Quando mais jovem, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva e na menor provocação, explodia magoando meus amigos. Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado. Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva, e me entregou uma folha de papel lisa e dizendo: - Amasse-a! Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha. - Agora -voltou a dizer-me- deixe-a como estava antes. É obvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentei, o papel ficou cheio de pregas. Então, disse-me o professor: - O coração das pessoas é como esse papel... A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados. Assim aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro-me deste papel amassado. A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar. Quando magoamos com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas muitas vezes é tarde demais. Alguém disse, certa vez:
Fale quando tuas palavras sejam tão suaves como o silêncio.
Para começar bem a semana precisamos apenas ter a atitude certa. De nada adianta ficar reclamando que o fim de semana terminou ou que já é segunda feira. Em vez disso, o melhor é olhar para o início de semana como uma nova oportunidade que se abre no horizonte.
Os sete dias que terá pela frente são o suficiente para conquistar algumas vitórias. Imagine agora aquilo que deseja para sua vida e simplesmente faça isso acontecer!
Dizem que um homem de fé se aproximou de Jesus e indagou, após externar-se em manifestações de júbilo e reverência:
– Senhor, onde o caminho da paz? que fazer de meu filho que me arrasa a tranquilidade, atolado na rebeldia?
– Abençoá-lo-ás sempre – respondeu o Divino Mestre – procurando socorrê-lo com mais amor.
– E como agir, à frente de meu tio, aquele que me furtou a herança dos avós?
– Buscarás perdoá-lo, usando compaixão e esquecimento.
– E meu antigo sócio? de que modo proceder com esse homem que tanto me prejudicou e injuriou?
– Desculpá-lo-ás, orando em favor dele.
– Tenho quatro empregados ignorantes...
De que maneira harmonizar-me com esses companheiros problemas, se me afligem com as maiores dificuldades, dia por dia?
– Saberás instruí-los.
– Minha existência está repleta de perseguidores... Que fazer com essa gente cruel?
– Esquecerás qualquer agravo e auxiliarás em benefício de cada um, tanto quanto puderes.
O devoto baixou a cabeça, sentindo-se na presença da verdade, e considerou timidamente:
– Senhor, estou satisfeito.
Conta-se que Jesus afagou-lhe a cabeça dolorida e rematou, ao despedir-se:
– Então, vai, serve sempre e não perguntes mais.
Então vamos! Tenha um maravilhoso dia.
Bom dia!
Empresto meus ouvidos para que ouça o seu. Aprendo a escutar meu silêncio.
Empresto meu olhar para que encontre o seu. Aprendo que somos tudo que olhamos.
Empresto minha voz para ouvir a sua. Aprendo como transmitir a minha.
Empresto minhas palavras que como sementes ficarão em seu inconsciente. Aprendo a espera que em algum momento florescerão.
Empresto meu tempo que andei mais. Aprendo que seu tempo é seu tempo.
Empresto práticas e métodos. Aprendo a fazer que não se apegue a eles.
Empresto meu silêncio para lhe escutar. Aprendo a arte de ensinar.
Empresto minha coragem para seus medos. Aprendo que você é a memória de minha coragem.
Empresto meu equilíbrio. Aprendo com você o ponto para não ficar no alto e nem no baixo.
Empresto meu não julgamento. Aprendo a plena atenção em não projetar.
Empresto minha capacidade de observar. Aprendo a disciplinar minhas dispersões.
Empresto minha consciência. Aprendo que você é a consciência.
Empresto minha criatividade. Aprendo que o artista é a obra, mesmo que sem sua presença.
Empresto minha motivação. Aprendo que não conduzimos ninguém além de onde estamos.
Empresto minha espiritualidade. Aprendo que deuses, santos, budas, anjos e você são da mesma fonte.
Empresto o meu amor e compaixão. Aprendo aceitar a sua gratidão.
Empresto minha alegria. Aprendo que somos capazes de sermos felizes sozinhos.
De eu ser em nós, o sagrado e o humano. De compartilhar a expansão de nossa consciência.
Pela comunhão com todos os seres. E que todos os seres sejam felizes...
Em um mundo onde a pressa e a ansiedade têm conduzido as criaturas a uma correria desenfreada, onde se corre tanto sem saber aonde chegaremos, onde o relógio, em vez de amigo para nos auxiliar na organização de nossos compromissos e realização de planos de vida, se tornou objeto torturante, a nos lembrar ininterruptamente de que o tempo não está sendo suficiente para todos os projetos.
Estamos tentando colocar toda a água do Oceano Atlântico dentro de um copo.
Essa briga contra o tempo, que não temos a mínima chance de vencer, acaba por desgostar e induzir-nos à tristeza, ao desânimo e à depressão.
A inconformação e a não aceitação são perigosos agentes a causarem o desalento e a irritação no coração humano. Angustiar-se e cultivar ansiedade desmedida não solucionarão problema algum.
É como o cão que começa a correr atrás da própria cauda. se cansa, se desgasta, quase nunca a alcança, e mesmo nas raras vezes em que consegue mordê-la, se decepciona, porque nada de bom sente com isso, a não ser desencanto e decepção.
Somente uma postura é remédio contra a avalanche de sentimentos contraditórios e impressões que vivenciamos no turbilhão da vida moderna: manter a serenidade.
Sermos seremos, além de profilaxia adequadíssima aos nossos dias, constitui também terapêutica para os problemas já instalados em nosso mundo íntimo, e também representa o mapa para nos guiar por caminhos mais seguros nas trilhas da vida.
Sejamos seremos. A vida pode não ser fácil, mas bem vivida é um tesouro imensurável, que vale a pena aprender a conquistar.