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O interior não é uma coisa que se veja, mas, que se descubra. Não posso. por, mas que seja bonito dizer, me aproximar atraída pelo interior de alguém ou alguma coisa. O que vejo é matéria é ele, que me atrai.
Essa pode esconder escorias ou tesouro. Disso, só sei ando me aproximo. Ai reside à força da aparência. O mundo, hoje, mas do que nunca, é a exaltação do rotulo, da embalagem: contudo, quando retiro o lacre, Quando jogo fora o papel exijo coerência. Não admito encontrar uma coisa aonde esperava outra. Se não!
Não há namoro. Não há consorcio. O profissional que sabe disso entende que precisa ter coerência entre o que mostra e o que é.
Sabe que a aparência é a isca, e sua essência, o anzol. A primeira atrai, mas é a outra "prende". Muitas empresas esquecem isso.
Pensam em curto prazo. Só se preocupam com a embalagem. É por isso, que vivemos no mundo do "experimenta" e se é gasto tanto dinheiro com marketing e propaganda. Onde não há confiança não há fidelidade.
Por isso acho absurdo dizer: "vista isso", "use aquilo" Você Veste o que você é, ou do contrário, se fantasia.
Enquanto as pessoas não entenderem isso viveremos aquele conto de fadas do Sapo a da Princesa, só que às avessas: descobriremos muito mais "sapos" em "príncipes" e "princesas", do que o inverso disso.

Perto de você tudo é mais fácil, tudo é alegria, tudo é verdade! Nossa relação é muito próxima. Parecemos mais irmãos que primos, aliás, nossa proximidade demonstra bem o quanto preservamos o carinho e a amizade que nos une.

Desde crianças que você era a pessoa que me protegia em qualquer situação. Essa segurança, esse conforto resiste ainda hoje! Gosto muito de você!

Um sonho possível de realizar Quando você triste estiver Ele vai te acalentar Vai ser algo mágico e o mundo vai saber Que você nasceu, foi para vencer E é assim que deve ser.

Fui, em pequena, uma menina muito estabanada. Num só dia, conseguia quebrar a tesoura de mamãe, arrancar os cabelos de minha boneca ao trepar em uma árvore com ela no colo, e, finalmente, quebrar um prato valioso, ao ajudar a enxugar a louça.
Depois de cada desses desastres, corria para minha mãe e dizia apressada:
– Desculpe, mamãe! E estava crente de que, pronunciando essa senha mágica, obtinha completa absolvição.
No dia seguinte a uma dessas estripulias, aconteceu-me derramar café na toalha da mesa.
– Desculpe, mamãe! disse eu logo.
Mas mamãe, sorrindo, tomou uma toalha e enrolou-a em minha cabeça, como um turbante. E pôs na minha mão uma varinha que, propositadamente, deixara por perto. E disse bem humorada:
– Você agora é um mágico, com uma varinha de condão. Diga as palavras mágicas: "Desculpe, mamãe!", dez vezes, sobre essa mancha de café.
Eu repeti as palavras enquanto o resto da família me olhava fingindo seriedade e segurando um acesso de riso.
Quando terminei, tomada de intensa curiosidade, perguntei a minha mãe: – E a mancha, desapareceu?
– Não! ela respondeu com naturalidade.
Caindo em mim, comentei chorando de decepção: – E não podia mesmo desaparecer, embora eu dissesse mil vezes "Desculpe!"
– Então, disse mamãe, isso significa que "Desculpe!" não é uma palavra mágica. Não é interessante? Um "Desculpe!" não pode fazer desaparecer, em dois minutos, uma mancha de café que a gente, com apenas dois segundos de atenção, pode evitar. Bem, você quer que eu encha sua xícara outra vez?
E minha mãe não precisou, nunca mais, repreender-me. Quantas vezes eu penso ter esquecido a lição, volta-me à lembrança aquele turbante de toalha e a varinha de condão improvisada.
Continue se divertindo... Sorria, você fica bem assim alegre... Transmite força e paz...

Sê meu guarda só por esta noite, É tudo o que te peço!
Toma-me sobre a tua asa, Não consigo mais continuar!
Estou tão cheio de medo, Podes ler-me um livro?
E quando as sombras crescerem, Não podes ficar comigo?
Sê meu guarda só por esta noite, É tudo o que te peço!
Ficas de guarda à minha cabeceira? É tudo o que preciso saber!
Por favor segura em minha mão! Nunca mais a queiras largar!
Todas as maravilhas do Mundo, Por apenas mais um segundo!
Não posso nem falar, mas não vês...
Que é pelo teu toque que anseio?
Sê o meu guarda até o Sol nascer...
Até eu escutar de novo os pássaros!
Mais indefeso não podia estar, Guardas a minha pequena chama?
Se nunca mais nos encontrarmos Pelo menos nunca me esqueças Pois esta noite estive à tua guarda!