Mandar é respirar, não é desta opinião? E até os mais deserdados chegam a respirar. O último na escala social tem ainda o cônjuge ou o filho. Se é celibatário, um cão. O essencial, em resumo, é uma pessoa poder se zangar sem que outrem tenha o direito de responder. "Ao pai não se responde", conhece a fórmula? Em certo sentido, ela é singular. A quem se responderia neste mundo senão a quem se ama? Por outro lado, ela é convincente. É preciso que alguém tenha a última palavra. Senão, a toda a razão pode se opor outra: nunca mais se acabava. A força, pelo contrário, resolve tudo. Levou tempo, mas conseguimos compreender isso. Por exemplo, deve ter notado, a nossa velha Europa filosofa, enfim, da melhor maneira. Já não dizemos, como nos tempos ingênuos: "Eu penso assim. Quais são as suas objeções?" Nos tornamos lúcidos. Substituímos o diálogo pelo comunicado.
Albert Camus
O amor... É difícil para os indecisos. É assustador para os medrosos. Avassalador para os apaixonados! Mas, os vencedores no amor são os fortes. Os que sabem o que querem e querem o que têm! Sonhar um sonho a dois, e nunca desistir da busca de ser feliz, é para poucos!
Se existem três sapos numa folha e um deles decide pular da folha para a água, quantos sapos restam na folha? Resposta certa: Três sapos!
Sabe por quê? Porque o sapo apenas decidiu pular, mas ele não fez isso. Não pulou.
Às vezes a gente não se parece com o sapo? Quando decidimos fazer isso, fazer aquilo, e no final não fazemos nada? Na vida temos que tomar muitas decisões. Algumas fáceis, outras mais difíceis.
Rir é correr o risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento. Expor as ideias e sonhos é arriscar-se a perdê-los Amar é correr o risco de não ser amado.
Viver é correr o risco de morrer. Ter esperança é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de falhar.
Os riscos precisam ser enfrentados porque o maior fracasso na vida é não arriscar nada. A pessoa que não arrisca nada Não faz nada Não tem nada É nada...
Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas não aprende, não sente, não muda, não cresce, não vive. É uma escrava que teme a liberdade. Apenas quem arrisca é livre.
Quisera que você vivesse em mim
Assim que eu acordasse
Ao meu lado você estivesse
Pudesse sentir suas mãos
Seus lábios tocando os meus
Beijar seus lábios macios
Percorrer sua pele com meus dedos
Quisera poder adivinhar seus pensamentos
Olhar para o seu rosto,
e de imediato,
saber como agir,
quais palavras proferir,
quais seus desejos realizar
Quisera sentir seu calor,
logo ao acordar
Seu corpo ainda quente,
tocar, beijar
Arrepiar sua pele com meus dedos
Enlouquecer você de desejos
Morar dentro do seu peito
Quisera poder fazer você,
todo meu...
Brincar com seu olhar,
deixando você meio sem jeito
nas horas em que juntos estivéssemos
Poder beijar seu pescoço,
morder esse seu queixo,
e morrer de amor
no seu beijo
Quisera cavalgar nos seus instintos
Suas fantasias,
Suas loucuras,
Sua ternura,
Eu toda nua
E lá fora a lua por entre a cortina
Sentiria ciúmes de mim
Iria querer estar no meu lugar
Diante dessa cena de amor
Desse seu imenso calor
Desse seu tesão enlouquecedor
Quisera, ah quisera sim!
Ter você para sempre
Bem pertinho de mim
Buscando nesses nossos momentos
todo relaxamento,
todo sonho realizado em um
só momento
Momento esse que duraria
mais do que um dia,
energizados nossos corpos,
lado a lado,
iriam querer mais,
muito mais,
e lá fora nada mais existiria
O mundo conosco, pararia!
Em tempos atrás viviam duas crianças, um menino e uma menina, que tinham entre quatro e cinco anos de idade. O menino chamava-se Amor e a Menina Loucura.
O Amor sempre foi uma criança calma, doce e compreensiva. Já Loucura era muito emotiva, passional e impulsiva, enfim, do tipo que jamais levava desaforo para casa. Entretanto com todas as diferenças as crianças cresciam juntas, inseparáveis. brincando, brigando... Mas houve um dia em que o Amor não estava muito bem, e acabou cedendo às provocações de Loucura, com a qual teve uma discussão muito feia.
Ela não deixava nada barato, estava furiosa como nunca com o Amor, começou a agredi-lo, mas não só verbalmente como de costume. A menina estava tão descontrolada que agrediu o garoto fisicamente e, antes que pudesse perceber, arrancou os olhos do Amor.
O Amor sem saber o que fazer, chorando foi contar à sua mãe, a deusa Afrodite, o que havia ocorrido. Inconsolada, Afrodite implorou à Zeus que ajudasse seu filho e que castigasse, Loucura. Zeus, por sua vez, ordenou que chamassem a garota para uma séria conversa.
Ao ser interrogada a menina respondeu como se estivesse com a razão que o Amor havia lhe aborrecido e que foi merecido tudo o que aconteceu. Embora soubesse que não fora justa com seu amigo, a menina que nunca soube se desculpar concluiu dizendo que a culpa havia sido do Amor e que não estava nem um pouco arrependida.
Zeus, perplexo com a aparente frieza daquela criança disse que nada poderia fazer para devolver a visão do Amor, mas, ordenou que Loucura estaria condenada a guiá-lo por toda a eternidade estando sempre junto ao Amor em cada passo que este desse. E até hoje eles caminham juntos, onde quer que o Amor esteja com ele estará Loucura, quase que fundidos numa só essência. Tão unidos que por vezes não se consegue definir onde termina o Amor e onde começa a Loucura.
E também por isso que usa-se dizer que o Amor é cego. mas isso não é verdade, pois o Amor tem os olhos da Loucura.