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Um jornalista perseguia o escritor francês Albert Camus, pedindo que explicasse detalhadamente o seu trabalho. O autor de A peste se recusava: " Eu escrevo, e os outros julgam como entendem".
Mas o jornalista não sossegava. Certa tarde, conseguiu encontra-lo em um café de Paris.
"A crítica acha que o senhor nunca aborda um tema profundo" disse o jornalista. " Eu lhe perguntaria agora: se tivesse que escrever um livro sobre a sociedade, aceitaria o desafio?"
"Claro", respondeu Camus." O livro teria cem páginas. Noventa e nove seriam em branco, pois não há o que dizer. No final da centésima página, eu escreveria:
"o único dever do homem é amar".

Contemplando um presépio com a imagem do Menino Deus nos questionamos:
Como pode o finito abraçar o Infinito?
Como pode o relativo absorver o Absoluto?
Como pode o imperfeito ser servido pelo Perfeito?
O melhor é perguntar a quem acendeu na criatura humana fome e sede de transcendência
Nossos limites não nos seguiram.
Rebentamos o que nos amarra.
Na aparência, nossos alimentos são perecíveis mas o que, de fato, nos permite caminhar entre as estrelas são alimentos divinos como a verdade, a beleza e o bem, e, por incrível que pareça, o Corpo e o Sangue do próprio Filho de Deus!

Sempre tem alguém que a gente conhece meio sem querer e nem imagina o quanto a pessoa vai ser importante. Mas ela se torna. Porque a vida, meu amigo, é feita de momentos não planejados. E esses são sempre os melhores.

De todas que me beijaram,
De todas que me abraçaram,
Já não me lembro, nem sei
São tantas as que me amaram
São tantas as que eu amei
Mas tu que rude contraste
Tu que jamais me beijaste
Tu que jamais abracei
Só tu nesta alma ficaste
De todas as que eu amei!

Não diga tudo o que sabes
Não faças tudo o que podes
Não acredite em tudo que ouves
Não gaste tudo o que tens

Porque:

Quem diz tudo o que sabe,
Quem faz tudo o que pode,
Quem acredita em tudo o que ouve,
Quem gasta tudo o que tem;

Muitas vezes diz o que não convém,
Faz o que não deve,
Julga o que não vê,
Gasta o que não pode.

Provérbio árabe