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Me pegou desprevenido esse seu jeito simples de ver as coisas. Nem eu, todo complicado, parecia ser um obstáculo pra você. Por várias vezes me peguei inseguro, pensando antes de falar e mesmo quando falava alguma besteira, onde qualquer ser ficaria indignado e me repreenderia, você dava risada, me desarmava e me deixava com cara de bobo, como se fosse tudo normal. Sua inocência me conquistou, me deixou com vontade de protegê-la de todos mal intencionados que existem por aí.

Não sei se existe um momento pior que esse, mas deixá-lo sozinho nunca foi a minha intenção. Infelizmente eu terei que realizar uma viagem para resolver assuntos profissionais, e logo em breve estarei de volta para te encontrar.
Meu amor, para onde quer que eu vá, eu jamais deixarei de pensar em você.
Deus é testemunha da grande dor em meu coração, em deixá-lo agora. Sabe, a saudade será minha companheira inseparável nesta viagem, e nesse momento já está ardendo meu peito.
Você meu querido, é a luz que ilumina meus passos.
Um beijo com muito amor e até breve.

Dois homens bem sucedidos, um advogado e um comerciante, viajavam com um grupo que dava a volta ao mundo. Quando visitavam a Coréia, eles viram ao lado da estrada, uma plantação onde um rapaz puxava um arado rudimentar e um velho segurava o cabo do arado guiando-o. O advogado achou pitoresco e tirou uma foto da cena.
Virou-se ao missionário, que servia como intérprete e guia, e lhe disse, - Isto é um quadro curioso. Suponho que são muito pobres.
O guia respondeu, - Sim, esta é a família de Chi Noue. Quando nosso templo religioso estava sendo construído, eles estavam ávidos em dar algo como contribuição, mas não tinham nenhum dinheiro, então venderam o seu único boi e doaram o dinheiro à construção do templo. Agora, quando é tempo de plantar, eles mesmos puxam o arado.
Os homens ficaram silenciosos por algum momento. Então o homem de negócios comentou, - Triste, mas isto é que é um verdadeiro sacrifício.
O guia respondeu, - Eles não pensam assim. Acreditam, e são felizes por isso, que são afortunados pois tiveram um boi para vender.

Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da fonte até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio. Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.
Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer. Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser rachado, o vaso falou com a senhora durante o caminho: Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...
A velhinha sorriu e respondeu: Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e, portanto, plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.
Cada um de nós tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um de nós tem é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele.

Escreva-me quando não restar mais luz em seus dias Quando a tristeza encobrir seu coração E as lágrimas insistirem em rolar sobre a face
Escreva-me quando não houver mais vida em seu olhar Nem ânimo em suas palavras Escreva-me dizendo da saudade Da vontade, da dor e da ausência
Escreva-me quando o mundo restar pequeno E em seu peito permanecer um espinho cravado Uma imensidão lá fora E entre pessoas e rostos Um vazio, uma falta...
Escreva-me mesmo que nada tenha a dizer Mesmo que sua fala mal consiga sair E sua letra tremida pulsar a mágoa Fala-me daquilo que não mais acredita Da incompreensão, do descaso com seu amor Do que todos fingem não ver e você arde em febre
Quer muito mais que um sonho imaginar Sente que não pode ser em vão Lutar para nada alcançar?
Escreva-me mesmo assim Quem sabe eu preciso da sua voz Suas lágrimas, seu olhar...
Escreva-me mesmo assim E lhe direi a verdade Que seu mal foi amar demais