Morte, porquê não vem e leva-me contigo,
libertando minha alma de tão cruel sofrimento?
A vida me deu o exílio, e eu a minha vida dei todo o meu amor,
queria eu não ser mais eu, queria ser alguém,
alguém que fosse feliz, que desse valor as coisas,
alguém em que eu mesmo pudesse acreditar.
Não tenho mais forças para continuar, não tenho mais esperanças,
e nem mais vontade de ser alguém, não tenho nem coragem de ir embora...
Porque? Porque? Porque?
Não sei porque ainda estou vivo, não sei porque choro,
não sei porque escrevo esta carta,
tudo o que sei é que nada mais sei.
Creio que o ideal seria que durante a nossa curta permanência por aqui, tratássemos bem todas as pessoas, mas não nos apegássemos em demasia a ninguém. Embora fosse o mesmo que pedir para que as pessoas não amassem por inteiro e sim pela metade. A vida pode ser resumida em dois momentos: o encontro e a despedida!
Os pequenos detalhes, estes, é que fazem a diferença.
Às vezes um pequeno gesto, uma meia palavra, um olhar fortuito, podem mudar toda uma situação, quiçá uma vida.
Há que ficar mui atentos, para não deixar escapar lampejos de felicidade, momentos de paz que se eternizam em nossa alma ou aquele sorriso que ficou cristalizado em nossa mente. Estes são lenitivos certos, para horas menos felizes em que parece, estarmos completamente sós.
Nesses momentos de solidão, encontramos no baú das recordações aquele sorriso, aquele olhar, aquele dar-se as mãos, ou aquela palavra que às vezes nem é inteira... Essas recordações, coisas aparentemente tão pequenas mas de uma grandeza imensurável, são capazes de apenas uma delas, fazer a vida valer a pena.
Sentimento inexplicável, indescritível e aterrador, pois só quem sofre pela dor da saudade sabe o sofrimento que ela traz...
A alma está carente, o coração machucado e os pensamentos perdidos, na ausência que você me traz, saiba que se eu pudesse...
Te mostraria que nem a quantidade de estrelas seria maior que meu amor por você, se eu pudesse...
Olharia no fundo de seus olhos e mostraria com o meu olhar o que nem mesmo todas as palavras poderiam lhe dizer sobre o que ainda sinto por você, ah... Se eu pudesse...
Talvez ainda poderia dizer com o meu sorriso a saudade que meus lábios sentem dos seus...
Mas isso tudo se eu pudesse...
Depende de você agora para diminuir essa distância entre nós dois...
Mas se você acha que tudo isso não vale a pena, eu entenderei, assim como entenderei que terei te esquecer, e, me acostumar com essa ferida que se abre a cada dia, a minha dor, a dor da saudade que sinto de você!
Você tem tudo para ser feliz: um marido apaixonado, um lar repleto de amor e conforto e uma família crescendo sem parar. Essas são algumas das realidades presentes em sua vida, meu bem.
Acontece que a alegria e a felicidade não parecem residir em seu coração. É que seu rosto demonstra amargura, sabe? Você anda distante, fria. Isso me preocupa, me deixa inquieto. Converse comigo! Pode ter certeza que vou ajudar!