Um rico resolve presentear um pobre gari por seu aniversário e ironicamente, manda preparar uma bandeja cheia de lixo e sujeiras.
Na presença de todos, manda entregar o presente, que é recebido com alegria pelo aniversariante, que gentilmente agradece e pede que lhe aguarde um instante, pois gostaria de poder retribuir a gentileza.
Joga fora o lixo, lava e desinfeta a bandeja, enche-a de flores e frutos, e devolve-a com um cartão, onde está a frase: "A gente dá o que tem de melhor". Ou seja: Não perca sua serenidade.
A raiva faz mal à saúde, o rancor estraga o fígado, a mágoa envenena o coração.
Domine suas reações emotivas. Seja dono de si mesmo. Não jogue lenha no fogo de seu aborrecimento.
Esqueça e passe adiante, para não perder sua serenidade.
Não perca sua calma. Pense, antes de falar, e não ceda à sua impulsividade.
"Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra" (William Shakespeare)
Um filho se queixava a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ele. Ele já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansado de lutar e combater. Vivia com a impressão de que, quando um problema era resolvido, um outro surgia.
Um dia, o pai, um "chef", levou-o até a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo a água das panelas começou a ferver. Numa delas o pai colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
O filho deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Minutos depois, o pai apagou o fogo e retirou as cenouras, os ovos e o café, colocando-os em recipientes separados. Virando-se para o filho, perguntou:
– O que você está vendo?
– Cenouras, ovos e café – respondeu o filho.
O pai o trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ele obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Em seguida, o pai pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ele obedeceu e, depois de retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, o pai pediu que o filho tomasse um gole do café. Ele sorriu ao provar seu aroma delicioso e, enfim, perguntou humildemente ao pai:
– O que isto significa, pai?
O pai explicou-lhe que cada um dos ingredientes havia enfrentado a mesma adversidade: a água fervendo. Porém, cada um reagira de maneira diferente. Antes da fervura, a cenoura era rígida e inflexível, enquanto o conteúdo líquido dos ovos não se sustentava por si mesmo, sendo apenas protegido pela casca. No entanto, após serem submetidos à fervura da água, a cenoura tornara-se macia. Já o conteúdo dos ovos tornou-se firme e resistente por si só. O pó de café, contudo, era incomparável: ele havia transformado a água fervente em que fora colocado. Concluindo, o pai pergunta ao filho:
– Qual deles é você? Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou o pó de café?
São muitas as pessoas que não enxergam que seus atos trazem consequências. Para elas, a humildade é uma palavra desconhecida e isso faz com que desrespeitem quem está à sua volta.
Eu acredito que tudo o que damos aos outros, um dia voltará na mesma medida. Quem é orgulhoso e julga que não tem mais nada para aprender na vida, mais tarde ou mais cedo será surpreendido com duras e amargas lições.
Ser poeta é sina, porque há sempre um exalar de perfume e dor em cada texto que o poeta assina.
É caminhar no fio da navalha, é às vezes, ser cruelmente retalhado ao resvalar em cada rima.
É gestar versos indócis, querendo nascer. Nascendo, são filhos pródigos que seguem seu rumo, deixando o poeta vazio, para que de novo ele possa conceber.
Ser poeta é ver as coisas mais simples pelos olhos de uma abelha multifacetadas e assim, enxergar detalhes mil onde os outros não conseguem enxergar nada.
Ser poeta é enfeixar todas as reverberações de um diamante, ciente de que ele será sempre e tão somente um mero matiz. Ser poeta é conviver com uma sensibilidade imensurável, que exalta e aniquila, que desnivela, que eleva ao Reino de Deus e simultaneamente rebaixa ao Reino de Hades...
E, em meio a estas tempestades, que fulminariam o mais comum dos mortais, ser poeta é caminhar sozinho, implorando ao mundo, a compreensão de seus ideais!
Pula da tristeza, e deixa esse sol maravilhoso banhar as tuas decepções e mostrar que tudo se renova, até os velhos sonhos...
Vai, pula desse medo e deixa a chuva molhar o teu rosto e despertar velhas emoções e com o vento que sopra nesta manhã tão doce, redescobrir que você é importante...
Vem, pula dessa angústia, deixa o perfume da terra molhada invadir os seus pulmões e lembrar-te que somos nós que plantamos as nossas sementes. Vai, toma um bocado dessas sementes de amor e espalha pelo chão fértil.
Pula agora das lágrimas inquietas que te atormentaram e deixa o mar te agraciar com essa força, força que habita em você e agora preenche o seu espírito.
Vem, pula da ansiedade e respira a paz dessa tarde onde as crianças brincam no parque mais simples da cidade, a areia é onde elas constroem castelos e sonhos, e você, é o terreno fértil onde Deus deposita a esperança de um mundo melhor.
Vai, pula dessa cama e se prepara, um novo amor vem chegando, um novo trabalho, uma nova oportunidade para ser feliz.
Vai penteia esse cabelo, coloca a roupa de festa para tomar café, abra a porta e sorria, creia, tenha a mais absoluta certeza de que o mundo é todo seu e nada, absolutamente nada, poderá estragar a sua vontade de vencer.
Prepara-te para recomeçar.