Minha irmã... Às vezes um poço de mistério, às vezes acorda sem humor, às vezes não tem paciência, às vezes um silêncio impenetrável, às vezes ninguém te merece, às vezes eu que não te mereço. Mas é sempre amiga, sempre sincera, sempre generosa e sempre sensível.
Acho que não encontro mais adjetivos para ti pois você é um presente que Deus me deu e nada apaga esse amor. Que Deus lhe abençoe sempre, que você seja um vitoriosa e que tudo o que tudo o que deseja seja presenteado por Deus.
Tenho orgulho em ter você como irmã! Beijos em seu coração.
Há longo, longo tempo, compareceram no Tribunal Divino dois homens recém-chegados da Terra. Um trazia o sinal da muleta em que se apoiara. Outro mostrava a marca da coroa que lhe havia adornado a cabeça.
Fariam prova de humildade para voltarem ao mundo ou seguirem além... Postos, um a um, na balança. O primeiro acusou enorme peso. Era ainda presa fácil de lutas inferiores, parecendo balão cativo.
O seguinte, no entanto, revelava grande leveza. Poderia viajar em demanda dos cimos. Inconformado, contudo, disse o primeiro: – Onde a justiça divina? Fui mendigo paupérrimo, enquanto ele...
E indicando o outro: – Enquanto ele era rei... Passei fome, ao passo que muita vez o vi no banquete lauto. Esmolava na rua, avistando-o na carruagem. Conheci a nudez, reparando-o sob o manto dourado, quando seguia em triunfo. Vivi entre os últimos, ao passo que ele sempre aparecia como o primeiro entre os primeiros.
O outro baixou a cabeça, humilhado, em silêncio.
Mas o amigo sereno, que representava o Senhor, falou persuasivo: – Viste-o na mesa farta, mas não lhe percebeste os sacrifícios ao comer por obrigação. Notaste-o de carro. entretanto, não lhe observaste o coração agoniado de dor, ante os problemas dos súditos a que devia assistência. Fitaste-o sob dourado manto, nos dias de júbilo popular. todavia, não lhe contemplaste as chagas de sofrimento moral, diante das questões insolúveis.
Conheceste-o entre os maiorais da Terra. entretanto, não sabes quantos punhais de hipocrisia e de ingratidão trazia cravados no peito, embora fosse obrigado a sorrir. Na situação de mendigo, não fostes lançado a semelhantes problemas da tentação. Diante do companheiro triste, o ex-monarca recebeu passaporte para a ascensão sublime.
Sozinho e em lágrimas, perguntou, então, o ex-mendigo: – E agora?
O ministro angélico abraço-o, sensibilizado, e informou: – Agora. Renascerás na Terra e serás também rei.
Pensar em você é algo que preenche um grande e preciso espaço do meu tempo. Recordando os momentos que passamos todos os instantes de convivência, todo afeto, todas as carências e carinho repartido.
Lembrar de você é fácil, pois só tenho lembranças da felicidade que partilhamos e do quanto você significa para mim. Lembro-me de cada palavra, de cada gesto, das pequenas brigas, de todos os carinhos que sempre veem depois.
Essas recordações são mais especiais, pois ao recordá-las eu lembro tudo que você é. Seu olhar, seu sorriso, de como você fala com o coração e de tudo que é importante para nós.
Reconheço como somos especiais, como você sabe não estive só no ano que passou porque sempre contei com a sua companhia e com o seu amor.
Você aplainou os meus caminhos e transformou a minha vida e as dificuldades em momentos mais amenos.
Por isso quero desejar-lhe toda a felicidade que você merece, lembrando-lhe que é Ano Novo e eu pretendo continuar dividindo a minha vida com você.
Que o que sentimos um pelo o outro possa se renovar e fortalecer neste ano que se aproxima, trazendo muita paz, alegria e novas oportunidades de descobrimos a verdadeira felicidade.
Nessa virada de Ano, nesse novo desafio que estaremos enfrentando devemos perceber que para alcançarmos um objetivo é preciso ter muita fé, muita esperança e muito amor. Bom, creio que amor é o que não falta.
Portanto podemos encarar este novo ano com a certeza de que teremos um ao outro em todos os momentos, sejam eles fáceis ou difíceis.
Sei que Deus estará iluminando nossas vidas.
Amo você. Feliz Ano Novo!
A menina pediu para ir à feira com o pai, pois a mãe estava gripada. A menina alegou que conhecia as melhores barracas, nas quais a mãe costumava comprar.
No meio do caminho, ela viu um garoto que vendia pintinhos. Pediu que o pai comprasse um.
– Mas para quê você vai querer um pintinho? Quando crescer vai virar galinha. Como é que vamos criar uma galinha num apartamento?
A menina insistiu e o pai comprou o pintinho. Veio num saco de armazém, com furinhos para o pintinho respirar. Chegaram em casa e a mãe, apesar da febre, reclamou. Que coisa! Fazer o quê com um pintinho dentro de casa?
A menina disse que tomaria conta dele. Era tão bonitinho, tão fofinho. Na primeira noite, até que o pintinho não deu trabalho, dormiu numa caixa de sapato, ao lado da cama da menina.
Quando ela acordou, na manhã seguinte, o pintinho havia desaparecido. A menina interrogou a empregada, o pai, e até a mãe, que já estava ficando boa da gripe. Ninguém assumiu o sumiço do pintinho. A menina ficou sabendo que vivia no meio de gente fingida.
Para compensar, deram-lhe um ursinho de pano. Não era a mesma coisa. Já que todo mundo fingia, ela fingiu que gostava do urso. Finge até hoje e até hoje não sabe por que é tão difícil deixar que os outros sejam felizes.