Eu era pequena ainda quando um novo bebê chegou à nossa casa. Certamente devia alegrar-me com o irmãozinho porém os cuidados e atenções com que nossos pais cercavam encheu-me de ciúmes e muitas vezes chorava ao pensar que tinha perdido o carinho antigo.
Vovô cultivava uma horta nos fundos de nossa casa. Em certo dia em que eu estava mais envenenado de ciúmes do que nunca, ele me chamou. Fui ver o que queria. Estava de cócoras junto a um canteiro onde semeara alface. As mudinhas, de um verde muito tenro, brilhavam à luz daquela manhã límpida e tranquila. Vovô, mergulhado no trabalho de separar, delicadamente, as mudinhas, não parecia ter percebido a minha emoção. Ele me disse:
– Preste atenção! Estou separando as mudinhas e, depois, irei plantá-las no lugar certo. Sabe, filho, o carinho é como a alface: precisa ser dividido para crescer melhor. Quando eu era da sua idade gostava muito de minha mãe. Fiquei rapaz e, um dia, conheci uma jovem, casei-me com ela e tivemos um filhinho.
Depois veio outro e outro. Mas, cada um que chegava não tirava nem um pouquinho do outro. O amor é uma coisa muito curiosa, quanto mais é dividido mais cresce e mais forte se torna. Seu pai e sua mãe estão ocupadíssimos com o bebê porque ele é pequenininho, frágil e desamparado. Mas pode crer que o amor que tinham por você ainda se tornou maior...
À medida em que eu via os pés de alface crescendo, belos e exuberantes, uma nova alegria nasceu em meu coraçãozinho ciumento. O carinho de papai e mamãe, dividido, crescia também, a cada dia, como aquela planta que tivera de ser dividida para que uma muda não sufocasse a outra.
Muitas vezes, depois disso, quando me perturbava o desejo de posse exclusiva, o canteiro de vovô parecia se retratar em minha mente, dando-me uma nova perspectiva de paz e serenidade.
Quanto mais dividido, mais forte e mais profundo se torna o amor. Nunca pude me esquecer disso...
Um médico entrou no hospital com pressa depois de ser chamado... é uma cirurgia de urgência. Ele respondeu à chamada o mais rápido possível, trocou de roupa e foi direto para centro cirúrgico.
Ele encontrou o pai do menino indo e vindo na sala de espera do médico. Depois de vê-lo, o pai gritou:
Por que você levou todo esse tempo para vir? Você não sabe que a vida do meu filho está em perigo? Você não tem senso de responsabilidade?.
O médico sorriu e disse:
Lamento, eu não estava no hospital e eu vim o mais rápido que pude depois de receber a ligação... E agora, eu gostaria que você se acalmasse para que eu possa fazer meu trabalho.
"Acalmasse? Se fosse seu filho que estivesse nesta sala agora, iria se acalmar? Se o seu próprio filho morresse agora o que você iria fazer?, Disse o pai com raiva.
O médico sorriu novamente e respondeu: "Eu vou dizer o que disse Jó na Bíblia Sagrada: Do pó viemos e ao pó voltaremos. Bendito seja o nome de Deus. Os médicos não podem prolongar a vida. Vá e interceda por seu filho, vamos fazer o nosso melhor pela graça de Deus.
"Dar conselhos é fácil", murmurou o pai.
A cirurgia levou algumas horas e depois que o médico saiu feliz, "Graças a Deus! Seu filho está salvo!
E sem esperar a resposta do pai o medico saiu correndo. "Se você tem alguma dúvida, pergunte a enfermeira! Disse o medico."
"Por que ele é tão arrogante? Ele não podia esperar alguns minutos para que eu pudesse perguntar sobre o estado do meu filho, comentou o pai ao ver os enfermeiros minutos depois que o médico saiu.
A enfermeira respondeu, com lágrimas descendo seu rosto: "Seu filho morreu ontem num acidente de viação, ele estava no enterro, quando o hospital o chamou para a cirurgia de seu filho. E agora que ele salvou a vida de seu filho, ele saiu correndo para terminar o enterro de seu filho..
Nunca julgue ninguém, porque você nunca sabe como sua vida é e ao que está acontecendo ou o que eles estão passando.
Mãe, dedico está mensagem a você que esteve ao meu lado nas horas que chorei e nas horas que sorri, nas horas que me lamentei e nas horas e que de uma forma ou de outra demonstrei total alegria... Por estar perto de você.
Agradecer pelo sorriso diário, sem mágoas nem rancores, agradecer de peito aberto, de alma explosiva...
Agradeço pelos meus dias de mal humor, que você me acalmou em seu colo.
Hoje quero parar e agradecer, porque você fez, faz e fará sempre parte de minha história! Você é sempre maravilhosa.
Você é uma mãe e tanto.
Obrigada pela vida!
A decisão de nos separarmos já foi tomada e os nossos rumos já seguiram rumos opostos. Mas se eu pudesse voltar atrás e mostrar para você como é possível fazer as coisas de um jeito diferente, talvez ainda houvesse tempo para sermos felizes.
Só quero que saiba que em meus sonhos ainda vivemos uma linda paixão e que em meu coração ainda é apenas você quem lá reside. Se ainda houver tempo, eu quero tornar isso de novo realidade e dar uma segunda chace para o nosso amor.
Uma das práticas mais destrutivas dentro de um lar ou de uma empresa é a de ser desnecessariamente crítico.
Isto acontece quando nos colocamos na posição de juízes dos nossos familiares e colegas de trabalho.
A consequência natural são os comentários, muitas vezes injustos e cruéis, feitos na frente ou pelas costas.
Muito frequentemente nós somos como a pessoa que escreveu este poema anônimo falando de si mesma: Faltas nos outros eu posso ver Mas graças a Deus, não há nenhuma no meu ser.
Eu gosto da história de um homem que tinha o vício de criticar.
Uma tarde, enquanto esperava o ônibus, ele ficou na frente de uma loja de animais empalhados. No centro da vitrine tinha uma coruja grande que atraía a atenção de todos os que passavam por ali. O crítico começou a criticar o trabalho do empalhador: - Se eu não conseguisse fazer algo melhor do que essa coruja, ele disse para o grupo ali reunido, eu procuraria outro emprego. Veja só como a cabeça não está proporcional ao corpo, a pose do corpo não é natural e o pé está apontando na direção errada.
Quando ele acabou de dizer isto a coruja virou a cabeça na sua direção e piscou para ele.
Os que estavam ali começaram a rir enquanto o crítico saía correndo.