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A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões. Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? Pensou ela.
O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. E se justamente agora isto não funcionar?
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final o empurrão.
A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida.
Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia. O empurrão era o menor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor.
Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram!
Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia. São elas que nos empurram para o abismo.
E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar.

Você, que reclama o que não recebe, já pensou no que não dá? Você, que se lamenta porque sofre, já pensou no quanto faz sofrer? Você, que acusa a ignorância, já avaliou seus conhecimentos?
Você, que condena o erro, já percebeu quanto erra? Você, que se diz amigo sincero, já se analisou com sinceridade? Você, que se queixa da penúria, já viu quanto possui mais que os outros?
Você, que critica o mundo, já fez algo para melhorá-lo? Você, que sonha com o céu, quanto já fez para extinguir o inferno? Você, que se diz modesto, não terá orgulho de parecer humilde?
Você, que condena o mal, tem procurado difundir o bem? Você, que deplora a indiferença, tem semeado o amor? Você, que se aflige com a pobreza, tem usado bem suas riquezas?
Você, que se dói com os espinhos, tem cultivado rosas? Você, que tanto lamenta as trevas, tem espalhado luz? Você, que se ocupa consigo mesmo, tem se preocupado com os outros?
Você, que se sente tão pequenino, tem procurado crescer? Você, que se queixa da solidão, tem buscado companhia de um amigo? Você, que se revolta contra a doença, que tem feito pela saúde?
Você, que almeja a concórdia, tem combatido a discórdia? Você, que se diz servo de Deus, tem servido para alguma coisa?

Recomeçar é começar de novo. É jogar fora, destruir, remover tudo que não foi bom, que não valeu a pena, que foi feito errado, e com o que sobrou, reconstruir.
É fazer novas paredes, no lugar daquelas que os erros encheram de buracos e rachaduras. Até as mais pequenas imperfeições no reboco tem que ser removidas, para que as novas estruturas possam ser sólidas.
Para recomeçar, é preciso ter em mente que tudo que é bom deve ser refeito, revivido. Portas de liberdade, janelas de confiança, assentadas sobre tijolos de verdade e justiça. No teto, uma laje de carinho e perdão, para que possamos ficar ao abrigo das tempestades que a vida fatalmente traz. No chão, um piso seguro e sólido, feito de companheirismo e compromisso, será a base para caminhar de mãos dadas.
Nada de querer aproveitar uma meia bancada, ou uma pintura esmaecida. Afinal, com a vida não se pode brincar. Lembrando apenas dos momentos em que os olhos falaram mais que as palavras, é preciso tomar o outro pela mão e trabalhar. É começar do zero, usando o único material que não se esgota. O amor.

Christina Ferreira

A inquietude pode ter origem nas mais diversas causas... Posso estar inquieta por te querer juntinho a mim, Posso estar inquieta pelo simples fato de querer carinhos... Posso estar inquieta por querer conversar, por querer ser notada!
A inquietude pode ser apenas uma demonstração de que algo está faltando, de que algo não está preenchido, de que algo precisa ser revisto, reavaliado, ou simplesmente, completado...
Estou inquieta por que te quero sempre mais e mais... Estou inquieta por que sinto vontade de teus toques, de tua atenção, de teus carinhos, de teus segredos...
Estar inquieta faz parte de mim!

A vida tem vários mistérios, e o maior deles é a morte. Nunca poderemos entender o porquê de um ente amado ter que partir. A dor que sentimos é imensurável. Nestas horas não há nenhuma palavra que possa ser dita que seja capaz de confortar os nossos corações. Tudo parece perder o sentido e ficar pequeno diante de tamanho sofrimento.

A única coisa que nós, amigos e familiares, podemos fazer é nos colocarmos à disposição para ouvir no momento em que quiserem falar, e oferecer os nossos ombros e coração amigo para apoiar vocês.

Não há nada capaz de reparar uma perda como esta, mas em nome da amizade e amor de quem fica, e em honra da memória de quem se foi, é preciso continuar vivendo. É preciso transformar o luto em uma luta pela vida e pela felicidade, e transformar a dor em saudade e serenidade. Os meus mais sinceros pêsames!