Eu posso olhar minhas filhas que entram em meu quarto no meio da noite como uma intrusão em meu sono, ou como um grito por ajuda, percebendo que este é mais um momento em que ela precisará de meus cuidados por causa de um pesadelo.
Eu posso olhar para minhas filhas desenterrando as sementes que plantamos há pouco como um ato de vandalismo malicioso, ou como o ato de um cientista do futuro, tentando entender o que (ou quem) faz essas sementes se tornarem plantas.
Eu posso olhar a recusa de minhas filhas em usar um velho vestido como um ato de rebelião, ou como apenas uma expressão de querer estar bonita.
Eu posso olhar para minha filha como sendo um incrível desafio ou como sendo um incrível professor.
Eu posso olhar para os gritos de guerra de minhas crianças como uma ofensa a ser castigada, ou como as primeiras fases de se aprender como se dar bem e negociar com outro pessoas.
Há vezes que eu me sinto testada como Mãe, mas mais que qualquer outra coisa, me sinto santificada. mais rica do que qualquer coisa que todo o dinheiro no mundo possa comprar e verdadeiramente honrada por ter sido escolhida por este pequeno anjo para ser seu aluno e seu professor.
Eu posso olhar para o fato de ter uma filha como sendo uma experimentação ou como sendo um presente de Deus.
Quando eu olha para minhas crianças, eu vejo Deus. Minha moeda tem dois lados, mas de qualquer maneira que seja lançada eu sou a vencedora.
Uma das grandes bênçãos da vida é a experiência que os anos vividos nos concedem.
Aniversariar é uma amostra das oportunidades que temos de aprender a contar os nossos dias.
Hoje, mais uma janela se abre diante de seus olhos, mais um espinho foi retirado da flor, restando apenas a beleza da tão bela data.
Os sintomas da felicidade se traduzem do otimismo, na fé, na esperança...
Continue firme pelos caminhos da virilidade e suas verdades.
Continue trilhando pelos vales da vida, pois um dia encontrarás o mais belo jardim, o jardim que representará a realização de seus maiores sonhos.
Que Deus te ilumine, todos os dias de sua vida.
Feliz aniversário!
Pode o homem construir, edificar, seguir adiante no progresso, a fim de facilitar a sua vida?
Pode. Mas, infelizmente, esqueceu-se da necessidade de conviver com os outros seres desse globo...
Destruindo a natureza, destrói também uma parte da fauna que repercutirá na flora, num ciclo sem fim. Felizmente, alguns poucos já iniciaram um processo de alerta, de reparação. É necessário ao homem, despertar, olhar para trás e aprender com os seus erros. Os pequenos gestos hoje, serão as grandes melhorias do amanhã. Coabitar significa respeitar os direitos alheios.
Através desse amor que passaremos a ter com o meio ambiente, nos tornaremos seres melhores, mais pacientes e conscientes.
Façamos, cada um de nós, a nossa pequena parte.
Estava precisando fazer uma faxina em mim: jogar alguns pensamentos indesejados fora, lavar alguns tesouros que andavam meio que enferrujados.
Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais. Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões. Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei; joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li.
Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas, e as coloquei em um cantinho, bem arrumadinhas.
Fiquei sem paciência! Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste... Mas lá também havia outras coisas, e belas!
Um passarinho cantando na minha janela. Aquela lua cor de prata, o pôr do sol... Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças.
Sentei no chão para poder fazer minhas escolhas. Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante! Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão.
Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta onde guardamos tudo o que é mais importante: o amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos... Como foi bom relembrar tudo aquilo! Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.
Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurado bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar, e de recomeçar.
Certo dia, ao contar suas Ovelhas, um Pastor chegou à conclusão que algumas estavam faltando. Muito bravo, aos gritos, cheio de presunção e arrogância, disse que gostaria de pegar o responsável por aquilo e puni-lo, com suas próprias mãos, da forma merecida.
Suspeitava de um Lobo que vira afastar-se em direção a uma região rochosa entre as colinas, onde existiam cavernas infestadas deles.
Mas, antes de ir até lá, fez uma promessa aos deuses, dizendo que lhes daria em sacrifício, a mais gorda e bela das suas Ovelhas, se estes lhes ajudassem a encontrar o ladrão.
Após procurar em vão, sem encontrar, nenhum Lobo, quando passava diante de uma grande caverna ao pé da montanha, um enorme Leão, saindo de dentro, põe-se à sua frente, carregando na boca uma de suas Ovelhas. Cheio de pavor o Pastor cai de joelhos e suplica aos deuses:
"Piedade, bondosos deuses, os homens não sabem o que falam! Para encontrar o ladrão ofereci em sacrifício a mais gorda das minhas ovelhas. Agora, prometo-lhe o maior e mais belo Touro, desde que faça com que o ladrão vá embora para longe de mim!"
Conclusão: Quando encontramos aquilo que procuramos, logo tende a cessar nosso interesse inicial.
Moral da História:
Se os benefícios de uma coisa não nos são garantidos, devemos pensar duas vezes antes de desejá-la.