A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!
Afinidade
Não é o mais brilhante, mas é o mais sútil, delicado e penetrante dos sentimentos.
Não importa o tempo, a ausência, os adiantamentos, a distância, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto de onde foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediante a vida.
É a vitória do subjetivo sobre o objetivo, do permanente sobre o passageiro.
Ter afinidade é muito raro, mas quando ela existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Ela existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece até depois que as pessoas deixam de estar juntas.
Afinidade é ficar, ainda que longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem e sensibilizam.
Afinidade é receber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com
Nem sentir contra, nem sentir para
Sentir com e não ter necessidade de explicação do que está sentindo.
É olhar e perceber.
Afinidade é um sentimento singular, discreto e independente.
Pode existir a quilômetros de distância, mas é percebido na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar, de sorrir
Afinidade é retomar a relação no tempo em que parou.
Porque o tempo e a separação nunca existiram.
Foi apenas a oportunidade dada pelo tempo para que a maturação pudesse ocorrer e que cada pessoa pudesse crescer cada vez mais.
Vocês são os melhores! Estão sempre presentes em todos os momentos; nos dias de chuva e tempestade, nos dias de sol. Vocês são verdadeiros! Na verdade, tenho os melhores amigos do meu lado.
E isso é uma tranquilidade. Uma alegria, uma paz! Por vezes fico pensando se realmente mereço tanto carinho, tanto conforto. Agradeço por tudo, meus bons amigos. Vocês são maravilhosos!
Nada mais parece fazer sentido
Os dias apesar de claros
Parecem tão sombrios
E os sorrisos tão frios...
Tudo parece ter mudado
O barulho sem mais nem menos
Se fez silêncio
E a alegria se fez tristeza...
Nada mais parece fazer sentido
Tudo parece ter mudado
O riso calado...
Simplesmente observa esta cena, na qual
Tudo se faz nada...
Simples confusão...
Há quem diga que o amor é a base de tudo, porém eles se esquecem que:
Há os que se anulam em nome do amor e acabam abandonados.
Há os que investem tudo nos outros acreditando que serão correspondidos e vivem reclamando do egoísmo alheio.
Há os que sonham com um amor perfeito, pretendem encaixar o ser amado nesse modelo e acabam descobrindo que cada um é como é e não temos poder para mudar ninguém.
Há os que confundem paixão com amor. Não percebem que paixão é admirar no outro o que recalca em si. Quando a ilusão projetiva desaparece, percebemos o ridículo dos nossos atos apaixonados.
Há os que confundem apego com amor. São egoístas que esperam do outro exatamente o que não dão.
O amor verdadeiro nunca faz sofrer. Traz alegria, motivação e prazer, agindo sempre com seu poder de harmonizar as relações humanas.
Quando ser feliz passa a ser um objetivo sério nós logo percebemos que com o amor não se brinca.
Zíbia Gasparetto