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No Verão, você tem oportunidade de fazer germinarem, em plenitude, as sementes de suas esperanças, em realizações largas e sólidas.
No Outono, deve descansar do trabalho mais intenso, e dar um acabamento final à obra já conclusa.
O Inverno lhe dará ensejo de refletir sobre o que foi feito, de eliminar o que precisa ser eliminado e de deixar tudo em processo de avaliação, para a gestação do melhor.
E a Primavera, por fim, será a grande ocasião para florescer o que estava desfalecido e, com isso, encetarem-se as primeiras iniciativas de efetiva renovação de sua existência.
Você pode estar em qualquer uma das estações de sua vida, que se repetem, intercalam-se e mesmo interceptam-se, em vários âmbitos existenciais, paralelamente, mas uma lei é a fundamental para o fluxo de todo o processo: a sobrevivência ao Inverno. Se você passa pelo pior, está necessariamente preparado para o melhor.
Faça o melhor que puder, quando estiver no seu pior, e estar-se-á garantindo excelência e eficiência, justamente quando tudo parece estar contra você e seu projeto de ser feliz.

Todos os sonhos teimam em terminar e a esperança insiste em desaparecer, nesta vida difícil que tenho pela frente. Diariamente remo contra a maré e ultrapasso diversos obstáculos, mas eles parecem não ter fim.

Não sei por quanto tempo terei forças para lutar. O que me consola é apenas saber que ainda estou de pé. Talvez seja melhor esperar que o tempo me dê as respostas. Por enquanto serei apenas alguém perdido, procurando um abrigo que me proteja contra a chuva que não para de cair.

É lógico não querer perder.
Não deveríamos ter de perder nada:
Nem saúde, nem afetos, nem pessoas amadas.
Mas a realidade é outra:
Experimentamos uma constante alternância de ganhos e perdas.

Segundo:
Perder dói mesmo.
Não há como não sofrer.
É tolice dizer não sofra, não chore.
A dor é importante.
O luto também.

Terceiro:
Precisamos de recursos internos para enfrentar a tragédia e a dor.
A força decisiva terá que vir de nós, de onde foi depositada a nossa bagagem.
Lidar com a perda vai depender do que encontrarmos ali.

A tragédia faz emergir forças inimagináveis em algumas pessoas.
Por mais devorador que seja, o mesmo sofrimento que derruba faz voltar a crescer.

Quando é hora de sofrer não temos de pedir licença para sentir, e esgotar, a dor.
O luto é necessário, ou a dor ficará soterrada, seu fogo queimando nossas últimas reservas de vitalidade e fechando todas as saídas.

Aprendi que a melhor homenagem que posso fazer a quem se foi é viver como ele gostaria que eu vivesse: bem, integralmente, saudavelmente, com alegrias possíveis e projetos até impossíveis.

Mude o clima de pessimismo de sua vida...
Preserve o ambiente de esperança de seus sonhos...
Proteja o Homem: trabalhador, honesto, sincero, corajoso, sério...
Não desperdice o seu tempo com desejos maldosos...
Recicle os seus hábitos e virtudes ruins...
Despolua o coração e a mente dos maus sentimentos...
Plante a semente do Bem...
Não use agrotóxico...
Defenda a Verdade e a Justiça sempre...
Salve da extinção o Amor...

Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.

Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.

A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.

Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.

Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.

Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.

A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz.

Psicografia de Chico Xavier