Tanta coisa para falar, não sei onde começar
Falar de um sentimento é como querer explicar o vento
Não sei de onde vem, para onde vais, mas não passa indiferente
Um mistério sem explicação, chega sem pedir permissão
Um dia você chegou e acendeu uma chama
Que foi crescendo, dia a dia aumentando
De repente pegou fogo
Não deu para conter, não deu para correr, tomou conta de mim
Mesmo sem poder, mesmo sem dizer, só queria amar você
Não planejei, não escolhi, não tive culpa
Não sou de brincar com fogo, não sou louco
Mas fico me censurando
Será que está errado me sentir tão bem do seu lado
Por que não te conheci antes? Por que tem que ser assim?
A gente às vezes se cobra tanto, fica se maltratando
E tudo isso para que? Se tudo passa voando
Não entrego os pontos fácil, não sei correr atrás de um sonho
Mas também não sou tão forte assim
Não super estime meu coração, ele sente, e muito
Não sei se saberei sorrir, não sei se saberei sonhar
Agora uma coisa eu percebi, é que sei pensar
E em um desses pensamentos vi como a vida é injusta
Faz sorrir a quem deveria chorar e
Chorar quem deveria sorrir
Não sei se iremos nos ver tão cedo
Mas quando nos encontrarmos
Que eu saiba sorrir, que eu saiba sonhar
E não deixe de pensar, pois só assim serei feliz
E poderei fazer outras pessoas felizes também.
Meu Deus! Como é engraçado!...
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
Uma fita dando voltas? Se enrosca...
Mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o abraço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em
qualquer coisa onde o
faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando
devagarinho, desmancha,
desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um
pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas
bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.-
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum
pedaço.
Então o amor é isso...
Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.
Uma noite de verão um jovem que vivia na Escócia, em sua caminhada de volta para casa vindo do povoado onde trabalhava, decidiu pegar um atalho.
Aquela região era conhecida pelas abandonadas pedreiras de rocha calcária, que formavam enormes abismos. Ele sabia que passaria próximo de uma destas pedreiras, mas também sabia que seria tranquilo. A noite era negra, sem estrela nem luar para ajudar a visão, mas o jovem seguiu entre rochas e arbustos.
Repentinamente ouviu uma voz chamar com grande urgência, - Peter! Ele se assustou mas parou e respondeu, - Sim, quem é? O que quer?
Não houve resposta – somente a brisa suave.
Percebeu que tinha se equivocado e deu mais alguns passos. Então ouviu a voz outra vez, desta vez parecendo mais urgente que a primeira:
- Peter!
Ele parou morto de medo, curvou-se para a frente tentando perscrutar na escuridão e ajoelhou. Estendeu a mão para tatear o chão à sua frente, mas só encontrou o vazio. Era a pedreira! De fato, quando Peter cuidadosamente apalpou o terreno à sua volta, percebeu que estava parado na borda da pedreira abandonada, a um curto passo antes de um mergulho fatal no abismo. No meio da escuridão, naquela área desolada, alguém o conhecia e alguém se preocupou com ele.
Peter Marshall nunca se esqueceu do incidente. Dedicou sua vida a quem tinha lhe chamado pelo nome e se tornou um grande evangelizador. Você já percebeu que Deus também lhe conhece pelo nome – e sabe tudo sobre você?
A festa é para uma só pessoa. Você tem agora todo o tempo do mundo. Porque, se você não tiver todo o tempo do mundo, não adianta. (Se você tiver pressa vá fazer outra coisa!) Então arrume a mesa para um, como se fosse a própria Babette.
Um prato, um talher, um guardanapo de linho. A flor que você trouxe, num vasinho de cristal ou numa garrafa vazia de qualquer coisa, tanto faz.
Mas é indispensável a flor ao lado da vela. Todas as outras luzes apagadas. Acenda outro incenso, se quiser. Baixe o volume da música. Nenhuma possibilidade de que possa haver interrupção a essa liturgia de amor.
Nenhuma possibilidade de que possa haver intervenção do horror. Toda a atmosfera envolve então teu corpo e o consagra. A alma, o vinho, o silêncio. Você está com a consciência à flor da pele: seria capaz até de ouvir a tosse de uma mosca. O ar fresco que penetra pela janela e levanta um pouco a cortina. Um cachorro que late lá na rua, na esquina.
Você se lembra de certas coisas que estão longe, e de outras que estão perto. Pega o talher mais delicado como pegasse um violino, e começa a comer, sem pressa alguma.
Sem barulho. Mastiga demorado, sente o gostinho real do que logo fará parte do teu corpo, do teu sangue. E bebe o vivo, também sem pressa, como se estivesse deitada num altar, olhando você mesma no teto da Sistina.
Parte do texto infinito jantar
Amiga, às vezes fico pensando em você e em tudo que vivi ao seu lado e no peito bate uma saudade tão grande que chega a doer. Sinto muito a sua falta, e custa pensar que agora está tão longe.
Não sei o que fazer com toda esta saudade, mas sei que passe o tempo que passar, longe ou perto, seremos sempre amigas. Pois o que vivemos e o sentimento que compartilhamos não pode ser apagado por distância alguma.
Beijo carregado de saudades, amiga. Te adoro!