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As próximas 24 horas vão ser de fundamental importância na sua vida... Esqueça o que você foi no passado. Isto não conta, porque estes momentos já foram vividos e estão na memória do tempo...
Mesmo que você conheça suas outras encarnações, ou, tenha descoberto a pista para solucionar traumas infantis, esqueça o passado... Esqueça o futuro...
Primeiro, porque Deus tem sua própria maneira de escrever nossos destinos, e não adianta tentar adivinhar o que passa em sua cabeça. Segundo, porque até o dia de amanhã você só tem 24 horas para viver...
Tenha coragem de aproveitá-las, fazendo coisas que você sempre quis...
É para isto que você está no mundo... É para isto que Deus lhe dá, todos os dias, as 24 horas mais importantes de sua vida...

Quero afundar no teu olhar,
quero sentir o sabor da tua boca, sentir o que eu sempre quis,
quero saber mais sobre você, quero navegar nos teus sonhos,
quero acreditar no verdadeiro amor,
quero sentir meu coração respirar novamente,
quero ter você só para mim,
quero sentir o cheiro do teu perfume,
quero olhar para você e sorrir,
quero contar meus segredos e compartilhar minha vida com você,
quero tocar na tua pele e encontrar teu brilho,
quero viver com você para sempre...

Smilinguido caminhava feliz, carregando uma pesada frutinha silvestre para o formigueiro. De repente apareceu no meio do caminho, uma "coisa" grande, que lhe fechava a passagem. Como todas as formigas, porém, Smilinguido poderia superar aquele obstáculo, apenas subindo e passando por cima dele. Mas quando ele começou a tentar "escalar" a pata da enorme anta, ela sentiu os seus passinhos de formiga, reagiu às cócegas e, sacudindo a pata com força, derrubou-o no chão.
- Ui! ah...Olá, dona Anta! Será que a senhora poderia fazer o favor de levantar a sua pata um instantinho ? Assim eu poderei levar esta frutinha para o formigueiro sem me cansar nem lhe fazer cócegas.
- Que audácia! Olha só o seu tamanho! Um minúsculo bichinho como você ainda tem coragem de me mandar sair do meu lugar?
- Eu estou vendo que a senhora é grande e forte, dona Anta. Mas também estou vendo que perto desta árvore, fica bem pequenininha.

A anta virou-se e viu que ali estava, de fato, uma enorme árvore. Perto dela, sentiu-se como uma formiguinha.
- Puxa, é mesmo...
Smilinguido, todo entusiasmado, falou:
- Eu posso chegar até lá em cima! E além disso, sou capaz de carregar uma frutinha que é 3 vezes mais pesada do que eu! Sabe, dona Anta, para o nosso Criador somos importantes da mesma forma! Ele não me deu tamanho, mas capacidade para fazer o que os grandes animais não podem! Ao ouvir essas palavras, a anta ficou muito pensativa, tirou sua pata do caminho e deixou Smilinguido passar. E lá se foi Smilinguido levar sua frutinha ao formigueiro, enquanto a anta olhava para a grande árvore e pensava no Criador.

Peço desculpa se não fui a mulher que o fez feliz. Juro que dei o meu melhor em todos os momentos e, se alguma vez eu o magoei, foi sempre sem intenção.

Foi opção sua que nosso namoro chegasse ao fim, mas eu dava tudo para poder voltar a estar nos seus braços. Os problemas que nos afastam podem ficar para trás se você quiser. Acredite que tudo o que quero é fazê-lo feliz.

Ao voltar de um exaustivo dia de caça, trazendo segura nos dentes uma pequena corça, a onça encontrou sua toca vazia. Imaginando que os filhotes estivessem nas imediações, pôs-se a procurá-los com diligência. Olhou e examinou cada canto, sem encontrá-los.
Preocupada com a demora que se tornava séria, desesperou-se e tomada de pânico esgoelou-se em urros que encheram de espanto toda a floresta. Uma anta decidiu indagar a respeito da ocorrência. Chegando junto da toca, viu a onça desatinada e então, jeitosamente, procurou saber dela sobre o que estava acontecendo.
– Devoraram-me os filhotes! – gemeu a onça. – Infames caçadores cometeram friamente o maior de todos os crimes: mataram os meus filhos...
A anta conciliadora, porém franca, não deixou que a oportunidade se passasse sem que ela dissesse à onça certas verdades que embora dolorosas, careciam ser ouvidas por ela naquele momento. Então falou-lhe:
– Mas senhora onça, se analisar bem o fato, há de convir que suas acusações não procedem. Perdoe-me a franqueza, nessa hora de desespero. Respeito a sua dor, mas devo dizer-lhe que fizeram uma vez aquilo que a senhora pratica todos os dias. Não pode negar que vive sempre a comer os filhotes dos outros, não é verdade? Ainda agora acabou de abater uma corçazinha...
Tomada de indignação, a onça arregalou os olhos como que espantada pela coragem e atrevimento da anta, falando com um ódio mortal: – Oh, estúpida criatura! É isso que você tem a dizer para consolar o meu coração ferido pela dor? Com que direito você se atreve em comparar os meus filhos com os filhotes dos outros? E como pode comparar o meu sofrimento e desolação ao dos demais? É preciso considerar primeiro a minha posição, em relação à dos outros animais, para depois pesar a situação...
Foi nesse momento que um velho macaco, que bem do alto do seu galho assistia ao diálogo, falou como quem está revestido de autoridade: – Amiga onça, é sempre assim: A dor alheia só atinge aos altruístas, mas jamais ao egoísta...