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O tempo demorou a passar; as saudades foram muitas; vontades mil. Felizmente você regressou! Seja bem-vinda, amiga! Agora é hora de fazer todas as coisas que a distância não permitiu.

É a hora de dar aquele abraço, de ter aquelas conversas sempre que o desejo apertar. Isso é amizade! É que mesmo longe, você esteve sempre comigo. Senti seu toque perto de mim, ouvi sua voz falando "está tudo bem"! Beijo, minha grande amiga!

Minha madrinha, feliz aniversário! Hoje quero que todos os corações saúdem o seu, que todos os sorrisos se abram para você, pois não há no mundo pessoa mais maravilhosa e merecedora que você.

Você sempre foi uma madrinha exemplar e uma inspiração de pessoa a todos os níveis. Ter você na minha vida é sinônimo de segurança, apoio e amor constantes. Eu te amo muito, madrinha! Seja muito feliz, sempre!

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinícius de Moraes

Procura-se criança desaparecida!!!
Criança que foi vista, pela última vez, dentro de nós mesmos, há muitos anos.
Ela pulava, ria e ficava feliz com brinquedos velhos.
Chupava chupeta, pulava amarelinha, jogava pião, brincava na chuva, corria nas calçadas, subia nas árvores. Vibrava quando ganhava brinquedos novos.
Dava vida a latinhas, tampinhas, soldadinhos de chumbo, bonecas.
Brincava de médico, era enfermeira ou paciente.
Jogava botão.
Colecionava pedrinhas, figurinhas, devorava ovos de páscoa. Ah, escrevia cartinhas pra Papai Noel.
Soltava balões e brincava de "passa anel".
Batia palmas no circo, adorava zoológico, brincava de roda, ficava feliz quando se empanturrava de sorvete.
Ela se emocionava ao ouvir histórias contadas pela mãe ou quando lia aqueles livrinhos de pano que a madrinha lhe dava.
Fazia beicinho quando a professora a colocava de castigo, mas era feliz com seus amigos, sua pureza sua inocência.
Onde ela está? Para onde foi?
Quem a vir, venha nos falar.
Ainda é tempo de fazermos com que ela reviva, retomando um pouco a alegria da infância e deixando a alma dar gargalhadas.
Pois, afinal, "ainda que as uvas se transformem em passas, o coração é sempre uma criança disposta a pular corda".
Para não deixar morrer essa criança que todos temos dentro de nós, deixe-a sair, sonhar, empinar papagaios porque isso é uma das poucas coisas que não custam nada.

Sim...
O universo teve um filho,
Como se chama?
Mistério...
O que o homem, cuja sabedoria, nunca poderá alcançar.

Seria pecado
se a Poetisa sobre o universo ousasse pousar?
Melhor do que o homem
A Poetisa sabe analisar...
Talvez com palavras românticas,
Cujo homem nunca se atreveu a falar.

Mais do que carinha de anjo
A Poetisa sabe com seu olhar tudo ganhar.
O mistério será desvendado
O vencedor, será aquele
que ousar atravessar o coração da Poetisa
E dele arrancar todas as palavras doces que ali ousaram pousar.