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Outras Mensagens

Eu sou a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar

Eu sou o medo do fraco
A força da imaginação
O blefe do jogador
Eu sou, eu fui, eu vou

Eu sou o seu sacrifício
A placa de contra-mão
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição

Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada

Das telhas eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra A tem meu nome
Dos sonhos eu sou o amor

Eu sou a dona de casa
Nos pegue-pagues do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo, profundo

Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão

Eu!
Mas eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio
O início, o fim e o meio
Eu sou o início
O fim e o meio
Eu sou o início
O fim e o meio

Raul Seixas

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de forças e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

Martha Medeiros

Meus amigos que eu amo tanto, bom dia! Hoje eu quero agradecer a cada um de vocês por tanta alegria, companheirismo, apoio, pela verdadeira amizade.

Vocês são pessoas maravilhosas que iluminam e dão significado à minha vida, e todo o dia eu dou graças a Deus por cada um de vocês.

Tenham um dia lindo e pintado pelos sorrisos mais sinceros. Que seus corações se encham de amor, paz e esperança, hoje e sempre!

Eu gosto dele com cara de sono, sem camisa, tatuagem no braço... Mordidas na coxa, "acorda, pequena"...
Gosto quando ele debocha do meu mau humor matinal, me pega no colo, leva pro banheiro, me puxa pro chuveiro. Gosto quando ele sorri, "fala que me ama?". Me ouve reclamar, me ouve tocar violão, me ouve fazer planos sobre nós dois. Me ouve.
Critica minha falta de paciência, diz que adora o meu romantismo exagerado, lê os meus textos com cara de apaixonado. Gosto até das manias que ele tem, dessas que só o amor nos ensina a suportar, do jeito que ele segura o cigarro enquanto promete que vai parar de fumar...
Gosto quando ele demora no meu abraço, passeamos de mãos dadas, ficamos horas juntos sem dizer nada. Eu gosto quando ele está perto, aperta forte a minha cintura, e jura que vai ser pra sempre.
Eu gosto dele exatamente assim, tão cheio de defeitos, tão perfeito pra mim.

E ela começa assim:
Hoje está fazendo um mês e meio que você, mesmo contra a vontade de todos, partiu deixando em cada um de nos, pedaços de uma saudade que nos atormenta demais. Agora mesmo fui ao seu quarto e lá tive a impressão de vê-la brincando com a boneca que carinhosamente a chamava de Lili.
Filha, nós estamos vivendo somente de lembranças e remoendo por todos os cantos da casa, um pouco de tudo o que você deixou. Aqui e acolá encontro recordações e mesmo sem querer, tanto encontrar a angustia que faz questão de me acompanhar. De vez em quando até parece que estou segurando sua frágil mãozinha para você das os primeiros passos e ouvir balbuciar primeiras palavras tentando dizer, papai mamãe. Por falar em papai, todos os dias o surpreendo com seu retrato na mão e como não poderá ser diferente chorando também.
Filha, a escola onde você estudava, está por pura precaução, fechada e as crianças usando máscaras cirúrgicas para evitar uma tragédia como a que aconteceu com nossa família.
- E carta termina, entre outras coisas dizendo:
Meu tesouro, a dor que estamos sentindo é tão grande que chega a derrete a saudade enchendo os nossos olhos de lágrimas pela falta irreparável de você.
Querida, onde você estiver, não se esqueça de que te amamos demais, demais, demais...
Beijos de sua mamãe.