Aquele velho ditado que diz que só valorizamos a algo depois que perdemos, se encaixa perfeitamente quando o assunto é a liberdade. Vemos tantas pessoas presas em uma vida que nunca desejaram, ou trabalhando todos os dias numa profissão que não se identifica, tornando a sua vida um eterno fardo.
Ser livre para escolher como gostaria de viver, é algo essencial para alcançar a felicidade. A submissão que presenciamos por todos os lados deveria ser abominável, pois a cada dia que vemos a vontade própria de algumas pessoas serem anuladas, o caminho para a derrota passa a ficar cada vez mais curto.
Infelizmente muitas pessoas se veem sem muitas escolhas, mas precisamos compreender que a liberdade é nosso maior triunfo e não podemos abrir mão dela. Muitas vezes pode não ser fácil, mas com certeza mais difícil que tentar e depender daquilo que não o agrada.
Dona Joaninha recebeu um par de óculos escuros no dia de seu aniversário. Correu para o espelho para ver se lhe caiam bem e pensou – Hum! Que charme!
Dona Joaninha era bem vaidosa. Toda satisfeita, pôs seu vestido vermelho com bolinhas pretas e saiu para passear.
Infelizmente o dia estava escuro, as flores pareciam tristes, o sol bocejava preguiçoso. Dona Joaninha começou a ficar aborrecida com tudo e voltou pra casa.
Com o passar do tempo a vida foi ficando mais sem graça.
Dona Joaninha resolveu então não sair mais de sua casa. Na folha da palmeira, ficou lá triste, dias e dias.
E foi então que Dona Joaquina sentindo falta de sua prima pensou: – Onde será que anda a prima Joaninha? Sempre tão animada e atenciosa, será que ficou doente? Vou fazer uma visita.
Lá chegando, Dona Joaquina bateu à porta da casa da prima Joaninha. – Quem está aí? – perguntou Dona Joaninha com a voz bem fraquinha.
Quando percebeu que era sua prima, Joaquina ela falou com voz triste: – Entra prima, eu estou aqui tão deprimida, os dias estão sempre tão cinzentos, resolvi ficar aqui quietinha, esperar as coisas melhorarem.
Mas de repente, Dona Joaquina afirmou com um ar de deixa disso: – Que nada prima! Abra logo essa janela. Vamos para o jardim, o dia está maravilhoso, veja que lindas flores, o céu está azul. Acorda, está tudo tão lindo.
Ainda desanimada insistiu Dona Joaninha: – Vejo os dias cinzentos, as flores cinzentas, o céu cinzento, tudo cinzento. Como é que pode? Eu vejo tudo ao contrário do que você diz.
Então Joaquina com a maior naturalidade: – É simples, querida prima, tire esses óculos escuros!
E ela tirou e exclamou: – Que beleza! A cor voltou para as flores, o céu está azul novamente!
E sorrindo Dona Joaquina disse: – Estava assim o tempo todo mulher, é só tirar os óculos escuros!
Entendida a mensagem então vamos lá: Todo mundo tirando os óculos escuros de suas vidas.
Obrigado, meu Deus, por mais um ano de vida.
Você tem a força, tem sido a esperança, tem sido o caminho que encontrei para viver de forma verdadeira e justa. Não foi um ano fácil, mas foi um ano real. Um ano onde lutei por conseguir meu espaço em mim. E isso não tem preço. Isso é a maior dádiva que algum ser pode possuir.
Dia após dia, noite após noite, tenho conseguido clarificar todas as dúvidas que me assombram e que me impossibilitavam de encarar a realidade de minha existência junto do meu semelhante. Tudo isso e muito mais tem sido possível de concretizar graças à Sua presença em todos os momentos que têm feito de minha vida, uma vida nobre e de conquista. É por isso que grito minha gratidão a toda a hora por tudo o que você tem realizado por minha pessoa.
Mal posso esperar pelo dia de amanhã, que tenho certeza que será lindo em todos os sentidos. Nos mais duros e nos mais simples e fáceis. Tenho tatuado o Seu nome em meu coração e a palavra "obrigado" em meu peito.
Os nossos mais sinceros pêsames para você e sua família neste difícil momento.
Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.
Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despojo vão,
Depois do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.
Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,
Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!
Antero de Quental
Banido os versos do amor Na história triste da paixão Tropeçam os sonhos em flor Na semente do coração.
Assim nasceu a solidão Dentro do coração com, dor Banido os versos do amor Na história triste da paixão
Tamanha foi a minha ilusão Guardando o sonho com fervor, A saudade dizia... Não! Não quero mais o seu calor. Banido os versos do amor!