Há muito tempo, um homem castigou sua filhinha de três anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado. O dinheiro andava escasso naqueles dias, razão pela qual ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la debaixo da árvore de Natal. Apesar de tudo, na manhã seguinte a menininha levou o presente a seu pai e disse-lhe: Isto é para você, paizinho! Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reação, mas voltou a explodir quando viu que a caixa estava vazia. Gritou para ela, dizendo-lhe: Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa?! A pequena menina olhou para cima com lágrimas nos olhos e disse-lhe: Oh, paizinho, não está vazia. Soprei beijos dentro da caixa. Todos para você, papai. O pai, envergonhado, abraçou a menina e suplicou-lhe que o perdoasse. Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos e sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali. De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós humanos temos recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos de nossos pais, filhos, irmãos e amigos. Ninguém poderá ter propriedade ou posse mais bonita que essa.
Ser professor é ensinar e educar, mas também aprender com seus alunos e constantemente renovar suas aprendizagens. É passar horas planejando, revendo, estudando, para preparar apenas alguns minutos de aula.
Ser professor é sair da escola e levar no coração e no pensamento os seus alunos, suas preocupações e necessidades. É depois de muitos anos lembrar do rosto de todos eles com saudade e carinho.
Ser professor é sentir-se realizado e feliz com as conquistas dos seus alunos. É sentir orgulho na construção do caráter de todos eles.
Ser professor é dar tudo todos os dias, pedindo apenas em retorno o sucesso daqueles que arduamente prepara para o futuro. É indicar caminhos e deixar que seus alunos optem pelos que mais lhes convêm.
Ser professor é muito mais do que exercer uma profissão, é uma vocação, uma missão, um dos mais importantes ofícios dos quais depende o futuro de uma nação! E tantas vezes é também ser pai, mãe, amigo...
Quando minha avó morava em Stamps, Arkansas, ela tinha uma rotina muito particular quando as pessoas que ela conhecia como "os chorões" entravam na loja dela. Minha avó sempre perguntava ao cliente, - Como você está hoje, Thomas?
E a pessoa respondia, - Nada bem! É este calor infernal. Eu odeio isto. Está quase me matando.
Então minha avó ficava em pé, cruzava os braços e resmungava, - Uh – huh, uh – huh. E me dava uma piscada de olhos para ter certeza que eu tinha ouvido a lamentação.
Assim que o queixoso estivesse fora da loja, minha avó me chamava e então dizia a mesma coisa que já tinha dito pelo menos umas mil vezes, me parece. - Você ouviu como reclamam de tudo?
E eu acenava com a cabeça. E ela continuava, - Pessoas no mundo inteiro foram dormir ontem à noite, pobres e ricos, e brancos e pretos, mas eles nunca despertarão novamente. E essas pessoas dariam qualquer coisa, qualquer coisa mesmo por apenas cinco minutos neste calor que aquela pessoa tanto reclamou.
- Assim, vigie a si próprio quando reclamar. O que você deve fazer quando não gostar de alguma coisa é mudar esta coisa. Se você não puder mudar, mude a forma de ver e pensar sobre aquilo. E não reclame.
Diz-se que as pessoas têm poucos momentos de aprendizado durante suas vidas. E vovó me parece ter aproveitado todos os momentos que teve. Ela sempre completava com a frase: – Reclamar não só é vergonhoso e sem graça, mas pode ser perigoso. Isto pode alertar um bruto que uma vítima está por perto.
A inquietude pode ter origem nas mais diversas causas... Posso estar inquieta por te querer juntinho a mim, Posso estar inquieta pelo simples fato de querer carinhos... Posso estar inquieta por querer conversar, por querer ser notada!
A inquietude pode ser apenas uma demonstração de que algo está faltando, de que algo não está preenchido, de que algo precisa ser revisto, reavaliado, ou simplesmente, completado...
Estou inquieta por que te quero sempre mais e mais... Estou inquieta por que sinto vontade de teus toques, de tua atenção, de teus carinhos, de teus segredos...
Estar inquieta faz parte de mim!
Oh! Pobre criança,
Que dormes ao relento
Entre bombardeios.
Não grites quando estiveres desesperada
Oh! Pobre criança!
Uma canção te mandarei
Para aquecer teu coração
Uma canção suave como tua face
Mas ao mesmo tempo melancólica
Como a tristeza que tens nos olhos...
Oh! Pobre criança,
Não percas a esperança,
Pois um dia irei te encontrar
E tu feliz vai cantar
Assim que a guerra acabar...