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Não me venha com meias palavras, com distorções, com desculpas por educação. Não tenho mais idade para isso, não tenho tempo para encenações. Se você acha que isso vai lhe fazer sentir melhor, leve as suas palavras com você e siga em paz, mas não quero voltar a lhe ver.

Desculpas sinceras me interessam, e só! Não quero frases ditas por dizer, não quero gestos superficiais. Só aceito sentimentos genuínos, palavras espontâneas, gestos naturais. Vá com a sua falsidade para bem longe de mim. Pior do que me magoar, é achar que vai em enganar com um sorriso simpático e um pedido de desculpas da boca para fora. Você pode precisar disso, mas eu não preciso. E se você acha que não errou, siga em paz com a sua razão.

O amor não lembra do que precisa.
Amor é não precisar de nada.
É precisar do que acontece depois do nada, ainda que não aconteça.
O amor confunde para se chegar ao mistério.
Embaralha para não se ouvir.
Perde-se no próprio amor a capacidade de amar.
Amor é comer a fruta do chão.
O chão da fruta.
O amor queima os papéis, os compromissos, os telefones onde havia nomes.
O amor não se demora em versos, se demora no assobio do que poderia ser um verso.
O amor é uma amizade que não foi compreendida, uma lealdade que foi quebrada.
O amor é um desencontro por dentro.

Quando visitei o conceituado e famoso médium Francisco Candido Xavier, em Pedro Leopoldo, Estado de Minas Gerais, a 19 de fevereiro de 1951, no salão do Centro Espírita "Luiz Gonzaga", fui por ele informado de que estava presente o espírito de Romão Rocha, que fora meu contemporâneo nas atividades espíritas do Paraná. Em seguida, o médium acrescentou: "Romão pergunta se o senhor se lembra das palavras que ele lhe disse". Respondi, após refletir, que não me lembrava. Realmente, não era fácil precisar, dentre tantas coisas que conversávamos, o que desejaria ele relembrar. Como houve a seguir interferência de terceiros, não me foi possível pedir ao espírito de Romão reproduzisse o que antes me dissera.

Regressando à capital do Estado de São Paulo, não podia esquecer esse fato e dele me estava a recordar constantemente. Assim, a 2 de abril, tomei a resolução de escrever ao espírito de Romão Rocha, o qual por intermédio de Chico Xavier, no dia 4, respondeu o seguinte:

"Meu amigo continue atento à execução dos compromissos assumidos, com a mesma vigilância construtiva que lhe caracteriza as atitudes, porque no Espaço não nos perdoamos se a indiferença inutilizou a nossa sementeira". Tudo se modifica, ao perdermos temporariamente as nossas possibilidades de atuação no plano dos encarnados, com a morte ou renovação do corpo, e precisamos aproveitar as horas e os talentos na concretização do bem com Jesus, de conformidade com o deveres que traçamos para nós mesmos no grande caminho da vida.

Por maior que seja a dificuldade pela qual esteja passando, não desanime. Confie, mantendo a fé e a esperança.

Não se esqueça de que Deus não dá uma cruz mais pesada do que aquela que podemos carregar. Ele dá a lição e as provas conforme o nível de entendimento e evolução do Espírito.

Nesta escola chamada Terra há alunos em diversos graus, alguns mais adiantados, outros mais atrasados, mas o mais importante é que todos estão aprendendo de um jeito ou de outro.

Busquemos compreender as nossas limitações e as dos outros, sem jamais perder a fé e a esperança.

A fé e a esperança são as vitaminas essenciais para mantermos a nossa saúde física, emocional e espiritual.

Lembremo-nos de que Jesus está no leme deste barco da vida, nos guiando e nos amparando em todos os instantes.

Nunca desista de ser feliz...
Existem pedras.
Não desista de andar...

Existem barreiras.
Não desista de passar...

Existem os noz.
É preciso desatar...

Existe o desânimo.
É a pior coisa que há...

A estrada é longa.
Não desista de chegar...

Existe o cansaço.
É preciso caminhar...

Existe a derrota.
Você nasceu para ganhar...

Existe o desamor.
É fundamental amar...