Querida avó, chegou o momento do inevitável e terrível adeus. Todos sabem que ninguém viverá para sempre, que a definitiva despedida deste mundo chegará para todos, mas como é difícil aceitar, como é doloroso ver partir para sempre aqueles que tanto amamos.
Avó do meu coração, você deixará muita saudade, mas encontro algum consolo em saber que viveu uma grande e bela vida; que foi feliz e que deixa muito amor e lindas recordações com os que ficam. Descanse em paz, querida avó!
Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer às suas vidas um brilho de luz. A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.
Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar espaço nos distancia de quem sempre nos amará, e esquecemos a família. Esquecemos de dizer o quanto os amamos.
Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos. Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" parece afundar.
Nossos pensamentos difundem para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca termos dito: "te amo", "preciso de você", "estou sempre aqui", "me preocupo"; e como se não bastasse, vem a frase mais forte "a culpa foi minha"!
Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância. E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza: Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais. Quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido. Quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.
E a culpa? A culpa é da vida que tem início, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém. Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros.
Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza: Não importa onde estejam, pois estarão sempre conosco!
Mãe, mamãe, mãezinha, ou mainha... O importante é pronunciar Palavra esta entre todas singular Como é maravilhoso chamar!
Mãe um presente Divino Nobre valor e tão sublime Que por todos se redime De modo particular. Em cada filho um mistério Ela tem a desvendar Para que saiba sempre
que muito amor receberá.
Pressa tem em afagar Aquele que procurar O seu colo aconchegante, Uma mãe sempre terá.
Mãe do filho desajeitado, Formalizado, apressado Arredio, aconchegado... Sereno, impaciente Equilibrado, inteligente Precavido, delinquente...
O amor que a mãe sente Por toda essa gente De tal modo pertinente Sempre igual será.
Há homens que, nas suas conversas, mais desejam dominar pela habilidade de sustentar todos os argumentos do que pelo juízo, discernindo o que é verdadeiro do que o não é; como se houvesse mérito em saber o que pode ser dito e não o que deveria ser pensado. Alguns têm certos lugares comuns e temas particulares em que brilham, mas falta-lhes variedade; espécie de pobreza que é geralmente aborrecida e, quando descoberta, ridícula. A parte mais honrosa da conversa consiste em propor novo assunto, e, a seguir, consiste em moderá-lo para que se transite para outro, como quem dirige o baile. É bom no decurso ou nas alterações da conversa, variar e mesclar com tópicos gerais o assunto principal; com discussões e narrativas; com referência a opiniões as respostas e perguntas; com o jocoso e o sério; porque é insensato cansar, ou, como agora se diz, esgotar o assunto na conversa.
Francis Bacon
O mestre passeava por um campo de trigo quando um discípulo se aproximou e fez a seguinte colocação:
– Não sei como distinguir o verdadeiro caminho. Qual é o segredo?
– O que significa este anel no seu dedo direito?
Perguntou o mestre.
– Meu pai me deu antes de morrer.
– Pois me entregue. O discípulo obedeceu, e o mestre atirou o anel no meio do campo de trigo.
– E agora? Gritou o discípulo. Terei que parar tudo o que estava fazendo para procurar o anel! Ele é muito importante para mim!
– Quando achá-lo, lembre-se: você mesmo respondeu a pergunta que me fez. É assim que se distingue o verdadeiro caminho: ele é mais importante que todo o resto.
E você? Quando dará valor ao seu anel, à sua vida e conquistas? Quando tiver alguma dúvida se as suas realizações estão valendo a pena, mesmo que alguns insucessos ocorram, jogue o seu anel no meio do campo de trigo.
Assim você poderá avaliar e quem sabe perceber o quanto a sua vida é rica de plenitude.