Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
Clarice Lispector
Imagine uma lagarta. Passa grande parte de sua vida no chão, olhando os pássaros, indignada com seu destino e com sua forma. "Sou a mais desprezível das criaturas", pensa. Feia, repulsiva, condenada a rastejar pela terra. Um dia, entretanto, a Natureza pede que faça um casulo. A lagarta se assusta – jamais fizera um casulo antes. Pensa que está construindo seu túmulo, e prepara-se para morrer. Embora indignada com a vida que levou até então, reclama novamente com Deus. Quando finalmente me acostumei, o Senhor me tira o pouco que tenho. Desesperada, tranca-se no casulo e aguarda o fim. Alguns dias depois, vê-se transformada numa linda borboleta. Pode passear pelos céus, e ser admirada pelos homens. Surpreende-se com o sentido da vida e com os desígnios de Deus.
Quando se ama de verdade esquecemos tudo e pensamos em uma única coisa a ser amado.
Quando o orgulho fala mais alto deixamos passar tudo que pode nos fazer feliz e ficamos a lamentar por um amor não vivido.
Queremos tanto esse amor que esquecemos de viver nossa própria vida, mas o orgulho é tão forte quanto nosso próprio amor.
Temos que aprender a nos doar mais deixar o orgulho de lado da valor a que realmente importa.
não deixe que o orgulho atrapalhe a sua vontade de amar não seja como eu uma covarde que por orgulho deixei o meu amor escapar, e nunca mais ame tão intensamente.
Olhe o sapo:
pula aqui,
pula acolá.
Nos dois pés,
nas mãozinhas,
ou num pé só.
Coitadinho deste sapo
é tão feio de dar dó!
Salta longe,
pirueta,
dá um susto,
faz um nó.
Nesta lida,
engraçada,
o sapinho,
tão feinho,
conquistou-me
um sorrisinho...
amarelinho.
Mas, ó seu Sapo,
fique atento!
Se pular
perto da vovó,
tão medrosa,
coitadinha,
pode crer,
seu sapinho,
você vai virar pó.
Meu amor, eu amo tanto você, e é com um peso enorme no peito que tenho vivido nesses últimos tempos a sua indiferença, a sua distância emocional e física. Meu amor, me perdoa!
Por favor me dê uma nova chance, dê uma nova oportunidade ao meu amor, ao nosso amor, à nossa vida. Você sabe que eu mereço, que principalmente nós merecemos!
E todos erramos, muitas ou poucas vezes, e por isso mesmo todos devemos aprender a perdoar. Meu erro não foi assim tão grave, sobretudo se comparado com tudo o que já vivemos, com todo o amor e o respeito que eu sempre lhe soube dar.
Me perdoa, meu amor. Reconsidere, pondere, vasculhe em seu coração a resposta e verá como esta é clara como água – que também ele sabe que nós merecemos uma nova chance, que nós devemos apostar nesta reconciliação!