Onde quer que eu esteja
Enquanto não chegas
Ah! Como sinto tua ausência!
Mas, quando tu chegas
Quão marcante, é a tua presença.
Tu te moves a distância.
E, com o mais sútil ângulo do teu olhar
Percebes-me!
Eu te olho, sob as circunstâncias.
E, no âmbito do lugar
Alegro-me
No entanto, a realidade nos diz:
- Ainda que não sejas simples devemos buscar o revigoramento
Que nos anime!
Pois harmonia dos nossos perfis
Nós nos tornamos cúmplices
De um sentimento
Sublime!
Amizades verdadeiras são como flores de um jardim; é preciso cuidar carinhosamente delas para que mostrem toda sua beleza.
O colunista Sydney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desceram pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão polido e amigável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir.
A implicação desse diálogo é que a pessoa inteira é seu próprio dono, que não deve se curvar diante de qualquer vento que sopra. Não é o ambiente que a transforma, mas ela que transforma o ambiente. A pessoa inteira é um Ator e não um Reator.
Nossa Senhora com o Menino Jesus em seus braços, resolveu descer à terra e visitar um mosteiro. Orgulhosos, os padres fizeram uma grande fila para prestar homenagens à Virgem.
Um declamou belos poemas. Outro mostrou páginas da bíblia escritas em ouro. Um terceiro disse o nome de todos os santos.
E assim por diante, monge após monge, homenageou Nossa Senhora e o Menino Jesus.
No último lugar da fila, havia um padre, o mais humilde do convento, que nunca conseguiu aprender os sábios textos da época.
Seus pais eram pessoas simples, que trabalhavam num velho circo das redondezas e tudo o que lhe haviam ensinado era fazer malabarismos. Ele ficou por último pois os outros temiam que, por não ter nada a dizer, poderia desmoralizar o convento. Mas, o padre sentia que precisava dar algo muito bom de si para Jesus e a Virgem.
Envergonhado, sentindo o olhar reprovador dos seus irmãos, tirou algumas laranjas do bolso e começou a jogá-las para cima, fazendo a única coisa que sabia fazer: malabarismos.
Foi só nesse instante que o Menino Jesus sorriu e bateu palmas.
E foi para ele, o mais humilde, que a Virgem estendeu os braços e deixou que segurasse o Menino.
É na simplicidade que estão as coisas mais importantes!
Quero sempre esse teu abraço que me protege, que me esquenta e que me livra de toda a solidão. Não me deixe, mas não me deixe nunca.