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Parabéns pelas bodas de prata, queridos tios. Vocês são pessoas muito especiais e ver que chegaram aos vinte e cinco anos de casamento é motivo para sentirem muito orgulho.

Durante todo o tempo que passou, vocês conseguiram manter uma linda união que deu certamente muitos frutos. Desejo que momentos de amor e cumplicidade possam continuar por toda vida. E que daqui a mais vinte e cinco anos eu tenha oportunidade de os felicitar novamente.

Quem são os anjos com quem choro e rio,
Nas horas duras, ou doces momentos,
Com quem eu vibro nas tardes de estio,
Com quem partilho francos pensamentos?...
São joias raras, preciosidades,
São amizades que trago no peito,
Que me apoiam quando há tempestades,
E me aceitam como eu as aceito.
Tua pessoa sempre me fez crer
No bem da vida, num áureo porvir...
E esta amizade hei de merecer
Sinceramente, enquanto eu existir!

Desejo: algo que enlouquece, que faz perder o juízo e a pureza, que estremece o corpo e arrepia a alma. Vontade de fugir, de correr na chuva e brincar com a espuma do mar; vontade de matar aula, de tomar sorvete com batatinha, de assistir filme em casa, deitado no chão e dividindo o travesseiro.

Desejo: sentimento insano sem nenhuma racionalidade, simplesmente desejo, pele arrepiada, boca cheia de água, cheiro de carícia.

Desejo: pureza, doçura, romantismo, buquê de flores no meio da tarde, telegrama em pleno sábado dizendo "te amo", passeio de biquíni no campo ou piquenique no meio da praia, regras diferentes, moda criativa.

Desejo: mistura maluca de corpo, de mente, de alma, mistura fascinante do certo com o errado, do belo com o feio, do doce com o amargo.

Desejo: vontade de ter você para qualquer coisa, para passar o dia vivendo emoções ou simplesmente para ficar fazendo nada.

Desejo: vontade de viver a sua vida e de lhe deixar viver a minha, intensamente, inteiramente, eternamente.

Amigo, você sabia? Ou não sabia?
Pois então quero que fique sabendo desde já:
Eu te amo.
Eu te adoro.
Não sou nada sem você.
É bobagem, mas eu choro.
Só de pensar em te perder.

Quando alguém que amamos morre, é como se uma parte de nós também morresse. Um vazio instala-se no peito. A dor se mistura com a revolta de já não termos o ente amado ao nosso lado, de já não podermos tocar na sua mão, abraçar e lhe dizer palavras doces.

A morte de um ente amado é uma dor inigualável, que fere a alma e deixa sempre uma cicatriz. Mas um dia o sofrimento agudo há de transformar-se aos poucos em uma saudade doída que está quase sempre a latejar, até se tornar saudade e bem querer que já não martela os sentimentos todo o dia.

Com o tempo a dor e a ausência causadas pela morte viram apenas uma forte saudade que aparece por causa de uma antiga fotografia, um velho baú de recordações, uma história relembrada ou um cheiro que surge do nada. A saudade é memória das coisas boas que ficam guardadas no fundo do peito. Às vezes aperta, mas não dói mais.