Não são vinte, nem são dez, mas
são mais cinco ou menos cinco
os anos que você faz.
Um novo dia, mil novas chances
de ser feliz e uma vida pela frente
com tudo que sempre quis.
E é debutante, e é princesa, é
minha irmã com toda certeza, e
é amor que une o amor.
São quinze, quinze anos reais, de
carinho sem igual, de atenção
sem limite e é só hoje, não
amanha, o dia de lutar por ser
feliz.
Quero me perder em seu corpo, lamber cada gota do seu suor, sentir seu membro latejante e ardente dentro de mim, que espera quente e úmida.
Quero que você sinta o meu mel, e se delicie enquanto eu entro em êxtase... Gemendo, uivando de tanto prazer...
Quero sentir seu gozo, jorrando deliciosamente, quero depois, senti-lo na minha boca, lambendo, chupando, e me deliciando de tanta volúpia.
Te quero, Te adoro
Beijos doces e calientes...
Minha pele de estrelas e luar foi Bordada pelas mãos dos atabaques Quando delicadeza beijou o mar. Olho para trás e uma vez mais beijo As mãos dos meus antepassados, Todos abençoados pelos ritos, Pelos mitos, pela dor que o vento Espalhou na cor que trago em mim Como lembrança e prazer de lembrar Quem fui e sou. Sento no colo de meu avô e todas as vozes Da África gritam em minhas veias. Abraço minha mãe e estou nos braços das sereias. Essa sou eu e assumo a beleza de meus Cabelos negros e de minha pele que guarda Todos os mistérios dos orixás. E se sonho, estou lá, deitada no colo de minha Mãe Yemanjá. E se choro, choro pelo amanhã, mas bato o pé E chamo Iansã. E se me enfeito, sou de Oxum e sou de todos Os lugares e de lugar nenhum. E se canto, chamo por Nanã na cantiga de ninar Que me faz encantada e guardiã. Sim, sinhôzinho, essa sou, ajoelhada, marcada Pelo passado que não passou. Olha bem pra mim e ao redor. Somos Muitos, somos tantos numa voz só. Sou o povo brasileiro, sou a África e A sua continuação nesta bandeira Verde e amarela que trago no coração.
Boa tarde! Que a doce paz faça parte de seu coração hoje e sempre e haja vida resplandecendo através do seu suspirar. Que você tenha muita luz e paz.
Uma semana abençoada para todos!
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mário Quintana