Enquanto almoçava em um restaurante, pude ouvir a conversa entre dois oncologistas. Um queixava-se amargamente: - Bob, eu não consigo entender. Nós dois usamos as mesmas drogas, a mesma dosagem, a mesma programação e os mesmos critérios.
Contudo eu tenho uma taxa de cura em 22 por cento e você em 74 por cento. É um índice sem precedentes na estatística do câncer. Como você consegue?
Seu colega respondeu: - Sim, ambos usamos Etoposide, Platina, Oncovin e Hydroxyurea. Você chama de seu EPOH. Eu os chamo ao contrário, de trás para frente.
Então digo a meus pacientes que estou lhes dando ESPERANÇA (HOPE). As estatísticas são funestas, eu enfatizo que temos uma grande chance.
Eu era pequena ainda quando um novo bebê chegou à nossa casa. Certamente devia alegrar-me com o irmãozinho porém os cuidados e atenções com que nossos pais cercavam encheu-me de ciúmes e muitas vezes chorava ao pensar que tinha perdido o carinho antigo.
Vovô cultivava uma horta nos fundos de nossa casa. Em certo dia em que eu estava mais envenenado de ciúmes do que nunca, ele me chamou. Fui ver o que queria. Estava de cócoras junto a um canteiro onde semeara alface. As mudinhas, de um verde muito tenro, brilhavam à luz daquela manhã límpida e tranquila. Vovô, mergulhado no trabalho de separar, delicadamente, as mudinhas, não parecia ter percebido a minha emoção. Ele me disse:
– Preste atenção! Estou separando as mudinhas e, depois, irei plantá-las no lugar certo. Sabe, filho, o carinho é como a alface: precisa ser dividido para crescer melhor. Quando eu era da sua idade gostava muito de minha mãe. Fiquei rapaz e, um dia, conheci uma jovem, casei-me com ela e tivemos um filhinho.
Depois veio outro e outro. Mas, cada um que chegava não tirava nem um pouquinho do outro. O amor é uma coisa muito curiosa, quanto mais é dividido mais cresce e mais forte se torna. Seu pai e sua mãe estão ocupadíssimos com o bebê porque ele é pequenininho, frágil e desamparado. Mas pode crer que o amor que tinham por você ainda se tornou maior...
À medida em que eu via os pés de alface crescendo, belos e exuberantes, uma nova alegria nasceu em meu coraçãozinho ciumento. O carinho de papai e mamãe, dividido, crescia também, a cada dia, como aquela planta que tivera de ser dividida para que uma muda não sufocasse a outra.
Muitas vezes, depois disso, quando me perturbava o desejo de posse exclusiva, o canteiro de vovô parecia se retratar em minha mente, dando-me uma nova perspectiva de paz e serenidade.
Quanto mais dividido, mais forte e mais profundo se torna o amor. Nunca pude me esquecer disso...
Tenho um pedido sincero e muito especial a fazer: agora que estou entregando meu coração nas suas mãos, confiando meus sentimentos aos seus, cuide deles com muito carinho, e não os machuque nunca, por favor.
Eu quero muito ser feliz ao seu lado, percorrer um longo caminho rumo à felicidade. Vamos tornar os momentos que vivemos em instantes de doçura e fazer dos dias que vivemos juntos uma história que o tempo não apagará!
Ho! Ho! Ho! Também vou trazer presentes, vou chegar em época natalina, mas não tenho barriga grande, barba branca ou roupa vermelha. Quem sou eu? Seu amigo, ou amiga, secreto!
Agora que você já sabe que não sou o Papai Noel ficou com certeza mais fácil de descobrir quem sou realmente, não é mesmo? Então por agora chega de pistas, a revelação chegará com o Natal e trará também muita alegria e surpresa!
O verão chegou e o calor é sufocante, chega a provocar falta de ar. Mas eu fico inquieta, nem tanto pela temperatura, mas por uma saudade insuportável de ti. É que a vontade de ver-te e de ter um novo encontro secreto deixa-me agoniada.
A tua falta, mais o calor insuportável aumenta a forte saudade e sinto a necessidade de um novo encontro. Esse é o meu principal objetivo neste momento. Nós temos um caso difícil, já que os nossos sérios compromissos tiram-nos a liberdade.
Mas eu acredito que isso não tem sido motivo para embaraçar o nosso amor. Além da forte atração física, vivemos um lindo romance. Na verdade juntos poderemos escrever uma novela de aventura e de paixão.
Mas essa tua ausência aconteceu agora num momento errado. Nós, depois que nos envolvemos, não podemos mais viver afastados. O nosso amor é como um vulcão, quando entra em erupção não existe nada que detenha a sua força.
Estou a torcer para que tu resolvas logo esse teu negócio. Não estou a suportar essa tua ausência, ela está a prolongar-se muito, e não foi isso que a gente combinou. Espero que agilizes os teus compromissos e voltes logo, não suporto mais a saudade.
Meu querido, não judies de mim.