Nas estrelas
Te procuro.
Nas canções eu me perco.
Suas palavras ainda parecem murmurarem
Ao pé do meu ouvido.
Te procuro
Sem saber porque,
Te desejo sem culpa...
Para cada estrela
Uma lágrima de saudade...
Uma procura sem fim.
Um amor
Que o tempo não levou,
Que pedaço da minha alma roubou...
Te Procuro
Em Sonhos
Mas só te encontro em pensamentos...
Te procuro
Mas só encontro meu coração
Doendo de saudade de você...
Uma fuga de mim,
Um abandono que me tortura...
Se entrega,
Porque mesmo que fuja
A linda lua cheia será a fuga de seus olhos...
Volta para o meu coração
E faça de cada estrela
Um novo passo para felicidade.
Renda-se ao nosso amor
Pois não saberei o que é ser feliz
Se Eu Não Te Encontrar...
Nem ontem, nem amanhã. Hoje.
Hoje, porque celebrar o aniversário é ficar justamente nesse entreto do que foi e o que será. É ficar a espera, é véspera. Hoje, não amanhã. Hoje é dia de celebrar a véspera! Não será o dia 24 de dezembro melhor que o 25? A véspera antecipa o sentimento e a ação que em seguida acontece. A véspera, como espera, de um certo meio incerto que chegará amanhã, talvez.
Fazer aniversário é participar de um encontro: encontro com a história do vivido. Às vezes, as histórias a recordar são melhores que as ainda por viver. E as histórias ainda por viver, se tornam melhores depois de vividas.
Certamente há muito o que recordar; pessoas, momentos, aperitivos de felicidade! Felicidade que toma corpo no projeto de vida...do vir a ser.
O dia do aniversário é o dia de voltar, dia de se encontrar em cada mensagem recebida, telefonema, e-mail, palavra, abraço, beijo e presente. Cada manifestação que receberes no dia de teu aniversário será um pouco de ti. Um pouco do que deixaste em cada coração...sentidos que agora retornam como afeto para te lembrar de algo muito importante a celebrar: tua própria vida entrelaçada a tantas outras vidas.
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio. Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para Discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos...
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos à limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos".
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos. Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana. que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a "última hora". não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus.
Caminhar perto delas nunca será perda de tempo.
Hoje os nossos corações se enchem de alegria
ao comemorar o nascimento da filha de vocês!
Parabéns pela chegada
da tão esperada
"Princesinha."
Desejo que esta linda menina cresça
com muita saúde e
com certeza dará a vocês
muitas alegrias.
Este momento é mágico.
Parabéns por este presente de Deus!
Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio.
Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por um rádio e, ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha do EUA chegaram ao local. Teriam de agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e à perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como?
Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali tinha sangue para doar. Reuniram as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era uma menino chamado Heng. Ele foi preparado as pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia.
Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico perguntou-lhe se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a perguntar-lhe novamente, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando coisas e o rostinho do menino foi se aliviando...
Minutos depois ele estava novamente tranquilo. A enfermeira então explicou aos americanos:
- Ele pensou que iria morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e achava que ia ter que dar todo seu sangue para a menina não morrer.
O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, perguntou:
- Mas, se era assim porque você se ofereceu para doar sangue?
E o menino respondeu:
- Ela é minha amiga...