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O tempo passa? Não passa No abismo do coração. Lá dentro perdura a graça Do amor, florindo em canção O tempo nos aproxima Cada vez mais, nos reduz A um só verso e uma rima De mãos e olhos, na luz Não há tempo consumido Nem tempo a economizar. O tempo é todo vestido De amor e tempo de amar. O meu tempo, e o teu, amada, Transcendem qualquer medida. Além do amor não há nada, Amar é o sumo da vida. São mitos de calendário Tanto o ontem como o agora, E o teu aniversário É um nascer toda hora. E nosso amor, que brotou Do tempo, não tem idade, Pois só quem ama escutou O apelo da eternidade.

Por alguns instantes
Aposento meu corpo
sobre a poltrona da sala
e começo a navegar...

junto com minha mente, levo minha alma;
vou com calma,
pois não há motivos
para me apressar...

com pensamentos longe
onde vivem os monges...
lembro-me daquela criança
que é a esperança, de um dia melhor...

pela qual devíamos criar e educar
ao invés de desprezar,
e no mundo do crime
saber que ela jamais
irá se agarrar...

Que seu amanhecer seja tão encantado como a mágica de todas as fadas...
Seus desafetos sejam tão pequenos como a menor gota de mar...
Seus caminhos sejam tão límpidos como as águas do mais sonhado riacho...
Suas fantasias sejam tão boas como o desejo da joia mais cara...
Sua docilidade seja tão sensível como a do mel mais natural...
Sua capacidade seja tão aprovada como a alma mais povoada...
E nosso afeto seja tão verdade como é nossa amizade.

Estela acordou-se ainda cedo,
pulou da cama sem medo
do frio que fazia lá fora.

Os pés miúdos, descalços,
folgados dos velhos sapatos,
correram o quintal sem demora.

Estela na horta adentrou,
abriu depressa o portão,
que rangeu sem má intenção.

O portão deu-lhe bom dia,
porém sua sintonia
denotou preocupação.

Estela olhou as verduras
com muito amor e doçura,
afagando-as com as mãos.

Julgou que a alface tão crespa,
mais ficara arrepiada,
temendo o voo das vespas.

Acenou para os legumes,
que, revelando ciúme,
cobravam sua atenção.

Preocupou-se com o tomate,
julgando que a face corada,
queimara-se na madrugada.

Achegou-se à berinjela,
que, roxa, pareceu a ela
ter a cor da aflição!

Jurou que um certo duende
houvesse pintado listrinhas
no corpo da abobrinha.

Isso assim era demais!
Voltou pra casa, correndo,
nem sequer olhou pra trás.

Na sala entrou, sem demora,
pedindo à mãe, nessa hora,
de presente uma porta.

E durante a madrugada,
pelos amigos da horta,
trocou o portão pela porta.

Acredite que todos os dias coisas maravilhosas podem acontecer na sua vida. Acredite que boas coisas acontecem, mesmo quando nos deparamos com coisas más. Acredite em dias felizes, acredite que hoje pode ser um dia feliz. Mesmo quando nos sentimos um pouco tristes, por qualquer que seja o motivo, podemos também nos sentir estimulados, e ter ânimo. A vida é assim, a vida é isso mesmo.

Não adianta remoer a tristeza e os problemas. O que não tem remédio, remediado está, não se pode mudar o passado, mas podemos usar das nossas experiências passadas para fazer um presente e um futuro diferentes. Acredite em você, acredite no seu potencial, acredite na vida.

Não se apegue a sentimentos ruins. Faça deles confetes, assopre-os e deixe o vento levar. Acredite que você terá tantas coisas boas na vida, que não sobrará espaço em seu coração para sentimentos ruins.