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E que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos nem a boca
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é o silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que triste
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor
apenas respeitadas, como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que eu ouço, a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo, se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais...
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer...
Porque metade de mim é a plateia
E a outra metade é a canção
E que minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
Mas a outra metade também !

Não sei o que o futuro nos reserva, mas aconteça o que acontecer espero que um dia você tenha a capacidade de perceber como em muitos momentos foi injusto no modo de me tratar, como agiu com descaso, como lhe faltou sensibilidade. E espero sinceramente que se arrependa, pois embora o seu arrependimento para mim não vá servir de nada, ao menos você reconhecerá os seus erros e poderá não repeti-los.

Confesso que ainda tenho um sentimento muito forte por você, mas não creio que seja capaz de ultrapassar tudo o que houve entre nós e conosco. Racionalmente, sei que o melhor é cada um seguir o seu caminho, mas não mandamos no coração. Vamos dar tempo ao tempo e esperar para ver o que acontece e como nos sentimos. Acredito no destino, e o que está reservado para nós certamente tem um porque de ser. Vamos esperar até termos tranquilidade suficiente para calar os rancores e ouvir a voz dos nossos corações.

O beijo venenoso:
a tua voz como um espelho
que acorda lembranças
de tato em silêncio.
Longe do prazer,
vazia da dor
digo o teu nome, à beira da minha língua.
E o som rola
como o meu coração:
casca impregnada das tuas mãos
que ainda pulsa quando cessa o teu apelo.

Lourdes Espínola

Quando em certos dias se sentir sozinho e necessitar de uma mão amiga... Aqui estou tome minha mão.
Quando uma lagrima escorrer e não encontrar um lenço para enxugá-lo... Aqui estou tome o meu.
Quando se sentir "um Nada" e não conseguir sorrir... Aqui estou tome meu sorriso.
Quando a distância de todos fizer você se sentir o vazio da solidão... Aqui estou sou sua companhia.
Quando não encontrar força para enfrentar um problema... Aqui estou, sou sua valentia.
E quando não quiser falar porque prefere ouvir seus pensamentos. Aqui estou sou silêncio.
Quando necessitar de alguém esteja ao seu lado... Aqui estou sou companhia.
Quando o frio invadir seu coração e necessitar calar... Aqui estou tome meu abraço.
Quando quiser chorar sem dizer nada porque a dor o impede... Aqui estou. sou seu porto seguro.
Quando quiser espalhar alegria porque esta feliz... Aqui estou, faça-me feliz.
Não olhe meus defeitos... Não enxergue minhas inúmeras fraquezas... Tome o que necessitas de mim...
Porque aqui estou e quero ser seu amigo.

Um príncipe chinês, orgulhava-se de sua coleção de porcelana, de rara quão antiga procedência, constituída por doze pratos assinalados por grande beleza artística e decorativa.
Certo dia, o seu zelador, em momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças. Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou à morte o dedicado servidor, que fora vítima de uma circunstância fortuita.
A notícia tomou conta do Império, e, ás vésperas da execução do desafortunado servidor, apresentou-se um sábio bastante idoso, que se comprometeu a devolver a ordem à coleção, se o servo fosse perdoado.
Emocionado, o príncipe reuniu sua corte e aceitou a oferenda do venerando ancião. Este solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de linho, bordada cuidadosamente, e os pedaços da preciosa porcelana fossem espalhados em volta do móvel.
Atendido na sua solicitação, o sábio acercou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore e arrebentando-as todas.
Ante o estupor que tomou conta do soberano e de sua corte, muito sereno, ele disse:
— Aí estão, senhor, todos iguais conforme prometi. Agora podeis mandar matar-me. Desde que essas porcelanas valem mais do que as vidas, e considerando-se que sou idoso e já vivi além do que deveria, sacrifico-me em benefício dos que irão morrer no futuro, quando cada uma dessas peças for quebrada. Assim, com a minha existência, pretendo salvar doze vidas, já que elas, diante desses objetos nada valem.
Passado o choque, o príncipe, comovido, libertou o velho e o servo, compreendendo que nada há mais precioso do que a vida e si mesma.