Mãe é única, insubstituível. Seu colo é o mais confortável, seu carinho e amor incondicionais e uma certeza ao longo da vida, e a saudade que ela deixa quando parte desta vida é inconsolável, eterna.
É uma saudade que pesa, que comprime, que sufoca, essa que eu sinto. É uma saudade que jamais será curada! Não enquanto eu caminhar com meus pés mortais, não enquanto respirar o ar da vida da sua ausência, minha mãe.
É a saudade que chega violenta quando procuro e não encontro seu olhar compreensivo. Quando preciso e não tenho mais os seus braços quentes de amor. Quando preciso escutar suas palavras sábias e carinhosas e apenas resta o silêncio.
Eu a amo tanto, mãe; antes, hoje e para sempre! É tão grande o vazio que você deixou na minha vida depois que Deus chamou você para junto d'Ele, e tão profunda a saudade que vive no meu peito.
Verdadeiras amizades são uma bênção sem igual, pois nas ocasiões tristes, nos momentos em que estamos com o coração machucado elas trazem paz e nos dão o consolo que precisamos.
Quem tem amigos assim, que estão presentes e disponíveis em todas as ocasiões, pode ter muito orgulho. No mundo em que vivemos amizades sinceras são raras e nós devemos valorizá-las e guardá-las para sempre.
Contra e tudo e contra todos lutamos pelo nosso amor. Ainda não somos livres, meu amor, e temos de viver nossa paixão longe dos olhares invejosos que nos rodeiam. O mundo não consegue entender porque quero você tanto assim, mas este ano de namoro que fazemos agora prova que a nossa vontade é a de permanecermos juntos. Quero continuar do seu lado e seguir com você neste caminho que nos levará à felicidade.
A escritora esportiva Jeannette Bruce passou dois anos e meio tomando lições de judô, progredindo constantemente em busca de autodefesa.
- Certa noite, bastante chuvosa, ela disse, o que é o sonho de todo aprendiz de judô aconteceu comigo. Eu caminhava pela 6a Avenida, por volta de 9 horas da noite, quando um homem pulou de uma entrada escura e tentou agarrar minha bolsa. Como eu estava preparada... Pronta para esmagá-lo na calçada com golpes certeiros!
- Mas, em vez disso... Bati na cabeça dele com a minha sombrinha!
Suponho que a maioria de nós pode se identificar com Jeannette de alguma forma. Quantas vezes recebemos uma grande oportunidade de fazer algo de bom e acabamos por fazer ou dizer algo bem estúpido. Ou quantas vezes estamos frente a frente com algo que sabemos que devemos evitar e não evitamos.
Entretanto, quando fracassamos, o importante é levantar-se, aprender com nossos erros e seguir em frente tendo aprendido a colocar nossa confiança em Deus em cada situação em que nos encontrarmos.
Por isso, em minhas orações, sempre acrescento: "Meu bom Deus, obrigado por, em todas as vezes que tropecei e cai, você não ter me condenado, mas estendido Sua mão para ajudar a me levantar e manter-me sobre minhas pernas.
Obrigado por, em cada fracasso meu, ter me ajudado a aprender com meus erros, levantar-me, e, seguir em frente confiando em Ti.
Obrigado por ouvir e responder minha oração."
O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você..." A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.
Não aprendi isso nos livros.
Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos.
No tempo de Freud as pessoas procuravam os terapeutas para se curarem da dor das repressões sexuais. Aprendi que hoje as pessoas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pedem para ser escutadas. Querem a cura para a dor da solidão.
Rubem Alves