Uma grande certeza da vida é que eventualmente tudo acaba, até mesmo a própria vida. Tudo tem um tempo limitado de duração, e assim foi com a nossa amizade. E hoje ao recordar os sorrisos trocados, as aventuras vividas, as lágrimas compartilhadas, senti o peito doendo e um vazio insuportável no coração.
Eu já não lembro o que nos levou para longe uma da outra, aquilo que nos separou tão definitivamente, mas já não tem como negar as tremenda saudade que eu sinto de você. Já não tem como evitar a dolorosa falta que sua amizade provoca na minha vida.
Hoje eu desejaria ardentemente que nossos caminhos se voltassem a cruzar, que nossa amizade vivesse uma segunda oportunidade. E eu sinto muita tristeza que essa tenha terminado, pois por muito que tente, eu não sei como apagar o rastro de saudade que você deixou.
Amar é despertar o lado mais profundo do coração! E você fez isso, amiga. Teve a coragem de escutar seus sentimentos; de lutar por algo emocionante. Mas agora você está triste, sofrendo!
Na verdade, nem sempre as coisas acontecem do jeito que queremos. Você não se sente amada verdadeiramente, mas não está sendo capaz de bater com a mão na mesa e gritar "Basta!".
Seja feliz, amiga! E não continue alimentando um relacionamento que jamais terá futuro. É hora de aceitar a realidade para prosseguir na vida. Perdoe minha frontalidade, mas a amizade que nos une fala mais alto. Força, querida! Eu gosto muito de você!
A menina pediu para ir à feira com o pai, pois a mãe estava gripada. A menina alegou que conhecia as melhores barracas, nas quais a mãe costumava comprar.
No meio do caminho, ela viu um garoto que vendia pintinhos. Pediu que o pai comprasse um.
– Mas para quê você vai querer um pintinho? Quando crescer vai virar galinha. Como é que vamos criar uma galinha num apartamento?
A menina insistiu e o pai comprou o pintinho. Veio num saco de armazém, com furinhos para o pintinho respirar. Chegaram em casa e a mãe, apesar da febre, reclamou. Que coisa! Fazer o quê com um pintinho dentro de casa?
A menina disse que tomaria conta dele. Era tão bonitinho, tão fofinho. Na primeira noite, até que o pintinho não deu trabalho, dormiu numa caixa de sapato, ao lado da cama da menina.
Quando ela acordou, na manhã seguinte, o pintinho havia desaparecido. A menina interrogou a empregada, o pai, e até a mãe, que já estava ficando boa da gripe. Ninguém assumiu o sumiço do pintinho. A menina ficou sabendo que vivia no meio de gente fingida.
Para compensar, deram-lhe um ursinho de pano. Não era a mesma coisa. Já que todo mundo fingia, ela fingiu que gostava do urso. Finge até hoje e até hoje não sabe por que é tão difícil deixar que os outros sejam felizes.
Pelas dificuldades de cada dia... Pelos amigos que se transformaram em nossos opositores... Pelos companheiros que nos deixaram a sós...
Pelas críticas destrutivas que nos açoitaram a alma... Pelos desenganos que nos atingem... Pelos irmãos que nos ridicularizam...
Pelos entes amados que só nos fazem problemas... Pelas criaturas que nos induzem a tentação... Pelos adversários que nos acusam sem motivo...
Por todos aqueles que nos obrigam a entesourar as luzes da experiência... Nós te agradecemos com respeito e amor, repetimos tranquilos:
"OBRIGADO, MEU DEUS..."
Quando conseguimos aquietar o nosso espírito, driblar com sabedoria as agitações da nossa mente, os medos do nosso coração, as expectativas da nossa alma, em relação ao amanhã...
Quando entregamos ao Pai as emoções que não compreendemos, as dores que não suportamos...
Quando, como uma criança, nos deixamos guiar pela harmonia do universo, que a tudo contempla e considera, sentimos Deus...
Sentimos o nosso Paizinho de amo tocar o nosso coração, afagar nossas preocupações, acalentar nossas dores, fazendo a esperança florescer...
Estejamos atentos aos sinais, discretos, sublimes, que o Pai, envia à nossa alma...
Ainda que o céu se encha de nuvens, ainda que para renovar-se a lua se esconda, ainda que um dia, dorminhocas, as estrelas se esqueçam de brilhar...
Ainda que um dia, a borboleta decida não mais sair do casulo, ainda que as flores resolvam se importar com os espinhos, pare, e de alma rendida ao criador, tente sentir a perfeita lógica, oculta nas entrelinhas, a justificar luminosa, a glória Divina de todos os acontecimentos...