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Piriá e e Smilinguido estavam conversando sobre uma história do Livro da Vida que o mestre tinha contado.
E Piriá disse que já pensou como o filho mais novo da história, que foi embora de casa, porque queria viajar e conhecer o mundo, conhecer novas formigas.
O rapaz na história gastou todo o dinheiro que o seu pai havia dado, e começou a passar fome! Como ninguém o ajudou resolveu voltar para casa para trabalhar como empregado de seu pai, mas ao chegar em casa seu pai ficou tão feliz que fez um festa para comemorar a volta do seu filho!
O Smilinguido perguntou o que tinha feito o Piriá mudar de ideia e ele disse que ainda gostava muito de aventuras, mas que se sentiu igual ao rapaz não quando saiu de casa mas quando voltou, pois ao chegar em casa Piriá recebeu um abraço caloroso de quem o ama, teve comida e uma cama quentinha para dormir, viu seus amigos...
E Piriá entendeu que às vezes queremos coisas que não são tão boas quanto imaginamos. é melhor ficar feliz com o que temos.

Cristina Welzel da Silva

A fé é o que mantém o ser humano firme mesmo nas circunstâncias mais negativas. É acreditar que melhores dias virão, mesmo quando a vida não apresenta motivos para sorrir.

Ter fé é andar confiante mesmo na escuridão, é ser grato pelas coisas boas antes de recebê-las. É ver o abismo e dar um passo em frente, confiando que você não irá cair.

Viver com fé pode ter um impacto essencial na sua vida, sendo um abrigo forte nos piores dias de tribulação.

Hoje, em vez de pensar no número, e na idade que esse número representa, pense em tudo o que durante esses anos você já viveu, já aprendeu. Pense em todas as pessoas que já conheceu, em todos os sorrisos que elas lhe colocaram no rosto, e em todos o que você arrancou dos delas. Pense em todos sonhos sonhados e vividos.

A sua existência não é um número, mas sim um conjunto de momentos vividos, singulares, únicos, que apenas a você pertencem e que por isso você deve estimar e com eles se alegrar.

Feliz aniversário!

Minha pele de estrelas e luar foi Bordada pelas mãos dos atabaques Quando delicadeza beijou o mar. Olho para trás e uma vez mais beijo As mãos dos meus antepassados, Todos abençoados pelos ritos, Pelos mitos, pela dor que o vento Espalhou na cor que trago em mim Como lembrança e prazer de lembrar Quem fui e sou. Sento no colo de meu avô e todas as vozes Da África gritam em minhas veias. Abraço minha mãe e estou nos braços das sereias. Essa sou eu e assumo a beleza de meus Cabelos negros e de minha pele que guarda Todos os mistérios dos orixás. E se sonho, estou lá, deitada no colo de minha Mãe Yemanjá. E se choro, choro pelo amanhã, mas bato o pé E chamo Iansã. E se me enfeito, sou de Oxum e sou de todos Os lugares e de lugar nenhum. E se canto, chamo por Nanã na cantiga de ninar Que me faz encantada e guardiã. Sim, sinhôzinho, essa sou, ajoelhada, marcada Pelo passado que não passou. Olha bem pra mim e ao redor. Somos Muitos, somos tantos numa voz só. Sou o povo brasileiro, sou a África e A sua continuação nesta bandeira Verde e amarela que trago no coração.

Sei que os teus olhos Sempre atentos permanecem em mim E os teus ouvidos Estão sensíveis para ouvir meu clamor Posso até chorar... Mas a alegria vem de manhã És Deus de perto e não de longe Nunca mudaste, tu és fiel
Deus de aliança, Deus de promessas Deus que não é homem pra mentir Tudo pode passar, tudo pode mudar Mas Tua palavra vai se cumprir
Posso enfrentar o que for Eu sei quem luta por mim Seus planos não podem ser frustrados Minha esperança está Nas mãos do grande Eu sou Meus olhos vão ver o impossível Acontecer...