Te amo. Te amo de um jeito que eu tento explicar e não sei. Palavra fica presa. Engasgo, afogo e uso palavras pela metade. Na hora H sempre falta uma vogal. Mas quer, de novo, saber? Meu coração nunca foi pela metade: sempre foi-inteirinho-seu.
Quando o nosso filho Julinho tinha seis anos, estávamos atravessando um período de má situação financeira e só podíamos comprar o indispensável para viver. Alguns dias antes do Natal, dissemos a ele que não poderíamos comprar presentes nas lojas, para nenhum de nós.
Mas com imaginação e amor poderíamos brincar de presentear uns aos outros.
Assim, nós combinamos que cada um desenharia o presente que gostaríamos de dar aos outros da família. A ideia agradou e a partir desse dia começamos a trabalhar em segredo com muita alegria e sorrisos misteriosos.
Um carro verde para o papai. Uma pulseira e uns brincos para mim. Para o Julinho os presentes eram aqueles que recortávamos de algumas revistas. Os melhores presentes para ele foram um tenda de brincar de índio e uma piscina de plástico, desenhadas pelo papai.
O presente melhor do papai para mim foi a nossa casa dos sonhos, pintada à aquarela, branca, com janelas verdes e touceiras de flores no jardim. E o papai recebeu um punhado de versos meus, inspirados nas coisas tristes e acontecimentos alegres das nossas vidas.
Naturalmente não esperávamos nenhum "melhor presente" do Julinho. Mas, com gritinhos de alegria, ele entregou um desenho grande, feito por ele, com lápis de cor, dentro da mais pura "técnica surrealista". Era sem dúvida um grupo de três pessoas rindo: um homem, uma mulher e um menininho. Tinham seus braços entrelaçados uns nos outros de tal forma que pareciam uma só pessoa. Embaixo do desenho, ele escreveu apenas uma palavra: "Nós".
Foi, sem dúvida, um Natal de Amor.
Conta-se que um rico fazendeiro foi queixar-se ao padre da paróquia local, dizendo que as pessoas não o viam com bons olhos porque ele não ajudava as outras pessoas nem contribuía com as obras assistenciais da igreja e disse ao sacerdote: – Ora, todos sabem que quando eu morrer deixarei tudo o que tenho para a igreja e seus pobres.
O sacerdote, homem sábio, disse ao fazendeiro: – Vou lhe contar uma história. A história da vaca e do porco.
Fez uma pausa e continuou: – Um dia o porco foi reclamar com a vaca porque ninguém lhe dava valor. Todos o desprezavam. Afinal, disse o porco, eu doo tudo o que tenho aos homens. Eles consomem a minha carne, usam meus pelos para fazer pincéis, e aproveitam até meus ossos. Mesmo assim sou um animal desconsiderado. O mesmo não acontece com você, que dá apenas o leite e é reverenciada por todos, concluiu o pobre porco.
A vaca, que ouvia com atenção, falou: – Talvez seja porque eu doo um pouco de mim todos os dias, enquanto estou viva, e você só tem utilidade depois de morto.
O fazendeiro agradeceu ao padre pela lição e se retirou pensativo.
E você, em que tem contribuído com a sociedade da qual faz parte, enquanto está a caminho? Muitos pensam e agem como o fazendeiro. Pretendem dispor dos seus bens apenas depois da morte, quando não precisarão de mais nada. Outros pensam em doar um pouco do seu tempo ao próximo só depois que se aposentarem. No entanto, a necessidade não aguarda o tempo propício para visitar os desafortunados. A carência pede socorro agora, não mais tarde. A necessidade roga mãos caridosas hoje, não amanhã. A ignorância solicita esclarecimento imediato, não num futuro distante.
Existem tantas frentes de trabalho aguardando mãos dispostas a se movimentar em prol do semelhante, nos mais variados campos de ação. Basta boa vontade e disposição.
Todo mundo tem ou já teve medos. Pode ser de aranha, de avião. Pode ser medo do mar, e até de fantasma... Medo é coisa que dá em gente, não é? E é até bom, porque ajuda a nos proteger dos perigos do dia-a-dia. Mas tem medos que paralisam a vida. Que impedem a gente de crescer. Quando a gente ama alguém, tem medo de perder. Rejeição dá medo mesmo. Quando a gente tem um trabalho, tem medo de perder. Desemprego dá medo mesmo. Mas sabem o que é pior que o medo? A falta de ousadia, de persistência, de coragem de arriscar... O medo do novo, o medo da mudança, o medo da recusa, o medo da velhice... Isso tudo é medo que vai adiando a felicidade. Na geladeira lá de casa tem um ímã com uma frase que eu gosto muito. É assim: "O homem é realmente livre quando não tem medo do ridículo" Ter medo do ridículo é ter medo de se expor. E se você se esconde, jamais saberão quem você é, quais são os seus talentos, suas ideias... O medo é um sentimento legítimo, mas ele não pode reger a vida da gente. Eu tenho medos como todo mundo, mas faço uma força danada pra espanar ele pra longe de mim. E eu vou dizer uma coisa pra vocês: Todas as vezes que eu superei o medo, eu fui feliz ou, no mínimo, aprendi coisas muito importantes. E o medo da morte? Esse sim é o primeiro e o maior de todos. Mas se a gente ficar pensando nela, não vive. Aí os dias passam sem graça e a gente acaba sem ter o que contar pros nossos netos. No fundo, quem tem medo que as coisas se acabem, perde o melhor da festa, que é o agora. Então, cuidado se você sofre demais com esse medo de morrer... Isso pode ser apenas... Medo de viver.
Querido, quero em poucas palavras te dizer que a cada dia que se passa te adoro demais, te amo demais e te quero demais.
É como se eu pudesse multiplicar o ontem pelo antes de ontem e resultar no hoje.
Sabe?! Hoje parada pensando em você lembrei-me de cada minutos juntos, que estávamos um perdido nos braços do outro, um completando o outro e ambos em busca incessante de descobrir territórios até então desconhecidos.
E então nos perdemos no tempo e mesmo separados, podemos sentir um ao outro. Pois mesmo quando estamos longe chego a sentir como se você estivesse pertinho, bem pertinho de mim. Chego até a sentir o seu hálito quente tão próximo, teu perfume, teus braços me abraçando, suas mãos me tocando, seus lábios de encontro aos meus, enfim sou capaz de sentir o calor de seu corpo de encontro ao meu.
E então é difícil controlar a vontade que tenho de te procurar, de te abraçar e fazer tudo o que muitas vezes sou obrigada a me controlar.
Mas me contento na esperança de que um dia serás somente meu, só meu e de mais ninguém. E então não haverá mais estas barreiras que nos separam. Seremos somente nós, somente eu e você. Te amo...