Desejo: algo que enlouquece, que faz perder o juízo e a pureza, que estremece o corpo e arrepia a alma. Vontade de fugir, de correr na chuva e brincar com a espuma do mar; vontade de matar aula, de tomar sorvete com batatinha, de assistir filme em casa, deitado no chão e dividindo o travesseiro.
Desejo: sentimento insano sem nenhuma racionalidade, simplesmente desejo, pele arrepiada, boca cheia de água, cheiro de carícia.
Desejo: pureza, doçura, romantismo, buquê de flores no meio da tarde, telegrama em pleno sábado dizendo "te amo", passeio de biquíni no campo ou piquenique no meio da praia, regras diferentes, moda criativa.
Desejo: mistura maluca de corpo, de mente, de alma, mistura fascinante do certo com o errado, do belo com o feio, do doce com o amargo.
Desejo: vontade de ter você para qualquer coisa, para passar o dia vivendo emoções ou simplesmente para ficar fazendo nada.
Desejo: vontade de viver a sua vida e de lhe deixar viver a minha, intensamente, inteiramente, eternamente.
A semana terminou. Finalmente é sexta-feira, amigo! É dia de descontrair, dia de diversão, de descanso de todas as coisas que fazem parte de uma semana louca de trabalho.
Pena que não podemos estar juntos, mas a distância é grande – você está longe. Não vejo a hora de você voltar para passarmos uma sexta-feira daquelas em que a bobagem é palavra de ordem. Brincadeira! Tudo de bom, grande amigo. Forte abraço!
Sonhe! Busque os seus sonhos. Você poderá encontrar realidades maiores às que havia sonhado... Acorde e realize, a vida fará o restante.
Quando menino eu vivia brigando com Beto, meu melhor amigo Beto. Um dia, quando corri para casa e procurei mamãe para queixar-me. Ela me ouviu e disse o seguinte:
- Vai buscar a sua balança e os blocos.
- Mas, o que tem isso a ver com o Beto?
- Você verá, Vamos fazer uma brincadeira. Primeiro vamos colocar neste prato da balança um bloco para representar cada defeito do Beto. Conte-me quais são.
- Fui relacionando-os e certo número de blocos foi empilhado daquele lado.
- Você não tem nada mais a dizer? Eu não tinha e ela propôs: Então você vai, agora, enumerar as qualidades dele. Cada uma delas será um bloco no outro prato da balança. Ele não deixa você andar em sua bicicleta? Não reparte o seu doce com você? Ela foi colocando os blocos do outro lado. De repente eu percebi que a balança balançava. Mas vieram outros e outros blocos em favor do Beto.
Dei uma risada e mamãe observou:
Você gosta do Beto e ficou alegre por verificar que as suas boas qualidades ultrapassam os seus defeitos. Isso sempre acontece, conforme você mesmo vai verificar ao longo de sua vida.
E de fato. Através dos anos aquele pequeno incidente de pesagem tem exercido importante influência sobre meus julgamentos. Antes de criticar uma pessoa, lembro-me daquela balança e comparo seus pontos bons com os maus.
E, felizmente, quase sempre há uma vantagem compensadora, o que fortalece em muito a minha confiança nas pessoas.
Algumas coisas não foram feitas para co-existirem. Gatos com rabos longos e cadeiras de balanço? Má combinação. Touros em um armário de louça? Não é uma boa ideia. Bênçãos e amargura? Esta é a mistura que não combina com Deus. Talvez você já tenha experimentado? Gratidão não vem naturalmente. Auto-piedade vem. Dores de barriga vêm. Mas elas não formam uma boa combinação com a bondade que nos foi dada.
Eu fui a um banquete no qual um soldado foi contemplado com uma casa de presente. Ele quase caiu com tanta gratidão. Ele abraçou o guitarrista da banda, a mulher sentada na primeira fila. Ele agradeceu ao garçom, aos outros soldados. Ele agradeceu até a mim, eu que não fiz nada! Será que não deveríamos ser igualmente gratos?
João 14:16 diz que Jesus está construindo uma casa para nós. Nossa escritura como proprietários é tão certa quanto à do soldado! O coração grato vê cada dia como um presente.
Max Lucado