Mente quem diz: que os anjos só existem nos céus. Eles estão entre nós. Vestem-se de roupagens humanas, se misturam no meio de nós e, às vezes, nem percebemos. Nos observam com os seus olhinhos brilhantes, doces, meigos, irradiando a cada dia a sensação de plenitude escondida em cada segundo vivido. Descem aos montes para nos ensinar o verdadeiro sentido da palavra amor. Se espalham por entre as flores, árvores, pelos corredores, pela cidade afora e, por onde passam, chamam a atenção pela luminosidade de seu sorriso. Encantam... Surpreendem... E nos emocionam. Não gostam de fazer alarde, pois preferem os pequenos gestos, pequenos atos de grandes proporções capazes de mudar o sentido de nossas vidas. Existe um anjo que me ama e existe um amor que é infinito. Sem você, meu anjo, nada seria como o é. Sem você, meu amor, nada seria como o é.
Achei um segredo
Descobri um medo.
Achei um pedaço
da saia da
Rainha Pinga Minga
Tem junto uma mandinga.
Cruz Credo! Não abri ainda!
Achei a calcinha da
Branca de Neve
Quem achar pode usar
Será que me serve?
Achei o penico do
Feiticeiro da Barba Pouca
O penico é de ouro
Deu no touro
Será penico
ou será tesouro?
Achei um brinco da Cinderela
Guardei tão bem guardado
num cofre inventado,
que nunca mais encontrei.
Será que eu sonhei?
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Ninguém sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza.
Passou uma jovem e ficou admirada com a flor. Logo pensou em Deus. Cortou a flor e a levou para a Igreja.
Mas após uma semana a flor tinha morrido. Passou um homem, viu a flor pensou em Deus, agradeceu e a deixou ali. não quis corta-lá para não mata-lá.
Mas dias depois veio uma tempestade e a flor morreu... Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela: Bonita, mas sozinha. Decidiu voltar todos os dias. Um dia regou, outro dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo...
Um mês depois, lá onde tinha só pedras e uma flor, havia um jardim! Assim se cultiva uma amizade...
Bom dia! Receba estas novas vinte e quatro horas com toda a esperança do mundo, pois elas trazem infinitas oportunidades para que seja feliz. Esqueça o que ontem correu mal. Ignore tudo o que lhe fere o coração, e agarre este novo dia com toda a energia de uma alma verdadeiramente guerreira. Não existem limites para os sonhos, assim como para a realização deles. Não desista porque parece impossível ou outros dizem ser impossível. Vá, lute, tente, e se não der certo, amanhã haverá um novo dia!
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos. Que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância.
Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que nos chame de amigo, para se ter consciência de que ainda se vive.