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Richard estava em seu primeiro ano de motorista, o que deixava Jerry, seu pai, bastante preocupado. O medo de um acidente somente aumentava sua ansiedade.
Um dia, Richard disse a seu pai que sairia para um passeio. - Dirija com cuidado! Jerry avisou.
Richard virou para seu pai com um olhar desgostoso e perguntou, - Porque você sempre diz a mesma coisa?
- Digo o que?
- Vá com cuidado. É como se você não confiasse em mim na direção!
- Não é isso, filho, – Jerry explicou – é apenas a minha maneira de dizer: eu amo você.
- Bem, pai, se você quer dizer que me ama, diga isso! Richard respondeu. - Mas... – Jerry hesitou – o que seus amigos pensarão disto? Se eu disser que amo você, você pode ficar embaraçado.
- Nesse caso, pai, quando você estiver dizendo adeus, apenas ponha sua mão perto de seu coração, e eu farei o mesmo. Richard ofereceu. - De acordo. Jerry disse, terminando a conversa.
Alguns dias mais tarde, Richard estava pronto para sair outra vez, desta vez com um amigo. - Posso pegar as chaves, pai? Perguntou.
- Sim. Onde vão?
- Até a cidade.
Jerry lançou-lhe as chaves. - Richard, divirta-se. Disse, colocando sua mão perto do coração. Richard fez o mesmo. - Obrigado, pai. Jerry, então, deu uma piscada.
Richard voltou até seu pai e sussurrou, - Piscadas não faziam parte do acordo.
Jerry ficou ligeiramente embaraçado. Richard dirigiu-se para a porta. - Aprovado, pai, tchau. Disse e, antes de fechar a porta, olhou para trás e piscou.

Responder a perguntas não respondo.
Perguntas impossíveis não pergunto.
Só do que sei de mim aos outros conto:
de mim, atravessada pelo mundo.

Toda a minha experiência, o meu estudo,
sou eu mesma que, em solidão paciente,
recolho do que em mim observo e escuto
muda lição, que ninguém mais entende.

O que sou vale mais do que o meu canto.
Apenas em linguagem vou dizendo
caminhos invisíveis por onde ando.

Tudo é secreto e de remoto exemplo.
Todos ouvimos, longe, o apelo do Anjo.
E todos somos pura flor de vento.

Cecília Meireles

Acordei com saudade do teu sorriso. Ah! O teu sorriso. Quando você sorri pra mim, a impressão que eu tenho é que todo o universo para o contemplar...
Acordei com saudade do teu cheiro! Quando sinto o teu cheiro, a impressão que tenho é que estamos no paraíso, e que tudo a nossa volta foi criado só para nós.
Acordei com saudade dos minutos, horas e dias passados com você. Acordei sentindo saudade da forma que você me olha, como se quisesse me acalmar e me fazer descansar de um dia de labuta.
Hoje eu acordei com saudade de você! Mesmo sabendo que estás por perto, eu sinto saudade.
Mas num instante essa saudade vai passar! Porque dentro de instantes você estará aqui, pertinho de mim. E só pra você saber...
Hoje eu acordei com saudade de você!

São negras, pardas, orientais, brancas...
Consideradas o sexo frágil...
Mas fragilidade é o que menos...
Encaixa-se em suas vidas...
Cadê a sua fraqueza...
No momento da gravidez?...
Onde anda sua debilidade...
Quando como uma leoa...
Luta por sua cria?...
Será porque chora!...
Quando sente a falta de carinho...
Ou sua fraqueza é dosada...
Nos momentos em que ela...
Em sua sanidade...

Batalha por seus objetivos...
Cadê a fragilidade!...
Que tantos bradam...
Será que é na insanidade?...
De quando luta por seus direitos...
E não respeitar os preconceitos...
Ou quando num momento de adversidade...

Esquece as divisões...
E procura com palavra amiga...
A força da união...
Tímida talvez...
Mas não frágil...
Hoje século vinte e um...
Continua meiga, carinhosa...
Otimista, política...
Persistente e companheira...
Nunca deixou de ser mãe...
Útero do planeta...
Reverencio vocês...
Mulheres Guerreiras...
Pois coragem é algo...
Pertinente a vocês...

Li, certa vez, a impressionante história de um menino que lascava madeira, numa pequena cidade da Itália. Um dia, ele e seus coleguinhas estavam na rua, pedindo dinheiro por aquilo que faziam.
Um menino tocava violino e seu irmão cantava, enquanto Antônio fazia pequenos objetos de madeira. Parou um homem distinto para ouvir o menino cantar. depois, colocou uma moeda de ouro nas suas mãos.
Este garoto gritou:
– O grande Amati, o maior construtor de violinos na Itália, deu-nos uma moeda de ouro! – Foi uma euforia! Antônio não se satisfez com aquele encontro. quis conhecer mais de perto o construtor de violinos.
Como era um menino resoluto, Antônio venceu as barreiras que lhe eram postas, e chegou à presença de Amati. Disse-lhe: – Não sei tocar ou cantar, mas gosto de música e imagino que seria capaz de construir violinos. Veja, aqui estão alguns objetos que fiz de madeira, com a minha faca.
O grande homem passou o seu olhar atento dos objetos para a face ansiosa e os expressivos olhos castanhos de Antônio, e disse: – Venha à minha oficina, moço, e lhe darei uma oportunidade para aprender a tornar-se um construtor de violinos.
Qual é o seu nome?
– Antônio Stradivárius. respondeu prontamente Antônio.
Assim Antônio tornou-se aluno de Amati e trabalhou dia após dia na sua oficina. Uma das primeiras coisas que o seu professor lhe ensinou foi que a paciência para fazer com perfeição uma peça, ainda que pequenina, tinha mais valor do que a construção de um violino todo em pouco tempo.
Alguns anos decorreram e Antônio, já sendo um construtor de violinos, aperfeiçoou tanto o som e a beleza do violino que ele se tornou o melhor construtor de violinos de todo o mundo.
Ser como o mestre exige paciência, disciplina e dedicação total!
Não desista nunca dos seus sonhos... Seja resoluto e venceras todas as barreiras. A oportunidade será apenas a recompensa do seu esforço.