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A pior dor que podemos sentir é a dor da saudade. Algumas feridas que temos na pele também doem, mas logo desaparecem. Certas dores físicas podem ser eliminadas com medicação. Mas a dor da saudade por vezes não tem cura, porque a pessoa de quem sentimos falta partiu em uma viagem sem retorno.

Talvez fosse mais fácil se as recordações nos fizessem bem. Talvez tudo passasse se chorar ajudasse a esquecer. O pior é que temos de prosseguir, por vezes sem vontade de viver. A dor da saudade é o maior desgosto que alguém pode ter.

Primavera gentil dos meus amores,
- Arca cerúlea de ilusões etéreas,
Chova-te o Céu cintilações sidéreas
E a terra chova no teu seio flores!

Esplende, Primavera, os teus fulgores,
Na auréola azul dos dias teus risonhos,
Tu que sorveste o fel das minhas dores
E me trouxeste o néctar dos teus sonhos!

Cedo virá, porém, o triste outono,
Os dias voltarão a ser tristonhos
E tu hás de dormir o eterno sono,

Num sepulcro de rosas e de flores,
Arca sagrada de cerúleos sonhos,
Primavera gentil dos meus amores!

O casamento é a união de duas pessoas imperfeitas que se amam e, por isso, tanto a esposa como o marido irão magoar e ser magoados com palavras e ações irrefletidas do seu parceiro. Não adianta insistirmos que quem ama não machuca. Quem ama machuca sim, porque todos falhamos. A diferença é que quem ama procura solucionar o seu erro e cuidar da pessoa a quem fez sofrer.

O perdão e o arrependimento surgem então como essenciais em qualquer relacionamento. Durante anos e anos de convívio, algumas vezes iremos estar no papel do arrependido e em outras ocasiões na posição do perdoador. Partir para um casamento sem essas duas atitudes tão nobres, traria sérios riscos de correr mal. Seria como sair com pouca roupa para um lugar onde está bastante frio, com a diferença de que, neste caso, a consequência seria uma constipação, mas no que se refere ao matrimónio, o resultado poderia ser uma triste separação.

- Qual a mais forte das armas,
A mais firme, a mais certeira?
A lança, a espada, a clavina,
Ou a funda aventureira?
A pistola? O bacamarte?
A espingarda, ou a flecha?
O canhão que em praça forte
Faz em dez minutos brecha?
- Qual a mais firme das armas?
- O terçado, a fisga, o chuço,
O dardo, a maça, o virote?
A faca, o florete, o laço,
O punhal, ou o chifarote?...

A mais tremenda das armas,
pior que a durindana,
Atendei, meus bons amigos...
se apelida: - a língua humana!

Querida avó, como eu queria que você soubesse o quanto me dói vê-la desse jeito, tão sozinha nesse mundo confuso em que essa horrível doença a afundou. Suas memórias foram roubadas, quase tudo aquilo que você foi um dia, desapareceu. Seus olhos se perdem nos nossos rostos, nas faces daqueles que tanto amam você e a quem você já não reconhece os traços.

A doença de Alzheimer lhe roubou em vida os seus anos de descanso, e a impede de sentir o amor que a rodeia. Todos sentimos impotência e tristeza, pois nada pode ser pior que uma pessoa em vida ser despojada de todo o seu mundo interior! Há momentos em que parece que seu olhar recorda uma imagem, mas logo depois regressa a confusão e as perguntas intermináveis.

A doença levou de você a lembrança de quem você foi, mas de nós jamais apagará as recordações da extraordinária mulher, esposa, mãe, avó, tia, prima, amiga... que você foi! Eu, e todos que amamos você, a recordaremos tal como você foi, e não o que a doença fez de você. Para sempre a vou amar, minha querida avó!