É estranho, mas só com você me sinto em casa. Tenho em você o meu porto seguro. Você é minha paz, meus momentos felizes. E também meu jeito bobo de ser. Je t'aime.
Nem sempre os amores dependem do esforço e da dedicação de cada um. Se isso acontecesse, você estaria agora em meus braços, porque foi pelo seu amor que de forma incansável lutei.
Fica comigo a lição de que não me devo cansar mais por quem não merece. Eu esperei ansiosamente um sinal da sua parte, mas em retorno tive apenas um silêncio indiferente.
Agora eu sei que há paixões que nunca poderão acontecer!
Vocês merecem os parabéns, queridos avós. Não é apenas por causa de todos os anos que permaneceram juntos, nem por hoje celebrarem as bodas de ouro. A razão que me leva a felicitar vocês é o orgulho que sinto em ver o lindo exemplo de amor e cumplicidade que têm deixado para todos nós.
É uma alegria imaginar esses sorrisos neste dia tão especial. Que vocês possam contar mais anos ainda, sempre mantendo essa grande união!
Meu amigo...meu irmão!
Você é um porto onde passo as tempestades...
Um oásis verde sereno em meio aos meus desertos de saudade e solidão...
Você é um vale repleto de flores coloridas e de formas magníficas, onde busco a cor, a forma e o aroma da vida...
Você é, às vezes, um silêncio impenetrável que devo aprender a respeitar porque conheço o seu respeito por mim e pelo meu silêncio casual...
Você é um cume seguro de onde posso olhar sem medo de cair...
Você é o poço almofadado onde caio sem me ferir...
Você me dá segurança e é muito reconfortante sentir-se a salvo com alguém, não ter que policiar os pensamentos nem as palavras, mas libertá-las, como surgem, o joio e o trigo juntos, sabendo que a sua mão fiel os colherá, tratará de separá-los, guardará o que for valioso e, com um sopro de compreensão, soltará o resto ao vento sem nenhum questionamento...
De você escrevo agora, meu amigo e meu irmão; de você que sempre aparece quando choro minhas dores ou desfruto do riso da minha alegria...
Entre nós sempre há espaço para as sutis diferenças e semelhanças que fazem do nosso relacionamento um acontecimento único toda vez que estamos em contato...
A nossa amizade é a renúncia de dois egoísmos e a soma de duas generosidades...
Quero ser sua amiga e sua irmã para sempre, sem descanso e sem desânimo.
Até que as colinas se aplainem e sequem os rios; até que troveje e caia neve no verão; até que se juntem o céu e a terra, você poderá contar sempre comigo, porque eu jamais me afastarei de você, meu amigo e meu irmão...
Amo você e a todos que você ama, porque esta é a forma de lhe afirmar que confio em você e que se você ama é porque vale a pena amar!
Mais que uma mão estendida, mais que um sorriso, mais que a alegria do encontro, a nossa amizade é a força espiritual que passamos um para o outro, é o amor incondicional que nos une e que faz de nós muito mais do que dois seres humanos nos faz amigos e irmãos que se amam...
Alguém houve na Terra que nascido na palha não desesperou da pobreza a que o mundo lhe relegara a existência, transformando o berço apagado em poema inesquecível.
Assinalado por uma estrela em sua primeira hora humana, nunca se lembrou disso em meio das criaturas.
Com a sabedoria dos anjos, falava a linguagem dos homens, entretendo-se à beira de um lago em desconforto, com as criancinhas desamparadas.
Trazendo os tesouros da imortalidade no espírito, vivia sem disputar uma pedra onde repousar a cabeça e dispondo da autoridade maior escolhia servir, ao invés de mandar, levantando os doentes e amparando aos aflitos.
Em permanente contato com o Céu, ninguém lhe ouviu qualquer palavra em torno dessa prerrogativa e podendo deslumbrar o cérebro de seu tempo, preferia buscar o coração dos simples para esculpir na alma do povo as virtudes do amor no apoio recíproco.
Esquecido, não se descurava do dever de auxiliar sempre. insultado, perdoava. traído, socorria aos verdugos, soerguendo-lhes o espírito através da própria humildade.
Golpeado em suas esperanças mais belas, desculpava sem condições a quantos lhe feriam a alma Angélica.
Amparando sem paga, ninguém lhe escutou a mais leve queixa contra os beneficiários sem memória a lhe zurzirem a vida e o nome com as farpas da ingratidão.
Vendido por um dos companheiros que mais amava, recebeu-lhe, sereno, o beijo suspeitoso.
Encarcerado e sentenciado, à morte sem culpa, não recorreu à justiça por amor àqueles que lhe escarravam na face, deixando-se sacrificar com o silêncio da paz e o verbo do perdão.
E ainda mesmo depois do túmulo, ei-lo que volta à Terra estendendo as mãos aos amigos que o mal segregara na deserção, reunindo-os de novo em seus braços de luz.
Esse alguém era humilde. Esse alguém é Jesus.