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A solidão buscada desperta em alguns a criatividade, o autoconhecimento, a paz sonhada; por outro lado é nos momentos de profunda solidão involuntária que experimentamos o vazio constante, a angústia marcante; a dependência afetiva e o afloramento do baixo instinto latente. Somos seres gregários, embora estejamos sempre sozinhos.

O pensamento fixo em um problema gera uma ansiedade incontrolável, e se deixarmos, nasce uma revolta, um sentimento muito negativo, que vai minando a nossa paz.
Nessas horas, é fundamental desligar-se, sair de dentro do "olho do problema", caminhar um pouco, conversar com alguém, fazer uma oração, ler uma poesia...
Sair do problema é dar oportunidade para você, é permitir-se uma nova visão da sua vida.
Ficar perguntando porque, procurar culpados, sentir-se menor, ficar achando que será sempre assim, deixar a revolta se manifestar, só vai fazer com que você fique cego.
Aumenta o tamanho do problema, transforma-o em um gigante...
O momento pede uma reflexão, um instante do seu tempo, acreditar no seu potencial, crescer em meio às dificuldades, saber que existe dentro de você, um ser especial, dotado de forças, capaz de transformar pedras em bancos, para que as pessoas possam sentar, e aplaudir o artista que existe em você.
Não desista de ser feliz, não deixe que roubem a sua paz, maior que tudo é Deus, e Ele está ao seu lado, sempre!
Bom dia!

Em certos momentos a motivação é grande e sentimos uma grande força para lutar por nossos sonhos, mas por vezes o desânimo também invade nossos corações a ponto de querermos desistir de tudo.

É preciso mantermos o equilíbrio, acreditarmos que no momento certo as coisas acabam por acontecer. As dificuldades mudam com o tempo, mas com a determinação certa sempre sairemos vencedores.

É que o amor é essencialmente perecível, e na hora em que nasce começa a morrer.
Só os começos são bons.
Há então um delírio, um entusiasmo, um bocadinho do céu.
Mas depois!
Seria pois necessário estar sempre a começar, para poder sempre sentir?

Eça de Queiroz

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís Vaz de Camões