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Há aproximadamente 15 anos, quando eu era apenas uma criança, um anjo me procurou e me confiou uma missão muito importante. Ele me disse que o anjo mais lindo e mais especial do Senhor havia sido enviado à Terra, para levar alegria aos corações das pessoas que tenham o prazer e a sorte de conhecê-lo. E que o meu dever é proteger, amar, dar alegrias e muito carinho a esse anjo.

Aquela situação me deixou muito espantado e sem entender muito do que estava acontecendo. Eu perguntei-lhe como iria fazer isso sendo tão pequeno e fraco, ele me respondeu que ia fazer com que eu crescesse e me tornasse uma pessoa com potencial para realizar tal tarefa.

Ele também me disse que eu iria ter que procurar por esse anjo, e que durante essa procura eu iria encontrar várias dificuldades, entre as quais fogo e água, sol e chuva, calor e frio, tristezas e alegrias. E que algumas vezes eu iria até me enganar achando que havia encontrado o meu anjo, e que por esses erros eu iria pagar caro, pagar com solidão e sofrimento, mas que as duas maiores dificuldades mesmo iam ser conquistar o meu anjo e o tempo.

O tempo porque ele ia fazer com que eu ficasse ansioso e em alguns momentos até pensasse em desistir, mas ele também disse que conquistar o meu anjo não iria ser nada fácil, mas eu deveria persistir até consegui. E antes que ele encerrasse a conversa eu perguntei como ia saber quem é o meu anjo e ele me respondeu que eu iria saber quando o encontrá-se, e que ia ser recompensado por todos os sacrifícios pelos quais passei, e que o meu anjo ia ter o que lhe foi prometido quando foi enviado à Terra.

E agora tendo superado todas as dificuldades anteriores tenho certeza de que finalmente encontrei o meu anjo e é por isso que estou insistindo tanto. Quero que saiba que gosto muito de você e que tenho certeza de que é o meu anjo. Talvez esta seja uma das últimas chances que tenho de conquistar você, por isso, mesmo correndo o risco de parecer bobo, chato, e não ser perdoado pelo silêncio eu lhe peço: Fica comigo!

Quando conseguimos aquietar o nosso espírito, driblar com sabedoria as agitações da nossa mente, os medos do nosso coração, as expectativas da nossa alma, em relação ao amanhã...
Quando entregamos ao Pai as emoções que não compreendemos, as dores que não suportamos...
Quando, como uma criança, nos deixamos guiar pela harmonia do universo, que a tudo contempla e considera, sentimos Deus...
Sentimos o nosso Paizinho de amo tocar o nosso coração, afagar nossas preocupações, acalentar nossas dores, fazendo a esperança florescer...
Estejamos atentos aos sinais, discretos, sublimes, que o Pai, envia à nossa alma...
Ainda que o céu se encha de nuvens, ainda que para renovar-se a lua se esconda, ainda que um dia, dorminhocas, as estrelas se esqueçam de brilhar...
Ainda que um dia, a borboleta decida não mais sair do casulo, ainda que as flores resolvam se importar com os espinhos, pare, e de alma rendida ao criador, tente sentir a perfeita lógica, oculta nas entrelinhas, a justificar luminosa, a glória Divina de todos os acontecimentos...

Chegou o momento de você partir e já sinto um vazio no meu coração. A sua morte está causando uma grande dor em todos nós, mas certamente você deixou boas recordações.

Não posso esquecer a forma como você me acolheu e todo o carinho que sempre me deu. Você foi como uma mãe de verdade, sempre preocupada e pronta a ajudar. De hoje em diante nossas vidas não serão mais as mesmas.

O padre José Roberto, da Igreja da Ressurreição, no Rio de Janeiro, saía certa manhã bem cedo, quando seu carro foi cercado por três adolescentes. - Passamos a noite em claro, padre – disse um deles, em tom desafiador. – Pode imaginar onde estivemos?
Como qualquer ser humano normal, José Roberto preferiu ficar quieto. Imaginou o que significa uma noite em claro naquela idade, sentiu medo pelos riscos que os garotos devem ter corrido, pensou na preocupação dos pais.
O adolescente que iniciara a conversa terminou por responder á própria pergunta:
- Ficamos na Igreja de N. S. de Copacabana, adorando a Virgem. Saímos de lá tão eufóricos que viemos caminhando até aqui (aproximadamente 3 quilômetros), cantando alto, rindo, falando com todo mundo. Pelo menos uma das pessoas nos perguntou: "Como é que vocês, tão jovens, não têm vergonha de estarem bêbados a esta hora da manhã?"
O padre José Roberto deu partida no seu carro, e seguiu em direção ao seu compromisso. No caminho, se perguntou muitas vezes: - Eu também me deixei levar pela aparências, e cometi uma injustiça em meu coração. Será que algum ser humano vai finalmente entender a frase de Jesus, "Vocês serão julgados com a mesma medida com que julgam seu próximo?"

Querida amiga, agora que você se prepara para ir embora, e seremos obrigadas a uma despedida, eu quero que saiba que não importa onde, ou por quanto tempo não nos veremos, pois independentemente de tudo você será sempre minha amiga!

Não haverá distância, universos de tempo ou espaço capazes de separar dois corações que se gostam tanto como os nossos. Até hoje construímos e nutrimos uma amizade que eu sei será eterna, para toda a eternidade!