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Por você eu busquei e encontrei forças que jamais achei que teria, eu chorei lágrimas que pareciam não acabar, eu me senti amada como nunca achei que alguém me amaria, eu sorri só pra te ver sorrindo também, eu te segurei quando minha vontade era de cair junto com você, eu lutei e persisti mesmo sabendo que me restava pouca força, eu caí mil vezes e levantei por saber que precisaria de mim, eu achei que havia enlouquecido por manter apenas você no pensamento.
Por você eu acreditei que meu mundo girava em torno de apenas uma pessoa, eu acreditei em contos de fadas e pensei que voaríamos juntos, com você construí história de amor daquelas de cinema, por você eu aprendi a ser alguém, cresci e tirei os pés do chão.
Por você eu tive vontade incansável de sair por aí ao teu encontro só pra ganhar um beijo, eu pensei em morrer só pra te ter em mais de uma vida.
Por você eu respirei e respiro até hoje, por você eu faria tudo de novo, e faria ainda mais.

Você foi meu primeiro amor na vida e para sempre será o mais importante. Te amo, mãe!

Um dia acordarás num quarto novo
sem saber como foste para lá
e as vestes que acharás ao pé do leito
de tão estranhas te farão pasmar,

a janela abrirás, devagarinho:
fará nevoeiro e tu nada verás...
Hás de tocar, a medo, a campainha
e, silenciosa, a porta se abrirá.

E um ser, que nunca viste, em um sorriso
triste, te abraçará com seu maior carinho
e há de dizer-te para teu assombro:

- Não te assustes de mim, que sofro há tanto!
Quero chorar - apenas - no teu ombro
e devorar teus olhos meu amor...

E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.

O Sutra de Lótus ensina que todos possuem igualmente o potencial para atingir o estado de Buda, e que têm também a capacidade para desfrutar o estado de absoluta felicidade. É digno de nota que a intenção de Sakyamuni de tornar o estado de Buda acessível a todas as pessoas revela-se pela linguagem que ele escolheu para pregar os seus ensinos: a língua de Magadha, o linguajar diário das pessoas comuns.

Os Brâmanes ortodoxos daquela época insistiam em que os ensinos sagrados somente poderiam ser transmitido na linguagem dos vedas, uma língua usada somente pela classe mais alta e culta.

Certa ocasião, dois seguidores de Sakyamuni disseram a ele "Por pregar os honoráveis e excelentes ensinos no vernáculo do povo, o senhor ofendeu a dignidade do budismo. A partir de agora, por favor pregue na nobre e sublime linguagem dos vedas". Esses seguidores eram irmãos e membros cultos da casta dos brâmanes que haviam ficado tão comovidos com a pregação de Sakyamuni que se juntaram a ordem.

Nunca, respondeu o Buda, colocando um fim na discussão de uma vez por todas. E dizem até mesmo que ele estabeleceu punições àqueles que ousavam pregar o budismo na língua dos vedas.

Este episódio demonstra claramente o intenso desejo de Sakyamuni de tornar o budismo acessível a todos, independente da classe social.

Nitiren Daishonin também escreveu muitas de suas cartas a seus seguidores leigos com a escrita cursiva japonesa, conhecida como hiragana, para que eles pudessem lê-las com facilidade. (Em outras palavras, ele utilizava a linguagem comuns das pessoas comuns, em vez da erudita escrita clássica chinesa usada em escritos formais daquela época).

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