Meu coração é um mosaico
Da cor sentida do amor
Será vermelha tal cor?
Eu pinto da cor que eu quiser
Azul, vermelha não será
Não será igual a ninguém
Quero a cor que me convém
E onde será que se esconde
A tal dita cor?
Pois é nem eu sei!
Só sei que sinto a cor do amor...
Tudo na vida se acerta. Mesmo alma de poeta. Que vive sempre em alerta, à procura da palavra certa.
Como alpinista à procura do cume. Do goleiro a não deixar passar o gol. Do destino de quem vive à margem.
Tudo!
Tudo na vida existe. E nem tudo é alegre ou triste.
Tudo?
Nem tudo, na vida é tudo. Existirá sempre um talvez. O que poderia ter sido. E não foi. O que poderia ser e não é.
Vago como a alma do poeta. Que a tudo vê e a tudo assiste. Sem imprimir em nada. O tudo absoluto.
Tudo!?
Se tudo é relativo e vago. Se nada é absoluto, o tudo.
Que se acerta na hora certa. É só sorte, ou será bênção?
Mesmo na dúvida. Se é que existe. Nada custa agradecer. Quem fez ou faz com amor.
Obrigada, meu Deus, meus pais, meu professor!
Uma professora amiga não é fácil de se encontrar, mas eu tenho a sorte de ter uma todos os dias comigo. Quando as coisas não correm bem ela sempre me apoia e seu jeito carinhoso de falar me dá forças para nunca desistir.
A escola é um lugar maravilhoso para aprender se tivermos quem nos ensine com muito amor. Agradeço muito por todo o esforço e atenção que me dá a cada dia. Feliz Dia do Professor!
Quieta...
reflexiva...
conformada.
nossas lembrança, se faz sorrir!
Vem saudades...
esperanças... quem sabe de um retorno...
retorno esse, que busco aqui, agora, na madrugada...
Onde meu coração, te faz poesia...
Nostalgia... Onde você se faz presente, concreto.
Onde tenho-te sem limites de tempo e espaço,
Onde você é só meu,
Onde te quero e quero-te
Em uma ardente e madura paixão.
Quero-te!
Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
...Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu...
...Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza...
...sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria.
Tati Bernardi