O que julgamos ser óbvio Quase nunca o é em verdade...
O que julgamos ser verdade Quase nunca o é em absoluto...
O que julgamos ser absoluto Quase nunca o é para sempre...
O que julgamos ser para sempre Quase nunca vai além do amanhã...
O que julgamos ser até amanhã Quase nunca chega até lá de fato...
Quando julgamos, quase sempre o fazemos com nossos sentimentos e sem ter o conhecimento de todo o contexto, nos falta compreender o que seja a transitoriedade da vida, por isso, na grande maioria das vezes... erramos.
Papai tosse, dando aviso de si,
vem examinar as tramelas, uma a uma.
A cumeeira da casa é de peroba do campo,
posso dormir sossegada. Mamãe vem me cobrir,
tomo a bênção e fujo atrás dos homens,
me contendo por usura, fazendo render o bom.
Se me tocar, desencadeio as chusmas,
os peixinhos cardumes.
Os topázios me ardem onde mamãe sabe,
por isso ela me diz com ciúmes:
dorme logo, que é tarde.
Sim, mamãe, já vou:
passear na praça em ninguém me ralhar.
Adeus, que me cuido, vou campear nos becos,
moa de moços no bar, violão e olhos
difíceis de sair de mim.
Quando esta nossa cidade ressonar em neblina,
os moços marianos vão me esperar na matriz.
O céu é aqui, mamãe.
Que bom não ser livro inspirado
o catecismo da doutrina cristã,
posso adiar meus escrúpulos
e cavalgar no torpor
dos monsenhores podados.
Posso sofrer amanhã
a linda nódoa de vinho
das flores murchas no chão.
As fábricas têm os seus pátios,
os muros tem seu atrás.
No quartel são gentis comigo.
Não quero chá, minha mãe,
quero a mão do frei Crisóstomo
me ungindo com óleo santo.
Da vida quero a paixão.
E quero escravos, sou lassa.
Com amor de zanga e momo
quero minha cama de catre,
o santo anjo do Senhor,
meu zeloso guardador.
Mas descansa, que ele é eunuco, mamãe.
Por que chorar, se podes sorrir, Por que partir, se podes ficar, Por que odiar, se podes amar, Por que bater, se podes acariciar, Por que fugir, se podes lutar, Por que te esconder, se podes mostrar-te, Por que sofres, se podes ser feliz, Por que te calar, se podes cantar, Por que te destruir, se podes construir, Por que te afogar em mágoas, se podes viver em completo êxtase, Por que esperar, se podes agir, Por que ignorar o mundo, as pessoas, os sentimentos, Se podes entendê-los muito bem, Por que exitar, se podes decidir, Por que adiar o início desta busca, Se podes levantar a cabeça, Arregaçar as mangas, Ativar a inteligência E ir a luta? Por quê?
Desconfiança é algo que maltrata muito o coração
Um sentimento de impotência algo se quebra
A desconfiança dói muito pra ambas as partes
Se ela vem de mentiras essa dor maltrata a alma
Você se sente perdida não entende o por que
Tudo perde o sentido, tudo passa a ser duvidoso
A mentira é plantada de forma cruel e traiçoeira
E mesmo que você não queira acreditar lá vem ela
A desconfiança sentimento que acaba com a gente
Só o tempo para mostrar que estávamos enganados
E que a inveja de alguns nos afasta de quem amamos
A inveja é coisa de pessoas frias sem amor no coração
Pessoas que sofrem com a felicidade dos outros
Por não saberem o que é amar e serem amados.
Guerra, violência, miséria...
Que bom seria que as pessoas pudessem
Sentir e viver o sentido da páscoa.
Não só nessa semana que se aproxima,
Mas em todos os dias do ano.
Jesus deixou sua simbologia
Seu exemplo
Sua missão
E cabe a nós cristãos
Vivermos as suas palavras.
Não adianta querermos transformar o mundo
Se não somos capazes de transformarmos a nós mesmos.
Nessa páscoa procuremos contagiar as pessoas
Que tudo ainda pode ser diferente
E o será.
Não podemos permitir que as atrocidades da vida
Mudem a nossa forma de encarar
Os obstáculos cotidianos.
Vamos juntos perpetuar o amor
Porque foi através dele que Jesus
Deu o seu testemunho.
Procure amar
Começando a amar a si mesmo.
Porque tudo que há no mundo:
O sol
A lua
As estrelas
As montanhas
O mar
Os rios
A vida
Deus nos concebeu.
Pense nisso!
Feliz Páscoa.