Querida avó, chegou o momento do inevitável e terrível adeus. Todos sabem que ninguém viverá para sempre, que a definitiva despedida deste mundo chegará para todos, mas como é difícil aceitar, como é doloroso ver partir para sempre aqueles que tanto amamos.
Avó do meu coração, você deixará muita saudade, mas encontro algum consolo em saber que viveu uma grande e bela vida; que foi feliz e que deixa muito amor e lindas recordações com os que ficam. Descanse em paz, querida avó!
Você está longe, meu pai. Longe, mas perto do meu coração; no interior da minha cabeça. É você o foco do meu pensamento. E a saudade não para de crescer!
Tem momentos que preciso do seu abraço como de água para beber. É que você é o homem que mais admiro! Você é meu guerreiro, meu herói; meu rei, meu pai! Até breve!
Não tenho nada mas tudo que quero se faz presente aquecendo minha alma alimentando meu dia mesmo que meus bolsos continuem vazios... Meus amores se perdem em meio há multidão alguns dividem sonhos outros apenas deixam o amargo sabor da desilusão sempre me entrego inteira sem mirar o abandono.
Sofro... com o coração mudo espero o tempo amenizar a dor se perdoo ou não... Não paro para analisar só não me deixo despencar no precipício, que a mente cria, para suicidar a alma.
E assim passo os dias no calendário do meu viver uns são desérticos, silenciosos outros, imperam ruídos de espectros alguns explodem em luz e cores mas, todos tem momentos de paz pra renovar a alma!
Apenas me deixo viajar neste comboio pela vida onde episódios correm soltos por corredores, ora sombrios ora iluminados... Deixando rastros invisíveis aos olhos de meros mortais!
Conta-se que Jesus, após narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a lição, perguntou, sutil:
– Mestre, que farei para ser considerado homem bom?
Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu: – Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na boca.
– Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.
– Imagina-te caído e desfalecente, na via pública, e preliba o teu consolo nos braços que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.
– Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te iluminaria o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.
– Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.
– Imagina-te sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciência.
– Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te aclamarias, diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, alentando-te o recomeço.
– Imagina-te fatigado e intemperante observa quão reconhecido ficarias para com todos os que te ofertassem a oração do silêncio e a frase de simpatia.
Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino Amigo: – Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?
– Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo – explicou o interlocutor. – Então – repetiu Jesus com bondade – segue adiante e fazei também o mesmo.
O tempo passou rápido desde o dia em que vocês fizeram juras de amor eterno. Esse sentimento genuíno acompanhou a linda união que foram construindo dia após dia e hoje vocês atingem a maravilhosa marca dos vinte e cinco de casamento.
Vocês são um casal exemplar, duas pessoas muito especiais com quem tenho o prazer de conviver muitas vezes. Quero desejar que a felicidade que vocês tanto merecem possa continuar por todos os anos que tiverem pela frente.