Sem você
O cheio fica vazio,
O quente fica frio,
O muito vira nada
E o pouco sem sentido
De querer e não poder
Ver e não ter,
Sentir sem saber...
Sem você
O sol não brilha,
E a luz não ilumina,
O que tem se perde o dobro,
E o que ganha não se tem consolo,
De saber o que é amar,
Quando não se pode respirar,
Só o teu olhar,
Pra me acalmar
Sem você
Eu perco a alegria,
E o que antes eu sentia,
Acho que era pura fantasia
De poder dizer um dia
Não quero mais ficar sem você.
Como esquecer o que fizeste comigo!
Com ignorar a dor em meu coração ferido.
Ele sangra e dói quando lembro-me de tua traição
A cada batida meu peito ressoa solidão, solidão solidão.
Tento esquecer e recomeçar
Talvez em teus braços mesmo aprender a perdoar.
Olho para ti e meu corpo arde de paixão
Mas na minha memória o desejo se mistura com a tua traição.
Perdoar. Será que algum dia conseguirei?
Esquecer. Será que em algum momento isso eu viverei!
Não sei...
Eu já bem sabia
Que você não ficaria
Um minuto mais
Eu que já fui tudo
Que você já quis no mundo
Há algum tempo atrás
Jamais esquecerei
Aquelas horas que passei
Junto ao teu lado amor
Embora eu soubesse
Que mais tarde o amor esquece
E só deixa a dor
Quando a gente ama
É cego e não reclama
Nunca o que tem
Pois ainda te quero
A qualquer hora eu espero
Por você Meu bem
Se estiver sofrendo
E quiser voltar correndo
Sabe onde me encontrar
Bem feliz serei
Eu juro! Não me importarei
O tempo que durar
Você é minha irmã! E é com alguma tristeza que enxergo sua inveja em alguns momentos. Somos família! Como é possível você ter esse sentimento para mim? Eu faria qualquer coisa para nossa relação melhorar.
Na verdade, tenho certeza que nossas diferenças acabarão por se tornar semelhanças com o tempo. Sim, porque temos muita coisa em comum apesar de você achar o contrário!
Mas, minha irmã, eu gosto de você de um jeito único; gosto de verdade e queria que tudo fosse bem diferente entre nós. Beijo!
É madrugada há um silêncio no ar por um instante, o soluço parou a tristeza dormiu e o pranto cessou!
Na barra do novo dia brilha sorridente o sol da alegria.
O ventre da terra contraiu-se a natureza gemeu em santo parto reuniram-se todos os átomos da força energética da vida...
O Pai é o parteiro presente anjos e mulheres o auxiliam os guardas, homens armados cochilam frágeis e inofensivos.
Poderosos: sacerdotes, Herodes, Pilatos... Com o remorso do crime no estômago, sofrem pesadelos.
O túmulo rompeu-se e a pedra rolou!
Eis que de pé, vitorioso renasce Jesus!
Do infinito parto da Natureza e do Céu ressurge livre, vencedor o Filho Amado. Ontem matado e enterrado.
Termina, enfim, a teimosia cansativa entre o homem e seu criador alguns lençóis, placentas inúteis, restos da morte que agoniza faixas manchadas do pecado vencido.
Voam pelo ar, no chão em festa, feito jardim por onde passeia sorridente o jardineiro imortal.
Tudo é surpresa e espanto tudo é certeza e encanto.
Os convidados e seguidores cantam alvíssaras Maria, a mulher símbolo suspira aliviada e segura uma lágrima feliz terá corrido rápida fazendo ponto final, no seu papel genial por ela somos benditos também, quem não diria Amém?
Enquanto os filhos da morte envergonhados, insistem em combater de boca em boca, de casa em casa, de nação em nação corre veloz a notícia feliz: "Jesus ressuscitou!"
Quem crê, saia depressa, correndo atrás de Madalena, de Pedro, de João...
A vitória será sempre da vida! E cada esforço, cada luta, cada gota de sangue derramado pela justiça não terá sido em vão...
A última palavra será: ressurreição!