Não sou a morte.
Não sou a vida.
Quero a perfeição,
Mas sou apenas...
Um grande fracasso.
Penso em ser tudo.
Mas não sou nada.
Quero o dia,
Tenho apenas a noite.
penso em você, choro por você.
Mas a única coisa que encontro é...
somente a mim mesmo.
Um dia, a Beleza e a Feiura encontraram-se numa praia. E disseram uma à outra: - Banhemo-nos no mar.
Então, tiraram as roupas e puseram-se a nadar nas águas. Após algum tempo, a Feiura voltou à praia, vestiu-se com os trajes da Beleza, e foi-se embora.
E a Beleza também voltou do mar, mas não encontrou suas roupas. Por vergonha de ficar nua, vestiu a roupa da Feiura e seguiu seu caminho.
Desde esse dia, alguns homens e mulheres enganam-se, tomando uma pela outra.
Contudo, alguns tinham visto o rosto da Beleza e a reconhecem, apesar de suas vestes.
E alguns conhecem a face da Feiura, mas as roupas da beleza não a ocultam a seus olhos..
Para rachar a gasolina, emprestar a prancha,
recomendar um disco, dar carona para festa,
passar cola, caminhar no shopping,
segurar a barra?
Todas as alternativas estão corretas, porém
isso não basta para guardar um amigo
do lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu
em seu último livro, "A Identidade", que
a amizade é indispensável para o bom
funcionamento da memória e para a
integridade do próprio eu.
Chama os amigos de testemunhas do passado
e diz que eles são nosso espelho,
que através deles podemos nos olhar.
Vai além: diz que toda amizade é uma aliança
contra a adversidade, aliança sem a qual
o ser humano ficaria desarmado
contra seus inimigos. Verdade verdadeira.
Amigos recentes custam a perceber essa aliança,
não valorizam ainda o que está sendo contraído.
São amizades não testadas pelo tempo, não se
sabe se enfrentarão com solidez as tempestades
ou se serão varridas em uma chuva de verão.
Veremos.
Um amigo não racha apenas a gasolina:
racha lembranças, crises de choro, experiências.
Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha.
Empresta o verbo, empresta o ombro,
empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um disco.
Recomenda cautela, recomenda um emprego,
recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas para festa.
Te leva para o mundo dele, e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola.
Passa contigo um aperto, passa junto o réveillon.
Um amigo não caminha apenas no shopping.
Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo,
sai do fracasso ao teu lado.
Um amigo não segura a barra, apenas.
Segura a mão, a ausência, segura um confissão,
segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem.
Se tiver um, amém!
Para meu coração basta teu peito
para tua liberdade bastam minhas asas.
De minha boca chegará até o céu
o que estava dormindo sobre tua alma.
E em ti a ilusão de cada dia.
Chegas como o sereno às coroas.
Escavas o horizonte com tua ausência.
Eternamente em fuga como a onda.
Eu disse que cantavas no vento
como os pinheiros e como as hastes.
Como eles és alta e taciturna.
E entristece prontamente, como uma viajem.
Acolhedora como um velho caminho.
Te povoam ecos e vozes nostálgicas.
Eu despertei e às vezes emigram e fogem
pássaros que dormiam em tua alma.
Pablo Neruba
Lembra de mim, Dos beijos que escrevi nos muros a giz, Os mais bonitos, continuam por lá, Documentando que alguém foi feliz.
Lembra de mim, Nós dois na rua provocando os casais, Amando mais do que o amor é capaz, Perto daqui, há tempos atrás.
Lembra de mim, A gente sempre se casava ao luar, Depois jogava nossos corpos no mar, Tão naufragados e exaustos de amar.
Lembra de mim, Se existe um pouco de prazer em sofrer, Querer te ver talvez eu fosse capaz, Perto daqui, ou tarde demais. Lembra de mim...
Lembra de mim, A gente sempre se casava ao luar, Depois jogava nossos corpos no mar, Tão naufragados e exaustos de amar.
Lembra de mim, Se existe um pouco de prazer em sofrer, Querer te ver talvez eu fosse capaz, Perto daqui, ou tarde demais. Lembra de mim...