Cada dia a vida lhe oferece uma página em branco, no livro da sua existência.
O seu passado já está escrito e você não pode corrigi-lo.
Nas páginas do seu livro, que já estão escritas, existem aquelas que contêm suavidades e outras que são doloridas.
Existem as páginas que você lê e gosta, mas existem aquelas que você, com certeza, gostaria de arrancá-las e queimá-las, enfim, de esquecê-las para sempre.
Mas hoje você tem a oportunidade de escrever mais uma página, e poderá fazê-lo da forma como você se encontre no momento.
Pode aproveitar suas experiências e transformá-las, em páginas de serenidade, paz e harmonia ou sofrimentos e angústias.
Como você vai escrever, é como você vai mostrar, o seu estado de espírito neste momento.
Só depende de você hoje, para que no futuro, quando você for ler o dia de hoje, possa ter uma boa ou má recordação.
Entre inúmeras bênçãos que estão ao seu alcance, saiba valorizar o que de mais importante aprendeu.
Mostre-se feliz por mais um dia, pela mão generosa, de poder praticar a caridade para com seu semelhante.
Esteja certo que isto lhe trará um prazer muito grande lá na frente.
Mostre na sua página que foi um dia mágico, em que você fez deste dia um belo dia.
Que todas as outras páginas também sejam de felicidades, e cheias de muita paz!
Uma senhora entrou na loja disposta a pagar qualquer preço por um sapato novo, bonito e confortável. Experimentou um, calçou outro, e nada. Quando calçava bem, não era bonito. Se era bonito, não era confortável. Mesmo os modelos mais caros não agradavam, sempre faltava alguma coisa. Após experimentar uma enorme pilha, finalmente encontrou aquele que procurava. Macio, confortável e de modelo muito bonito.
– Achei! Quanto custa? – perguntou.
– Nada madame, esse já está pago – respondeu o vendedor – esse a senhora estava calçando quando entrou na loja. É o seu!
Estava tão novinho, macio e confortável que não parecia ser seu velho sapato. Sem saber o que dizer, constrangida, despediu-se do vendedor.
Quantas vezes, nos dispomos a pagar qualquer preço por um amigo alegre e jovial, que saiba cantar e tocar, e que esteja sempre disposto a nos acompanhar no clube, nas festas, enfim, o amigo de todos os momentos. Nessa ansiosa procura experimentamos pilhas de desilusões e não percebemos que bem pertinho de nós está alguém que já se amoldou tanto ao nosso modo de viver que parece nem existir.
Ouve, aceita, caminha conosco. Protege os nossos passos e o tratamos com descaso, como aquele calçado que usamos todos os dias e não cuidamos sequer de sua aparência. Nada de graxa protetora, nem ao menos um paninho úmido. No entanto, na hora da desgraça, na angústia e na doença, ele não desaparece e ressurge como um anjo salvador, brotando de baixo daquela enorme pilha de falsos amigos.
A teoria diz que os melhores calçados são aqueles de maior custo, mas a prática mostra que os melhores amigos são aqueles que recebemos gratuitamente. A verdadeira amizade, mesmo após muitos anos de uso, parece sempre nova. Alguns pequenos arranhões são facilmente reparados com uma escova de brilho. Algumas escovadinhas e reaparece o brilho do respeito e da compreensão. Reaparece o brilho do perdão.
Passei para desejar um feliz dia de quarta-feira e que hoje, assim como em todos os outros dias, abundem a alegria e a esperança. E mesmo nos piores momentos, não permita que o desânimo vença.
A vida nem sempre é como sonhamos, mas lutando podemos alcançar o que tanto desejamos. O importante é manter o positivismo, pois depende de você impedir que a negatividade do mundo afete seu espírito.
Prepare sua alma para tudo que há de ruim cultivando as energias positivas, o amor, a bondade e a generosidade. Se ainda não começou, comece hoje mesmo, pois tenho certeza que este é o dia perfeito.
Carta enviada de uma mãe para uma outra mãe em SP, após noticiário na TV:
De mãe para mãe...
"Hoje vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência. Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação, contam com o apoio de comissões, pastorais, órgãos e entidades de defesa de direitos humanos.
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual. Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma videolocadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver se abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, viu? Que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem."
Direitos humanos são para humanos direitos!
O que tivemos foi algo que jamais vou esquecer! Um amor impossível de continuar e impossível de esquecer. Sinto que merecíamos mais, sabe? É que o sentimento não desapareceu.
A consciência é que não permite que avancemos. Foi a cabeça que determinou nosso fim, e isso é triste – dói! Mas vou continuar com nossa história na memória para o resto dos meus dias. Vou amar você sempre!