Depois da sorte de ter-te encontrado na festa do réveillon, houve uma mudança na minha vida. Nos poucos dias que passaram, desde o momento em que tu apareceste, deu para eu sentir mais alegria de viver. Será que esse nosso encontro pode ir mais além?
Parece coisa do destino. De onde veio essa pessoa maravilhosa que me pegou desprevenida. Pelo menos eu encontro-me mais feliz e mais solta depois de te ter conhecido.
Por seres uma pessoa muito interessante, e porque ficamos juntos todos esses dias depois do primeiro encontro, achei que podia pensar numa sorte mais prolongada. Citei o destino, porque acredito nele. Mas pensando bem vejo que é muito cedo para sonhar.
Como dizem os mais práticos, o amor deve ser aproveitado na hora. Na verdade acho que devemos aproveitar, quem sabe se por mais uns dias, ou mesmo até o próximo réveillon. Será que posso considerar que estamos a namorar?
Com franqueza, eu gosto desta proximidade e desta intimidade. Quem sabe será melhor curtir estes momentos e deixar tudo por conta do destino, já que sou uma garota que acredita nessas coisas.
Perdoa-me por dizer o que não quero
Pelo desespero que ocupa meu ser
Por dizer palavras que ofendem alguém
Pelo modo como enxergo as coisas
Se falo demais o que não devo
Por acusar e querer ser tão certa
De apontar os defeitos alheios
Por procurar ser correta demais
Ou responder à altura aos outros
Pelos erros que eu cometer ou já fiz
Por amar com loucura como eu amo
Talvez por ser egoísta e honesta
Por procurar estar sempre do lado certo
Por receber tantas humilhações
E nunca ser baixo astral
Por guardar rancor se é errado
Por trazer no peito tanta mágoa
Por ser uma pessoa só
E não ter com quem desabafar
De desejar um verdadeiro amigo
Por procurar ser sensata
Por enganar a minha própria pessoa
Pela tristeza que me faz ser fria e dura
Pelo sorriso sem vontade
Por eu ser o que não sou
Quando disfarço um amargor
Pelo desatino da minha vida
Da injustiça na qual sou lançada
E levar tantos tapas na cara
Eu ter que sorrir e procurar esquecer
Por eu ser vaidosa
Quem sabe até calculista
Ao esconder coisas que não podia
Perdoa os meus erros e também as minhas virtudes
Perdoa por eu querer modificar o mundo
E desta feita também as pessoas
Perdoa por eu estar viva
E à procura de novos horizontes
Perdoa toda vez que eu descer na minha escalada
Perdoa-me por eu estar num mundo bom
Onde as pessoas não se entendem mais
Perdoa se tudo isso que eu tento arrumar
Me torna nojenta
E que isso não atrapalhe a vida daqueles que amo
Perdoa por meus olhos enxergarem
Além do que deviam
E sobretudo perdoa-me pelas muitas vezes
Que chego a duvidar da tua existência
Perdoa-me apesar de que,
Mesmo sabendo de tudo isto,
Eu me alegre por estar sendo
Iluminada com tua luz espiritual
A me envolver em teu amor supremo,
E estar vivendo o que vivo agora.
Tento tudo isso, na nítida esperança
De que um dia eu consiga de alguma maneira
Merecer o teu perdão!
Boa noite...
Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...
Mário Quintana
O fusquinha vermelho
Um amigo meu conta a historia de uma mulher que comprou um fusquinha vermelho.
Certo dia, levou os filhos ao zoológico.
Estacionou o carro perto do show dos elefantes.
Ao retornar, à tarde, teve a horrível surpresa de ver a capota e os lados do carro amassados.
Seu espanto aumentou ao ouvir dizer que, durante o dia, um elefante havia escapado.
Como parte do seu ato, ele devia colocar as patas sobre um tambor vermelho.
Diligentemente, após anos de treino, o elefante havia posto as patas em cima do fusquinha!
A mulher estava desesperada. As autoridades do zoológico lhe asseguraram que assumiriam a despesa do conserto do veículo.
À caminho de casa, um guarda a deteve acusando-a de haver deixado o local de um acidente.
Ele viu o dano mas não tinha conhecimento das circunstâncias.
"Mas, seu guarda, não sofri nenhum acidente!"
exclamou a mulher.
"Um elefante pôs as patas em cima do meu carro.
" A reação do policial foi aplicar-lhe um teste para ver se ela estava bêbada e a seguir levá-la para a delegacia mais próxima.
"O senhor não compreende!
Por favor, telefone para o zoológico!" foi o pedido da mulher ao sargento de serviço.
Afinal, ele telefonou e as autoridades confirmaram que a mulher dizia a verdade.
Envergonhado, o sargento pediu desculpas e a deixou ir.
A história dessa mulher é um exemplo extremo da falta de comunicação, mas algumas das contradições de nossas próprias palavras e vida não são menos difíceis de acreditar.
Como estás? Deves estar a aproveitar as tuas férias nessa aldeia sossegada e bucólica, junto dos teus pais. Eu estou aqui de novo a lembrar o nosso amor. Mais uma vez escrevo para dizer que sinto muita saudades tuas. Que fico agoniada, a contar nos dedos, calculando os dias que faltam pra tu voltares.
Fica sabendo que tu és aquele que mexe com a minha cabeça e me deixa assim apaixonada. É difícil dizer numa mensagem, o amor e a saudade que esse sentimento me causa. Tu apareceste na minha vida para me encantar. Percebi que já na não posso viver sem ti.
Agora, contigo longe, parece que o tempo demora mais pra passar. Os dias são mais compridos, parecem meses. E as noites são mais sombrias e solitárias. Na tua ausência está o meu grande pesadelo. Não dá para ficar muito tempo longe de ti. Não queira saber a angústia que sinto quando estamos distantes. Quase não suporto a dor.
O amor é mesmo assim, embriagador e envolvente. Difícil é suportar a distância. Sei que é uma separação breve, uma simples viagem de férias na aldeia dos teus pais. Só fico feliz ao lembrar que logo estaremos juntos, logo poderei dizer baixinho no teu ouvido, as palavras que tu gostas de ouvir.
Estou à espera ansiosa.