Elas se amontoaram diante da porta – duas crianças abandonadas em sujos casacos.
- Tem algum papel velho, senhora?
Eu estava ocupada. Eu quis dizer não – até que eu olhei para seus pés. Pequenas e gastas sandálias, ensopadas com a chuva. - Entrem e eu farei uma xícara de chocolate quente para vocês.
Não houve nenhuma conversa. Elas deixaram as marcas das sandálias encharcadas sobre a soleira e todo o chão da sala.
Eu as levei até a cozinha e lhes servi chocolate quente e torrada com geleia tentando fortalecê-las contra o frio do lado de fora.
O silêncio na cozinha me atravessava. A menina segurava a xícara vazia em suas mãos. O menino perguntou, - Senhora... Você é rica? - Se eu sou rica? Com certeza, não!
Eu olhei para minha surrada toalha sobre a mesa. A menina colocou sua xícara de volta ao pires – cuidadosamente. - Sua xícara combina com seu pires. Ela disse com uma voz velha, com uma fome que não era do estômago.
Então as crianças partiram, levando seus pacotes de papéis velhos contra o vento. Elas não disseram obrigado. Não precisavam. Elas tinham feito mais que isto.
Eu fritei minhas batatas e terminei o molho de carne. Batatas e molho de carne... Um teto sobre nossas cabeças... Meu marido com um bom e estável emprego. Estas coisas combinavam, também.
Coloquei as cadeiras no lugar, apaguei o fogo e arrumei a sala. As impressões barrentas de pequenas sandálias ainda estavam pelo chão. Eu as deixei lá.
Eu quero que as marcas estejam lá para o caso de eu me esquecer novamente do quanto sou rica.
As coisas que amamos, as pessoas que amamos são eternas até certo ponto. Duram o infinito variável no limite de nosso poder. De respirar a eternidade. Pensá-las é pensar que não acabam nunca, dar-lhes moldura de granito. De outra matéria se tornam, absoluta, numa outra (maior) realidade. Começam a esmaecer quando nos cansamos, e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário, de aspirar a resina do eterno. Já não pretendemos que sejam imperecíveis. Restituímos cada ser e coisa à condição precária, rebaixamos o amor ao estado de utilidade. Do sonho de eterno fica esse gosto acre na boca, na mente, sei lá, talvez no ar.
Alfabetizar é ensinar a ler. A palavra alfabetizar vem de alfabeto. Alfabeto é o conjunto das letras de uma língua, colocadas numa certa ordem. É a mesma coisa que abecedário. A palavra alfabeto é formada com as duas primeiras letras do alfabeto grego: alfa e beta. E abecedário, com a junção das quatro primeiras letras do nosso alfabeto: a, b, c e d. Assim sendo, pensei a possibilidade engraçada de que abecedarizar, palavra inexistente, pudesse ser sinônima de alfabetizar.
Alfabetizar, palavra aparentemente inocente, contém uma teoria de como se aprende a ler. Aprende-se a ler aprendendo-se as letras do alfabeto. Primeiro as letras. Depois, juntando-se as letras, as sílabas. Depois, juntando-se as sílabas, aparecem as palavras.
Parabéns a todos os escritores e leitores pelo Dia do Livro!
Meu compadre, Hoje eu não poderia deixar de falar com você, pois hoje é um dia muito especial.
Não é todo dia que completamos um ano de existência, por isso seja muito feliz.
Que Deus derrame sobre você toda sorte de benção.
Que ele te proteja não só hoje, mas sempre.
Que a paz de Deus que excede todo o entendimento encha o seu coração.
Que os seus presentes hoje seja a paz, a harmonia, o amor, a saúde, a prosperidade e a felicidade eterna.
Que seus sonhos e suas metas sejam realizados.
Obrigado meu compadre, vou estar ao seu lado sempre amigo.
Desde o dia em que conheci você, minha nora, soube que meu filho estava me dando mais um presente na vida. Mulher maravilhosa, esposa dedicada e nora amorosa, você se tornou em uma filha para mim. E os dois, juntos ou em separado, são a razão do meu sorriso, do meu orgulho e de um grande amor.
Amo muito vocês, e desde o início só têm me dado alegrias! Que assim continue a ser sempre, e que Deus os abençoe com muito amor, companheirismo, paciência, harmonia e paz!