Numa caixa eu guardei meu amor. Coloquei nela também minha paixão, Meu carinho, Afeto, Pureza, Inocência, Alegrias, Felicidades, Lembranças, Tudo de bom...
Nesta caixa eu tirava meus pensamentos, Desejos, Anseios, Vontades, Visões...
Nela também eu encontrava, O conforto, A paz, A imaginação, Os sonhos...
Sempre que preciso eu seguro esta caixa, Com as mãos, Com a alma, Com o espírito,
Quando a tristeza chega, ela é a primeira a sentir. A se encolher, A se fechar, A desaparecer...
Esta caixa tem muitos nomes, Apelidos, Descrições, Definições, Explicações...
Esta caixa se chama... coração!
Um estudante universitário saiu um dia a dar um passeio com um professor, a quem os alunos consideravam seu amigo devido à sua bondade para os que seguiam as suas instruções.
Enquanto caminhavam, viram no seu caminho um par de sapatos velhos e calcularam que pertenciam a um homem que trabalhava no campo ao lado, e que estava prestes a terminar o seu dia de trabalho.
O aluno disse ao professor: vamos fazer-lhe uma brincadeira. Vamos esconder-lhe os sapatos e escondemo-nos atrás duma árvore para ver a sua cara quando não os encontrar.
Meu querido amigo, disse o professor, nunca devemos divertir-nos à custa dos pobres. Tu és rico e podes dar uma alegria a este homem. Põe uma moeda em cada sapato e depois escondemo-nos para ver a sua reação quando os encontrar.
Fez assim e esconderam-se.
O pobre homem terminou as suas tarefas daquele dia e foi buscar os sapatos, para voltar para casa.
Ao chegar junto dos sapatos deslizou o pé no sapato, mas sentiu algo dentro dele. Baixou-se para ver o que era e encontrou a moeda. Pasmado, perguntou-se o que havia acontecido. Viu a moeda e voltou-a e voltou a olhá-la.
Olhou à sua volta, para todos os lados, mas não viu nada nem ninguém. Guardou a moeda no bolso e foi calçar o outro sapato. A sua surpresa foi ainda maior quando encontrou outra moeda.
Os seus sentimentos esmagaram-no. Pôs-se de joelhos, levantou o olhos ao céu, e em voz alta fez um enorme agradecimento, falando da sua esposa doente e sem ajuda, e dos seus filhos que não tinham pão e devido a uma mão desconhecida já não morreriam de fome.
O estudante ficou profundamente emocionado e os seus olhos ficaram cheios de lágrimas.
Agora, disse o professor, não estás mais satisfeito com esta brincadeira?
O jovem respondeu: você hoje ensinou-me uma lição que nunca mais vou esquecer.
Agora entendo algo que antes não entendia: É melhor dar do que receber.
A muito tempo no Japão antigo existia um Velho Samurai que morava em um pequeno vilarejo, seu nome era Hatori Hanzo. Foi um grande general do imperador lutou inúmeras batalhas e guerras. Mas agora, estava velho e decidiu se ausentar já que não havia mais guerras e seu país estava em paz, neste vilarejo ele ensinava a arte de combate aos jovens e era respeitado e admirado por todos.
Certo dia chega um samurai mais jovem neste vilarejo procurando por Hanzo, sabendo que ele era um lendário samurai lança o desafio:
- Então você é o lendário Hatori Hanzo, não passa de um velho mas vim aqui desafiá-lo.
O velho samurai aceitou o desafio e ao amanhecer do dia seguinte foi ao centro do vilarejo onde estava seu desafiante, que arrogantemente blasfemou, xingou, cuspiu e ofendeu Hanzo.
O velho apenas ficou ajoelhado sem se mover ou dizer algo e sem se desviar das pedras que o seu desafiante atirava em sua direção. Logo entardeceu e todos estavam espantados pois "o lendário Hatori Hanzo estava com medo?!"
Depois de horas o jovem e arrogante samurai deu as costas frustrado e foi embora se vangloriando de uma vitoria que não existia.
Um dos jovens alunos de Hanzo se aproximou e perguntou:
- Mestre, o senhor poderia tê-lo vencido com apenas um golpe e ter calado aquele verme, por que ficou calado imóvel sem revidar?
Com um olhar paciente e um sorriso Hatori Hanzo respondeu ao seu aluno:
- Se alguém lhe oferecer um presente e você não aceitar, a quem o presente pertence?
O aluno responde:
- Ele pertencerá a ninguém mais do quem me ofereceu.
- Exato - responde Hanzo
- O mesmo acontece com alguém que te insulta, blasfema, xinga...se você não aceitar isto tudo retorna a quem lhe ofereceu.
Moral: A honra não está em vencer seu oponente com apenas um golpe, mas sim em ensinar-lhe a disciplina e o respeito através de superioridade moral. A maior batalha é aquela que não acontece.
Eu quero namorar com você! Tenho passado tempo demais pensando como falar isso para você. Eu sei que somos amigos, que sua idade é maior do que a minha e que talvez seu sentimento por mim não seja o mesmo. Mas decidi arriscar!
Eu já não consigo estar mais junto sem vontade de abraçar seu corpo, sem desejo de acariciar seu rosto. Eu gosto de você de verdade! Aceita namorar comigo?
Deus, em muitos momentos eu tenho dúvidas e a minha fé vacila. Deus, eu quero dar-te a minha devoção, eu quero estar certo, eu quero seguir o caminho do bem, quero ser constante e leal em minha fé. Mas o caminho é duro, é frio, é longo. As tempestades não passam e muitas vezes eu chego a duvidar que você tenha um plano para mim.
Deus, eu tenho a minha mão estendida agora. Está frio e preciso de algo que aqueça a minha fé! Eu quero entregar-me a ti, quero dar a minha devoção a ti. Mas, Deus, está difícil não duvidar. Já foram muitas as quedas e sei que a culpa muitas vezes é minha. Quero acreditar que ainda tenho salvação. Será que eu terei a chance de viver a minha redenção.
Eu quero ser fiel à minha fé, eu quero ser fiel a ti. Mas não me deixe em eterna provação. Mostre-me um caminho de luz, e eu entrego todos os meus propósitos e todos os meus atos a ti, em nome da minha salvação.