As lágrimas
que caem dos meus olhos
são como folhas despencando
de uma árvore no outono.
Perceptível para quem está próximo,
mas insignificante para o mundo.
Mamãe...
Eu não sei o que seria de mim,
Se você não estivesse sempre ao meu lado.
Você me ensinou como caminhar;
Você me ensinou como fazer;
Você me ensinou como amar;
Você me ensinou como respeitar;
Você me ensinou como escrever;
Você me ensinou o que é certo, e o que é errado;
Você me ensinou o que é bonito, e o que é feio;
Você esteve comigo em todos os momentos da minha vida;
Foi você a responsável pelas maiores surpresas;
É você quem eu tenho toda certeza que daria a vida por mim.
Mãe, obrigada por ser você, obrigada por ser a minha mãe, obrigada pelos dengos, obrigada por me acobertar, obrigada por brigar quando estou errada, porque foi por causa de tudo isso, que hoje eu sou uma menina de dar orgulho. Eu te amo muito, mamãe!
Quem está preparado para uma despedida eterna de um pessoa querida? Será que somos preparados para lidar com a morte de uma forma confortável? Certamente não é fácil absorver a ideia de que nunca mais iremos encontrar uma pessoa que nos desperta bons sentimentos, mas temos no luto pelo menos uma forma de tornar toda esta dor um pouco mais amena.
Cada um tem uma maneira específica de viver o luto, e o tempo dedicado a ele não necessariamente deve ser proporcional ao tamanho do sofrimento. O que realmente importa logo após o momento da perda, é extravasar da forma que lhe for mais conveniente todo sentimento negativo que estiver preso por dentro.
Seja qual for a crença ou a religião, o luto é um momento saudável, que não deve ser reprimido, muito menos ignorado. Viva o luto sem nenhum limite, elimine a tristeza gradativamente e conforte o seu coração de todo a dor que perturbar a sua mente.
O Carnaval está aí, galera. É motivo de festa. É calor! É samba! É cor! Este é o momento tão aguardado, tão ansiado. Já me sinto tremendo, sabe? Parece até que meu corpo está gingando a toda hora, porque se tem festa no coração dos homens, seu nome é Carnaval.
Todo mundo curtindo. Vale tudo. É dia de festejo, é dia de folia. É mascarada total! Quero ver felicidade estampada em seu rosto. Não tem jeito, não! É que este é o momento. O momento de encarnar quem você quiser e se divertir sem receio. É que mais do que nunca, hoje, você é o que você quiser ser. Sem preconceito. Quero ver você transpirando alegria. Faça com que seja inesquecível.
E vai em frente. Brinca, mas brinca muito. Some de você mesmo para se encontrar mais tarde e mais feliz. E aí, nessa hora, se lembra que a vida é um só momento. Esse momento se chama Carnaval.
O "pequeno" cresceu. A mãe o ensinara a crescer... e crescer significa ser responsável tomando decisões e assumindo consequências.
Aprendeu. Cresceu tanto, que decidiu ir. Decidiu por si mesmo, sem perguntar se a mãe ia sofrer. Nem para a própria mãe e nem para ele mesmo.
– "Vou experimentar. Se não gostar, volto." Nem aquele: "você não fica triste?", de quando era pequeno. E a mãe racionaliza que é um direito dele querer ir e pensou:
– "Vai ser bom pra ele. – Que bom!" O menino aprendera a se respeitar, a seguir os próprios impulsos medindo as consequências por si mesmo.
Sentindo-se vitoriosa, a mãe constatou que conseguira ensinar, com simples palavras e atitudes, o que aprendera por si mesma a duras penas.
Racionalmente, tudo bem! Mas mãe, aquela que vem das entranhas, que gerou, que pariu, não consegue ver a pessoa do filho, mas a sua cria. É animal. Não animal sem alma, mas com um instinto tão forte que sufoca a razão.
A vitória se manifesta em choro. Saudade. De manhã, o barulhinho do chuveiro, o rock baixinho no quarto. À tarde, o telefone, sempre ocupado. De madrugada, a televisão ligada. Copos pelo chão. Tênis pelos cantos. O sono pesado e inconsequente da adolescência e juventude.
No armário vazio, só os cabides atestam: ele não mora mais ali. Vai voltar?... a mãe só sabe que o quarto vazio, irritantemente arrumado, dói demais... e vai doer ainda, até que a mulher consiga refazer a mãe dentro de si e fique apenas feliz porque o menino cresceu.
Um mês depois, a mãe encara o menino crescido. Não dói mais. Está refeita, plenamente feliz e sente orgulho, pois: O "pequeno" cresceu e não se foi... apenas mudou de endereço.