Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si. Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: "Pronto, agora vai sarar". E todos os noves competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos...
Talvez os atletas fossem deficientes mentais, mas com certeza, não eram deficientes espirituais... Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos...
Minha querida mãe, desde que você partiu deste mundo que em minha vida ficou um enorme vazio, mas maior ainda é o vazio que nasceu no meu coração.
Mas apesar da dor e da eterna saudade, você me deixou lindas memórias para aquecer meu coração. Seu amor e ensinamentos continuam comandando minha vida, e ainda que não possa mais ver você, sinto sua presença constante ao meu lado.
Todos os dias recordo a mãe e mulher maravilhosas que você foi em vida, e através da minha saudade que jamais esmorecerá, você viverá eternamente. Te amo, mamãe, hoje e para sempre!
A saudade não é um sentimento de ausência. A saudade é o sentimento de presença de quem não está. A verdadeira saudade não se desfaz. É a lembrança viva, é uma memória que aquece e às vezes arde, mas que não esfria, não se apaga. A saudade é uma chama que se mantém acesa pela falta que o outro faz.
O tempo da saudade é sempre o passado, porque a saudade é a vontade de trazer o passado para o presente e o levar conosco para o futuro, para toda a vida. A saudade é constante vontade de estar. Não há como melhor explicar a saudade. Basta fechar os olhos e se aquilo que mais deseja lhe parece tão distante na realidade como no sonho, então há saudade. A saudade é o eterno desejo da presença de quem está ausente ou daquilo que passou.
Ultimamente, tenho pensado, Quem estará lá para ocupar meu lugar
Quando eu for, você vai precisar de amor, para iluminar as sombras em seu rosto
Se uma grande onda caísse, e caísse sobre todos nós, então entre a areia e a pedra
Você poderia fazer isto do seu modo, se eu pudesse, então eu iria
Eu vou para onde você for, muito lá em cima ou lá em baixo. E talvez, eu vá encontrar
Um jeito de voltar algum dia, para te assistir, para te guiar, através da escuridão de seus dias...
Um menininho brincava no tanque de areia da praça naquela manhã de sábado. Tinha com ele sua caixa de carrinhos e caminhões, seu balde plástico e uma pá vermelha brilhante. No processo de criar estradas e túneis na areia macia, ele descobriu uma pedra grande no meio do tanque de areia.
O mocinho cavou ao redor da pedra, conseguindo desalojar a sujeira. Com muito esforço, usando as mãos, os pés e em todas as posições possíveis, ele conseguiu empurrar a pedra através do tanque de areia. Era um menino muito pequeno e a pedra, para ele, era enorme. Quando o menino alcançou a borda do tanque de areia, ele descobriu que mais difícil ainda ia ser passar a pedra sobre a pequena parede.
Determinado, o menininho empurrou, empurrou e empurrou, mas a cada vez que ele achava ter feito algum progresso, a pedra virava e rolava de volta para o tanque. O menininho grunhiu, lutou, empurrou, mas sua única recompensa era ter a pedra rolando de volta, esmagando seus dedinhos rechonchudos. Finalmente rompeu em lágrimas de frustração.
Durante todo o tempo, seu pai o observava de sua janela, aguardando o desenvolvimento de todo o drama. No momento em que as lágrimas caíram, uma sombra grande caiu sobre o menino. Era seu pai. Suavemente mas com firmeza, ele disse, – Filho, por quê você não usou toda a força que você tinha disponível?
Derrotado, o menino respondeu, – Mas eu usei, pai! Usei toda a força que eu tinha! – Não, meu filho, corrigiu o pai bondosamente. – Você não usou toda a força que você tinha. Você não me pediu ajuda.
E o pai do menino se abaixou, pegou a pedra e a retirou do tanque de areia.
Soa familiar? Todos temos pedras a mover, e precisamos ir diretamente ao nosso Pai para conseguir que o trabalho seja feito!