No inverno de 1995, um barco de pesca começou a afundar nas frias águas da Ilha de Vancouver, Canadá. Os dois homens a bordo rapidamente correram até o bote salva-vidas que estava amarrado ao barco que afundava por uma corda de fibra sintética. Infelizmente, a corda estava amarrada muito firmemente, eles não conseguiam desatar.
Como o barco de pesca fazia mais e mais água, os homens sabiam que não podiam voltar ao interior do barco. Para piorar, nenhum dos dois havia levado uma faca para o interior do bote com a qual poderiam cortar a corda e livrar balsa do barco que afundava. Sabiam que quando o barco afundasse, iria levar o bote salva-vidas para debaixo da água, e eles juntos! Se afogariam, a menos que encontrassem uma forma de cortar o corda.
Os dois homens começaram, então, a mastigar a corda, alternando quando a mandíbula de cada homem ficava exausta. Um deles perdeu um dente no processo. Eles trabalharam continuamente e febrilmente por mais de uma hora e, minutos antes do barco de pesca afundar completamente, eles romperam a corda!
Eles sobreviveram ao serem salvos mais tarde por outro barco de pesca.
Muitas vezes em nossas vidas nós permitimos que as circunstâncias nos arrastem para o fundo como um barco afundando, nos esquecendo que sempre haverá uma proteção superior e que, custe o que custar, jamais devemos desistir.
Pouco belo, de situação econômica e social mediana, mas muito presunçoso, julgava-se "pintado de ouro". Achava que todos deviam concordar consigo, embora pudesse discordar dos outros. E discordar era o que mais gostava, além da ironia e humilhação com os que lhe vinham. Tudo para demonstrar a superioridade que supunha ter.
Vestia-se imponentemente, exigia demais de si e dos demais, mas nunca conseguiu satisfazer-se ou ser feliz.
Discutia com a esposa, reprimia os filhos e maltratava os empregados. E isso mesmo fazia com os amigos e estranhos que encontrava. Acreditava que tudo sabia, e que a cultura era só o que precisava conquistar.
Preconceituoso, descriminava a tudo e todos que não lhe fossem semelhantes: de outras religiões, convicções políticas, raças ou posições sociais. Se um inculto, por exemplo, lhe dirigia a palavra simplesmente não respondia. Afinal, a educação para essas pessoas era dispensável.
A saúde era que não ia bem, com o estresse que impunha à sua vida, cigarros e preocupações vazias. Até um dia, quando voltava para casa à noite, sentir-se mal numa estrada deserta. Sua vista embaçada e a fraqueza repentina nas pernas acabaram o derrubando no chão.
Foi socorrido e levado a um bom hospital por um negro, analfabeto, ex-presidiário e pobre, que ainda lhe dedicou muitas orações, no culto africano que frequentava.
Perdoe-me a falta de romantismo
Mas, preciso dizer, minha preferência recai sobre amores reais.
Nada fantasiado me atrai.
Não preciso de lençóis de seda, cavalos brancos ou anéis de prata.
Embora ache belos muitos tipos de aliança
A única coisa que elas me lembram é que não preciso delas.
Perdoe-me a falta de jeito
(E que esta não se confunda com falta de amor)
Mas não sou dada a declarações fervorosas.
Demonstro afeto no cotidiano, nos pequenos gestos,
no estender a mão quando tu precisares.
Sou útil, mas nem sempre meiga. Assim me expresso.
Perdoe-me também a ausência de choramingos.
Se me fizeres chorar
Entenderei que é hora de nos afastarmos.
Não quero ninguém ao meu lado por insistência.
Amor de verdade, pra mim, é antes de tudo digno.
Perdoe, ainda, minha necessidade de ficar só.
Ela nasceu comigo, antes de tu existires como tal em minha vida,
e em nada ameaça o que sinto por ti.
É apenas eu sendo quem sou.
E mesmo na minha solidão, tu estás lá, sublime.
Não preciso de companhia urgente:
te recebo em minha vida porque gosto de ti. Simples assim.
E, por último, mas não menos importante
Perdoe-me por não te idealizar.
Apesar de meu silêncio, vejo teus defeitos com lupa, em detalhes,
e escolho ficar contigo pelo que és, não pelo que eu gostaria que tu fosses.
Não importa o que eu gostaria ou não:
embora eu não despreze os sonhos, o que sinto ecoa na realidade.
É dela que eu vivo.
Juliana Davi
Não são apenas saudades que sinto. A cada dia que passa eu percebo como você me faz muita falta, até mesmo em coisas pequenas. O seu jeito de sorrir e a forma preocupada como sempre dava seus conselhos são coisas muitos especiais que guardarei eternamente no meu coração.
Você foi a melhor avó que eu poderia ter encontrado e se hoje me sinto triste, é por já não ter oportunidade de viver mais momentos inesquecíveis ao seu lado.
Verdadeiras amizades são presentes que a vida nos oferece. Sempre haverá escritores, poetas, romancistas a cantar as benesses e alegrias que uma amizade pode nos ofertar.
A vida sem amigos é menos colorida, mais pesada, um tanto atribulada. São os amigos que dão uma cor a mais no cotidiano, que aliviam nossas penas e acalmam nossa caminhada.
E tão excelente se faz uma amizade quanto raro é se encontrar um amigo. Amigo desses de verdade, que tem no altruísmo, na generosidade e no carinho o toque do seu agir.
Amigo que é capaz de nos dizer não, quando o mais fácil seria concordar. de não compactuar com nossos desatinos quando o mais cômodo seria consentir. de não aquiescer com nosso erro quando mais confortável seria aprovar.
Faz-nos tanta falta o aconchego de um amigo! Somos tão carentes de uma amizade verdadeira que, não raro, damos o nome de amigo a quem não faz jus a tal apreço.
Confundimos a nobre virtude da amizade com aqueles que conseguem conosco dividir os risos fáceis, mas que percebemos se ausentam nos dias de austeridade.
Incluímos no rol dos nossos amigos, enobrecendo-os com o título, aqueles que são capazes de, afundados em erros e infelicidades próprias, nos arrastarem para os mesmos vales de dificuldades morais pelos quais trafegam.
Carregamos, não raro, marcas profundas de carências emocionais e uma ansiedade intensa por criar laços de amizades para aplacar a sede de afeto.
Por conta disso, vinculamo-nos a essa ou aquela pessoa que pouco faz por nos merecer a honraria da amizade.
De maneira rápida e breve, já estamos nós a confiar e a fiar longas horas em conjunto com esse ou aquele que nos surge, sem nos apercebermos do que traz na alma, dos valores, nem sempre nobres, com os quais prefere pautar sua vida, e das viciações morais que elegeu para se conduzir.
Assim, o dito popular que afirma antes só do que mal acompanhado passa a fazer sentido, nesses momentos de ansiedade por construirmos laços de amizade, nem sempre saudáveis e proveitosos.