Sei que você está chateada, mas não conseguiremos resolver nada com este silêncio. Não sei até que ponto você conhece toda a história, muito menos a versão que tem sobre ela. Somos amigos há tanto tempo, que ainda não acredito como um mal entendido conseguiu abalar nossa amizade.
Sei que minha atitude não foi das melhores, mas preciso que conheça a minha versão e aí assim deixo você totalmente livre para tirar qualquer conclusão. Desde o ocorrido não consigo mais nenhuma comunicação com você, no começo pensei que poderia ser apenas um desencontro, mas com certeza não duraria tanto tempo.
Não podemos colocar de lado nossa amizade e esquecer tudo que já passamos juntas, somos amigas desde sempre, e você está fazendo muita falta na minha vida. Preciso somente de uma oportunidade para enfim esclarecer tudo, mas antes de qualquer coisa, quero te pedir, por favor, me desculpe!
De dizer não para aquela pessoa querida mesmo sabendo que o sim significa problemas no futuro? Você tem medo de quê? De admitir que você se enganou com uma pessoa, que você errou na dose do sentimentalismo e fechou os olhos para a realidade que todos veem. Você tem medo de quê?
Aceitar que o fim de um relacionamento já chegou há muito tempo e você, só você insiste em manter as aparências? Você tem medo de quê? De falar para seus familiares e verdadeiros amigos o quanto os ama, e por isso fica calado imaginando que todo mundo sabe disso. Você tem medo de quê? De perder o emprego medíocre que você tem e por isso se submete a tirania de um local que você não se sente bem?
Você tem medo de quê?
De sair á rua e dar de cara com seus medos e fantasmas, ou de encontrar-se com você mesmo e por isso você aceita a "Síndrome do Pânico". Você tem medo de quê? De aceitar que seu atual estado é reflexo apenas dos seus pensamentos, dos seus atos, suas atitudes algumas vezes impensadas e feitas de pura ansiedade.
Você tem medo de quê?
De sair da capa de vítima e encarar de frente seus sonhos, suas necessidades e descobrir que pode realizá-los? Você tem medo de quê? De questionar sua religiosidade, os conceitos que não se encaixam na sua capacidade de raciocinar e mudar tudo para viver melhor com Deus? Você tem medo de quê?
De aceitar que Deus existe e que nos pede ação sempre trabalho sempre, boa vontade sempre, perdão sempre, amor sempre.?
Não tenha medo de ser feliz, arrisque-se, aventure-se. Caiu, levante-se. Errou, comece de novo. Perdoe sempre.
Faça as coisas com calma. Caminhe devagar. Silencie as perguntas. Observe atentamente. A vida acontece onde você se demora e a pressa é inimiga da intuição.
Todos somos diferentes e por isso mesmo tão especiais. Cada um tem algo único que mais ninguém tem. Valorizar-se a si mesmo é o princípio básico segundo o qual todos deveríamos conduzir nossa vida.
Aprenda a conhecer-se, orgulhe-se do que você é, assuma-se como você é, e principalmente ame-se todos os dias da sua vida!
Um velho homem bêbado, acidentalmente caiu nas terríveis corredeiras de um rio que levavam para uma alta e perigosa cascata.
Ninguém jamais tinha sobrevivido àquele rio. Algumas pessoas que viram o acidente temeram pela sua vida, tentando desesperadamente chamar a atenção do homem que, bêbado, estava quase desmaiado.
Mas, miraculosamente, ele conseguiu sair salvo quando a própria correnteza o despejou na margem em uma curva que fazia o rio.
Ao testemunhar o evento, Confúcio comentou para todas as pessoas que diziam não entender como o homem tinha conseguido sair de tão grande dificuldade sem luta:
Ele se acomodou à água, não tentou lutar com ela. Sem pensar, sem racionalizar, ele permitiu que a água o envolvesse. Mergulhando na correnteza, conseguiu sair da correnteza. Assim foi como conseguiu sobreviver.