Como é difícil não me deixar envolver
por esse teu carinho gostoso,
que só me faz te querer!
Como é difícil fingir que não percebo,
se é dele que recebo a alegria pra viver!
Como é difícil tentar me defender
se ele mexe com meus sentimentos,
deixando-me sem argumentos!
Como é difícil não ficar encantada
com esse carinho singelo,
desprovido de qualquer enfeite,
que apenas espera... que eu o aceite.
Como é difícil não me sentir seduzida
por um carinho tão envolvente
que me excita diferente e chama pra sonhar!
Como é difícil me manter ponderada,
quando, na verdade, o que eu queria
era caminhar por essa estrada!
Sílvia Munhoz
Quando você foi embora
A noite se fez eterna
O sol parou de brilhar
A casa ficou vazia
A lareira não aquecia
A coberta não embalava as noites frias
As velas se apagaram
As flores murcharam
Quanta vida, luz e aconchego essa despedida carregou?
Não sei dizer, apenas sentir
As lágrimas escorrem sem ao menos avisar
E assim vou caminhando
Tentando juntar os pedaços que ficaram
Os pedaços de amor, de luz, de vida
Como é difícil colocá-los juntos novamente
A despedida é dura, não dá trégua, traz sofrimento
Mas eu lutarei contra esse vazio, essa escuridão
O sol há de brilhar novamente
O sol há de invadir a minha sala, que agora é só minha
O sol há de regar as minhas flores e o meu jardim
Sim, eu vou me fortalecer
E reconstruir a minha casa após essa despedida
E quando um novo amor chegar, a minha casa estará pronta
Pronta para receber todas as flores, com velas e música
Sim, a despedida não pode carregar as minhas esperanças
E nem o meu amor.
Se há coisa que põe a gente para baixo, essa coisa se chama ingratidão. Mas se há coisa que arrasa você ao ponto de se sentir infinitamente machucado, essa coisa é a ingratidão de seu maior amigo.
É triste quando você se entrega à amizade, à pessoa e acaba verificando que não encontra gratidão nos atos do seu melhor amigo. Quando é assim, fica fácil enxergar que essa sua relação nunca foi madura e verdadeira.
Preciso abrir o jogo com você e contar o que meu coração me diz quando mais ninguém está escutando. Provavelmente será deslealdade falar sobre segredos que prometi não revelar, mas eu o farei por uma causa justa e tenho certeza que isto ficará entre nós.
Ele fala todos os dias sobre o amor que sente e dos comportamentos de quem está apaixonado. Penso que está dando a entender que nós devíamos ficar juntos. Acha que ele tem razão, ou sou eu o único a concordar com ele?
Muitas pessoas se comportam da forma que imaginam que agradará a todos. Esta metáfora nos fala da impossibilidade de realizar este objetivo e sobre a necessidade de confiarmos em nosso julgamento interno.
"Em pleno calor do dia um pai andava pelas poeirentas ruas de Keshan junto com seu filho e um jumento. O pai estava sentado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda.
- Pobre criança! - exclamou um passante. Suas perninhas curtas precisam esforçar-se para não ficar para trás do jumento. Como pode aquele homem ficar ali sentado tão calmamente sobre a montaria, ao ver que o menino está virando um farrapo de tanto correr.
O pai tomou a sério esta observação, desmontou do jumento na esquina seguinte e colocou o rapaz sobre a sela. Porém não passou muito tempo até que outro passante erguesse a voz para dizer: - Que desgraça! O pequeno fedelho lá vai sentado como um sultão, enquanto seu velho pai corre ao lado.
Esse comentário muito magoou o rapaz, e ele pediu ao pai que montasse também no burro, às suas costas. - Já se viu coisa como essa?, resmungou uma mulher usando véu. Tamanha crueldade para com os animais! O lombo do pobre jumento está vergado, e aquele velho que para nada serve e seu filho abancaram-se como seu o animal fosse um divã. Pobre criatura!
Os dois alvos dessa amarga crítica entreolharam-se e, sem dizer palavra, desmontaram. Entretanto mal tinham andado alguns passos quando outro estranho fez troça deles ao dizer: - Graças a Deus que eu não sou tão bobo assim! Por que vocês dois conduzem esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, se ele nem mesmo serve de montaria para um de vocês?
O pai colocou um punhado de palha na boca do jumento e pôs a mão sobre o ombro do filho. - Independente do que fazemos - disse, sempre há alguém que discorda de nossa ação. Acho que nós mesmos precisamos determinar o que é correto."