Mensagens de Abraço

Se sou bebê,
Por favor, me toque. Preciso do seu afago de uma maneira que talvez nunca saiba. Não se limite a me banhar, trocar a minha fralda e me alimentar, Mas me embale juntinho de você, beije meu rosto e acaricie meu corpo. Seu carinho gentil e confortador me transmite segurança e amor.
Se sou criança,
Por favor, me toque. Ainda que eu resista e até o rejeite, Insista, descubra um jeito de atender minha necessidade. Seu abraço de boa noite adoça meus sonhos. Seu carinho de dia me diz o que você sente de verdade.
Se sou seu adolescente,
Por favor, me toque. Não pense que eu, por estar quase crescido, já não precise saber que você ainda se importa. Necessito de seus braços carinhosos, de uma voz terna. Quando a vida fica difícil, a criança em mim volta a precisar.
Se sou seu amigo,
Por favor, me toque. Nada como um abraço afetuoso para eu saber que você pensa em mim. Um gesto de carinho quando estou deprimido garante que sou amado, E me reafirma que não estou só Seu gesto de conforto talvez seja o único que eu consiga.
Se sou seu parceiro sexual,
Por favor, me toque. Talvez você pensa que sua paixão basta, Mas só seus braços detém meus temores. Preciso de seu toque terno e confortador, para me lembrar que sou amado apenas porque eu sou.
Se sou seu filho adulto,
Por favor, me toque Embora eu possa até ter minha própria família para abraçar, Ainda preciso dos seus braços quando me machuco. Como filho adulto, a visão é diferente, Eu os estimo mais ainda.
Se sou seu pai idoso,
Por favor, me toque, Do jeito que me tocaram quando era bem pequeno. Segura minha mão, sente-se perto de mim, dê-me força E aqueça meu corpo cansado com sua proximidade. Minha pele, ainda que enrugada, adora ser afagada, Não tenha medo,
Apenas me toque.

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e oramos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das 'rapidinhas', dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!

Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

Fé e equilíbrio em todas as direções !!!

Empoleirado em um alto galho de árvore, o galo estava de sentinela, vigiando o campo para ver se não havia perigo para as galinhas e os pintinhos que ciscavam o solo à procura de minhocas. A raposa, que passava por ali, logo os viu e imaginou o maravilhoso almoço que teria se comesse um deles. Quando viu o galo de vigia, a raposa logo inventou uma historinha para enganá-lo.

- Amigo galo, pode ficar sossegado. Não precisa cantar para avisar às galinhas e os pintinhos que estou chegando. Eu vim em paz.

O galo, desconfiado, perguntou:

- O que aconteceu? As raposas sempre foram nossas inimigas. Nossos amigos são os patos, os coelhos e os cachorros. Que é isso agora?

Mas a espertalhona continuou:

- Caro amigo, esse tempo já passou! Todos os bichos fizeram as pazes e estão convivendo em harmonia. Não somos mais inimigos. Para provar o que digo, desça daí para que eu possa lhe dar um grande abraço!

O que a raposa queria, na verdade, era impedir que o galo voasse para longe. Se ele descesse até onde ela estava, seria fácil dar-lhe um bote. Mas o galo não era bobo. Desconfiado das intenções da raposa, ele lhe perguntou:

- Você tem certeza de que os bichos são todos amigos agora? Isso quer dizer que você não tem mais medo dos cães de caça?

- Claro que não! - confirmou a raposa.

Então o galo disse:

- Ainda bem! Porque, daqui de cima estou avistando um bando que vem correndo para cá. Mas, como você disse, não há perigo, não é mesmo?

- O que?! - gritou a raposa, apavorada.

- São os seus amigos! Não precisa fugir, cara raposa. Os cães estão vindo para lhe dar um grande abraço, como esse que você quer me dar. Mas a raposa, tremendo de medo, fugiu em disparada, antes que os cães chegassem.

"Muitas vezes, quem quer enganar acaba sendo enganado. "

Jean de La Fontaine