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Senhor, eu te agradeço por morar na colônia, por viver em contato com a natureza, com a terra, as aves e a criação. Obrigado pelas alegrias que eu sinto ao longo dos dias e das noites, em cada estação do ano.
Eu te agradeço pelo sol, pela chuva, pela sombra, pelo ar, pelas águas, pelas flores, frutos, pela força das sementes e pela força da terra, pela fecundidade das minhas lavouras. Dai-nos a graça de colher os frutos das sementes que plantamos, para o sustento de nossa família.
Proteja-nos de tempestades. Derrama Senhor a sua bênção sobre nossas lavouras e animais. Ajuda-me a ter sempre disposição para o trabalho, vivendo na família com alegria, fé e boa vontade.
E a noite, quando em casa nos reunimos para rezar, permanece comigo e conosco, em nossa casa, Senhor.
Amém!

Não nos encontramos mais, não fazemos mais as reuniões inesquecíveis. Aquelas boas festinhas, em que a gente se reunia em qualquer lugar, ao redor de uma churrasqueira. Era só desculpa para ficar juntos e conversar.
Ali eram relembradas velhas histórias de velhas aventuras. Lugares em que estivemos juntos e que ainda hoje, passado o tempo, continuam a existir na recordação. Nessa época sim cultivamos a verdadeira amizade, que hoje mantemos pelas lembranças.
Coisas que na memória estão vivas, sentimentos que por desinteressados, permaneceram. Hoje sabemos que só mesmo esse laço continua na nossa vida, é a verdadeira amizade.
Tenho saudades daquele tempo, amigo. Entre nós sempre houve confiança mútua. Quem sabe, tu possas me passar um pouco da tua força de vontade para continuar cultivando coisas boas e úteis.
Um abraço fraterno.

Sinto uma vontade enorme de gritar ao mundo o quanto meus amigos são valiosos. É muito reconfortante saber que posso contar com vocês para quaisquer desafios e rasteiras que a vida me ofereça. O vosso apoio foi tudo o que precisava para sair do poço onde me encontrava. Vocês sabem o quanto foram importantes para eu ter conseguido superar a fase que me pôs para baixo. Sinto que dei a volta por cima graças a vocês. Estarei sempre com um "obrigado" no coração. Contem comigo sempre. Para tudo.

Um dia na igreja eu me sentei num banco e ouvi o pregador dizer: – Nós precisamos de alguém para dar algumas aulas. Quem assumirá essa tarefa?
Eu senti Deus ao meu lado, sussurrando: – Filho, essa é para você.
– Mas, Senhor, falar para tanta gente é uma coisa que não sei fazer! O Sr. Carlos seria o homem ideal para chamar. Não há o que ele não saiba fazer. Eu prefiro ficar aqui no banco assistindo às suas aulas.
Um outro dia, ouvindo o coral, eu sentado no banco, escutei o maestro dizer: – Nós precisamos de alguém para voz principal nos cânticos. Quem quer assumir essa tarefa?
Novamente eu ouvi a voz de Deus sussurrando: – Filho, essa é com você.
– Mas, Senhor, cantar diante de uma multidão é uma coisa que eu não posso fazer! Mas há o Jonas, que poderá fazer isso. É melhor eu ficar ouvindo as músicas aqui sentado no banco.
Uma outra vez, eu sentado no banco, ouvi o pregador dizer: – Eu preciso de alguém para atuar como anfitrião na entrada da Igreja. Quem aceita essa tarefa?
Mais uma vez ouvi a voz de Deus sussurrando: – Filho, é algo que você pode fazer!
– Senhor, ficar falando com estranhos é coisa que não consigo fazer! Mas há o Mário, Senhor: ele pode dar boas vindas às pessoas. Não é retraído como eu e fará isso muito bem. Eu preferiria que alguém viesse me cumprimentar aqui no banco.
Os anos se passaram e eu nunca mais ouvi aquela voz. Até que uma noite eu fechei os olhos e acordei numa praia do céu. Éramos quatro lá, encontrando a eternidade: Carlos, Jonas, Mário e eu.
Deus nos disse: – Eu preciso só de 3 de vocês para fazerem um trabalho para mim.
– Senhor, eu farei o trabalho. – eu clamei – Não há nada que eu não faria.
... Mas Deus me respondeu: – Obrigado, meu filho, mas sinto muito: no céu não há bancos.

Piriá e e Smilinguido estavam conversando sobre uma história do Livro da Vida que o mestre tinha contado.
E Piriá disse que já pensou como o filho mais novo da história, que foi embora de casa, porque queria viajar e conhecer o mundo, conhecer novas formigas.
O rapaz na história gastou todo o dinheiro que o seu pai havia dado, e começou a passar fome! Como ninguém o ajudou resolveu voltar para casa para trabalhar como empregado de seu pai, mas ao chegar em casa seu pai ficou tão feliz que fez um festa para comemorar a volta do seu filho!
O Smilinguido perguntou o que tinha feito o Piriá mudar de ideia e ele disse que ainda gostava muito de aventuras, mas que se sentiu igual ao rapaz não quando saiu de casa mas quando voltou, pois ao chegar em casa Piriá recebeu um abraço caloroso de quem o ama, teve comida e uma cama quentinha para dormir, viu seus amigos...
E Piriá entendeu que às vezes queremos coisas que não são tão boas quanto imaginamos. é melhor ficar feliz com o que temos.

Cristina Welzel da Silva