Sinto muito pela sua perda, meu bom amigo!
A vida é bastante injusta, ela faz com que a gente se sinta do tamanho de um grão de areia. Eu sei que é isso que você está sentindo neste momento de profunda tristeza, porque perder alguém assim tão especial é como perder o chão. É como fazer uma visita às profundezas da angústia. Mas eu tenho uma coisa boa para dizer para você: você vai ultrapassar esta situação.
Você tem seu período de luto, que respeito e que merece seu próprio respeito. Entendo isso. Acontece que seu ente querido está desejoso de ver você tocar a vida para a frente. Pode ter certeza que ele não está preocupado com seu luto, aliás, ele quer que você entenda o inevitável da vida, que é a morte. É hora de tomar consciência que tudo vai passar. Claro que ficará sempre a marca, porque você não é um robô, um androide. Você é, além de um grande amigo e um exemplo de homem, um ser muito forte que vai dar a volta aos seus sentimentos. Se levanta e vive!
Toda a força do mundo para você.
Abraço Sentido!
Quando olho dentes-de-leão, eu vejo ervas daninhas invadindo meu quintal. Meus filhos veem flores para mãe e sopram a penugem branca pensando em um desejo.
Quando olho um velho mendigo que me sorri, eu vejo uma pessoa suja que provavelmente quer dinheiro e eu me afasto. Meus filhos veem alguém sorrir para eles e sorriem de volta.
Quando ouço uma música, eu gosto e sei que não sei cantar e não tenho ritmo, então me sento e escuto. Meus filhos sentem a batida e dançam. Cantam e se não sabem a letra, criam a sua própria.
Quando sinto um forte vento em meu rosto, me esforço contra ele. Sinto-o atrapalhando meu cabelo e empurrando-me para trás enquanto ando. Meus filhos fecham seus olhos, abrem seus braços e voam com ele, até que caiam a rir pela terra.
Quando rezo, eu digo Tu e Vós e conceda-me isto, dê-me aquilo. Meus filhos dizem, "Olá Deus! Agradeço por meus brinquedos e meus amigos. Por favor mantenha longe os maus sonhos hoje à noite. Eu ainda não quero ir para o céu. Eu sentiria falta de minha mãe e de meu pai."
Quando olho uma poça de lama eu dou a volta. Eu vejo sapatos enlameados e tapetes sujos. Meus filhos sentam-se nela. Veem represas para construir, rios para cruzar e bichinhos para brincar. Eu queria saber se nos foram dados os filhos para os ensinarmos ou para aprendermos.
Aprecie as pequenas coisas da vida, porque um dia você poderá olhar para trás e descobrir que eram grandes coisas grandes. Meu desejo para você? Grandes poças de lama e dentes-de-leão!
Dois rapazes moravam na mesma fazenda quando o pai morreu.
O que era solteiro ficou morando na casa em que o pai morreu.
O casado morava na casa ao lado.
Eles tinham uma plantação imensa de arroz e um celeiro em comum, e combinaram de trabalhar juntos e dividir tudo.
Colheram dezenas de sacos de arroz, metade para um e metade para o outro, e assim fizeram dois celeiros.
Fizeram uma boa colheita, estavam com os depósitos cheios.
No final da tarde, o irmão solteiro começou a pensar que aquela divisão não estava certa.
Pensava: *“Eu sou solteiro e meu irmão é casado, tem mulher e filhos. Ele precisa de mais arroz que eu, pois sou sozinho.”*
À noite, ele se levantou, foi ao celeiro dele, pegou um saco de arroz, escondido, e colocou no celeiro do irmão.
O irmão acordou na manhã seguinte e começou a pensar:
*“Essa divisão não está justa, pois sou casado, tenho minha mulher e meus filhos. E eles vão crescer e poderão me ajudar. Mas meu irmão, coitado, ele é sozinho. E se ele não casar, não vai ter ninguém por ele. O certo é ele ganhar uma parte a mais que eu.”*
Levantou, foi ao seu celeiro, pegou um saco de arroz e colocou no celeiro do irmão.
E assim foram vivendo: a cada colheita, um levava uma parte a mais para o outro.
Só não entendiam como é que sempre ficava a mesma quantidade para cada um.
Uma bela noite, o relógio biológico se confundiu.
Horário de verão e os dois se levantaram na mesma hora e se encontram no meio do caminho.
Um olhou para o outro. Colocaram o arroz no chão, se abraçaram, e choraram.
A partir daquele dia, fizeram um único celeiro.
É preciso partilhar os dons, é preciso dinamizar.
Para quem pensa só em si resta somente a estagnação.
É preciso frutificar os dons.
Peça ao Senhor a graça de fazer a experiência do amor infinito, que divide, que cura e transforma sua história.
*Dá-me, Senhor, a graça de aprender partilhar.* Amém!
Num cantinho do mundo Em uma praia deserta Eu caminhava sozinho Na beira do mar Chutando a saudade Nesse mundo infinito De águas sem fim.
Alguém surgiu Do fundo do mar Mar adormecido Um corpo molhado No meio das ondas Muito bem desenhado Olhei para o céu As gaivotas voando Regendo uma canção
Olhei para o mar Uma sereia cantando Seu canto apaixonante Me chamou atenção Você veio de algum lugar Eternamente mulher Uma verdadeira paixão Um corpo esculpido Parecendo um violão Não volte para o oceano Eu te ensino a amar Me beije Me faça feliz Uma sereia do mar Foi o que eu sempre quis.
Meu amigo, com estas palavras de genuíno carinho e preocupação, eu quero lhe desejar umas rápidas melhoras, e também lhe proporcionar algum conforto. Tenha fé, meu amigo, tenha coragem e procure nunca desanimar.
Busque dentro de você a força quando se sentir a vacilar, e caso ache que não é suficiente, ou não consiga encontra-la, nunca se envergonhe de a procurar em um coração alheio, como no meu ou no de todos aqueles que amam você.
Se concentre na ideia de que muito em breve esse momento menos bom vai passar, pois todos passam, e a vida é assim mesmo, sempre nos pregando partidas.
Acredite, meu amigo, como eu acredito, e em pouco tempo isto não será mais que uma recordação de um contratempo que apenas viverá em sua memória. Um contratempo que certamente o fortificará. Força e muita fé, meu amigo, e desejos de uma rápida e completa recuperação!