A paz invadiu o meu coração De repente me encheu de paz Como se o vento de um tufão Arrancasse os meus pés do chão Onde eu já não me enterro mais
A paz fez o mar da revolução Invadir meu destino, a paz Como aquela grande explosão Uma bomba sobre o Japão Fez nascer o Japão da paz
Eu pensei em mim Eu pensei em ti Eu chorei por nós Que contradição Só a guerra faz Nosso amor em paz
Eu vim, vim parar na beira do cais Onde a estrada chegou ao fim Onde o fim da tarde é lilás Onde o mar arrebente em mim O lamento de tanto ais
Hoje senti que o dia acordou com mais alegria e energia, sem dúvida porque é o seu aniversário e também o mundo comemora por mais um ano da sua vida. Parabéns prima!
Espero que desfrute plenamente desta data, que celebre muito bem acompanhada e que receba muito carinho e muitas homenagens. Que seus desejos se cumpram, e todos seus sonhos se venham a realizar.
Feliz aniversário e que seu coração se encha de amor e felicidade, hoje e sempre!
Depois de uma grande decepção, a verdade parece deixar de existir. A memória traz à mente os momentos mais felizes que agora são vistos com olhos traídos.
Temos uma tarde pela frente e é nela que precisamos de nos aventurar. Há mais risco em ficarmos parados, do que propriamente em arriscar. Saia de casa enquanto o sol brilha e não espere que a alegria caminhe na sua direção. Nós somos os responsáveis pela nossa felicidade e o melhor que temos a fazer é não desistirmos de a procurar. Boa tarde!
Eu tinha dez anos quando encontrei, entre minhas colegas, a primeira amiga de verdade.
Nossa camaradagem tornou-se a coisa mais importante para mim. Entretanto, eu era de natureza exclusivista e me sentia violentamente enciumada sempre que ela manifestava interesse por alguma coisa que nada tivesse a ver comigo.
Mamãe compreendeu o que estava ocorrendo. Um dia ela chamou-me para ver uma ninhada de pintinhos que havia acabado de sair do ovo. Fiquei encantada. Eram umas coisinhas lindas, feitas de suave veludo cor de ouro.
Em meu entusiasmo, colhi um deles na mão. Mas apertei-o com tanta força, que por um pouco, não o sufoquei. Ele, naturalmente lutou para escapar até que, desvencilhando-se, correu para longe de mim.
Mamãe notou o meu desapontamento e disse:
— Pegue um outro, mas procure segurá-lo suavemente. Se você o prender com muita força, por instinto, ele vai querer fugir. Fiz uma segunda tentativa e o pintinho aninhou-se quietinho na palma de minha mão. Senti-me muito feliz e sorri para mamãe. Foi quando ela me disse:
— Sabe, meu bem, as pessoas, neste mundo, são como esses pintinhos. Quando agarramos com muita força aqueles que amamos, tentando aprisioná-los em nossa mão, eles, naturalmente, não se sentem bem. E lutam por readquirir a liberdade, como fez o primeiro pintinho que você pegou. Mas se os colocamos na palma da mão, sem fechar os dedos, de modo que sintam apenas o nosso calor, percebem logo que não desejamos aprisioná-los, pelo contrário, apenas aquecê-los com um pouco de nós mesmos, sem a pretensão de exigir-lhes nada.
Foi o que sucedeu com o segundo pintinho.
Aquilo me impressionou muito e guardei a lição. Não quero dizer que deixei de sentir ciúmes, pois isso faz parte da natureza humana. Todavia quando o exclusivismo fala mais alto em meu espírito, controlo-me mentalizando a figura daquele pintinho na palma da minha mão.
Foi assim que aprendi a manter junto de mim aqueles que, pensando seriamente, desejo que permaneçam perto do meu coração...