Termina o dia e a ti entrego meu cansaço. Obrigado por tudo e... perdão. Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos. Obrigado pela alegria que vi no rosto das crianças.
Obrigado pelo exemplo que recebi daquele meu irmão. Obrigado também pelas coisas que me fizeram sofrer...
Obrigado porque naquele momento de desânimo lembrei que tu és meu Pai. Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação...
Obrigado, Pai, porque me deste uma Mãe! Perdão, também, Senhor! Perdão por meu rosto carrancudo. Perdão porque não me lembrei que não sou filho único, mas irmão de muitos
Perdão, Pai, pela falta de colaboração e serviço e porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto. Perdão por ter guardado para mim tua mensagem de amor. Perdão por não ter sabido hoje entregar-me e dizer: "sim", como Maria.
Perdão por aqueles que deviam pedir-te perdão e não se decidem. Perdoa-me, Pai, e abençoa os meus propósitos para o dia de amanhã. Que ao despertar, me invada novo entusiasmo. Que o dia de amanhã seja um ininterrupto "sim" vivido conscientemente.
Boa noite Pai. Até amanhã.
O pai é sempre o pilar de uma família. É o membro mais altivo de todos e faz com que todos o respeitem de forma distinta de qualquer outro. O Pai de vocês era isso e muito mais. Ele conquistou uma coisa em vida muito importante chamada imortalidade. Ele se foi, é verdade, mas deixou todo o seu legado. Tudo o que ele quis dizer, ele disse. Tudo que ele quis realmente fazer, ele fez. Somente do corpo é que as saudades serão sentidas porque ele está sempre presente. Os meus Pêsames!
É em momentos como esse que tudo parece estar perdido. Imagino que vossa família esteja sem rumo, sem estrada, sem caminho, mas a verdade não é essa. Após esse luto tão triste e tão difícil, todos vocês vão achar um modo novo de encarar a vida, uma nova forma de viver, e é aí que os sorrisos voltarão a aparecer. É aí que todos vocês vão orgulhar vosso Pai, porque tenho certeza que seu maior desejo é que vocês encontrem o brilho do sol em todas as manhãs.
Vocês são tudo que preciso para ser feliz em minha vida! São meu exemplo de honra, de amo, de cuidado. Pais assim não existem como grão de areia; são raros.
Sinto uma grande alegria por poder dar minhas felicitações por suas bodas de ouro, por cinquenta anos de casamento. Foram fases de luta, de empenho, de suor, de nunca desistir e de união para construir o que de melhor existe no mundo: um lar com amor para vocês e seus filhos. Sejam felizes sempre!
Meu caro poeta, se entregue de corpo e alma, coração e mente, deixe a luz escrevente devanear com você!
- Que seja feita sua vontade, e assim entrego minhas letras floydianas ao desabrochar da flor em fulgor!
- Na sinceridade dos versos aqui tatuados, me deixo despir em luzeiros, para ter você por inteira no sabor da laranjeira!
Caro amigo poeta, se entregue ainda mais, você pode, você deve buscar sua felicidade, a luz e seu caminho!
- Que o meu arco-íris, mostre-se ainda mais belo, espelhando nos olhos da amada, minha frase pura e apaixonada!
Nas águas dos meus reversos, aqui abertos ao universo, faço-me em prantos, para ter você, perolada a paixão, cristalina ao amor!
Meu caro poeta, deixe-se falar com a emoção de suas lágrimas, pois são verdadeiras e o levam ao cume do poema explosão!
Conta-se que um amigo levou um índio para passear no centro de São Paulo. Seus olhos não conseguiam acreditar na altura dos edifícios e ele mal conseguia acompanhar o ritmo frenético das pessoas indo e vindo. Espantava-se com o barulho ensurdecedor das sirenes, dos automóveis, das pessoas falando em voz alta.
De repente, o índio falou: "Ouço um grilo!"
O amigo espantado retrucou: "Impossível ouvir um inseto tão pequeno nessa confusão!"
O índio insistiu que ouvia o cantar de um grilo. Tomando o seu cicerone pela mão, levou-o até um canteiro de plantas. Afastando as folhas, apontou para o pequeno inseto.
"Como?" Perguntou o amigo, ainda sem crer.
O índio pediu-lhe algumas moedas, e então jogou-as na calçada. Quando elas caíram e se ouviu o tilintar do metal, muita gente se voltou.
"Escutei o grilo porque o meu ouvido está acostumado com este tipo de barulho. As pessoas aqui ouvem o dinheiro caindo no chão porque foram condicionados a reagirem a esse tipo de estímulo." Depois arrematou: "A gente ouve o que está acostumado ou treinado a ouvir."
Vivemos em um mundo materialista. A vida nos impõem que sejamos muitas vezes duros. Acabamos nos tornando céticos. A voz de Deus não é ouvida senão por aqueles que tem o ouvido sensível. Muitas vezes a correria da vida e as agitações da nossa alma inquieta não nos permitem perceber o Divino.
Treinamos os nossos sentidos para reagir apenas aos impulsos da sobrevivência, mas há realidades que só se percebem com o espírito. Aqueles que aquietam o coração e se deixam tocar pelo Eterno, escutam o sussurro de Deus.
Desejo que todos consigamos, apesar do tumulto que nos cerca, escutar o sussurro de Deus.