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Não existe namoro perfeito, mas aquele que vive de amor e amizade em quantidades generosas fica bem perto.

Há homens que, nas suas conversas, mais desejam dominar pela habilidade de sustentar todos os argumentos do que pelo juízo, discernindo o que é verdadeiro do que o não é; como se houvesse mérito em saber o que pode ser dito e não o que deveria ser pensado. Alguns têm certos lugares comuns e temas particulares em que brilham, mas falta-lhes variedade; espécie de pobreza que é geralmente aborrecida e, quando descoberta, ridícula. A parte mais honrosa da conversa consiste em propor novo assunto, e, a seguir, consiste em moderá-lo para que se transite para outro, como quem dirige o baile. É bom no decurso ou nas alterações da conversa, variar e mesclar com tópicos gerais o assunto principal; com discussões e narrativas; com referência a opiniões as respostas e perguntas; com o jocoso e o sério; porque é insensato cansar, ou, como agora se diz, esgotar o assunto na conversa.

Francis Bacon

São quatro as loucuras da sociedade. A primeira é: Instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias. A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema. Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais.
Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. Maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz". Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.
Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional".

Natal há muito tempo perdeu o veio do seu real significado. Hoje o que vemos é um exagero no consumo, e o momento que deveria ser dedicado à reflexão e à união familiar é transformado em mera troca de presentes.

Fica muito difícil para os pais não caírem na armadilha, já que as crianças são empurradas a desejar os bons e grandes presentes no Natal. Sem contar aqueles incontáveis presentes de parentes e amigos que nem sempre são algo de que precisamos ou de nosso gosto. E, no caso das crianças, uma sucessão de brinquedos que eles simplesmente não dão conta de usar. Também pelo excesso, acabam não valorizando nenhum.

Deixamos então aqui uma sugestão que tem dado certo em nossa casa: fazemos uma "vaquinha" na família para a compra de um bom presente que será "o" presente do Papai Noel. Ano retrasado foi uma bicicleta, ano passado, um videogame, e eles nem perguntam por mais presentes. É muito mais bacana do que ver aquele monte de presentes que as crianças nem curtem e que na vida cotidiana só ocupam espaço e acumulam poeira.

Quando temos que dar presentes para familiares e amigos, sempre escolhemos artigos educativos reciclados que sempre surpreendem, inspiram e dão bom exemplo. Na escola, caso as crianças participem de alguma atividade relacionada à troca de presentes, sempre devemos pensar coletivamente e não enviar presentes caros que incentivem o consumismo. Livros bacanas e quebra-cabeças são ótimas opções. A escola é um ambiente educacional de suma importância. Os bons exemplos ali são fundamentais. Por isso, escolha sempre presentes de um valor médio, sem ostentação.

Fazer diferente é possível e fundamental para um futuro melhor.

Ana Cláudia Bessa

Algumas pessoas vivem como se a vida fosse eterna, caminham na ponta dos pés, ostentam luxo e riqueza, são esquivas, demonstram indiferença, poder e arrogância. Mas, de repente, num dia qualquer chega a pena final e coloca todas no mesmo lugar.