Quando falar sobre a dor, deixe abertas as janelas da alma para compreender que o amor e a dor são tão parecidos que até os confundimos ao vê-los bem de pertinho. Quando falar sobre a paz, faça-o no rumor da guerra, e para ser ouvido na mais alta voz.
Quando falar sobre sonhos, acorde para vivê-los na melhor lucidez do seu dia. Quando falar de amizade, estenda a mão aos seus inimigos para que possa provar a si mesmo aquilo que gosta de dizer aos outros.
Quando falar de fome, faça um minuto de jejum para lembrar daqueles que jejuam todos os dias, mesmo sem querer. Quando falar de frio, abrace alguém. Quando falar de calor, estenda a mão.
Quando estender a mão, mantenha o braço erguido para que perdure. Quando falar de felicidade, acredite nela. Quando falar de fé, cerre os olhos para encontrar a razão daquilo em que crê. Quando falar de Deus, faça-o pelo silêncio do seu testemunho.
Quando falar de si mesmo, aprenda a calar, para entender o amor, a dor, a paz, os sonhos...
De uma forma geral a amizade é algo positivo e que proporciona alegrias. Mas a verdade é que nem sempre é assim. Às vezes acreditamos viver uma amizade sincera e nos entregamos e confiamos em certas pessoas apenas para virmos a descobrir que nos traíram.
Essa é uma traição que dói muito, pois acreditávamos e confiávamos nessas pessoas, nesses amigos, mas a verdade é que nunca foram amigos. Infelizmente há muitas pessoas assim.
São amigos falsos que apenas ficam do seu lado enquanto precisam de alguma coisa e que na primeira oportunidade viram as costas ou traem os que diziam amar como amigos.
Mas apesar de doer, de ser cruel, essas pessoas acabam nos ensinando valiosas lições, e a principal é a de não confiar em qualquer pessoa que se aproxima de nós. É importante sermos seletivos, esperar até abrirmos nossos corações e confiarmos nossos segredos. É preciso cuidado, pois, infelizmente, amigos falsos há muitos!
Olhar o céu infinito
Admirar as estrelas
Tocá-las com os dedos da imaginação
Vibrar com o brilho delas.
Brincar de fazer mundos
Usar os sentimentos mais puros
Mais profundos.
Para onde vai aquela estrela?
Um pontinho no céu a caminhar?
E olha lá... do outro lado
Outra estrela a vagar!
São meus sonhos... esperanças...
De um mundo melhor encontrar
Que realizo e conquisto
No brilho do seu olhar!
Em você eu encontrei uma figura paterna como não pensei ser possível. Em seu coração o meu encontrou o amor e o carinho sinceros de um verdadeiro pai. Feliz dia dos pais, querido padrasto!
Hoje seria impossível imaginar minha vida sem você, pois você é o pai que a vida me deu de presente mais tarde, mas seu amor e dedicação compensam por todo o tempo em que estivemos separados. Eu te amo, meu padrasto, meu pai!
Se o ciúme nasce do intenso amor, quem não sente ciúmes pela amada não é amante, ou ama de coração ligeiro, de modo que se sabe de amantes os quais, temendo que o seu amor se atenue, o alimentam procurando a todo o custo razões de ciúme.
Portanto o ciumento (que porém quer ou queria a amada casta e fiel) não quer nem pode pensá-la senão como digna de ciúme, e portanto culpada de traição, atiçando assim no sofrimento presente o prazer do amor ausente. Até porque pensar em nós que possuímos a amada longe - bem sabendo que não é verdade - não nos pode tornar tão vico o pensamento dela, do seu calor, dos seus rubores, do seu perfume, como o pensar que desses mesmos dons esteja afinal a gozar um Outro: enquanto da nossa ausência estamos seguros, da presença daquele inimigo estamos, se não certos, pelo menos não necessariamente inseguros. O contato amoroso, que o ciumento imagina, é o único modo em que pode se representar com verosimilhança um conúbio de outrem que, se não indubitável, é pelo menos possível, enquanto o seu próprio é impossível.
Assim o ciumento não é capaz, nem tem vontade, de imaginar o oposto do que teme, aliás só pode obter o prazer ampliando a sua própria dor, e sofrer pelo ampliado prazer de que se sabe excluído. Os prazeres do amor são males que se fazem desejar, onde coincidem a doçura e o martírio, e o amor é involuntária insânia, paraíso infernal e inferno celeste - em resumo, concórdia de ambicionados contrários, riso doloroso e friável diamante.
Umberto Eco