Já foi dito que o Amor é a recompensa do próprio Amor.
Amar é diferente de apaixonar-se. Quando nos apaixonamos, ficamos obcecados, perturbados. Queimamos por dentro, acreditando falsamente que o fato de possuirmos a pessoa pela qual nos apaixonamos nos trará a completa felicidade, resolverá todos os nossos problemas e nos colocará num mundo de infindável satisfação.
No entanto, mesmo se gozarmos de alguns momentos em que tudo isso está presente, eles passam rapidamente, pois é próprio do fogo devastar completamente o terreno que ele ataca.
Amar, ao contrário, nos amplia, nos engrandece. O Amor é também um fogo, mas um tipo de fogo suave, acalentador, produtivo. É um fogo que constrói, que comunica, que dissolve as paredes do nosso egocentrismo crônico, incorporando muitas qualidades ao campo do nosso sentimento.
A grande recompensa por Amar é justamente poder sentir Amor.
O Amor não é como, por exemplo, uma mesa, um objeto que tem sempre a mesma forma. O Amor é mais parecido, digamos, com uma planta, que é um jato de vida.
Primeiramente o Amor é uma semente, depois, aventura-se como broto que se desenvolve pouco a pouco e que, de forma prudente, mas corajosa, busca caminhos e contornos. Nisso, ele produz flores e frutos, abriga pessoas, concede a sombra, alimenta, encanta e embeleza.
O Amor tem possibilidades infinitas. Florescer é a lei que o comanda. Se ele se estagna, endurece, esclerosa e morre, é porque virou hábito, rotina adormecida.
Amar é, portanto, surpreendente, porque o Amor está sempre se reinventando.
O Amor tem possibilidades infinitas e pode estar sempre se reinventando.
Tentei resolver meus conflitos atingindo você, não querendo te entender, fazendo-te mais triste a cada dia.
Não parei para te ouvir quando quis me alertar, quando pegou em minhas mãos e tentou mostrar meus erros.
Fui egoísta demais para enxergar que você só queria o melhor para nós, que calou-se várias vezes para poder me ouvir.
E fui perdendo o seu amor.
Queria poder te pedir desculpas, ou melhor, queria fazer voltar o tempo e corrigir tudo, buscar novamente seus braços e poder neles chorar minha dor.
Queria apenas uma chance.
Se eu pudesse, correria até você e pediria desculpas por ter deixado você partir, por não ter sido alguém melhor em sua vida, se eu pudesse...
Agora choro só, não tenho mais suas mãos a me afagar, nem seus olhos a me observar, não tenho nada de você para me amparar.
Se eu pudesse voltar o tempo, seria mais ouvinte, mais presente, te abraçaria com mais carinho e confiaria em você no grande amor que sempre jurou ter por mim.
Se eu pudesse te pediria desculpas.
A admiração não vem do nada e nem desaparece sem motivos substanciais: se o amor deriva da admiração, o mesmo acontece com esse sentimento!
O medo que tantas pessoas têm de que seus amados se desinteressem delas é infundado: quando o amor acontece, só uma grave decepção o ameaça.
O medo de decepcionar o amado costuma ser exagerado, pois isso só acontece quando o que ama comete uma falta grave, uma efetiva deslealdade.
O verdadeiro amor, numa fase, é sentido como gerador de grande exigência de perfeição justamente pelo medo exagerado de decepcionar o amado.
Em virtude do caráter exigente do relacionamento amoroso de boa qualidade, muitos são os que fogem dele, buscando alianças mais confortáveis.
Aos poucos, os que se amam se acalmam e esse medo vai se atenuando: percebem que encantam seus parceiros por serem exatamente aquilo que são!
Júlio César
Quero te esquecer, mas não consigo.
Cada vez que penso em te esquecer, mais em meu pensamento fica.
A dor de pensar em te perder é só minha.
E esse silêncio que fica não apaga você de mim.
Quero te esquecer, mas não consigo.
Cada vez mais quero te ter, quero te ver.
Só de pensar em sua ausência fico triste.
Quero te esquecer, mas não consigo.
Preciso te esquecer para não sofrer.
Mas já estou sofrendo...
Cada hora, cada minuto são precisos.
E eu quero, mas não consigo, o que fazer...
Quero te esquecer, mas não consigo.
Na minha vida você foi o paraíso.
Uma vontade sem sentido.
Um querer sem poder.
Você foi uma estrela linda, que apareceu na minha vida.
Mas que tantas coisas estão fazendo com que ela perca o brilho.
Quero te esquecer, mas não consigo.
Teu cheiro está em mim.
Nossos momentos estão marcados.
Mas nossos sonhos foram calados.
Quero te esquecer, mas não consigo.
Preciso muito! Para que eu não sofra.
E para não te ver sofrer...
Eu não quero...
Mas preciso te esquecer...
Terminaram os abraços sentidos, os olhares de afeto, as palavras de conforto. Entre nós terminou o contato físico! Não é fácil, avô! É duro aceitar que você partiu sem dar um "até breve", um "adeus".
Na verdade, toda despedida é cruel; ela vem carregada de saudade e mágoa com os destinos da vida, mas chega a hora de aceitar. É isso que estou fazendo, com a esperança de um reencontro muito caloroso. Até um dia, vovô!