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No caminho da minha casa há um pasto.
Dois cavalos vivem lá.
De longe, parecem cavalos normais, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego.
Contudo, o dono não se desfez dele e arranjou-lhe um amigo. um cavalo mais jovem.
Mas, se observares, ouvirás um sino.
Procurando de onde vem o som, verás que há um pequeno sino no pescoço do cavalo novo.
Assim, o cavalo cego sabe onde está o seu companheiro e vai para junto dele.
Ambos passam os dias a comer e no final do dia, o cavalo cego segue o companheiro até ao estábulo.
Tu percebes que o cavalo com o sino está sempre a ver se o outro o acompanha e, às vezes para, dando tempo para que o outro possa alcançá-lo.
E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.
Como o dono desses dois cavalos, DEUS não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios.
Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos.
Às vezes somos o cavalo cego, guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas.
Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar o seu caminho.
E assim são os bons amigos.
Não precisas de os ver, mas eles estão lá.
Ouçam o meu sino Eu também ouvirei os seus.
Vivam de maneira simples, ame generosamente, cuidem com devoção, falem com bondade E confiem, deixando o resto por conta de Deus.

Seria... Amar e proteger seus entes queridos?
Ou talvez... Seu próximo, sem avaliar, credo, raça ou cor?
Olhar pra trás e descobrir que o que passou não foi em vão, porque tudo tem sua razão de ser, tudo que nos acontece de bom ou de ruim é do nosso merecimento e para o nosso aprendizado...
...Talvez seja poder encostar a cabeça e dormir tranquilo, sabendo que foi mais um dia de paz e harmonia com todos que transitaram em seu caminho...
Nos tornamos anjos...
Cada vez que doamos o que temos ( físico, moral ou espiritual ). Nos sentimos mais leves ( são as asas angelicais que adquirimos a cada ato), nos sentimos mais felizes ( é a paz conquistada), nos sentimos mais confiantes ( é Deus entrando em sua morada...)
O que é ser anjo?
É doar atenção, carinho, paz, é dizer um bom dia, um obrigado, você esta lindo(a), eu te amo, você é um ser especial!
É fazer alguém simplesmente Sorrir... e se tiver que chorar que seja de Felicidade !!
Ser anjo é...
... Saber ainda criança que, respeitar e amar seu semelhante sem preconceito é primordial para podermos ser felizes e que nesse amor incondicional, nós seremos os mais beneficiados...
É refletir constantemente... Seus erros e acertos, o que tem feito por ti e pelo próximo, o porquê de tantas coisa a te atormentar, ou mesmo a te encantar... avaliar a cada minuto de vida... estou no caminho certo, Mestre?
Mas... O mais importante em tudo isso é... Admitir seus próprios erros, ou perdoar seu semelhante, como gostaria que Deus fizesse a você mesmo.
Todos somos anjos de Deus... Cada um de nós tem uma pequena missão a cumprir, seja conosco ou com os nossos semelhantes...

Por vezes me tenho questiono porque motivo amo tanto você. A dor que seu jeito inflige me tem mantido presa a você. Sinto até que estou cativa da tristeza. Só que na balança, o amor que sinto por você pesa mais que minha angústia por ter um marido tão rebelde, e muitas vezes tão ruim. Esta será a última chance para você, meu bem. Será a última chance para nosso casamento.

Você é um sedutor inveterado. Talvez por isso me sinta sempre conquistada por seu feitiço. A questão é que você anda usando isso fora da porta de nossa casa. Você é tão mulherengo. Quero muito acreditar que a mudança será a palavra de ordem em sua vida daqui para a frente. Preciso que você me prove que não estou fazendo figura de parva, sabe? Dói muito amar alguém, partilhar a cama e as refeições com uma pessoa que está enganado a gente. Dói demais porque quando a gente acredita numa relação, num casamento, a insegurança e a dúvida são inimigas da prosperidade.

Ninguém ama tanto você como eu amo.
Não deite tudo a perder, por favor.

De repente sinto uma lágrima solitária descendo lentamente em minha face, tento impedir que outras acompanhem esta peralta rebelde; mas é impossível, não demora muito e outras vem apressadamente banhar meu rosto.
Difícil também e controlar a pulsação do meu coração, que dispara como puro sangue, buscando o horizonte com sede de liberdade e vitória.
Meu corpo neste instante queima como lava fumegante, e minhas mãos tremem como se estivesse a presas a um iceberg; e tudo isso porque em um momento de fraqueza comecei a recordar nossos momentos e senti uma imensa saudade de você!

E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor pensar que a última vez que se encontraram se curtiram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

Rubem Braga - trecho do livro "A Traição das Elegantes"