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Hoje pensei o que seria minha vida se você não me tivesse acolhido. Acabei concluindo que se nossos caminhos não se cruzassem, a esta hora estaria perdida e sem qualquer alegria no meu dia a dia.

Não é difícil perceber que a você eu devo tudo. Seu carinho e sua generosidade salvaram o meu rumo que estava destinado ao fracasso. Você será eternamente um exemplo para mim e o amor que nos une jamais desaparecerá.

Ah! Como é linda a amizade
Principal fruto da felicidade
Nasce como uma criança
Cheia de pureza e firmeza
E juntos entramos nessa dança
Consequência simples da natureza

E assim dançamos até a eternidade
Entre a alegria e a saudade
E, de repente, sem querer, a vida lança
Momentos de dor e de tristeza
E ficamos somente na esperança
Longe do encanto e da beleza

Por isso, escolha bem o seu caminho
A vida muda a cada momento
Nunca, jamais caminhes sozinho
Na dúvida mantenha-te atento
Pois em face de tanto perigo
Não quero perder-te, meu amigo!

Nego-me a saber quem são
aqueles meus inimigos,
e a todos eu dou a mão,
embora tantas as intrigas.

No calor dessas batalhas,
sem brigar, dou-lhes amor.
Se ainda houver uma mortalha
minha, dá-la-ei a qualquer ator

que se dispuser a continuar
uma grande luta inversa,
sem ódios, atirando ao ar
muitas balas de vida, em versos.

Há longo, longo tempo, compareceram no Tribunal Divino dois homens recém-chegados da Terra. Um trazia o sinal da muleta em que se apoiara. Outro mostrava a marca da coroa que lhe havia adornado a cabeça.
Fariam prova de humildade para voltarem ao mundo ou seguirem além... Postos, um a um, na balança. O primeiro acusou enorme peso. Era ainda presa fácil de lutas inferiores, parecendo balão cativo.
O seguinte, no entanto, revelava grande leveza. Poderia viajar em demanda dos cimos. Inconformado, contudo, disse o primeiro: – Onde a justiça divina? Fui mendigo paupérrimo, enquanto ele...
E indicando o outro: – Enquanto ele era rei... Passei fome, ao passo que muita vez o vi no banquete lauto. Esmolava na rua, avistando-o na carruagem. Conheci a nudez, reparando-o sob o manto dourado, quando seguia em triunfo. Vivi entre os últimos, ao passo que ele sempre aparecia como o primeiro entre os primeiros.
O outro baixou a cabeça, humilhado, em silêncio.
Mas o amigo sereno, que representava o Senhor, falou persuasivo: – Viste-o na mesa farta, mas não lhe percebeste os sacrifícios ao comer por obrigação. Notaste-o de carro. entretanto, não lhe observaste o coração agoniado de dor, ante os problemas dos súditos a que devia assistência. Fitaste-o sob dourado manto, nos dias de júbilo popular. todavia, não lhe contemplaste as chagas de sofrimento moral, diante das questões insolúveis.
Conheceste-o entre os maiorais da Terra. entretanto, não sabes quantos punhais de hipocrisia e de ingratidão trazia cravados no peito, embora fosse obrigado a sorrir. Na situação de mendigo, não fostes lançado a semelhantes problemas da tentação. Diante do companheiro triste, o ex-monarca recebeu passaporte para a ascensão sublime.
Sozinho e em lágrimas, perguntou, então, o ex-mendigo: – E agora?
O ministro angélico abraço-o, sensibilizado, e informou: – Agora. Renascerás na Terra e serás também rei.

Eu amo segunda-feira! Eu gosto de segunda-feira! Dizem que uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade. Estou testando!