Havia uma mulher corcunda magoada com o mundo, que vivia magoada com seu terrível calombo nas costas.
A mulher andava curvada, rastreando os cantos com seus olhos tristes, mal humorada, até que um dia encontrou um objeto mágico onde há séculos vivia um gênio, que se materializou na sua frente oferecendo-lhe quatros pedidos por sua libertação.
A mulher fez o primeiro: - Eu queria ter uma casa mais bonita do que a chata da Dona Maria, aquela mulher fofoqueira...
Zás! Apareceu-lhe uma casa maravilhosa.
Veio o segundo pedido. - Eu queria ter um carro muito mais bonito, possante e moderno do que o infeliz do Seu Zé.
Zás! Surgiu em sua frente um carro sensacional.
Assim fez o terceiro pedido: - Eu queria ter mais joias do que a Dona Joana, aquela intragável.
Zás! Apareceram-lhe joias maravilhosas.
Foi a vez do quarto e último pedido: - Agora, gênio, eu quero que você realize meu último pedido: Que suma aquilo que trás as amarguras da minha vida, meu desgosto, meu maior defeito...
E Zás!... de novo. Sumiu-lhe a língua...
Muitas pessoas se comportam da forma que imaginam que agradará a todos. Esta metáfora nos fala da impossibilidade de realizar este objetivo e sobre a necessidade de confiarmos em nosso julgamento interno.
"Em pleno calor do dia um pai andava pelas poeirentas ruas de Keshan junto com seu filho e um jumento. O pai estava sentado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda.
- Pobre criança! - exclamou um passante. Suas perninhas curtas precisam esforçar-se para não ficar para trás do jumento. Como pode aquele homem ficar ali sentado tão calmamente sobre a montaria, ao ver que o menino está virando um farrapo de tanto correr.
O pai tomou a sério esta observação, desmontou do jumento na esquina seguinte e colocou o rapaz sobre a sela. Porém não passou muito tempo até que outro passante erguesse a voz para dizer: - Que desgraça! O pequeno fedelho lá vai sentado como um sultão, enquanto seu velho pai corre ao lado.
Esse comentário muito magoou o rapaz, e ele pediu ao pai que montasse também no burro, às suas costas. - Já se viu coisa como essa?, resmungou uma mulher usando véu. Tamanha crueldade para com os animais! O lombo do pobre jumento está vergado, e aquele velho que para nada serve e seu filho abancaram-se como seu o animal fosse um divã. Pobre criatura!
Os dois alvos dessa amarga crítica entreolharam-se e, sem dizer palavra, desmontaram. Entretanto mal tinham andado alguns passos quando outro estranho fez troça deles ao dizer: - Graças a Deus que eu não sou tão bobo assim! Por que vocês dois conduzem esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, se ele nem mesmo serve de montaria para um de vocês?
O pai colocou um punhado de palha na boca do jumento e pôs a mão sobre o ombro do filho. - Independente do que fazemos - disse, sempre há alguém que discorda de nossa ação. Acho que nós mesmos precisamos determinar o que é correto."
Nunca pensei que teria essa capacidade de amar de um jeito tranquilo. Eu achava que o amor é aquilo que te deixa acelerado, estupefato, insone, maluco. Me perdoe a ignorância, mas eu não sabia. Eu não sabia até conhecer você, até construirmos a nossa vida juntos. O amor é um sofá cama confortável em que podemos sentar ao fim de cada dia e compartilhar pequenas conversas, pequenos risos, pequenos pedaços da vida. O amor é uma sacada aberta onde o sol aquece e o vento seca. O amor é olho no olho, é mentira apagada com borracha, é sonho que tem continuação e vontade que nunca cessa. O amor é o erro reconhecido, é o perdão concedido, é a verdade crua. O amor é saber ser. O amor é querer estar. E permanecer apesar do vendaval, dos buracos fundos, do que dizem.
Hoje pensei na vida que você carrega em seu ventre. Já estou imaginando esse tesouro, a cara linda que terá e a alegria que vamos sentir por tê-lo finalmente entre nós. Sua vida mudará muito, mas para melhor, pois a felicidade de ser mãe não tem comparação.
Vou estar eternamente grata por esse presente que você dará para mim. Serei a avó mais orgulhosa do mundo e prometo me dedicar e apoiar em tudo o que precisar. É o mínimo que posso fazer por alguém que também sempre esteve ao meu lado em todos os momentos.
Em breve essa criança estará correndo pela casa, nas habituais brincadeiras infantis que parecem não ter fim. Enquanto o tão esperado dia do nascimento não chegar, desfrute da gravidez, orgulhe-se em ser mulher e seja feliz. São momentos como esse que fazem nossa existência valer a pena!
A vida é mais breve que aquilo que pensamos, e por isso muitas vezes acabamos perdendo tempo com coisas fúteis que apenas nos roubam energia e não nos trazem verdadeira satisfação.
Aprenda a aproveitar as grandes oportunidades que surgem dia após dia. Siga seu coração, pois ele levará você ao que é importante e, acima de tudo, seja muito feliz.