Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
A guerra é inimiga da paz sob todas as circunstâncias! Não importa a dimensão, não interessa a gravidade. Todo conflito que não seja resolvido através da palavra é uma ameaça permanente.
Basta de crueldade – o tempo das cavernas já passou! E o dinheiro e os interesses também não devem mais ser justificação para confrontos desumanos. A vida e o mundo pertencem a cada um de nós. Vamos eliminar a palavra "guerra" de todos os dicionários do mundo!
Naquela madrugada em que te encontrei,
Rezei aos anjos, agradecida.
Foi tudo especial, te encontrando
Encontrei a vontade de viver, há muito adormecida.
Naquela madrugada em que te encontrei,
Encontrei meiguice, carícia.
Foi tudo inesquecível, te encontrando
A minha vida passou a ser uma delícia..
Naquela madrugada em que te encontrei,
Encontrei perfume, suave delicadeza
Inesquecível fragrância, te encontrando
Sinto a vida plena em gentileza.
Naquela madrugada em que te encontrei,
Conheci paixão, ternura sem fim
Suavidade e magnitude, te encontrando
Sinto a vida alegre e feliz habitando em mim..
Naquela madrugada em que te encontrei,
Conheci a capacidade de amar
Intensa, magna, te encontrando
Não tive como não me apaixonar.
Naquela madrugada em que te encontrei,
Conheci o homem magnífico que és, senti meu coração
Que pulsa por ti, te encontrando
Vivo feliz, vivo a paixão
Naquela madrugada em que te encontrei,
Fiz uma jura,
De que nunca irei esquecer de ti
Terei comigo, o homem mais doce, meigo, delicado, gentil, magnífico, belo... que já conheci.
Minha amada tia, você é minha segunda mãe, e em você sempre encontrei apoio, amor e carinho de primeira. Agora que nossos caminhos estão separados por tantos quilômetros de distância, eu vejo com maior nitidez quão importante você foi e é para mim. E sinto tantas saudades suas!
Eu te amo, tia! Saiba que pouco importa quanta distância de tempo e espaço teremos que suportar, pois eu tenho você sempre presente no meu coração, no meu pensamento, na minha saudade. E meu amor por você jamais esmorecerá!
Oh! Que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias Do despontar da existência!
Respira a alma inocência Como perfumes a flor. O mar é lago sereno, O céu um manto azulado, O mundo um sonho dourado, A vida um hino de amor Que aurora, que sol, que vida, Que noites de melodia
Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado destrelas, A terra de aromas cheia As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas, Eu ia bem satisfeito, Da camisa aberta o peito, Pés descalços, braços nus Correndo pelas campinas A roda das cachoeiras, Atrás das asas ligeiras Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos Ia colher as pitangas, Trepava a tirar as mangas, Brincava à beira do mar. Rezava às Ave-Marias, Achava o céu sempre lindo. Adormecia sorrindo E despertava a cantar!
Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras A sombra das bananeiras Debaixo dos laranjais!