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Parabéns futura querida vovó. O nome pode soar estranho, mas em breve irá se habituar. Você terá um lindo neto para cuidar e ensinar as coisas maravilhosas da vida e ele será feliz em ter uma avó como você.

Desejo que esta nova etapa traga muitas alegrias para sua vida e que toda a família seja muito abençoada com essa experiência que certamente será inesquecível.

Tudo na vida um dia chega ao fim. Por mais que nos custe aceitar, é preciso se acostumar a dizer adeus. Dizer adeus a um amor é como enterrar um ente querido, pois um amor que acabou é como alguém que morreu.

Quando vivemos um amor fazemos planos, sonhamos, fazemos projeções. Temos um passado, vivemos um presente e pensamos em um futuro com esse amor. Quando o amor acaba, o presente se torna passado, o passado se torna uma memória que dói, uma saudade que magoa, e o futuro se torna naquilo que jamais vai existir.

Poucas coisas na vida doem tanto como ver um amor acabar. Mas é preciso saber dizer adeus. É preciso nos reconciliarmos com o fim, e entendermos que tudo na vida tem uma razão de ser, por mais que não consigamos entender. E é preciso ser otimista: quando algo acaba, é porque outras coisas estão começando.

Deixem-me contar-lhes uma parábola.
Vocês conhecem aquelas casas de madeira, de tábuas largas, com fendas e gretas pelas quais costumam cair, debaixo do assoalho um espelhinho, um pente, uma moeda, um botão, uma miçanga, mil coisas assim, que ficam lá embaixo, na escuridão.
Os meninos antigos gostavam de deitar-se no chão e ficar olhando pelas gretas o velho porão escuro.
Quando um raio de sol penetra lá embaixo, brilham coisas esquecidas e perdidas, pequenas ninharias que se acumulam anos a fio.
Mas se um dia caísse uma joia, então dava-se a descida ao mundo maravilhoso do "debaixo do assoalho".
Os meninos entravam e era uma festa para os olhos e para o coração: centenas de coisinhas perdidas e reencontradas: – Aquela bolinha de vidro de cor. – Aquele alfinete dourado. – Oh!, aquela pedrinha que brilha!
Eram mil surpresas escondidas, acumuladas, perdidas anos a fio e que a casualidade de uma joia caída fizera redescobrir.
Pois bem amigos, a vida de família é como o fundo do assoalho, com mil pequenas alegrias e carinhos, com mil momentos de ternura, que vão caindo pelas gretas do tempo e do dia, e se vão esquecendo no fundo da vida.
A gente costuma perder esta beleza toda pelo cansaço, pelo hábito, onde as pequenas atenções, o dizer bom dia, boa noite, onde o carinho pelos pais, pelos irmãos, pelos filhos, tornam-se miçangas caídas nas gretas da vida...
Mas um dia como esse pode ser uma ocasião de choque, de lembranças mais vivas do que foram as coisas.
Talvez seja o dia de tirar as tábuas do assoalho, do redescobrir com alegria as pequenas coisas indispensáveis para o tempo de amor, da vida em família...

Existem maridos de todo o tipo: carinhoso, afáveis, delicados, verdadeiros...
Meu marido – sim, você mesmo, meu bem, é o homem que detém todas as características necessárias para fazer qualquer mulher se sentir amada – neste caso, eu. Obrigado, meu amor.

Sou grata a você e ao seu jeito de ser que faz tão bem ao mundo e às pessoas ao seu redor. A Deus, agradeço todas as noites, por me ter oferecido um homem tão especial.

Obrigado por viver em meu coração.
Amo você de verdade.

E a gente promete nunca mais telefonar para quem nos faz sofrer, mas acaba telefonando, e ele atende, e implica, e a gente some, e ele chama, e a gente volta, e briga, e ama, e sofre, e ama, e ama, e ama, e desama, e termina, e quando parece que cansamos, que não há mais espaço para um novo amor, outro aparece, outro parto, começa tudo de novo, aquele ata-e-desata, o coração da gente sendo puxado para fora.