Minha amiga, sei que está doente e por isso atravessando um dos momentos mais difíceis da sua vida. Mas lhe peço, minha querida, que jamais se desanime ou perca a esperança.
Mantenha a fé bem acesa em seu coração, e faça tudo por tudo para se manter otimista. Eu acredito que tudo dará certo, que você sairá desse tormento vitoriosa, mas preciso que você também acredite.
Que a esperança nunca abandone seu coração, amiga. Que estarei ao seu lado, sempre, lutando e rezando por você!
Venha!
Abra a janela
Veja o sol iluminando
O mundo,
Veja o céu azul
Sinta quanta paz
Existe em tudo isso...
Venha!
Dê-me sua mão,
Vem compartilhar de toda
Essa paz,
De toda essa alegria.
É um novo dia que nasce
E com ele nascem
Novas esperanças,
Novas realizações.
Venha!
Vamos seguir juntos
Este novo caminho,
Esse novo horizonte
Que surge nos trazendo
Muita alegria
E espalhando muito amor.
Sem você não sou ninguém.
Não sou nada.
Nada mais que uma simples canção de amor, de dor.
Sem você os dias passam diferente, nem rápido ou lento. Apenas passam!
Com você eu poderia chorar querendo sorrir,
Eu quis sair sem ao menos decidir para onde ir.
Tentei lutar, mas desistir parecia normal.
Procurei morrer, mas viver parecia necessário.
Com você fui ao céu e sofri, fui ao inferno e sorri.
Tive que resistir, porque foi por você que vivi.
Vivi para retribuir todo o carinho que recebi.
O amor em ensinar, em cuidar, em encorajar.
Hoje não me importa mais o porquê ou querer entender,
Que quando se ama, até errar parece certo.
Por isso, hoje quero apenas aceitar e não julgar.
Vou apenas entender que para se viver essa vida, aqui e agora,
Foi preciso acontecer.
Bruna Paese
Não se espante pela hora em que lhe escrevo (04:17h). Um pouco antes é a hora em que acordo, quando tenho uma noite de sono normal. Não é nenhum exagero de minha parte, mas tornou-se hábito para mim madrugar. Há anos, é a partir desse momento, aproveitando o silêncio da madrugada, que meus pensamentos fluem e começo a meditar. Nada melhor do que aproveitar este silêncio, o leve vento e o fresco da noite que se despede, e, do meu terraço olhar a lua e ver as nuvens dando seus passeios por entre as estrelas. No formato de cada nuvem começo a imaginar o que cada uma de suas formas representa. Algumas nuvens se transformam no meu imaginário, em árvores, animais e até mesmo em forma de pessoas, que vagueiam por entre as estrelas, banhando-se pela luz do luar.
E numa dessas nuvens imagino você. E quando você me vem a mente, é como se abrissem as cortinas de um teatro ou acendesse a tela de um cinema, e uma peça ou um filme se iniciasse. Aí começa a narrativa de nossa história de vida, as cenas de nosso primeiro encontro, dos nossos passeios, da nossa intimidade tantas vezes vivida e me deixo levar pela minha imaginação.
Relembro com saudade de tudo isso, pois são coisas que a nossa realidade de hoje não mais nos proporciona. Mas esse meu estado de espírito, esse meu imaginar, significa que embora estejamos distantes um do outro, as marcas que ficaram nem o tempo consegue apagar.
Beijos, meu amor.
Meu irmão e eu chegávamos sempre em casa com muita fome, ao regressar da escola.
Um dia, como eu pedisse de comer, minha mãe pôs-nos diante de meio bolo, na mesa da cozinha.
Colocando uma faca ao lado do bolo, disse: - Um de vocês vai cortar o bolo, mas o outro vai poder escolher, em primeiro lugar, o seu pedaço.
Meu irmão, querendo fazer-se de esperto, deitou logo mão da faca e ia, evidentemente, cortar o bolo em dois pedaços desiguais.
Mas, de repente, parou. Olhando primeiramente para nossa mãe e, depois, para mim, cortou o bolo exatamente no meio.
E esperou que eu me servisse. Qualquer pedaço que eu escolhesse daria no mesmo: nenhum de nós sairia prejudicado.
E comemos, alegremente, as porções idênticas.
Desde então, fosse o que fosse que houvesse a repartir – pão com manteiga, doces, pastéis, bolos ou balas – tudo era sempre dividido em partes iguais.
Isso nos ensinou um respeito, que nunca conheceu arrefecimento, para com os direitos daqueles com quem tínhamos que compartilhar alguma coisa.