A tinta mancha o papel,
fingindo ser escrita,
mas que não passa de
um borrão só!
A mão que me segura,
já secou muitas lágrimas
vindas do coração,
quem me dera ter
um pouquinho de dom
para escrever uma poesia!
Sozinha não sou nada,
sem a velha mão cansada,
se fosse então feliz seria
male mal escrevo cartas
de amor ultrapassado
de um casal de velhinhos
pela morte separados.
ela ainda me pega as poucas
pela tinta que carrego,
ele já há muito descansa
em paz, e é nas mãos
dela que me entrego!
me pega muito trêmula
sempre que esta a chorar
molha-me a escrita, que pena!
mais uma carta a estragar.
chama-o carinhosamente:
meu querido amor menino
fico feliz quando escreve.
porem, cartas sem destino!
Eu tento ser compreensiva e manter a mente aberta, mas o que você fez é difícil demais de aceitar, não dá para esquecer e nem perdoar. Me sinto paralisada diante do seu rosto, me sinto tomada por muita dor, decepção e tristeza.
A única coisa que posso fazer agora, é lutar por mim. Posso chorar, sofrer, mas sei que vai passar. Já você não pode dizer o mesmo. O erro foi seu. Ainda assim, se eu pudesse, eu mudaria o passado. Se eu pudesse escolher, eu voltaria no tempo e não deixaria nada disso acontecer.
Mas eu não posso mudar o passado, e também não posso apagar a minha decepção e mágoa. E nem vou me apegar a este sofrimento, mais cedo ou mais tarde, vou me sentir mais forte e vou seguir adiante.
Eu gostaria de poder curar a dor que nós sentimos agora. Mas eu não posso. O erro foi seu, agora aguente. Eu estou triste, mas vou seguir em frente.
Havia no meu quintal um abacateiro que produzia pouquíssimos frutos. Por acreditar que uma árvore frutífera precisa ser produtiva, pedi a Deus que abençoasse aquele abacateiro permitindo-lhe frutificar bastante. A florada aconteceu e o abacateiro se encheu de centenas de frutinhos.
Quando eles já estavam grandes, para surpresa minha, o galho central, com 69 abacates, quebrou. Um outro galho também, por não suportar o peso, acabou caindo, levando tantos outros frutos. Fiquei perplexo! Deus havia permitido que o abacateiro ficasse recheado de frutos e logo depois quebrasse, sem que eu os aproveitasse. Por quê? A resposta veio logo.
Nem sempre temos estrutura para suportar o tamanho da bênção que pedimos a Deus. Por isso, muitas vezes precisamos esperar algum tempo para recebê-la.
Ela só virá quando nossa vida estiver profundamente enraizada no terreno fértil da fé em Jesus Cristo, enrijecida pela leitura constante da Palavra de Deus, fortalecida pela seiva da oração e produzindo os frutos abundantes da presença de Deus em nós. Assim, na certeza de que a glória não é nossa, mas do Senhor Jesus, não sucumbiremos ao volume da bênção.
Peço a Deus que abençoe com grande poder a sua vida e da sua família nesta sexta-feira.
Amo o ar que respiro
O verde da relva, as flores, os rios...
Os mares, a brisa que passa,
O solo em que piso, o orvalho...
A chuva que cai, o sol...
O horizonte, a lua,
As estrelas, o universo...
E por não haver obra alguma,
Que não haja quem as crie,
Amo imensamente a Deus,
Que, num gesto de amor,
Sapiência e mistério,
A tudo criou e,
Em sua humildade,
Sob nada assinou.