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Outras Mensagens

Os planos que foram embora O sonho que se perdeu O que era festa e agora É luto do que já morreu Não pode pensar que este é o teu fim Não é o que Deus planejou Levante-se do chão! Erga um clamor!
Restitui! Eu quero de volta o que é meu Sara-me! E põe teu azeite em minha dor Restitui! E leva-me às águas tranquilas Lava-me e refrigera a minh'alma Restitui...
E o tempo que roubado foi Não poderá se comparar A tudo aquilo que o Senhor Tem preparado ao que clamar Creia porque o poder de um clamor Pode ressuscitar...

Ao escrever esta carta espero traduzir em palavras tudo que não consegui dizer nos momentos em que parecia fácil soltar tudo aquilo guardado dentro de mim, esperei um certo tempo para pensar, senti que algo precisava mudar.
Nessas voltas que o mundo dá muitas vezes passamos uns pelos outros sem perceber algo começando a se mostrar, há algo entro nós muito bonito, que vem se refletindo no meu e no teu olhar, tão imenso quanto fortes, tão doces quanto suaves, tão verdadeiros e delicados, são meus sentimentos por você.
A verdade é que sinto uma enorme paixão que cresce e que crescerá ainda mais até se tornar num grande amor, quando a chuva chegar não abra o guarda-chuva espere a chuva te molhar, espere eu te enxugar também.
Basta apenas um olhar para você me hipnotizar, basta apenas um sorriso para você me arrepiar, basta apenas seu corpo para eu me excitar.
Amor, é um sentimento delicado, coisa de apaixonado.
Amor, é uma coisa singela, poucos os têm muitos os querem.
Amor, custa pouco não custa nada, as vezes caro nos entorpece, fazendo nos crer que temos, o que não podemos ter.
Procurei o que nunca existiu, e deixei para trás coisas que marcaram com o tempo, muito mais do que persistir e tentar guardar coisas que se foram com o vento, medo que eu tenho de Ter é o medo do gato pelo cão, é o medo de quem tem muito amor por você, mas acho que que você por mim só tem atração. Palavras dizem tanto, gestos muito mais, mas olhares trocados são como filmes gravados, mostram os pensamentos, os sentimentos e muito mais!

Vagando pelo universo de nossa individualidade, tudo perde a razão de ser, ter ou querer. Como é terrível esta consciência, nos momentos que a ela nos entregamos. Por mais que acreditemos gostar ou conviver com uma ou mais pessoas, nesta ou naquela situação de prazer, continuamos nesta solidão sufocante. Neste estagio caem por terra toda nossa vaidade assim como nossa luta incessante de conquistas e fuga do anonimato. A extinção de nossa auto estima é tão sufocante e insuportável que o sentimento de morte passa a ser visto como único paliativo para tamanha opressão resultante.
Diante tal situação qualquer tentativa de conselho ouvido é entendida como uma grande falsidade ou deboche, o que só poderá aumentar o peso do fardo que hora carregamos.
Se para um tratamento terapêutico ter efeito precisamos nele acreditar então estaremos fadado à morte eminente.
Nesta situação, no limiar de nossa consciência, à beira da insanidade, só nos restará a ela aliarmos e assim continuarmos a existir mesmo que sem o mesmo sentido de vida.
Isto assumido, e isento das peculiaridades de uma vida como a conhecemos, inacreditavelmente uma nova face da felicidade se mostrará em toda sua plenitude.
Como poderemos chamar isto senão o sagrado sopro divino a nos alentar frente ao desconhecido?

Dona Joaninha recebeu um par de óculos escuros no dia de seu aniversário. Correu para o espelho para ver se lhe caiam bem e pensou – Hum! Que charme!
Dona Joaninha era bem vaidosa. Toda satisfeita, pôs seu vestido vermelho com bolinhas pretas e saiu para passear.
Infelizmente o dia estava escuro, as flores pareciam tristes, o sol bocejava preguiçoso. Dona Joaninha começou a ficar aborrecida com tudo e voltou pra casa.
Com o passar do tempo a vida foi ficando mais sem graça.
Dona Joaninha resolveu então não sair mais de sua casa. Na folha da palmeira, ficou lá triste, dias e dias.
E foi então que Dona Joaquina sentindo falta de sua prima pensou: – Onde será que anda a prima Joaninha? Sempre tão animada e atenciosa, será que ficou doente? Vou fazer uma visita.
Lá chegando, Dona Joaquina bateu à porta da casa da prima Joaninha. – Quem está aí? – perguntou Dona Joaninha com a voz bem fraquinha.
Quando percebeu que era sua prima, Joaquina ela falou com voz triste: – Entra prima, eu estou aqui tão deprimida, os dias estão sempre tão cinzentos, resolvi ficar aqui quietinha, esperar as coisas melhorarem.
Mas de repente, Dona Joaquina afirmou com um ar de deixa disso: – Que nada prima! Abra logo essa janela. Vamos para o jardim, o dia está maravilhoso, veja que lindas flores, o céu está azul. Acorda, está tudo tão lindo.
Ainda desanimada insistiu Dona Joaninha: – Vejo os dias cinzentos, as flores cinzentas, o céu cinzento, tudo cinzento. Como é que pode? Eu vejo tudo ao contrário do que você diz.
Então Joaquina com a maior naturalidade: – É simples, querida prima, tire esses óculos escuros!
E ela tirou e exclamou: – Que beleza! A cor voltou para as flores, o céu está azul novamente!
E sorrindo Dona Joaquina disse: – Estava assim o tempo todo mulher, é só tirar os óculos escuros!
Entendida a mensagem então vamos lá: Todo mundo tirando os óculos escuros de suas vidas.

Um grupo de rapazes e moças resolve fazer uma viagem turística rumo à cálida Flórida, deixando a região fumarenta de Nova Iorque. Meteram-se no ônibus, sempre muito alegres e extrovertidos.
Todavia, no ônibus viajava um cidadão sempre macambúzio e voltado para dentro de si próprio. Esquivo, não aceitava abrir conversa com ninguém. Não só calado, mas profundamente triste, contrastando com a alacridade juvenil do ambiente. Mordiscava os próprios lábios e parecia em cogitações estranhas.
Uma jovem do grupo, no entanto, conseguiu se aproximar dele e teve ensejo de formular lhe algumas perguntas que todos desejariam fazer, sem que tivessem coragem.
_ Qual é o seu nome?
_ Vingo.
_ Que nome interessante. Você é casado?
_ Não sei se sou casado.
_ E como pode ser isto?
_ Estou saindo de uma penitenciária. Da prisão, escrevi para a minha mulher dizendo que estaria ausente muito tempo e que, se ela não aguentasse, se os nossos filhos começassem a fazer perguntas e isto lhe fosse muito doloroso, me esquecesse. Eu compreenderia. "Arranje outro homem e não precisa escrever mais", disse à ela. E, de fato, ela nunca mais me escreveu.
_ E você está voltando para casa?
_ Isso mesmo. Quando, na semana passada, me concederam livramento condicional, escrevi à minha mulher de novo. Existe, na entrada da cidade onde morávamos, um grande carvalho. Se ela ainda me quisesse de volta, deveria amarrar um lenço verde à árvore. Se, pelo contrário, não me desejasse mais, não amarrasse lenço algum.
_ Meu Deus! – exclamou a jovem, comovida.
As moças e os rapazes ficaram todos sabendo da estória. O ônibus começou a se aproximar da cidade. Todos olhavam pela janela. Por fim, surgiu o frondoso carvalho. Vingo parecia petrificado. De repente, levantou-se e os seus olhos brilharam.
O carvalho parecia uma árvore de Natal. Havia nele 20 ou 30 lenços verdes. Era uma mensagem extraordinária de boas vindas. Moças e rapazes se puseram a gritar, chorar e dançar dentro do ônibus. E Vingo desceu e foi ao encontro do amor e da vida.