos de sua morte, Ramón continua vivo na memória de todos os seus fãs que sempre aplaudem o seu talento ímpar para fazer rir.
Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando.
A campainha da porta toca.
Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas...
Quando ela abre a porta, vê o vizinho Joaquim em pé na soleira...
Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Joaquim diz:
- Eu lhe dou R$ 3.000,00 se você deixar cair esta toalha!
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Joaquim então entrega a ela os R$ 3.000,00 prometidos e vai embora...
Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
- Quem era?
- Era o Joaquim, o vizinho da casa ao lado - diz ela.
- Ótimo! Ele lhe deu os R$ 3.000,00 que estava me devendo?
Um dos maiores enigmas que cercam a humanidade desde, é por ironia, algo muito frequente nas nossas vidas, a morte. Deparamo-nos com ela todos os dias, seja com pessoas conhecidas, estranhas, que viviam do outro lado do mundo ou até com um animal de estimação muito querido.
Apesar de todas as explicações dadas pelas diversas religiões, pela ciência ou ainda pelos nossos antepassados, é algo sempre muito discutido e muito questionado. Há quem relacione a morte com uma passagem, que levará para um lugar anteriormente esperado, há também quem acredite que é apenas uma transição para o início de uma nova vida.
As explicações são as mais diversas, mas independentemente do que acredite, nunca é fácil dá adeus a um ente querido, principalmente quando existem palavras ainda não ditas. A crença na morte como algo além de um simples fim, nos conforta em um segundo momento, após a chegada do sofrimento da partida definitiva de uma pessoa querida.
Mas a única certeza que temos sobre a morte é que ela sempre chega, para uns mais rapidamente, para outros o tempo pode passar muito lentamente. Sabemos que o fim para quem foi é certo, mas o que acontece depois disso, certamente ainda dará origem a muitos questionamentos.