Há certo tempo atrás, um homem castigou sua filhinha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado.
O dinheiro andava escasso naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la debaixo da árvore de Natal.
Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menininha levou o presente a seu pai e disse :
"Isto é pra você, paizinho !".
Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reação, mas voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia.
Gritou, dizendo :
- "Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa ?
A pequena menina olhou para cima com lágrima nos olhos e disse :
- "Oh, Paizinho, não está vazia. Eu soprei beijos dentro da caixa. Todos para você, Papai."
O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse.
Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos e sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali.
De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós humanos temos recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos daqueles que nos amam...
Meu amor eterno, hoje era imperioso escrever-te: pois não sais do meu pensamento por maior esforço que eu faça para conformar-me ou esquecer. Não sais do meu pensamento por mais que eu tente acreditar que contra um oceano de distância não há resgate possível.
Tu és a memória mais presente, paixão consolidada no meu coração e em cada fibra do meu corpo e em cada pelo que me cobre a pele.
É o peso da tua cabeça no meu ombro tudo o que eu desejo agora e para sempre, mesmo que o tempo implacável pense retirar o viço dos teus olhos e a força das tuas carnes. Porque para mim, tu, minha mulher definitivamente amada, terás sempre o colo belo e amoroso, e da tua boca sempre verei o maior dos sorrisos a emoldurar de prata os meus sonhos.
Grandes sentimentos doces e pacíficos nos encorajam em dias como este para expressar e definir nossas melhores emoções,
e hoje é o seu dia cara amiga e são estas palavras que melhor definem uma amiga como você,
que você seja regida pela luz da lua e pelo brilho incessante do sol para te iluminar os caminhos e te proteger em tudo que for realizar,
que as marcas registradas de sua personalidade como o carisma,
consideração e amizade por todos,
seja sempre a característica principal em sua personalidade,
somente Deus é capaz de criar uma vida que irá possuir um coração tão grande e cheio de tantas qualidades como o seu.
Nossa amizade é também o nosso maior orgulho e por isso neste dia tão cheio de alegria pedimos em oração pela sua vida tão preciosa para nós.
Edmund Hillary foi o primeiro homem a subir o Everest, a montanha mais alta do mundo. Seu feito coincidiu com a coroação da Rainha Elizabeth, a quem dedicou a conquista, e de quem recebeu o título de Sir.
Um ano antes, Hillary já havia tentado a escalada, e fracassara por completo. Mesmo assim, os ingleses reconheceram seu esforço, e o convidaram a falar para uma numerosa plateia. Hillary começou a descrever suas dificuldades, e, apesar dos aplausos, dizia sentir-se frustrado e incapaz.
Em dado momento, porém, largou o microfone, aproximou-se da enorme gravura que ilustrava seu percurso, e gritou:
-Monte Everest, você me venceu esta primeira vez. Mas eu irei vence-lo no próximo ano, por uma razão muito simples: você já chegou ao máximo de sua altura, enquanto eu ainda estou crescendo!
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Pablo Neruda